Archives for posts with tag: Rádio Vila Verde

Artigo extraído de «BGC» 1951.
A emissora ou mais conhecida como a Rádio «Vila Verde» foi fundada em 1951, propriedade de Pedro José Lobo e estava instalada em edifício próprio nos jardins  da residência do proprietário, na Rua Francisco Xavier Pereira (sensivelmente onde hoje está a TDM – Televisão de Macau)
Anteriores referências à Rádio “Vila Verde” em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/radio-vila-verde/

Continuação do relato do “III GRANDE PRÉMIO DE MACAU” (1) iniciado na postagem de ontem, dia 3 de Novembro.(2)
A manhã de domingo, dia 4 de Novembro, despontou um tanto enovoada, fazendo prever que não se teria o mesmo bom tempo da véspera.
E de facto, uma chuva miúda e impertinente veio prejudicar o desenrolar da grande prova quando esta se encontrava na sua melhor fase.
Com a pista ainda molhada, pois tinha estado a chover na noite anterior, os automobilistas inscritos na grande corrida começaram a treinar muito cedo. No treino do dia anterior, os melhores tempos foram obtidos pelo «Mercedes 190SL» de Douglas Steane (n.º 6) (3m 46s), «Ferrari Mondial» de Mário Lopes da Costa (n.º 16) (3m 49s) e «Austin Healey M.» de Robert Ritchie (n. 21) (3m 52s).
Os 18 carros que entraram na pista

Antes da corrida todos os volantes foram apresentados ao Encarregado do Governo, Brigadeiro Portugal da Silveira
Os carros alinhados na pista antes de ser dado o sinal de partida

Pela ordem dos melhores tempos obtidos no treino do dia anterior foram colocados na pista em 7 filas, com a seguinte distribuição:
Às 12 horas precisas, o Encarregado do Governo, Brigadeiro João Carlos Quinhones de Portugal da Silveira deu sinal de partida coma Bandeira Nacional.
Apesar da chuva, à volta do Circuito dezenas de milhar de espectadores não abandonaram os seus lugares. Desses milhares, cerca de 10 mil turistas tinham vindo de Hong Kong propositadamente para assistirem às provas.
À 13.ª volta, começaram a sentir-se umas gotas de chuva, o que obrigou os carros a diminuir sensivelmente a velocidade. Na 17.ª volta, um acidente grave que não trouxe contudo consequências funestas.
O «MG-A» (n.º 31) de P. Molyneux, embateu contra a muralha na Praia de Cacilhas sofrendo grandes danos quer na carroçaria quer no motor. O volante partiu-se em dois bocados, enquanto o condutor, com ligeiros ferimentos, chegou a perder os sentidos. Conduzido ao hospital, numa auto-ambulância, ali recebeu os necessários tratamentos.
Na 34.ª volta, o «Mercedes 190 SL» n.º 6, que seguia, em primeiro lugar, com 2 voltas de avanço do «Ferrari Mondial» n.º 16, sofreu um acidente, indo o carro embater contra a guarita do Posto Fiscal colocada na extremidade da Avenida (então denominada) Dr. Oliveira Salazar, defronte do Quartel de S. Francisco. Parou nos poços, onde perdeu cerca de 3 minutos para receber beneficiações e reentrou depois na pista , com apenas uma volta de avanço sobre o «Ferrari».
Entretanto, o «Ferrari» n.º 16 sofreu por sua vez um acidente talvez mais grave ainda que o do «Mercedes», o que levou a perder mais de 5 minutos nos poços. Dum embate contra umas árvores, próximo do Quartel de S. Francisco, resultou grande estrago de carroçaria. A porta do lado esquerdo teve de ser arrancada. Lopes da Costa não desanimou e voltou à pista tão depressa os mecânicos o largaram. Na pista entrou em 6.º lugar mas ainda conseguiu atingir a 2.ª posição.
Apenas 12 carros completaram as 60 voltas, número mínimo de voltas que cada carro tinha de fazer para se classificar na prova.
O «Femcar» n.º 5, embora tivesse perdido uns preciosos minutos nos poços, continuou na prova, assim como o n.º 21, «Austin-Healey M» de Ritchie, que embora com o motor avariado, não abandonou a prova.
Lopes do Costa, sem esperanças já de apanhar o carro de Steane, ainda no comando ultrapassa entretanto na 69.ª volta, o seu compatriota Macedo Pinto, n.º 11 e vai colocar-se em 2.º lugar.
A Grande corrida termina com 77.ª voltas feita pelo «Mercedes 190 SL» conduzido Douglas Steane, sargento do Exército britânico e o 2.º classificado na prova do ano passado.
A Classificação final foi a seguinte

