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Extraído de «BPMT» XIII-17 de 29 de Abril de 1867, p. 94

Mais dois postais com fotos de c. 1910 e c. 1925, da colecção (10 postais), intitulada “MACAU ANTIGA, ETERNA”  – fotografias das primeiras décadas do éculo XX – com legendas em três línguas, publicada pelo Instituto Cultural do Governo da R. A. E. M / Arquivo Histórico de Macau, em 2015. (1)

POSTAL – Praça e edifício do Leal Senado, c. 1910

NOTA: Segundo o meu amigo Manuel Basílio no artigo “Rua do Gamboa, uma rua em Macau com estranha denominação em chinês” (2), o postal será de princípios do século XX e mostra do lado direito, onde está a bandeira, o “Hotel Ká Pân” (嘉賓大酒店 – Ká Pân Tái Chau Tim).

POSTAL – Praça e edifício do Leal Senado, c. 1910 – verso
POSTAL – Templo da deusa A-Má, c. 1925
POSTAL – Templo da deusa A-Má, c. 1925 – verso

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/09/25/postais-coleccao-macau-antiga-eterna-i/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/10/07/postais-coleccao-macau-antiga-eterna-ii/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/11/15/postais-coleccao-macau-antiga-eterna-iii/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/11/29/postais-coleccao-macau-antiga-eterna-iv/

(2) Recomendo a leitura deste artigo publicado em: https://cronicasmacaenses.com/2020/02/12/rua-do-gamboa-uma-rua-em-macau-com-estranha-denominacao-em-chines/

“01-12-1779 – O Capitão James Cook, que em 1770 se assenhoreou da Austrália, tem certa relação com Macau, onde vieram aportar dois dos seus navios. Havia em Macau cópias de quadros dum membro da última expedição de Cook, o artista suíco John Webber (1750-1793). (1) Hoje ninguém em Macau sabe onde eles se encontram ou o que é feito deles. Os dois navios da expedição «Resolution» e «Discovery» ancoraram no porto de Macau em 1 de Dezembro de 1779, no seu regresso a Inglaterra, depois do Capitão Cook ter sido morto em Hawai. Weber, cujo interesse era desenhar panoramas célebres pintou, pelo menos dois quadros de Macau.

O quadro “View in Macao, including the residence of Camoens, when he wrote his Lusiad está incluído no Vol. 3, do capítulo XI do livro publicado pelo artista John Webber c. 1779-1788.

Um deles, foi num local, mesmo a noroeste da Fortaleza do Monte, mostrando o Porto Interior e as serras distantes da China, com a Igreja de S. Paulo e uma casa da família Pereira.

Inner Harbor of Macao and Ma Kok Temple, 1788. John Webber (1752-1793), Macao, China, Peabody Essex Museum 2006 Photo Sexton-Dykes https://visualizingcultures.mit.edu/rise_fall_canton_04/gallery_places/pages/cwM_1788_M10471_MaKok.html

No outro, figurava uma vista do pagode de A-Ma, na Barra, um cenário costeiro do Porto Interior, com rochas, sampanas e rampas de desembarque, com serra ao fundo. Referências a estes dois quadros encontram-se no livro de James Orange, intitulado ´The Charter Collection“. (2) (3)

(1) Ver anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/john-webber/.

(2) ORANGE, James – The Chater Collection. Pictures relating to China, Hong Kong, Macao, 1655-1860; with Historical and Descriptive Letterpress. London. Butterworth. 1924. O negociante e coleccionador Sir Catchick Paul Chater, de origem arménia, faleceu em Hong Kong (1926) deixando a sua colecção (porcelana, pinturas, estampas, e livros) bem como sua residência (hoje,  «Admiralty House» ) à sua esposa e após esta falecer, em 1935 passou para administração do governo de Hong Kong. Infelizmente a sua colecção composta por 430 artigos (entre eles, o livro de James Orange) foi danificada e perdida enquanto da ocupação pelos japoneses, restando hoje somente 94 que estão no Museu de Arte de Hong Kong. https://en.wikipedia.org/wiki/Paul_Chater

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 1, 2015, p.304.

Duas fotografias de Macau, 1924, com legendas.

