Archives for posts with tag: Museu Luís de Camões

Quadros com aguarelas de George Vitalievich Smirnoff (1) de 1945 que estavam no então Museu Luís de Camões. (2)

“Igreja de St° António”. Aguarela, 1945. 22,4 x 28.3 cm.
“Igreja do Seminário de S. José e Casario Chinês”. Aguarela, 1945. 28,6 x 22.6 cm
“Igreja da Penha Vista do Porto Interior”. Aguarela, 1945, 22,5 x 28,6 cm.
Igreja de St° Agostinho Vista da Calçada do Gamboa”. Aguarela, 1945. 29 x 25,5 cm
“Igreja de S. Domingos”. Aguarela, 1945, 28,5 x 22,5 cm.

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/george-smirnoff/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/museu-luis-de-camoes http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/30026/1863

Fotografia da capa – Ferreira de Castro na Porta do Cerco

Livro de 1998, com o título “Macau e a China”, (1) uma edição especial bilingue (em português e em chinês) da Câmara Municipal das Ilhas (por ocasião das comemorações do Dia das Ilhas) contendo parte do relato de viagem que o escritor Ferreira da Castro (2) efectuou entre 1939 e 1944 com a sua mulher, Elena Muriel, nomeadamente a passagem por Macau e China, publicada no Capítulo “China” do seu livro de viagem “ Volta ao Mundo” (nas pp 467 – 522. (3)
Com um pequeno prefácio (p. 5) de Joaquim Ribeiro Madeira de Carvalho (então Presidente da Câmara Municipal das Ilhas) e introdução/nota bibliográfica de Ricardo António Alves intitulada «Ferreira de Castro na “Cidade de Lilipute”».
A propósito de uma foto do escritor na Gruta de Camões (p. 13), escreve Ferreira de Castro: (pp. 36-37)
“Atravessamos os bairros novos e subimos a outra colina, a de Camões. No seu glauco sopé fecha-se um vetusto cemitério protestante, com as suas marmóreas sepulturas em forma de caixas quadrilongas. Nestas velhas tumbas encontram-se alguns dos primeiros europeus que morreram no Extremo-Oriente, sobretudo alguns magnates ingleses da famigerada Companhia das Índias, senhores que foram de milhentas traficâncias e de fabulosas riquezas, agora em repouso e olvido entre as bravas ervas que crescem em derredor de seus mausoléus. Poetas, missionários, nautas britânicos e esbeltas loiras de Albion dormem também, sob o sol da Ásia, na vizinhança dos feros homens que só o oiro adoravam. Uma indiscrição, um lagarto sobre as letras já a desvanecerem-se e o silêncio que vai dum extremo a outro do cemitério, como presença inexorável.
Mais acima da necrópole, topa-se um pequeno museu e, depois, entramos nas verdes sendas da colina de Camões. É um admirável parque, cheio de amáveis recantos, de árvores seculares, de flores, de chineses que meditam sobre os bancos, de pares que buscam as sombras e de crianças que brincam nas clareiras. Situado junto ao porto interior, o outeiro oferece belas perspectivas sobre os juncos ancorados, a Ilha Verde, no flanco da península, e as distantes montanhas de Chung-Shan. A única coisa feia é , justamente, a gruta onde o épico teria escrito parte dos “Lusíadas”. Dois penedos verticais, sobre eles um penedo horizontal, eis o sítio que se julga eleito por Camões para nele trabalhar. Sugestivo seria, sem dúvida, o lugar no tempo em que o poeta desempenhou, talvez, em Macau, o burocrático ofício de “Provedor dos defuntos e ausentes”..Mas, hoje, com um pobre busto de Camões entre as rochas e várias lápides portugueses e chinas em derredor, o que houve, aqui, de rude, de beleza selvagem, transformou-se numa espécie de fruste necrópole. “

Macau – A Gruta de Camões onde o poeta teria escrito parte de «Os Lusiadas»
Legenda e foto da p. 482 do livro “A Volta ao Mundo” (3)

(1) CASTRO, Ferreira de – Macau e a China. Câmara Municipal das Ilhas. Direcção da edição: António Aresta e Celina Veiga de Oliveira, 1998,115 p. ISBN972-8279-23-X (Versão Portuguesa)

Capa + contracapa

(2) Na contra-capa do livro: “No Romance português há um antes e um depois de Ferreira de Castro (1898-1974). Este escritor autodidacta, de origens camponesas humildes, nascido no litoral centro de Portugal, emigrado aos doze anos incompletos, em plena Amazónia (1911-1914) e, depois como afixador de cartazes, marinheiro e, por fim, jornalista em Belém (1914-1919), capital do estado brasileiro do Pará, em cuja biblioteca leu avidamente Camilo Castelo Branco e Eça de Queirós, Balzac e Zola, Nietzsche e Gorki; o literato que após o regresso ao seu país continuou no jornalismo, apenas como meio de sustento que lhe possibilitasse escrever os seus primeiros livros; o jovem Ferreira de Castro, aos trinta anos, com o livro Emigrantes (1928), mudou o rumo da ficção narrativa portuguesa, passando a ser uma das figuras de proa – ou a figura de proa – entre os finais dos anos vinte e a primeira metade da década de cinquenta” (Ricardo António Alves)
(3) CASTRO, Ferreira de – A Volta ao Mundo. Emprêsa Nacional de Publicidade, 1944, 678 p.
Anteriores referências a este escritor em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/01/05/leitura-a-volta-ao-mundo-ferreira-de-castro/

Realizou-se em Macau, no Hospital Conde de S. Januário de 6 a 11 de Setembro de 1981, o “SYMPOSIUM ON TRANSCULTURAL PSYCHIATRY”, uma extensão asiática do “The VIII World Congress of Social Psychiatry”, com o alto patrocínio do Governador de Macau.
A Comissão Organizadora era constituída por médicos de Lisboa (A. G. Ferreira, H. Rodrigues da Silva, J. M. Machado Nunes e J. M. Caldas de Almeida) e uma Comissão Local formada por José da Paz Santos, Deolinda Martins e Jorge Alberto Hagedorn Rangel.
A Sessão de Abertura realizou-se no Domingo, dia 6 de Setembro, no Leal Senado às 18 horas.
As Sessões Plenárias, workshops, comunicações livres e Sessão de Encerramento realizaram-se no Hospital Conde de S. Januário.
As línguas oficiais do Simpósio foram o Português e o Inglês, com tradução simultânea na sala principal.

