Archives for posts with tag: Museu Marítimo de Macau

Mais duas fotografias de residências, (1) estas destinadas a funcionários públicos  construídas em finais da década de 40 e habitadas a partir dos primeiros anos da década de 50 (século XX). Estas felizmente mantém-se (por quanto tempo?)

obras-e-melhoramentos-1947-1950-residencias-est-vitoriaUm bloco de duas residências para funcionário públicos, construído na Estrada da Vitória. Um bloco idêntico ao que foi construído na Avenida Sidónio Pais
obras-e-melhoramentos-1947-1950-residencias-largo-da-barraUm bloco de seis residências para funcionários, construído no Largo da Barra.

Este bloco, primeiramente reservada a residências de funcionários (oficiais da Marinha), em 7 de Novembro de 1987, após restauro, foi transformado em instalações provisórias do Museu Marítimo de Macau e o Centro de Estudos Marítimos de Macau, inaugurado pelo Governador Carlos Melancia (2)
(1) Ver anteriores residências da mesma época em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/10/13/novas-residencias-em-macau-de-1950-iii/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/10/11/novas-residencias-em-macau-de-1950-ii/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/10/07/novas-residencias-em-macau-de-1950-i
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/11/07/noticia-de-7-de-novembro-de-1987-inaugura-cao-do-museu-maritimo-de-macau-e-folheto-de-turismo-macau-maritime-museum/ 

O Museu Marítimo de Macau ao completar cinco anos a 7 de Novembro de 1992, (1) assinalou a efeméride com o lançamento da obra «Museu Marítimo de Macau» /澳門海事博物館, sob os auspícios da Direcção dos Serviços da Marinha, da autoria de Manuel Bairrão Oleiro e Rui Brito Peixoto, dois dos funcionários superiores do Museu, em 1991. (2)
Museu Marítimo de Macau - CAPAManuel Bairrão Oleiro, licenciado em História pela Faculdade de Letras de Lisboa, foi para Macau em 1987 para colaborar na organização e instalação do Museu Marítimo.
Rui Brito Peixoto, formado em Etnologia pela Universidade de Lisboa e de Cambridge. foi para Macau em 1983 onde fez trabalhos de campo sobre a comunidade piscatória (publicou posteriormente o livro: “Dragões no Mar – Os Pescadores Chineses de Macau”) e iniciou colaboração com o Museu em 1987 como consultor e depois a templo completo a partir de 1988.
Museu Marítimo de Macau - CONTRA-CAPA(1) Ver anterior referência a este Museu em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/11/07/noticia-de-7-de-novembro-de-1987-inaugura-cao-do-museu-maritimo-de-macau-e-folheto-de-turismo-macau-maritime-museum/
Nesse ano de 1992 além de um programa de comemorações, o Museu,  inserido no planeamento de acções a desenvolver até 1999, reestruturou os seus serviços criando um gabinete de Animação Pedagógica e Relações Públicas e serviços de Biblioteca, Arquivo e Documentação, lançou um programa de informatização e localização de quadros e ainda, a promoção e e comercialização dos trabalhos de modelismo naval efectuados nas suas oficinas.
(2) OLEIRO, Manuel Bairrão; PEIXOTO, Rui Brito – Museu Marítimo de Macau / /澳門海事博物館. Museu e Centro de Estudos Marítimos de Macau, 1992, de 29 cm x 20 cm, 200 p.
NOTA 1 –  A denominação actual do Museu é Museu Marítimo  /海事博物館 e está na dependência da Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água.
NOTA  2 : Para recordar, aconselho uma visita aos programas (disponíveis no Youtube) que o Professor José Hermano Saraiva fez em Macau, em Janeiro de 1999, dois deles acerca do Museu Marítimo,
O Museu Marítimo de Macau de 10 de Janeiro de 1999:
https://www.youtube.com/watch?v=dYC_ZrkKQUc
Tangentes culturais  de 17 de Janeiro de 1999:
https://www.youtube.com/watch?v=bwU2HZ_MVu0

No dia 7 de Novembro de 1987, as instalações provisórias (o Edifício Verde) do Museu Marítimo de Macau  e o Centro de Estudos Marítimos de Macau eram   inauguradas pelo Governador de Macau, Eng. Carlos Melancia e pelo Chefe do Estado Maior da Armada, Almirante Sousa Leitão.
Museu Marítimo de Macau - Edifício VerdeO Edifício Verde que fica no Largo do pagode da Barra foram no passado, residências para oficiais da Marinha e familiares e após a inauguração do novo (actual) edifício do Museu passou a ser utilizado como a parte administrativa do mesmo Museu.

