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Decorreu na praia de Cheoc Van, em Coloane, no dia 6 de Novembro de 1976, um concurso de construções na areia no qual participaram noventa crianças de 11 escolas portuguesas e chinesas.

Antes do início dos trabalhos, os dirigentes do concurso deram as necessárias instrucções para que tudo se processasse regularmente
Ao longo da praia de Cheok Van os participantes no Concurso no seu trabalho
Um pormenor no concurso.

Fotos extraídos de «MACAU B.I.T.», 1976.

Realizaram-se, nos dias 1 e 2 de Setembro de 1951, dois animados certames de natação, um em Coloane e outro em Macau.
O primeiro foi promovido pela empresa que explora a barraca balnear da praia de Cheok Van, constando apenas duma prova que consistiu numa corrida de 1 500 metros à qual concorreram 118 nadadores e 12 nadadoras.

O encarregado do Governo, Dr. Aires de Pinto Ribeiro, felicitando o vencedor da prova de Coloane

O segundo foi organizado pelo grupo chinês Fu Sá, nas barracas de banho do Porto Exterior, constando de provas variadas para crianças, rapazes, senhoras e homens tendo sido animadamente disputadas, por grande número de nadadores.

Os vencedores das categorias de crianças, rapazes, senhoras e homens com as suas taças

De Mosaico, III- 14, 1951.

Na altura da visita da equipa de reportagem (1) a Casa da Mocidade Feminina albergava o grupo de raparigas do Liceu nacional Infante D. Henrique, com algumas dirigentes.
Uma vivenda suficiente espaçosa para dar morada a uma mocidade irrequieta que não quer lhe prendam os movimentos, que se sente livre na liberdade dos grandes e luminosos dia dum Verão franco e soalheiro…(…)

MACAU B.I.T.7-8,1972 CASA DA MPF IA bela casa da Mocidade Portuguesa Feminina em pleno funcionamento no Verão de 1972.

… Boa comida e bons ares, sem grandes inibições de disciplina, sentem que os dias são curtos, porque grande é a vontade de continuar

MACAU B.I.T.7-8,1972 CASA DA MPF IIA hora mais apetecida do dia, a distribuição do almoço, que lhes recupere as forças gastas na actividade dos banhos ou nos percursos pelas estradas fora.

Nas horas em que os banhos da praia são as convidam, as raparigas deixam-se ficar em casa e divertem-se a jogar o «majon» ou distraem-se com leituras amenas…(…)

MACAU B.I.T.7-8,1972 CASA DA MPF IIIJogos de mesa nas horas mais calmosas do dia

… Mas a Mocidade Portuguesa não esquece o interesse religioso das suas filiadas. Assistimos, no momento da nossa reportagem, a uma palestra do assistente eclesiástico, versando o oportuno tema da procura de Jesus pelos «Hippies», a ânsia duma transcendência que substitua a falta de substância da vida moderna desligada da sua verdadeira finalidade … (…)

MACAU B.I.T.7-8,1972 CASA DA MPF IVO assistente Eclesiástico da M. P. F. em conversa com as moças das férias.
MACAU B.I.T.7-8,1972 CASA DA MPF VNos banhos…

(1) Continuação das reportagens publicadas em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/08/09/colonia-de-ferias-nas-ilhas-em-1972-iii-casa-ricci/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/08/07/colonia-de-ferias-nas-ilhas-em-1972-ii-casa-dos-correios/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/08/04/colonia-de-ferias-nas-ilhas-em-1972-i-colegio-de-d-bosco/

