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Com a assistência do Governador Almirante Joaquim Marques Esparteiro, e sua Esposa, D. Laurinda Marques Esparteiro, do seu pessoal de Gabinete, de várias entidades oficiais e de grande número de convidados, realizou-se no Liceu Nacional Infante D. Henrique, no dia 26 de Agosto de 1955, a entrega do prémio pecuniário «Luís de Camões», instituído pelo Governador, à distinta aluna Luísa Luz da Rocha Xavier, que terminou o curso dos liceus com a elevada classificação de 17 valores.
Antes da entrega do prémio, usaram da palavra o Intendente administrativo, José Peile da Costa Pereira, na qualidade de Inspector da Instrução Pública , e o reitor do Liceu, Pedro Guimarães Lobato, após o que o Governador entregou pessoalmente um envelope contendo $500,00 patacas à aluna laureada.
Informação de «Macau Boletim Informativo», III-50, 1955
NOTA: segundo Jorge Forjaz (Família Macaenses, III Volume, 1966, p. 1052) , Luísa da Luz da Rocha Xavier nascida em S. Lourenço a 21-02.1941, é filha de Raúl José da Rocha Xavier e de Júlia Maria da Luz. Viria a formar-se em Farmácia e a ingressar na Congregação das Irmãs de Santa Doroteia.

D. Beatriz Emília Nolasco da Silva

Realizou-se no dia 18 de Junho de 1954, no Palácio do Governo à Praia Grande, a entrega pelo Governador Almirante Joaquim Marques Esparteiro, das insígnias de «Oficial da Ordem da Instrução Pública», agraciada pelo Governo da Nação, à D. Beatriz Emília Nolasco da Silva, Directora da Escola Comercial «Pedro Nolasco», (1)
Assistiram, além de pessoas de família, da Direcção da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses e de professores e alunos da Escola Comercial «Pedro Nolasco», as mais destacadas individualidades e Macau.

O Governador, Almirante Marques Esparteiro proferindo o discurso.

(1) Beatriz Emília Nolasco da Silva (1912- ?) filha de Luís Gonzaga Nolasco da Silva e de Beatriz Emília Bontein da Rosa, é neta de Pedro Nolasco da Silva.(3).  Diplomada pela Escola Cantonal de Lucerna (Suíça), professora da Escola Comercial «Pedro Nolasco»mantida pela Associação Promotora da Instrução dos Macaenses: da Língua Alemã (1934 a 1938), da Língua Inglesa e Noções Gerais do Comércio (1939 até 1950) e da Língua Francesa (1940 a 1952). Directora da mesma Escola na década de 40 (século XX) até 1952/53. Creio que nesse ano de 1954, já não fazia parte dos professores da Escola Comercial (o Director interino em 1953 era o Dr. Edmundo de Sena Fernandes).
(2) Comissão Directora da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses no triénio 1953-55:
Presidente – Henrique Nolasco da Silva
Secretário – Joas José Lopes
Tesoureiro – José Fernandes
Vogais – Dr. Damião de Oliveira Rodrigues, Dr. Pedro Guimarães Lobato, Dr. Henrique de Barros Pereira e Francisco de Paula Barros.
(3) A Escola Comercial “Pedro Nolasco” foi fundada no dia 8 de Janeiro de 1878 sob a chefia de João Eleutério d’Almeida, mas a alma de empreendimento e  seu verdadeiro dinamizador foi Pedro Nolasco da Silva.

Escola Comercial (1927)

O edifício situado no alto da calçada do Gamboa, na Praça do Gamboa n.º 2  construído em 1920, foi sede da Escola Comercial até o ano 1966, ano da inauguração do edifício (actual Escola Portuguesa) no cruzamento das Avenidas D. João IV e do Infante D. Henrique (projecto de arquitectura de Raul Chorão Ramalho e executado pelo construtor civil Osseo Acconci)
Fotos de «MACAU B. I., I-22, 1954».

directorio-1934-liceu-central-de-macau-fachadaLiceu Central de Macau – Fachada

O Liceu Central de Macau (1) instalou-se no prédio 89 da Rua Conselheiro Ferreira de Almeida em 12 de Julho de 1924.
Adoptaria o nome de Liceu Nacional Infante D. Henrique em 1937 (B.O. n.º 34/1937)

directorio-1934-liceu-central-de-macau-bibliotecaLiceu Central de Macau – Biblioteca