Museu Marítimo de Macau - MUSEU MARÍTIMO

Em 1986, o Capitão dos Portos de Macau, Comandante António Martins Soares, propunha à Administração a criação de um Museu Marítimo no Território. Os Serviços da Marinha foram dotados de verbas que permitiram desencadear acções prioritárias, de entre as quais se salientavam as obras de adaptação do Edifico Verde, onde seria provisoriamente instalado o Museu, segundo projecto do Arquitecto Carlos Bonina Moreno.
O Museu Marítimo de Macau e o “Centro de Estudos Marítimos de Macau” foram  “criados” em 1987, por Despacho Conjunto n.º 5/87, publicado no Boletim Oficial de 16 de Março. (1)

Museu Marítimo de Macau - MUSEU MARÍTIMO 2002

O novo edifício do Museu Marítimo de Macau que está também no Largo do Pagode da Barra  da autoria do arquitecto Carlos Bonina Moreno (início das obras em Janeiro de 1989) seria inaugurado em 24 de Julho de 1990 pelo Governador de Macau, Eng.Carlos Melancia e pelo Chefe do Estado Maior da Armada Almirante Andrade e Silva. O 1.º Director do Museu, nomeado em Outubro de 1987, foi  o Contra Almirante Manuel Vilarinho que cessou funções em Março de 1991.

FOLHETO DST 2002 Maritime Museum LorchaNo mesmo dia da inauguração, fez-se o lançamento à água da Lorcha “Macau”, tendo sido Madrinha a Esposa do Governador, Senhora D. Maria do Rosário Botelho.
Museu Marítimo - Modelo Porto Interior 2005Um dos modelos expostos no Museu, mostrando a actividade portuária no Porto Interior, no princípio do século XX (foto tirada a 3-8-2005).
FOLHETO DST 2002 Maritime Museum 1.ª página

Um folheto da  Direcção dos Serviços de Turismo de Macau  sobre o Museu Marítimo de Macau, em inglês, impresso em 2002, com  50 cm x 21 cm no total, dobrável em 5 partes (10 cm x 21 cm).
FOLHETO DST 2002 Maritime Museum 2.ª páginaFOLHETO DST 2002 Maritime Museum 3.ª páginaFOLHETO DST 2002 Maritime Museum 4.ª página(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Século XX, Volume 5., 1998.

Referências anteriores a este Museu em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/museu-maritimo-de-macau/

Continuação da apresentação da colecção de 10 marcadores de livro, emitidos por “Comissão Territorial de Macau para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses”, sob o lema

“TEMPLOS 廟宇” (1)

MARCADOR TEMPLOS logotipo

Hoje referentes aos templos na cidade de Macau, apresento um marcador com dois:

“Templos de Macau/ 澳門廟宇”(2)

Dum lado do marcador

Marcador de livro Barra ou Á-Má

Marcador de livro Barra ou Á-Má IBARRA ou Á-MÁ/ 媽閣廟(3)

Localizado junto ao Museu Marítimo de Macau, na Barra, construído em socalcos e caminhos curvos como que traçados a gosto de dragão, é considerado o templo mais antigo de Macau (dinastia Ming 1368-1644DC). Todos os dias acorrem aqui dezenas de visitantes, tornando-se lugar de visita obrigatório! Queimam-se panchões em veneração da deusa Á-Má, a jovem donzela de Fukien que salvou os pescadores de uma violenta tempestade. De acordo com a tradição, os primeiros portugueses que aqui chegaram teriam desembarcado junto deste templo, assim nascendo o nome de Macau, derivado de Ama-Ngau (Baía de Á-Má)

 Do outro lado do marcador:

Marcador de livro Pao Kong

Marcador de livro Pao Kong IPAO KONG  公廟(4)

Fica perto do hospital chinês Kiang Vu, no Largo de Pao Kong, que é limitado pelas Ruas da Figueira, das Flores, da Águia e da Entena. Tão interessante este lugar de encontro de inúmeras divindades chinesas, que depois de uma primeira visita fica-se com vontade de voltar! Aí se encontra Pao Kong “deus dos raios”, a doce Kun Iam, Kam Fá e as 60 divindades T´ai Soi. Segundo a lenda, Kam Fá, dedicou a sua vida às crianças e tem poderes para as curar por isso aí recorrem as mães quando os seus bebés estão doentes. Conforme a doença – sarampo, varicela, papeira, etc. – assim entra em trabalhos uma das suas 16 amas aí representadas em estátua. Ainda de acordo com a tradição chinesa é na capela de Soi Fat, no andar de cima, que as mulheres estéreis vêm pedir fecundidade.