Continuação das anteriores “Colónia de Férias nas Ilhas em 1972 (I) e (II). Hoje a reportagem da casa de férias da Casa Ricci (1)
MACAU B.I.T.7-8,1972 CASA RICCIUma construção dum só piso à flor da terra, mesmo cosida com a praia de Cheok Van. Destina-se aos alunos das escolas Ricci, dos padres jesuítas. Espaçosa, dá guarida a muitos jovens. Em frente, fica-lhes um vasto campo que proporciona a prática do futebol. Sempre aberta aos alunos, por ela passam no período de férias centenas deles de ambos os sexos.
Como edifício, é das colónias que imediatamente prende a atenção de quem passa junto dela ou a avista de longe.
O vermelho vivo do seu telhado contrasta com o verde carregado da encosta que a circunda e domina.
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/08/04/colonia-de-ferias-nas-ilhas-em-1972-i-colegio-de-d-bosco/
«MACAU B. I. T., 1972»

Continuação da anterior “Colónia de Férias nas Ilhas em 1972 (I)”. Hoje retiro da reportagem (1), a parte referente à Casa de Férias dos Correios.
“Os Correios, através da sua Lutuosa, mantém em Coloane a sua Casa para colónia de férias dos filhos dos seus funcionários. Uma edificação sólida, rústica, bem enquadrada no ambiente campesino que o rodeia. Serve-lhe de base a força invencível do granito que faz ali um socalco. Logo em baixo, a praia de Cheok Van, a que se chega por uma escadaria construída para este mesmo fim.
Crianças chinesas, de ambos os sexos, mostram-nos nos rostos abertos a alegria do viver e a forte influência e no seu espírito, mais descontraídos. As idades variam, mas sem grandes distâncias, a não ser uma ou outra que mais avantaja sobre a maior parte delas o que não impede que a franca camaradagem reine entre todos numa comunhão de amizade e fraternidade.
MACAU B.I.T.7-8,1972 CASA DOS CORREIOS IAs mais crescidinhas deixam-se prender aos encantos da leitura que as diverte e instruí, na frescura do terreiro da Casa de Férias dos Correios.
MACAU B.I.T.7-8,1972 CASA DOS CORREIOS IIOs jovens da Casa dos Correios, entretidos com o jogo de mesa, encontram nekle um passatempo divertido, nas horas em que não vão para a praia.
Esta colónia de férias para crianças dos funcionários dos C. T. T. representa uma das obras meritórias da Lutuosa dos referidos Serviços, que todos os anos se repete com os consequentes benefícios para os que dela se utilizam.
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/08/04/colonia-de-ferias-nas-ilhas-em-1972-i-colegio-de-d-bosco/
«MACAU B. I. T., 1972»