Nesse ano de 1934 o Reitor era o Dr. José Ferreira de Castro e o Secretário, Fernando de Lara Reis que também chefiava a Secretaria com um funcionário, o 3.º oficial, Júlio José Gracias.
Como professores efectivos: Dr. José Ferreira de Castro (2.º grupo), Dr. Pedro Guimarães Lobato (5.º grupo), Dr. Artur Gonzales de Medina (6.º grupo), Dr. Adelino dos Santos Dinis (7.º grupo), Dr. José Maria Pereira (8.º grupo) e Fernando de Lara Reis (9.º grupo). Encontravam-se vagos, o 1.º e  o 2.º grupo.
Como professores provisórios e interinos estavam:
1,º grupo: Cónego Raúl Camacho
2.º grupo: Dr. João da Costa de Sousa de Macedo Vila Franca
3.º grupo: (Inglês) José Machado Nolasco da Silva
3.º grupo: (Alemão) Filipe Augusto do Ó Costa
Educação Física: Artur António Tristão Borges
Canto Coral: Bernardino de Sena Fernandes.
(1) Ver referências anteriores do Liceu Central de Macau em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/liceu-centralnacional-de-macau/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/liceu-de-macau/

Liceu Centreal de Macau 1927LICEU CENTRAL DE MACAU (1)

 Por Portaria Provincial n.º 5 538, de 3-3-1954, o governador Joaquim Marques Esparteiro, instituiu o prémio «Luís de Camões», de $ 500,00 (quinhentas patacas) a ser concedido ao aluno do Liceu Nacional Infante D. Henrique que prova «ter obtido nota não inferior a 15, sem arredondamentos, na média aritmética das classificações finais de todas as disciplinas da respectiva Secção e ter tido nota de Bom comportamento durante a frequência do 3.º ciclo». (2)

O 1.º prémio – Patacas $500,00 – foi entregue logo nesse ano e pela primeira vez ao aluno Ângelo B. Galdino Dias, que terminou o 7.º ano com 16 valores, sendo reitor do Liceu o Dr. Pedro de Guimarães Lobato. (3)

Liceu Central de Macau 1927 EntradaLICEU CENTRAL DE MACAU (1927) – ENTRADA

 O prémio manteve-se com este nome, havendo no entanto uma alteração em 1984 (deixou de haver contribuição pecuniária) com a publicação do Decreto-Lei n.º 72/84/M de 7 de Julho:
“Art. 5.º O prémio LUÍS DE CAMÕES, sob a forma de diploma e medalha alusiva, será atribuído aos estudantes dos anos finais dos ensinos preparatório e secundário, ou equivalente, de cada um dos estabelecimentos de ensino oficiais e particulares do Território, que, na disciplina de Português, melhor aproveitamento tenham obtido no decurso do ano lectivo.” (4)
Actualmente, a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude da RAEM mantém o prémio:
PRÉMIO LUÍS DE CAMÕES – O prémio Luís de Camões é atribuído ao aluno finalista dos ensinos primário, secundário geral e secundário complementar, ou equivalente, de cada uma das escolas, que tenha obtido, no decurso do ano letivo, melhor aproveitamento na disciplina de Português. O prémio consta de diploma e placa alusiva. (5)

(1) O Liceu Central de Macau (até 3 de Outubro de 1917 era Liceu Nacional) esteve localizado durante 42 anos (1924-1956) no prédio n.º 89 da Rua Conselheiro Ferreira de Almeida.
Ver referências anteriores em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/liceu-nacional-infante-d-henrique/
(2)Anteriormente, antes da II Guerra Mundial, já havia o prémio «Luís de Camões» de $ 100,00, ao aluno melhor classificado em português no 7.º ano ou em português –Latim do 6.º ano”.
TEIXEIRA, P. Manuel – Liceu de Macau, 1986.
(3) A Dra. Beatriz Basto da Silva atribuiu a instituição do prémio em 1953 (Fevereiro).
SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 5.
(4) http://bo.io.gov.mo/bo/i/84/28/declei72.asp?mobile=1
(5) http://www.epmacau.edu.mo/_assets/_pdf/_regulamentos/premios_escolares.pdf

