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Artigo republicado no Boletim Geral das Colónias, (1) do jornal “A Voz de Macau” (2) de 11 de Dezembro de 1939, referente à dívida de Macau à Metrópole.
(1) «BGC» XVI-177, Março de 1940.
(2) O jornal «A Voz de Macau» começou a ser publicado em Macau no dia 1 de Setembro de 1931 (3 vezes por semana) e em Outubro de 1931 passou a diário. Foi seu fundador o Capitão Domingos Gregório que mudou o nome para Domingos Gregório da Rosa Duque. Domingos Gregório, tinha sido foi secretário do jornal “O Liberal”, dirigido por Constâncio José da Silva; em Fevereiro de 1923 foi editor e director do semanário republicano “O Combate”. O jornal «A Voz de Macau» foi o único periódico a circular em Macau no ano de 1942. Com interrupções, a 10 de Abril de 1945, o Diário «A Voz de Macau» retoma nesta data a sua publicação até 16 de Agosto de 1947 com um total de 600 números.
GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954; SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4, 1997.
Anteriores referências a este periódico e a Domingos Gregório da Rosa Duque em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/a-voz-de-macau/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/domingos-g-da-rosa-duque/

Extraído de «Revista Colonial», 1921.

16 -09-1921 – Tendo uma lancha da capitania ocorrido ao pedido de socorro feito por uma sampana chinesa, que estava sendo vítima das exigências de fiscalização, que uma embarcação com soldados chineses armados pretendia exercer, dentro das nossas águas no Porto Interior, um dos soldados chineses apontou dois revólveres ao patrão da lancha, sendo esta obrigada a retirar-se. Ao sinal de alarme dado pela lancha portuguesa acudiu um dos motores da Capitania que avançou em direcção à sampana. Os soldados chineses que se encontravam na embarcação refugiaram-se, então, na fronteira da ilha da Lapa, entrincheirando-se atrás duns rochedos, romperam vivíssimo fogo contra o motor, sendo imediatamente morto o maquinista. O motor respondeu ao fogo com dez tiros de peça disparados por Joaquim Nunes e só se retirou quando este, o patrão e um dos loucanes estavam já varados pelas balas.
Nova provocação aconteceu a 24 de Setembro de 1921 quando uma canhoneira chinesa fundeou no dia anterior nas águas do Porto Interior, retirando-se em seguida, para de novo repetir a sua provocação. Resolveu as autoridades adoptar uma atitude drástica, declarando o estado de sítio com suspensão de garantias pelo prazo de 8 dias, mas, em consequência de certas entidades inglesas terem intervindo, evitou-se um sério rompimento, sendo ordenada, no dia seguinte, a cessação da ordem do estado de sítio (1)
(1)  GOMES, Luís G- – Efemérides da História de Macau, 1954)

MACAU E SEU PORTO ARTIFICIAL - CapaPublicação de 1922, coordenada e autorizada pelo Vice-almirante Hugo de Lacerda, Director das Obras do Porto, com a colaboração artística e fotográfica de Barbosa Pires. (1) Hugo de Lacerda nos “Preliminares” (p. 3) refere o seguinte:
Tratando-se de organizar tão eficazmente quanto possível a propaganda tal como parece necessária a Macau, nas novas condições que muito especialmente vão sendo creadas com o estabelecimento do porto para navios, foi elaborada uma relação de questões a atender n´este genero de trabalho; são alguns pormenores d´essa lista de questões que figuram em primeiro logar no presente folheto…”
MACAU E SEU PORTO ARTIFICIAL - 1.º PáginaOs artigos desta publicação são:
I parte, em português:
1 – Apontamentos servindo de base aos trabalhos necessarios à propaganda de Macau e do seu futuro porto – vice almirante Hugo C. Lacerda, pp. 4 – 13.
2 – Resumo do que tem sido feito relativamente às obras dos portos desde Abril de 1919, até ao fim de 1921, – sem indicação de autor, pp. 14-16.
3 – Publicações referentes ao porto que convem consultar – p. 17.
4 – Porto de Macau ( do Anuário de Macau de 1921) – Hugo C. de Lacerda, pp. 18 – 23.
5 – Porto de Macau – Do periódico “O Liberal” de 2-2-22 pp. 24-36.
6 – O caminho de Ferro Macau Kong-mun – ex-Senador Henrique Valdez, pp. 27 – 41.
7 – O porto que nos convem – Henrique Valdez,  pp. 42 – 44.
8 – Em torno do Porto e do Caminho de Ferro (Do periódico “O Liberal” de 8-6-922) – H. Lacerda, pp. 45-50.

