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Extraído de «O Independente», Vol. I, n.º 15 de 11 de Dezembro de 1868, p. 129

A travessa do “Cortela” foi denominada depois por “Travessa Inácio Baptista” em homenagem a Inácio Baptista Cortela (1750- 1827), filho primogénito de Lourenço Baptista Cortela e de Esmeralda Soares. A Travessa desemboca na Rua de S. Lourenço, mesmo em frente da Residêncial Paroquial de S. Lourenço.

Existe também a Rua de Inácio Baptista (1) que começa na Rua de S. Lourenço, à entrada da Travessa do Hospital dos Gatos e termina na Calçada do Januário, entre as Ruas do Barão e das Alabardas. (2)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/rua-de-inacio-baptista/

(2) TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Volume II, 1997, pp. 327-328. TEIXEIRA, P. Manuel – Galeria de Macaenses Ilustres do Século XIX, 1942, pp. 160

Um aviso ao público de 18 de Agosto de 1856, publicado no Boletim do Governo (1), anunciando a apresentação em Macau, em Setembro de 1856, da Companhia Italiana do célebre funambulo, acrobático e mímico Luis Feroni (Fumoni ?)  para a realização de uma série de variadas, e escolhidas  representações de ginástica,  na Feitoria de Paiva na Rua da Prainha n.º 17 . (2)

«BGPMTS», II-44 de 22 de Agosto de 1856, p. 176

Rua da Prainha principia na Calçada de Francisco António, (1) do lado da numeração ímpar, e no Pátio de Francisco António, (2) do lado da numeração par, e termina na Calçada da Feitoria, (3) junto da Travessa do Cais.

(1) O homem que deu o nome à Calçada e ao Pátio foi o Dr. Francisco António de Seabra, natural do Brasil, o qual chegou a Macau em 1819 a bordo do navio Diana da praça do Rio de Janeiro. Possuía ali uma feitoria, na Calçada da Feitoria, (3) onde eram consertados os navios que ali entravam com fácil acesso pelo cais da Prainha. (4) Casou com Regina Seabra Joannes.

A 14 de Abril de 1830, o mandarim Tso-tang, de apelido Ien, publicou um edital, dizendo «que o carpinteiro Acão e outros ocultamente estavam concertando uma embarcação europeia do português (António) Martins, dentro da Feitoria de Francisco António, usurpando desta sorte o seu direito; e que, visto que pretendem fazer alguma obra, deverão dar parte». O Tso-tang proibiu que o carpinteiro continuasse a obra. (4)

(2) O Pátio de Francisco António (após o «Cadastro das Vias Públicas de 1874) era conhecido anteriormente por Armação de Francisco António ou Pátio do Esteio que começa na Rua do Almirante Sérgio e acaba na da Prainha (4)

(3) Calçada da Feitoria começa na Rua de S. José, junto da Rua do Barão, e termina na Travessa do cais, junto do Pátio de Chan Loc, de um lado, e junto da Rua da Prainha, do outro.

(4) TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Volume I, ICM, 1997, pp. 34 e 427/428.