Integrado nas Comemorações Henriquinas de Macau, abre ao público o Museu Luís de Camões instalado no Palacete que pertenceu a Manuel Pereira, no Jardim de Camões. (1)

Palacet Manuel Pereira IO palacete de Manuel Pereira, rodeado pelo parque e vendo-se ao fundo, no alto dum montículo, a Gruta de Camões. (Do Archivo Pitoresco, Vol VII, 1864, pg. 57) (2)

 “Quando o Comandante Pedro Correia de Barros veio chefiar esta província, incumbiu este Governador o então Reitor do Liceu Nacional Infante D. Henrique, Dr. Pedro de Guimarães Lobato, do planeamento das obras de adaptação do edifício, da selecção das peças que nele deveriam figurar. Para este efeito, confiou o sr. Dr. Lobato ao falecido antiquário T´ou Kim Tchâu, devidamente remunerado pelo Leal Senado, o arrolamento, classificação e selecção das peças que julgasse dignas de ser expostas ao público.

Palacet Manuel Pereira IIO palacete de Manuel Pereira, quando serviu de depósito de Material de Guerra (Da revista Ta-Ssi-Yang-Kuo, 2. Vol, pg 387) (2)

 Pelo Diploma Legislativo n.º 1 429 de 4 de Outubro de 1958, publicado no mesmo Boletim Oficial n.º 40 da mesma data, foi o Museu Comercial e Etnográfico Luís de Camões entregue ao Leal Senado, da Câmara de Macau, ficando a propriedade do imóvel registada em nome da mesma entidade e, para auxiliar a manutenção do pessoal do museu, o Estado passou a conceder um subsídio anual de $ 15.000,00 ao Leal Senado da Câmara de Macau, que nomeou uma comissão para estudar as beneficiações que carecesse o edifício do museu e 32 quadros de relativo valor histórico e artístico foram enviados para o Museu de Arte Antiga de Lisboa para serem restaurados.

 Museu Luís de Camões

Em 10 de Agosto de 1960, a Comissão Administrativa Municipal da presidência do Dr. Pedro José Lobo, reconhecendo ser de toda a vantagem abrir o museu ao público, o mais depressa possível, e a achando inexequíveis o plano e as sugestões apresentadas, mandou efectuar, urgentemente, várias obras de reparação e adaptação no edifício, determinando que a sua abertura fosse efectuada, em 25 de Setembro de 1960, como parte integrante das Comemorações Henriquinas, sendo, sob proposta do Vice-presidente Capitão de Engenharia José Arede Bastos, convidado para desempenhar as funções de Conservador do Museu, o então Professor do Liceu Nacional Infante D. Henrique, sr. Luís Gonzaga Gomes.

 Após novo trabalho de selecção, classificação, distribuição e arrumação, efectuado pelo actual Conservador, o Museu Luís de Camões, como ficou definitivamente a chamar-se, foi, finalmente, aberto ao público, na referida data,, e, desde então, todos os dias, com a exclusão das quartas feiras, ao princípio, das 10.00 às 16.00 horas e actualmente, das 11.00 às 17.00 horas, está franqueado aos visitantes, sendo o custo do bilhete de entrada $ 0,50, em qualquer dia de semana, excepto, às sextas feiras em que a entrada é gratuita, conforme ficou determinado pela Portaria n.º 577 de 1 de Outubro de 1960. (2)

(1)     25 de Agosto de 1960 – Completadas as novas instalações do Museu Luís de Camões, em Macau. A primeira sugestão de se fundar esse Museu partiu do Governador de Macau, em 1927. O resto do tempo foi utilizado a recolher peças e, talvez pelo espaço de que iam necessitando, o espólio mudou 5 vezes de lugar, até esta data em que foi inaugurado, na Casa do Jardim de camões. A abertura ao público, no entanto, ainda iria esperar mais um mês
SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Século XX, Volume 5. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, Macau, 1998, 320 p (ISBN 972-8091-64-8)
(2)   GOMES, Luís G. – Museu Luís de Camões. Macau, Imprensa Nacional, 1973, 57 p.
Ver anteriores referências ao Museu em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/museu-luis-de-camoes/