O TEMPLO DE MA KOK EM MACAU – Aguarela em papel – Joseph Selleny – 1858 (1) (2)

(1) https://digital.belvedere.at/people/2123/joseph-selleny/objects

Joseph Selleny – foto tirada em Sidney – Novembro de 1858 Foto de Wilhem Hetzer Collection: National Library of Australia (3

(2) JOSEPH SELLENY (1824-1875) – pintor (aguarelas), desenhista (desenhos a cores) e litógrafo austríaco que participou como pintor oficial da expedição científico-militar austríaca chefiada pelo Comodoro Bernhard Aloys von Wüllerstorf-Urbair.  ao redor do mundo, a bordo de “Novara” entre Abril de 1857 e Agosto de 1859 (1857-1859)

Do mesmo ano, 1858, um desenho de mulher chinesa

(3) https://fr.wikipedia.org/wiki/Joseph_Selleny

O poeta Eugénio de Andrade (1923-2005) (1) visitou Macau em Outubro de 1990 e registou as suas impressões no “Pequeno Caderno do Oriente”, (2) formado por um conjunto de textos em prosa poética e em verso (3)

JARDIM DE LOU LIM IEOC

Deste jardim o que levo comigo

É um ramo de bambu para servir

De espelho ao resto dos meus dias

Lou Lim Iok Garden/ Jardim de Lou Lim Iok. PHOTO: 譚永強 Tam Weng Keong (4)

TEMPLO DA BARRA

O verde dos bambus mais altos é azul

Ou então é o céu que pousa nos seus ramos

A-Ma Temple / Templo A-Ma – PHOTO: A. Roland (5)

APROXIMAÇÃO DE COLOANE

O primeiro pregão da luz insegura

A cercada voz do azul das ilhas

A marítima sombra das palmeiras

Ardendo entre as águas e a bruma.

Avenida Cinco de Outubro, Coloane, década de 90 (século XX)

(1) Ver anteriores referências a Eugénio de Andrade: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/eugenio-de-andrade/

(2) ANDRADE,Eugénio de – Pequeno Caderno do Oriente «Revista da Cultura», n.º 18 (II Série) Janeiro-Março de 1994, pp.183-216. Edição do Instituto Cultural de Macau. Existe versão em Chinês e em Inglês. http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/30011/1584

 (3) PUGA, Rogério Miguel (coord) – Macau na Obra de Eugénio de Andrade in E-Dicionário de Escrita de Viagens Portuguesa.

(4) Colecção Macau – LH 112 – Lou Lim Iok Garden (17, 5 cm x 12,5 cm). “Built by a wealthy chinese merchant in the 19th century, this garden is modelled on those of Souchow, most famous of all Chinese classical gardens”. Ver anteriores referências a este jardim em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jardim-lou-lim-ioc/

Ver anterior foto-postal de 譚永強-Tam Weng Keong: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/10/05/postal-greetings-from-macau-residencia-santa-sancha/

(5) Colecção Macau – LH 111 – A-Ma Temple (17,5 cm x 12, 3 cm). “This temple dedicated to the seafarer´s Goddess A-Ma, dates from the early 16 th. Century

Extraído do Capítulo VI (pp. 143-144) “Narrative of the Expedition of an American Squadron to the China Seas and Japan; Performer in the year 1952, 1953, 1954. Under the command of Comodore M. C. Perry, US Navy”. Edited 1956.  (1),

CHINESE TEMPLE – MACAO

NOTA: A Baía do Bispo mencionada pelo Comodoro Perry é o sítio onde está actualmente o Ténis Civil. A Praia do Bispo que estava nessa zona era a chamada praia dos ingleses, pois era aí que nadavam os ingleses do Hotel Bela Vista

Pormenor da Planta da Península de Macau , 1889, de António Heitor (2)

(1) https://books.google.pt/books?id=DoVEAQAAMAAJ&pg=PA154-IA3&lpg=PA154. Ver referências anteriores em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/04/22/noticia-de-22-de-abril-de-1853-o-plymouth-em-macau/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/03/15/noticia-de-15-de-marco-de-1889-planta-da-peninsula-de-macau-de-antonio-heitor/

Na sequência das postagens anteriores (1) – emissão dos selos da colecção “Lendas e Mitos VDeuses da Ma Chou”,no dia 23 de Abril de 1998, pelo “CTT – Correios e Telecomunicações de Macau”, apresento os quatro selos em offset e de prata (primeiro conjunto de selos de Macau, em prata).

O design desta emissão, composta por quatros selos, representa «O nascimento de Mo Niang»; «O amuleto de cobre oferecido pelo génio»; «A ascensão da deusa» bem como «A presença da rainha do céu». Os desenhos representam Ma Chou como uma jovem, linna, elegante e distinta, no estilo dominante das Dinastias Tang e Song” (2)

Exemplar n.º API2947 – Autorizado pelos CTT
Quatro selos no valor (cada) de 4 patacas; dimensão: 30 mm x 40 mm Desenho: Poon Kam Ling
Quatro selos de prata (qualidade Ag 999); dimensão: 30 mm x 40 mm; peso: 8 g (quatro selos) Desenho: Poon Kam Ling

Deusa da MA CHOU (A MÁ)