NOTA MUITO ESPECIAL:
O que mais entusiasmou o público neste Grande Prémio foi a condução do americano George Baker no seu «Ford Thunderbird» (n.º 2) que tendo partido da grelha da 3.ª fila manteve-se após partida o 7.º lugar, sempre com uma calma admirável e grande perícia fazendo autênticas acrobacias como o seu carro que já era de mudanças automáticas. Ao mesmo tempo, durante a prova, teve tempo de comer sanduíches, beber café e ouvir o relato da corrida transmitida pela emissora «Vila Verde», num aparelho portátil colocado sobre os joelhos. Era com este desportivismo, autêntico amadorismo e também humorismo que os primeiros grandes prémios decorriam para gáudio do público presente.
(1) Retirado de «MBI» IV-79, 1956
(2) Anteriores referências ao III Grande Prémio de Macau
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/iii-grande-premio-de-macau/

diario-da-manha-suplemento-de-9jul1966-capaO «Diário da Manhã» (1) apresentou um suplemento semanal em 1966, a propósito da comemoração do 40.º Aniversário da Revolução Nacional de 28 de Maio com o título de “40 Anos na Vida de uma Nação”. O primeiro suplemento abrangia as “províncias europeias, com os arquipélagos da Madeira e dos Açores”.
diario-da-manha-suplemento-de-9jul1966-capa-iO 2.º suplemento publicado em 9 de Julho de 1966, era dedicado às províncias do Oriente “Províncias de Moçambique, Macau, Timor e as terras sequestradas do Estado Português da Índia”.
diario-da-manha-suplemento-de-9jul1966-capa-iidiario-da-manha-suplemento-de-9jul1966-capa-iiiO terceiro número era consagrado às “províncias da África Ocidental: Angola, Cabo Verde, Guiné e S. Tomé e Príncipe”.
Estava programado um quarto suplemento dedicado às comunidades portuguesas dispersas em território estrangeiro, mas creio que não chegou a ser publicado.
diario-da-manha-suplemento-de-9jul1966-macauA secção dedicada a Macau está nas páginas 153 a 162 e tem vários artigos (nenhum deles assinado):
– “A Análise mais autorizada ao progresso verificado na nossa Província de Macau”
– “Aqui Portugal! Fala de Macau a Emissora de «Vila Verde» ” (2)
– “Quatro séculos da História de Macau”
– “Duas figuras de prestígio intelectual e económico da cidade do Santo Nome de Deus.
– “Colaboramos com quem estiver disposto a colaborar connosco”
– “Bispo D. Paulo Tavares.”
– “Leal Senado presente em todos os momentos críticos da história de Macau”
– “Porto de abrigo no «extremo» do Mundo, Macau acolhe 73 000 refugiados.”
diario-da-manha-suplemento-de-9jul1966-salazar“Só os grandes génios são capazes de, por si, mudar decisivamente o rumo da coisas e da própria história, mas esses aparecem, e nem sempre, uma vez em cada século como alguém dizia. Macau não precisa de génios, mas duma acção coordenada, persistente e contínua de todos, mãos dadas e sem veladas intenções nem inconfessáveis interesses, para garantir o bem da província e dos seus habitantes. … “(discurso do Governador de Macau, António Adriano Faria Lopes dos Santos, na abertura do Conselho Legislativo, 1966)
(1) O «Diário da Manhã» n.º 12.562 de 9/7/66, 176 p., dimensões: 41,5 cm x 28, 2 cm x 1 cm. Tinha como Director, Barradas de Oliveira e esse suplemento tinha como editor: António da Fonseca.
O “Diário da Manhã”, a 4 de Abril de 1931, sob direção de Domingos Garcia Pulido, integrante do círculo íntimo de Salazar ocupou a antiga redação d’ “O Mundo”, pioneiro jornal republicano (na Rua da Misericórdia, onde hoje está instalada a Associação 25 de Abril), assume o papel de órgão oficioso e de doutrinação da União Nacional. Com a consolidação do Estado Novo, o “Diário da Manhã” assume uma linha progressivamente mais sectária no culto à figura de Salazar, embora continue a apresentar-se como um órgão noticioso. Esta evidência certamente terá contribuído para que a sua expansão se deva quase exclusivamente à distribuição gratuita ou por assinatura dos diferentes serviços do Estado. A subida ao poder de Marcelo Caetano e uma certa abertura do regime esvaziam de sentido a existência do jornal. O seu último número sai no dia 30 de Janeiro de 1971, vindo a ser substituído pelo jornal “Época”.
 http://casacomum.org/cc/arquivos?set=e_8765 
(2) Publicado em anterior postagem em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/10/26/leitura-1966-emissora-de-vila-verde/

