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Extraído de «Gazeta de Macau e Timor», I- 6 de Novembro de 1872 p. 2 http://purl.pt/26918/1/PT/index.html

A reportagem continua na postagem seguinte.

O governador de Macau, Januário Correia de Almeida, Visconde de S. Januário (1) partiu no dia 1 de Fevereiro de 1874 para Cantão (Guangzhou), a bordo da canhoneira Tejo, para tratar com o vice-rei dos dois Quangs, de negócios de alto interesse para o território.

Extraído de «Gazeta de Macau e Timor», II-20 de 3 de Fevereiro de 1874, p.2
Extraído de «Gazeta de Macau e Timor», II-21 de 10 de Fevereiro de 1874, p.2

O governador rgressou a Macau no dia 8 de Fevereiro a bordo da mesma canhoneira.

Extraído de «Gazeta de Macau e Timor», II-21 de 10 de Fevereiro de 1874, p.2


NOTA: No dia 20 de Março de 1874, terminou a publicação do semanário «Gazeta de Macau e Timor» (20-09-1872 a 20-03-1874; responsável: Francisco de Sousa Placé)  cujo principal colaborador foi o escritor Pedro Gastão Mesnier (1846-1886),  secretário particular do Governador Visconde S. Januário.
Sobre este escritor, aconselho a leitura do artigo de António Aresta no «Jornal Tribuna de Macau» em:
https://jtm.com.mo/opiniao/pedro-gastao-mesnier/
e
artigo do  «Diário Illustrado», n.º 4:685 de 12 de Maio de 1886
http://purl.pt/14328
(1) Anteriores referências:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/januario-correa-de-almeida-visconde-conde-de-s-januario/page/1/

Extraído de «Gazeta de Macau e Timor», I-17de 14 de Janeiro de 1873.

fumadores-de-opio-jornal-de-domingo-1881… Na China, o mais apetecido narcótico é o mais violento, o ópio, succo solidificado da papoula que se cultiva em Malva e outras províncias da Índia temperada, e que dá origem a um vastíssimo commercio com as províncias do sul do imperio chinez, avaliado na Índia Ingleza em somma não inferior a ₤ 50.000:000 – duzentos e vinte e cinco mil contos. Seria contudo erróneo supor que o uso de inalar o fumo do opio seja comum a toda a China. Este uso, que se tem localizado principalmente nas províncias marítimas meridionais, encontrou sempre a mais decidida oposição por parte das auctoridades do imperio.
Ultimamente, tentamos produzir o opio nas possessões africanas para fornecermos esse mercado com a preciosa droga. Insensata empresa!
É na possessão portugueza de Macau possessão esta que tem vivido da escravatura e vive hoje do jogo, em todo o resto do imperio ilícito, que há muita ocasião de observar a fundo a grande chaga chineza: o uso do opio.
Encontra-se frequentemente, nas ruas de Macau e Cantão, um homem lívido, definhado, magríssimo, de andar incerto e cambaleante. Nos seus olhos encovados, cercados por negras olheiras, habitualmente amortecidos, de vez em quando fuzila um relâmpago sinistro que logo se extingue. Este homem vaguia na cidade, impaciente pelo momento de entrar no colao, fatal palácio do demónio do opio que o espera e lhe arranca miseravelmente os restos de condemnada existência.
Quem seguir este homem, vel-o-há dirigir-se a um edifício, que, pelo aspecto exterior, faz lembrar uma casa de pasto. Do interior sai um cheiro particular; é o cheiro nauseabundo das emanações do opio, que dentro se está queimando, porque essa casa é um estabelecimento especialmente dedicado aos fumadores da droga indiana.
A vítima entrou.
As primeiras aspirações do narcotico excitaram-n´o com momentânea alegria. Sorveu mais, avidamente, mais e mais, até cahir desfalecido, ficando sem sentimento nem acordo, depois de ter dado mais esse passo para o sepulchro.
O fumador habitual do opio, quando dominado pelo terrível vicio, não tem mais de oito anos de vida, e esta, miserabilíssima.
As mulheres não fumam, e é para notar-se que, em toda a parte, os narcóticos são quasi exclusivamente uzados pelos homens” (1)
(1) Parte dum artigo e gravura retirados de Pedro Gastão Mesnier no «Jornal de Domingo», Anno I-20 de Fevereiro de 1881, n.º 1, p. 8.