MACAU RENASCENTE - Dragando a bacia Norte do PataneMACAU RENASCENTE – OBRAS DO PORTO – Dragando a bacia Norte do Patane

II parte, em inglês – Macao and Its Harbour
1 – Informations given to Messrs. Koppel Ltd. – pp. 52-53.
2 – Macao Harbour Projects – An expenditure of about ten million dollars involved- Work already in progress – From ” The Hong Kong Week´s Press & China Overland Trade Report” the 20 th. November 1920), pp. 54-61.
3 – What is said in the important – Review “Pacific Ports”, p. 62.
4 – Macao , pp.63-65.
5 – Macao by R. Hurley, pp. 66-67.
6 – Camões pp.68-73.
7 – Macao by Viscount Northcliffe in “The London Times”, pp. 74-75.
8 – Macao by J. arnold, pp.76-80.
9 – Portuguese in the Far East  by J. B Pires, pp. 81-84.

MACAU RENASCENTE - Construcção da doca de Macau SiacMACAU RENASCENTE – OBRAS DO PORTO – Construção da doca de Macau-Siac

O livro traz três mapas desdobráveis:
1 – 31 cm x 28,5 cm – Planta de Macau e Territorios Visinhos com a indicação do projecto de obras na Peninsula e ilha da Taipa; escala 1/80,000
2 – 27,5 cm x 24,5 cm – Plano Geral das Obras do Porto Artificial de Macau; escala 1/20,000
3 – 20 cm x 15,5 cm – Mapa Chorografico de Macau e Regiões Circunvisinhas; escala 1/14,285 (?)

MACAU E SEU PORTO ARTIFICIAL - Mapa Chorográfico“Mapa Chorografico de Macau e Regiões Circunvisinhas

(1) Macau e o seu porto artificial. Publicação coordenada e autorizada pelo Vice-almirante Hugo de Lacerda, Director das Obras do Porto (colaboração artística e fotográfica de Barbosa Pires).  Macau, 1922, Tip: Mercantil – N. T. Fernandes e Filhos. Rua Central Nos. 26 e 28, 84 p. + 16 p. anúncios, 23,5 cm x 15 cm.
Anteriores referências a Hugo C. de Lacerda e ao Porto de Macau
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/05/27/leitura-a-necessaria-morigera-cao-dos-costumes/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/04/27/o-projecto-do-porto-de-macau-em-1925/
Do periódico “O Liberal” ver em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/08/10/anuncio-jornal-o-liberal/

Anúncio do jornal (anunciava-se como “ «PERIÓDICO, REPUBLICANO INDEPENDENTE») “O LIBERAL”, em 1922.
Este jornal iniciou a sua publicação a 3 de Maio de 1919. O proprietário (também editor e director) foi Constâncio José da Silva (1) e publicava-se duas vezes por semana (às quintas-feiras e aos domingos) (2)

ANÚNCIO O Liberal

Tinha como secretário, D. G. da Rosa Duque (3) e administrador, Elísio das Neves Tavares. Tinha agentes e correspondentes em Hong Kong, Shanghai, Tientsin, Amoy, Cantão, Manila, Soerabaya, Timor, Kobe e S. Francisco da Califórnia.
O número avulso custava 15 avos e “as assinaturas eram pagas em notas de bancos europeus e cobradas adiantadamente”.
Os anúncios no jornal custavam 50 avos por cada polegada de coluna, ou fracção de polegada, com 50 % de desconto caso haja repetição.
A redacção, administração e a tipografia ficavam na Rua da Praia Grande, n.º 55 com o telefone n.º 127.
O periódico tevê curta duração, terminou em 29 de Janeiro de 1924 (4)
(1)   Constâncio José da Silva, tinha sido o director da “Verdade”, periódico anticlerical, que foi contra “o pedido de certas forças locais” para a manutenção, em solo macaense, das congregações religiosas após a implantação da república, em 1910. Refere Beatriz Basto da Silva que Constâncio José da Silva que se mostrou sempre anticlerical, morreu em Shanghai, convertido e confortado com os sacramentos da Igreja.
Recordo que Constâncio José da Silva era advogado e interveio no episódio dos piratas em Coloane e relatado em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/constancio-jose-da-silva/ 
Por curiosidade, é o mesmo Constâncio José da Silva que foi incumbido em 5 de Julho de 1919, para remodelar e reger a Banda Municipal. Há uma indicação de um actuação da banda, em 3 de Março de 1929, num concerto no Teatro D. Pedro V (5)
(2)   Luís G. Gomes refere “O LIBERAL” como um semanário. (4)
(3)   Domingos Gregório da Rosa Duque foi editor e director do semanário «O Combate» iniciado em 06-02-1923 (foi até 21-10-1926) e fundou em 1931 o jornal «A Voz de Macau». (5)
(4)   GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau. Notícias de Macau, 1954, 267 p.
(5)   SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau. Século XX, Volume 4. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude de Macau, 1007, 454 p. ISBN-972-8091-11-7