Para além das suas finalidades político-sociais, a Rádio é, ainda, elemento de alfabetização e de cultura.
Tal é o caso de Rádio «Vila Verde», há dez anos no ar e com a surpreendente média de 17 horas diárias de laboração, marcando a presença lusa no éter do Extremo-Oriente.
Rádio «Vila Verde» é mais uma realização do Dr. Pedro Lobo, cuja obra em prol do progresso desta terra tem sido verdadeiramente notável, quer no campo económico, quer no turístico, quer no cultural, como é este agora o caso.
Rádio «Vila Verde» possuiu dois emissores: um, com a potência de 3 quilováticos, o qual transmite principalmente música portuguesa; outro com a potência de 250 vates, que se dedica à transmissão de programas em chinês, logrando alcançar uma grande popularidade.
diario-da-manha-9set1966-recorte-emissora-vila-verdeHabitualmente, com uma certa regularidade, são feitas retransmissões de programas irradiados pois Emissora Nacional, da metrópole.
Rádio «Vila Verde», dando o seu carácter de iniciativa particular, representa um grande esforço material digno dos maiores encómios.
Sabemos quanto custa um emissor e a sua manutenção.
Desejamos longa vida ao simpático emissor e formulamos os nossos mais ardentes votos para que ele continue a levar infatigavelmente e aos portugueses espalhados dentro do seu raio de acção a VOZ DE PORTUGAL NO EXTREMO-ORIENTE.” (1)
diario-da-manha-9set1966-emissora-vila-verdeA emissora «Vila Verde» foi fundada em 1951, propriedade de Pedro José Lobo e estava instalada em edifício próprio na Rua Francisco Xavier Pereira (sensivelmente onde hoje está a TDM – Televisão de Macau) (2)
(1) Retirado do suplemento “Diário da Manhã” – “40 Anos na Vida de uma Nação”,  n.º 12.562 de 9/7/66, publicado em Lisboa.
(2) Ver anterior referência à Emissora «Vila Verde»:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/03/18/noticia-inaugura-cao-da-emissora-vila-verde/

O Dr. Pedro José Lobo escreveu e musicou a obra, género opereta que designou com o nome «Cruel Separação». A obra com argumento curioso foi levada à cena, em 1949,  representada  por amadores, ao ar livre, no jardim da sua residência  «Vila Verde» e tinha fins meramente recreativos para os amigos e convidados.
Nos dias 15 e 17 de Outubro de 1953, com o patrocínio  da esposa do Governador, Da. Laurinda Marques Esparteiro, para angariação de fundos para a Santa Infância , o autor fez representar a mesma peça no Teatro D. Pedro V, na presença do Governador, Almirante Marques Esparteiro e família, entidades oficiais e uma assistência que encheu totalmente o salão do Teatro. Com novos protagonistas, jovens alunos do liceu, um ambiente melhorado de local e cenário apropriado, a peça obteve um novo êxito.

