Archives for posts with tag: O Portuguez na China 1839-1843

Notícia já postada em 9-09-2019, publicada em vários jornais e livro (1), o de hoje é extraída de «O Portuguez na China», Vol. 2.º, n.º 3 de 17-09-1840, (2) referindo a fonte: suplemento do jornal «Canton Press» (3)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/09/09/noticia-de-9-de-setembro-de-1840-morte-de-um-marinheiro-americano/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/o-portuguez-na-china-1839-1843/

(3) “Em 12-11-1835, surgiu o semanário “The Canton Press”, editado por Franklyn e depois por E. Moller. Este periódico passou também, em 1839, a ser impresso em Macau.”https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/12/22/noticia-noticia-de-22-de-dezembro-de-1835-na-imprensa-estrangeira/

Extraído de «O Portuguez na China», II-14 de 3 de Dezembro de 1840, N.º 64.

O navio «NEMESIS» (1) partiu a 28 de Março de 1840 de Liverpool (Inglaterra) com 60 homens, oficiais e marinheiros (nas suas operações na China, chegou a ter cerca 90 homens a bordo.) com destino ao Oriente, embora o plano de viagem fosse secreto, pois com a chamada “ 1.ª Guerra do Ópio”, em curso (1839 –1842) seria um teste para experimentar a eficácia do primeiro navio de guerra a vapor de ferro). (2) Era comandante do navio, William Hutcheon Hall (depois, em 1842, capitão Richard Collinson). Passou por Portugal (Cabo Finisterra a 2 de Abril) e esteve três dias em Funchal (chegada: 8 de Abril).  Chegou à costa da China em finais de 1840, passou por Macau a 2 de Dezembro. (3)

(1) “NEMESIS”, propriedade da “East India Company”, lançado em 1839, contruído nos estaleiros de “Birkenhead Iron Works”. Foi o 1.º navio de guerra oceânico britânico, de ferro (“steam iron ocean-going iron warship”). Os chineses apelidaram-no de “navio diabo”. https://en.wikipedia.org/wiki/Nemesis_(1839)

“The East India Company steamship Nemesis (right background) destroying Chinese war junks in Anson’s Bay during the Second Battle of Chuenpi, 7 January 1841” https://en.wikipedia.org/wiki/First_Opium_War

(2) O relatório da viagem bem como as intervenções militares na China foram descritos pelo comandante W. H. Hall e publicados em livro:  

(3) “On the 13th, the Nemesis, which had been for some days at anchor with the fleet, a few miles below Chuenpee, conveyed Captain Elliot down to Macao, while the rest of the fleet moved nearer up towards the Bogue, as if with the object of supporting the “negotiations” by a firm display of power. Captain Elliot’s stay at Macao was very short, and from the increased activity of our preparations at the Bogue, it became evident that the “negotiations” were not going on satisfactorily.” (p. 108 do livro citado)

Extraído de «O Portuguez na China», Vol. 2, n.º 51 de 3 de Setembro de 1840, n.º 1

José de Arriaga Brum da Silveira (21-07-1810/29-08–1840), capitão da Infantaria do Batalhão Príncipe Regente, (1) faleceu aos 30 anos, um mês e 4 dias de idade, deixando a viúva de 18 anos de idade, Maria Antónia Joaquina de Abreu e Silva (1822-1891) casamento em 03-05-1836 (2) e um filho de 2 anos de idade, António José de Arriaga Brum da Silveira. (3) “Recebeu o foro de fidalgo cavaleiro da Casa Real e a comenda da Ordem de Cristo, quando tinha 2 anos de idade, em atenção aos relevantes serviços prestados por seu pai; foi também cavaleiro da Ordem de N.ª Sr.ª da Conceição de Vila Viçosa” (4)

José de Arriaga é filho (2.º do casamento) do ouvidor Miguel José de Arriaga Brum da Silveira (1776-1824) (5) e de Ana Joaquina de Almeida (filha de Januário Agostinho de Almeida, um dos maiores armadores macaenses, no seu tempo, com vastos interesses no comércio do ópio e futuro Barão de São José de Porto Alegre).

(1) José de Arriaga Brum da Silveira, primeiro tenente da Companhia de Artilheria, foi promovido a Capitão em 02-05-1838. (Ordem do Exército n.º 21 do QG em Paguim)

Arquivos de Macau 3.ª série VOL XVIII n.º 4 de OUT1972, p. 199

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/02/17/noticia-de-17-de-fevereiro-de-1867-casamento-na-igreja-de-s-lourenco/

(3) António José de Arriaga Brum da Silveira, nasceu na freguesia de Santo António em 29 de Julho de 1838. Casou com Carolina Antónia de Arriaga e Silva (1846-1930) e tiveram 8 filhos. Faleceu a 1 de Abril de 1922 na freguesia da Sé. “ Era funcionário público e «pensionista do estado em terceira vida» (pensão concedida , em três vidas, ao seu avô)” (5)  

(4) FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses Volume I, p. 280

(5) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/miguel-de-arriaga-brum-da-silveira/

A “Gazeta de Macau” (2.ª fase) (1) que se iniciou em 17-01-1839 terminou a 29-08-1839 (2) após a publicação do nº 32. Era um semanário impresso na Tipografia Macaense e tonha como redactor Manuel Maria Dias Pegado. (3)
No início da publicação apresentava-se como jornal oficial, (após a suspensão da publicação do «Boletim do Governo da Província de Macau, Timor, e Solor»), (4) passando depois a jornal de oposição, lutando pela liberdade de imprensa. Foi sujeito à censura.
Alguns “Avizos” curiosos/interessantes, extraídos deste semanário
(1) “Gazeta de Macau” (1.ª fase) foi publicada de 03-01-1824 a 30-12-1826 tendo saído 52 números. O redactor era António José da Rocha mas segundo algumas fontes, o redactor verdadeiro era um frade agostiniano.
(2) “29-08-1839 – Terminou, após 32 números, a publicação do semanário «Gazeta de Macau», editado por Manuel Maria Dias Pegado, irmão do célebre deputado e lente da Universidade de Coimbra e da Escola Politécnica, o doutor Guilherme José António Dias Pegado.” (GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954)
(3) Manuel Maria Dias Pegado (1805 – ? ) fundou três jornais em Macau: o semanário «Gazeta de Macao» cujo primeiro número saiu a 17 de Janeiro de 1839 e terminou a 29 de Agosto de 1839, após 32 números; «O Portuguez na China» em 2-09-1839 (durou até até 04-05-1843); o «Procurador dos Macaistas» em 06-03-1844 (até 22-09-1845).
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/manuel-maria-dias-pegado/
(4) “09-01-1839 – Suspendeu-se a publicação do Boletim do Governo da Província de Macau, Timor e Solor, que era impresso, na Tipografia Macaense, oficina de S. Wells Williams, após cinco números, reaparecendo só no ano seguinte, com o mesmo título a 08-01-1840. (GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954)