Mês de Agosto é mês de férias. Em Macau, nas décadas de 60 e 70 do século passado, a juventude escolar (para aqueles com alguma folga económica) e poucas opções recreativas, procurava as ilhas de Taipa e Coloane nomeadamente as suas praias, principalmente aos domingos, enchendo as lanchas das carreiras.  Na década de 50 e princípios 60 ainda se ia à praia da Taipa (1) (ficava mais perto quer na  viagem quer depois na deslocação a pé, da ponte cais à praia) mas  depois nas  décadas de 60 e 70 , somente as praias de Cheoc Van e Hac Sá (menos vezes, pois ficava muito longe da ponte cais).
Mas a maioria da juventude procurava as instituições que facultavam aos filhos dos seus associados, ou aos seus estudantes, dias de férias nas chamadas «Colónias de Férias» ou «Colónias Balneares». Gratuitamente ou por um preço, que era quase simbólico, os adolescentes e crianças passavam pelo menos uma semana, sob os cuidados de adultos.
Assim no ano de 1972 funcionaram algumas colónias  na Ilha de Coloane que uma reportagem de uma revista da época (2) retratou-as
Começamos pela Colónia de Férias do Colégio D. Bosco.
MACAU B.I.T.7-8,1972 Colégio D. Bosco I A meia encosta da colina que se ergue ao lado direito da praia de Cheok Van, construíram os Padres Salesianos do Colégio D. Bosco uma obra esplêndida: a vivenda para os seus alunos. Gozando duma situação invejável, no que se refere aos ventos e às vistas que se desfrutam do seu mirante, a «Vila D. Bosco» abre todos os anos as suas portas a muitos jovens de Macau que queiram aproveitar-se dos seus serviços para agradáveis férias.
MACAU B.I.T.7-8,1972 Colégio D. Bosco IILogo pela manhã, fomos surpreender os jovens entretidos a ler livros instrutivos  e recreativos, na ampla sala de entrada, enquanto outros se entregavam a jogos de mesa daqueles que prendem o espírito mas sem o fatigarem.
MACAU B.I.T.7-8,1972 Colégio D. Bosco IIIAlguns, encostados aos resguardos da larga varanda que quase circunda todo o edifício, conversavam, enquanto que olhavam para a beleza do panorama que se estendia diante dos seus olhos, o mar sem fim e a verdura da montanha que extasia.
MACAU B.I.T.7-8,1972 Colégio D. Bosco IVAjudando no arrumo da casa, os jovens não se desdenham de pegar na vassoura e com ela varrer o que disso necessita, na ideia de que o trabalho a ninguém avilta.
Os religiosos (salesianos) que dirigiam esta colónia de férias identificavam-se com os rapazes que lhes estavam confiados, entregando-os aos mesmos divertimentos por que expandem uma energia e exigir ocupação.
MACAU B.I.T.7-8,1972 Colégio D. Bosco VQuando nos afastámos da «Vila D. Bosco», tivemos de procurar a berma da estrada, para dar passagem a dois jovens que percorriam de bicicleta os caminhos de Coloane…” (2)
(1) A chamada praia de Nossa Senhora da Esperança, hoje transformada numa zona pantanosa (mangal), mesmo á frente das casas-Museu da Taipa.
(2) «MACAU B. I. T. , 1972»

No dia 1 de Março de 1970 foi a  inauguração da Pousada de Coloane com 12 quartos e um restaurante, em frente à Praia de Cheoc Van. O restaurante situado mesmo junto à Praia, começou a ser explorado pela gerência do Hotel Lisboa.  (1)
O Hotel Casino de Lisboa tinha sido inaugurado nesse mesmo ano no dia 3 de Fevereiro.

MACAU B.I.T. XI - 1-2, MAR-ABR 1973 Pousada de Cheok VanUm trecho da Praia de Cheok Van, com a Pousada ao fundo, o primeiro empreendimento hoteleiro de valor realizado nas Ilhas (1976)
TAIPA - Praia de Cheok Van

Ao fundo à esquerda, a Pousada de Coloane na década de 80 (século XX)

POUSADA DE COLOANE - década de 90(século XX)Recorte de um panfleto turístico da década de 90 (século XX)

(1) SILVA. Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 5, 1998.

No dia 15 de Agosto de 1985 foi aberto ao público o Parque de Cheoc Van. A inauguração pelo Governador Almeida e Costa foi em Setembro.

FOLHETO TURÍSTICO ROTEIRO 10 Praia Cheoc VanO Parque de Cheoc Van incluía uma piscina com cerca de 1300 metros quadrados, com os respectivos balneários, aos quais seriam acrescentados um restaurante, um bar e uma esplanada. (1)

NAM VAN n.º 16 1985 Picina Cheoc Van(1) Revista «Nam Van», 1985.

No dia 13 de Julho de 1950, realizou-se na Ilha de Coloane, a cerimónia comemorativa dos combates de 12 e 13 de Julho de 1910, nessa ilha contra os piratas. A cerimónia foi presidida pelo Comandante Militar, Coronel Cota de Morais,  vendo-se na foto de José Neves Catela, (1) a alocução do Alferes Assis, um dos combatentes ainda vivos nessa data.

13JUL1950 Coloane MOSAICO I-1 1950Também no ano seguinte, 1951, os sobreviventes da histórica acção militar juntaram-se no dia 13 de Julho para recordar essa data.