MBI I-6 31OUT1953 Opereta Cruel Separação ICena da recepção  dada pela Baronesa de Okedo no seu Palácio de Londres

Maria Teresa Valadas, sóbria no papel de Baronesa de Okedo, salientou-se sobretudo pela forma segura e agradável como interpretou as árias que cantou, dirigida pela batuta do compositor e acompanhada pela Orquestra da Vila Verde

MBI I-6 31OUT1953 Opereta Cruel Separação IINo camarote da presidência, o Governador Joaquim Marques Esparteiro, e família, pessoal do Gabinete, o Bispo de Macau, o Comandante James McClelland (Chefe de Estado Maior dum dos Almirantes da Base Naval Inglesa de Singapura) e esposa, o Meritíssimo Juiz da Comarca e família, o Comandante Militar e família, o Corpo Consular e Chefes de Serviços.

MBI I-6 31OUT1953 Opereta Cruel Separação IIICena do 3.º Acto, em casa da Tia da Baronesa, em Tóquio

Maria Helena Neves, na figura de mais destaque de todo o elenco da opereta. Com boa presença de palco, boa dicção e uma voz agradável, salientou-se pelos cambiantes que imprimiu ao seu papel.

MBI I-6 31OUT1953 Opereta Cruel Separação IVO elenco feminino composto por (da esquerda para a direita), Lígia da Costa, Manuela Nogueira, Ana Maria Pinto Ribeiro, Olga Maria da Silva, Manuela Pedreira Vaz, Maria de Morais Alves, Maria da Graça Ranito, Maria Teresa Valadas, Maria Helena da Silva e Maria das Mercês Jorge, interpretou num dos intervalos uma «Bailado Alegórico Japonês»
Informações e fotos de MACAU B. I: ANO I, n.º6, 31OUT1953, pp. 4-5.

William Holden 1954WILLIAM HOLDEN, em 1954

Esteve em Macau em visita particular de algumas horas, o actor do cinema americano William Holden, (1) que em 1953, ganhou um «Oscar» pela sua brilhante actuação no filme ‘Stalag 17». (2) Almoçou na residência do sr. Dr. Pedro José Lobo, Chefe dos Serviços Económicos e proprietário da Emissora Vila Verde.

MBI, 1954, n.º21 William Holden IÀ tarde deu um passeio pela cidade e apresentou cumprimentos a o Governador da Província, Almirante Joaquim Marques Esparteiro.

MBI, 1954, n.º21 William Holden II

À noite, o capitalista chinês, sr. Ho Yin, representante em Macau da «Paramount», companhia a que pertence aquele actor, ofereceu-lhe no Hotel «Kuoc Chai» um jantar à chinesa, a que assistiram vários jornalistas.

MBI, 1954, n.º21 William Holden IIIWilliam Holden, falando com o correspondente em Macau do «Hong Kong Standard» disse: “Sinto-me feliz em ter visitado esta encantadora cidade e tenho realmente pena daquelas pessoas que passam por Hong Kong e não têm oportunidade de vir até Macau. Apreciei, sobretudo, a vossa hospitalidade. Há muitos lugares em Macau tais como Ruínas de S. Paulo e o Pagode de Mong Há, que merecem ser visitados. Devo acrescentar que toda a cidade é maravilhosamente bela».