“Na mitologia milenária chinesa Ma Chou (A MÁ) ou Tin Hau (Rainha do Céu, é a Deusa protectora do mar, estando a sua figura consagrada no Templo A MÁ e nos mais de vinte templos existentes em Macau. É igualmente venerada pelas comunidades chinesas espalhadas em vinte países e regiões do mundo, designadamente em Taiwan, onde existem mais de 800 templos do género. O templo original dedicado a Ma Chou fica situado em Meizhou no Distrito de Putian, na Província de Fujian, onde esta deusa nasceu e ascendeu ao céu… (…)”………………………continua (2)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/04/23/noticia-de-23-de-abril-de-1998-filatelia-lendas-e-mitos-v-deuses-da-ma-chou-i/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/04/24/filatelia-lendas-e-mitos-v-deuses-da-ma-chou-ii/

(2) Deuses da Ma Chou, O Primeiro Conjunto de Selos de Macau, em Prata. CTT,1998

Foi posto em circulação pelos Serviços de Correios e Telecomunicações de Macau, a partir do dia 29 de Abril de 1997, uma emissão extraordinária de quatro selos designada «媽閣廟 – Templo de A Má», (1) no valor de $ 3.50 patacas cada um e de um bloco com o selo no valor de $8,00 (2)

“COMPLETE SET” 4 selos diferentes (provavelmente retirados de uma folha miniatura de 16 selos (4×4)
“Inner Harbor of Macao and Ma Kok Temple, 1788.
John Webber (1752-1793), Macao, China,
Peabody Essex Museum 2006 Photo Sexton-Dykes “(3)

Este quadro embora datado de 1788, foi feito em desenho, em finais do século XVIII, por John Webber (1751 – 1793) que participou na 3.ª expedição à volta do Pacífico comandada por James Cook (morto pelos nativos, em 1789, no Havai). John Webber regressou a Inglaterra em 1780. Durante a expedição produziu imenso material quer escrito/rascunhos quer em esboços/desenhos (em pastel, lápis de cor e aguarelas) que após o seu regresso, serviram de base para os seus quadros (completados/gravados/ coloridos) publicados após 1784 (4)

(1) Das várias versões sobre a edificação do Templo Chinês da Barra, que parece ter sido construído nos princípios da dinastia Ming (actual estrutura base datada do reinado de Wan Li – 萬曆 (1573-1621), transcrevo a versão mais popular, descrita pelo Padre Teixeira (1) 

“Um dia, uma donzela de Fukien (Fujian 福建)quis embarcar num dos juncos que estavam de abalada para o sul. Mas todos lhe recusaram a passagem, visto ela não ter dinheiro. Todos? Não. O mais pobre junco compadeceu da donzela e ofereceu-se a transportá-la gratuitamente para Cantão. No caminho, rebentou uma tempestade e todos os barcos se afundaram, excepto um. É que a donzela tomou o leme e guiou esse barco a um porto de refúgio. Ao desembarcar, ela subiu a um rochedo e não mais foi vista. Os barqueiros ficaram convencidos de que era a deusa Neang Má, que os havia salvo da tormenta e os conduzira a esse porto. Erigiram ali um templo em honra de Neang Má, o qual se chamou Ma-Kok-Miu (Templo do Promontório de Má), ou Má-Chu-Kok, sendo Má abreviatura de Neang-Má. TEIXEIRA, Pe. Manuel – Templo Chinês da Barra Ma-Kuok-Miu. Edição do Centro de Informação e Turismo, 1979 p. 10 

(2) Portaria n.º91/97/M – B. O. n.º 17 de 28 de Abril de 1997

(3) https://visualizingcultures.mit.edu/rise_fall_canton_04/gallery_places/pages/cwM_1788_M10471_MaKok.htm

(4) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/john-webber/

Na sequência da postagem anterior – emissão dos selos da colecção “Lendas e Mitos VDeuses da Ma Chou”,no dia 23 de Abril de 1998, pelo “CTT – Correios e Telecomunicações de Macau”, (1) apresento o Bloco Filatélico n.º 0480007, com um selo de $ 10,00 (dez patacas) em que foram emitidos 1 800 000 exemplares.

Bloco filatélico – Desenho de Poon Kam Ling

Ao longo dos tempos, o nome da Deusa A MÁ e o nome da Cidade de Macau têm sido conhecidos simultâneamente e, por sua vez, MACAU é o nome português da Cidade a que chamamos em chinês «Porto da Deusa A MÁ». Há mais de 5 séculos que a figura da Deusa A MÁ têm sido venerada pelos numerosos pescadores que construíram o Templo A MÁ para o seu culto, continuando ainda hoje, a manter em permanente queima, incenso e pivetes, em sua homenagem.” (2)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/04/23/noticia-de-23-de-abril-de-1998-filatelia-lendas-e-mitos-v-deuses-da-ma-chou-i/

(2) Deuses da Ma Chou, O Primeiro Conjunto de Selos de Macau, em Prata. CTT, 1998