(1) Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/category/templos-chineses/
(2) 澳門廟宇 –mandarim pinyin: Ào men miào yù; cantonense jyutping: Ou3 mun4 miu6 jyu5
(3)  媽閣廟- mandarim pinyin: ma gé miáo; cantonense jyutping: maa1 gok3 miu6
(4)  鮑公廟- mandarim pinyin: bào gong miáo;  cantonense jyutping: baau1 gung1  miu6

Apresento dois bilhetes de ingresso ao Museu Marítimo de Macau / Maritime Museum of Macau / 澳門海事博物館 (1)

Bilhete do Museu Marítimo IBilhete de ingresso n.º 001329

No verso do mesmo bilhete:

Bilhete do Museu Marítimo I verso

 

Museu Marítimo 2005Museu Marítimo em 2005

Outro bilhete do mesmo museu com o n.º de ingresso 039341, com o carimbo de ADULTO (成 人) (2) e o custo de $5.00 (cinco patacas).

Bilhete do Museu Marítimo II

No verso do bilhete traz a planta do museu com indicação das diversas áreas de exposição nos três pisos.

Bilhete do Museu Marítimo II verso

NOTA: VER “Exposição de Etnologia Marítima” do Museu em:
http://www.museumaritimo.gov.mo/exhibition_p.html

(1) 澳門海事博物館mandarim pinyin: âo mén hai shì bó wù guan; cantonense jyutping: ou3 mun4 hoi2 si6 bok3 mat6 gun2
(2) 成 人mandarim pinyin: chéng rén; cantonense jyutping: seng4 jan4

“É difícil nos primeiros tempos perceber os macaístas a falarem entre si, porque usam um patois especial que não é nem chinês nem português, entremeado de gritos rápidos.
Quando falam com um português de Portugal lá se explicam melhor, mas com uma entoação à inglesa.
Assim, ao recém-chegado nunca se esquecem de perguntar:

 Como gosta di Macau?

 Está-se a ver o how do you like dos ingleses e ainda a resposta, a querer dizer – muito…infinito!
Dizem sempre em resposta:

 Oh! Sim … (tradução do Yes   britânico)

 E quando não entendem dizem: Como não!
Os géneros masculino e feminino são trocados, dizem – o mesa e a bule di chá, e arranjam frases que só a experiência é que nos dá conhecimento do que significam, tais como, por exemplo,   Abra a janela plan plan!, que quer dizer,  abra a janela de par em par!.
Como exclamação admirativa ou de indignação, de surpresa ou de pasmo, têm uma cousa assim parecida com          

Ou-I-àà!  An-na ”  (1)

NOTA: Filipe Emílio de Paiva assumiu as funções de oficial imediato da canhoneira «Diu», em missão de serviço na Estação Naval de Macau, em 25 de Abril de 1903. O navio estava fundeado no Porto Interior. O 1.º tenente Filipe Emílio de Paiva esteve embarcado na canhoneira até 28 de Fevereiro de 1905. (dados retirados da “Introdução” do livro)

(1)   PAIVA, Filipe Emílio de – Um Marinheiro em Macau 1903. Museu Marítimo de Macau, 1997, 284 p. , ISBN: 972-96755-6-2

 

Museu Marítimo de Macau

Saco de compras de plástico, de cor branca e listado a azul escuro, com um desenho de “caravela portuguesa” e letras em português “MUSEU MARITIMO DE MACAU” , num lado.
Do outro lado, o logotipo do Museu  e em chinês “海事博物館 ” (1)
Museu Marítimo de Macau verso

O Museu Maritimo de Macau (no Largo do Pagode da Barra) e o “Centro de Estudos Marítimos de Macau” foram  “criados” em 1987, por Despacho Conjunto n.º 5/87, publicado no Boletim Oficial de 16 de Março.  Em Setembro de 1987, passa a pertencer ao “International Congress of Maritime Museums“. O primeiro Director foi o Contra-Almirante Manuel Vilarinho (2)

Museu Marítimo de MacauMuseu Marítimo /海事博物館 / Maritime Museum (3)

(1) 海事博物館 (mandarim pinyin: hai shi bó wù guan; cantonense jyutping: hoi2 si6 bok3 mat3 gun2)

(2) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Século XX, Volume 5. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, Macau, 1998, 320 p (ISBN 972-8091-64-8)
(3) Postal emitido pela Direcção dos Serviços de Turismo, impresso na Tipografia Seng Si 12.96 – 10.000 ex. Um dos dez postais que compõem a colecção. Adquirido na Livraria Portuguesa. Ver outros postais da mesma colecção em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/07/29/postal-fonte-cibernetica-1996/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/06/16/postal-templo-de-a-ma-1996/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/11/25/postais-largo-do-senado-e-vista-nocturna1996/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/09/24/noticia-24-de-setembro-de-1865-farol-da-guia/