(1) William Holden, nome artístico de William Franklin Beedle Jr. (1918 — 1981), actor norte-americano. Nesse ano de 1954, filmaria três dos seus filmes mais conhecidos: “Sabrina” (com Audrey Hepburn e Humphrey Bogart); “The Country Girl” (com Grace Kelly e Bing Crosby) e “The Bridges at Toko-Ri” com Grace Kelly e Fredric March). Dois dos seus filmes estão relacionados com Hong Kong (alias desde a década de 50, William Holden tinha um apartamento em Hong Kong onde ficava entre as viagens que fazia aos países do Sudoeste Asiático): “The World of Suzie Wong” (1960) (3) e “Love is a Many Splendored Thing” (1955) (4)

Stalag 17
(2) Sob a batuta de Billy Wilder  com quem já trabalhara no excelente filme de 1950 (“Sunset Boulevard”), William Holden foi perfeito na sua interpretação do cínico sargento Sefton em “Stalag 17”.
(3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/10/05/folheto-de-cinema-teatro-apollo-iv/
(4) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/11/10/leitura-a-colina-da-saudade/

Notícia e fotos do «Macau Boletim Informativo»,  1954

Notícia no Boletim da  Agência Geral do Ultramar, de Abril de 1952, a recente inauguração da emissora «Vila Verde» (1).

“Após longo período experimental, foi finalmente, inaugurada em Macau a Emissora Vila Verde, que tem o designativo de CR9XL e é propriedade do Chefe da Repartição dos Serviços Económicos, Sr. Dr. Pedro José Lobo.
            Na cerimónia de inauguração falaram o director dos Correios Telégrafos e Telefones , Sr. António de Magalhães Coutinho, que encareceu o valor deste novo melhoramento para a Província, embora de carácter particular, e o proprietário da emissora, que agradeceu às entidades que lhe proporcionaram as facilidades para a sua instalação e funcionamento, bem como a todas as pessoas que se têm interessado pelo seu desenvolvimento.
            O programa de inauguração, que durou mais de três horas, foi quase totalmente preenchido por composições musicais da autoria do Sr. Dr. Pedro José Lobo e executadas pela sua orquestra privativa. A senhorinha Conchita Borges cantou a «Saudação Angélica» e a soprano chinesa Dora Chi o tango «Shining Eyes», a valsa «Pearl River Charms» e o intermezzo «Butterfly», composições estas também da autoria do proprietário da emissora.
            A nova estação, cujo estúdio e casa de transmissão se encontram equipados e montados com o material mais moderno, goza por este motivo, de grande popularidade entre os apreciadores de música do género.
            Funciona na frequência de 1.037 quilociclos e no comprimento de onda de 289 metros”

O apogeu da emissora «Vila Verde»  foi nos anos 50 e 60 (século XX), conseguindo ultrapassar o Rádio Clube de Macau surgido em 1941 (e que daria lugar em 1962 à Emissora de Radiofusão de Macau)  em termos de audiências e música. Após a morte de Pedro José Lobo, em 1965, a emissora «Vila Verde» começou a declinar, tendo suspendido a sua actividade em 1994. Depois de ser adquirida pela Sociedade de Turismo e Diversões de Macau, a Rádio Vila Verde retomou as suas emissões em cantonense em 2002. (2)

(1) Datas diversas nos diversos documentos consultados (desde 1948 a 1952). A Dra. Beatriz Basto da Silva indica 1951 (Cronologia da História de Macau, 5.º Volume). Alberto Alecrim (Macau n.º 5, 1987)  indica 6 de Março de 1952.
Em 1952 surge a Rádio Vila Verde, propriedade de Pedro José Lobo, com estúdios num edifício privado, emitia sob as designações CR9XL e CR9XM, em cantonense e português. Suspendeu a sua actividade em 1994, tendo retomado as suas emissões em 2002.”
http://macao.communications.museum/por/exhibition/secondfloor/moreinfo/2_9_3_RadioMacau.html
(2) http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunica%C3%A7%C3%B5es_em_Macau