13JUL1951 Coloane I MOSAICO II-12 1951Os sobreviventes da acção militar, (1951) alinhados em frente do obelisco comemorativo
13JUL1951 Coloane II MOSAICO II-12 1951Dois dos sobreviventes (1951) durante o almoço numas das barracas da praia de Cheok

Obelisco Coloane 1910 TEIXEIRA, M Macau e as IlhasObelisco em Coloane comemorando as operações contra os piratas.
Símbolo da Cruz e Espada homenageados na Igreja e no Monumento Militar.
(data ? – autor não identificado).

“Para comemorar estas operações contra os piratas, levantou-se no jardim em frente da igreja de S. Francisco Xavier, um tosco monumento com estes dizeres:

COMBATES
DE
COLOANE
12 e 13 de Julho
1910

Esta inscrição está muito defeituosa, pois os combates de 12 e 13 de Julho pouco adiantaram e as operações só terminaram a 29 desse mês.
O último sobrevivente foi o alferes Costa Roque que faleceu em 25 de Janeiro de 1965.” (TEIXEIRA, Pe. Manuel – Os Militares em Macau, 1975)
Anteriores referências (e fotos) destes combates em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/ilha-de-coloane/
(1) Sobre este fotógrafo ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jose-neves-catela/

COLOANE Mapa Turístico 1991COLOANE (路環), MAPA TURÍSTICO 旅遊地圖, (1)

A capa do folheto de 19 cm por 11 cm, editado pela Câmara Municipal das Ilhas, sem indicação de data (provavelmente de 1991).

COLOANE Mapa Turístico 1991 versoA contra-capa, com um mapa “miniatura” da ilha.

 No interior, desdobrável, um mapa da ilha com 45 cm x 35,5 cm de dimensões e pequenas fotografias dos locais a visitar.

COLOANE Mapa Turístico 1991Planta da ilhaEncontram-se sinalizados, os seis templos chineses, as Igrejas de S. Francisco Xavier e de Nossa Senhora das Dores (Ká Hó), as praias de Cheoc Van  e Hac Sá  e as respectivas piscinas e o Parque de Seac Pai Van.
Não sinalizados, mas já aparecem no mapa, os aterros de Seak Pai Van (junto ao reservatório) e de Tai Van e os aterros onde estão construídos as instalações da Central Térmica da Companhia de Electricidade de Macau (CEM).

COLOANE Mapa Turístico 1991 Resenha históricaE no verso do desdobrável, em português e chinês, um resumo histórico e indicações dos lugares turísticos. Do resumo, retiro:
Longe vão os tempos em que a ligação entre Macau e as suas ilhas se fazia de barco, travessia que tinha os seus encantos, constituindo as duas etapas do percurso (de Macau à Taipa e daí a Coloane) por si só, um excelente e repousante passeio nas águas tranquilas do rio das Pérolas. Hoje é possível, saindo de Macau, fazer-se um percurso de automóvel nas duas ilhas; em 1968 foi inaugurado o istmo que passou a fazer a ligação da Taipa com Coloane; em 1974 inaugurou-se a primeira ponte entre Macau e a Taipa e, mais recentemente em 1994, abriu ao tráfego uma nova ponte que liga a península à ilha da Taipa.”
A 23 de Dezembro de 1864, O Governador de Macau, José Rodrigues Coelho de Amaral, escrevia ao Comandante Militar da Taipa nos seguintes termos:
Tendo sido solicitado os habitantes de Coloane uma força militar para sua protecção e sendo de reconhecida necessidade este pedido, marchou hoje um destacamento de dez praças da polícia para aquela povoação, tendo ordem de se apresentar primeiro a V. Ex.ª, debaixo de cuja inspeção ficam”.
Foi assim que, em 1864, os portugueses ocuparam a ilha de Coloane.

(1) 路環mandarim pinyin: lù huàn; cantonense jyuping:  lou6 waan4.
旅遊地mandarim pinyin: lu yóu di tú; cantonense jyuping:  leoi5 jau4 dei6 tou4