CAPA (21 cm x 15 cm) + CONTRACAPA

Um dos workshops «O MACAENSE E A SUA IDENTIDADE; A sua cultura subjectiva» realizou-se no Museu Luís de Camões , em três sessões, nos dias 8, 10 e 11., tendo como presidente da mesa Nuno Afonso Ribeiro. Intervieram, Charles R Boxer (GB), Carlos Estorninho (P), J. M. Machado Nunes (P), António Conceição Jr (P) , Maria Cecília Magalhães (P) e Silva Rego (P).
Os participantes e acompanhantes ficaram instalados nos Hotéis Lisboa, Sintra e Metrópole.
O jantar de encerramento foi no dia 11 pelas 20.00 a convite do Governador de Macau.
Foram oferecidas aos Congressistas pelo Secretário-Adjunto do Governo de Macau para o Turismo, Ensino e Cultura uma medalha do simpósio na forma de uma «sapeca», moeda chinesa que durante muito tempo circulou em Macau. O seu valor fiduciário é de 1/10 do avo e tem a particularidade de ter um orifício central de forma quadrada.
Os Correios de Macau emitiram um envelope e 6 selos comemorativos deste simpósio, com os seguintes valores: 15 avos, 40 avos, 50 avos, 60 avos, 1 pataca e 2,20 patacas. A autoria do desenho é de António Conceição Jr.

O tema proposto – Simpósio de Psiquiatria Transcultural – foi abordado pelo Artista segundo a perspectiva religiosa, marcante como símbolo de duas culturas. Tendo escolhido um formato vertical, aproveitou a escultura de uma divindade budista em «papier machée», que foi tratada em conotação com o fundo. Assim, à imagem serena do Arhat associa-se a sombra de uma cruz que se projecta sobre a parte central da escultura e que se completa pelo fundo.” (retirado do Programa)
No primeiro dia de emissão, 6 de Setembro, foi também oposto em toda a correspondência um carimbo comemorativo, tenho para isso funcionado um posto de correios no “hall” de entrada do Hospital Conde de S. Januário.
O Programa Social além das visitas aos locais de interesse turístico (incluindo o Museu «Luís de Camões») e às Instituições Assistenciais de Macau, os acompanhantes dos participantes tiveram um almoço “Iam Chá” oferecido pela esposa do Director dos Serviços de Saúde (dia 8), um passeio à região de Zhonshan (oferta do Banco do Oriente) (dia 9) e assistência às corridas de cavalos no Hipódromo da Ilha da Taipa (dia 10).
Durante os dias do simpósio, esteve uma exposição de artesanato de Macau no Hospital Conde de S. Januário, e outra, exposição colectiva de arte gráfica portuguesa contemporânea (organizada pela Galeria 111 de Lisboa), no «Museu Luís de Camões» onde estavam representados Bartolomeu Cid, René Bertholo, Carlos Botelho, Manuel Cargaleiro, Lourdes Castro, Costa Pinheiro, David de Almeida, Eduardo Luís, Victor Fortes, José de Guimarães, Maluda, Jorge Martins, Menez, Nadir Afonso, Eduardo Nery, Nikias, Palolo, Pomar e Vieira da Silva.

No dia 10 de Abril de 1987, o “Correios e Telecomunicações de Macau” (1) lançou uma emissão extraordinária filatélica sob o tema

PATRIMÓNIO ARTÍSTICO – MUSEU LUÍS DE CAMÕES – CERÂMICA DE SHEK WAN

um  sobrescrito (16 cm x 11,5 cm) e quatro selos com o design da autoria de António da Conceição Jr.
Os selos representam cada um deles:
CHOI SAN – Deus da fortuna
YI – deus do sol
CHUNG KUEI – Caçados de demónios
WÁ Tó – o médico.
Todos os quatro selos com o valor de $ 2.20 patacas cada.

Uma série de 16 selos da Litografia Maia –Porto n.º série 23408

PATRIMÓNIO ARTÍSTICO – MUSEU LUÍS DE CAMÕES – CERÂMICA DE SHEK WAN
A cerâmica de Shek Wan tem uma longa história.
Situada a cerca 20 Km a Sudoeste da cidade de Cantão, Shek Wan é banhada por um afluente do rio das Pérolas.Com o rio pela frente e as montanhas por detrás, a população dedicou-se ao comércio e ao artesanato pela inexistência de terras de cultivo.
A cerâmica de Shek Wan remonta ao Neolítico chinês, e é feita com matéria – prima local misturada com barro de Dong Guan. O barro de Shek Wan é muito rico em óxidos de ferro, prestando-se a cozeduras a baixa temperatura.
A nível de escultura em barro, é de referir que o advogado Manuel da Silva Mendes foi o primeiro europeu a considerar os escultores de Shek Wan como artistas que ultrapassaram o estatuto de populares. Uma das características que Silva Mendes apontou, na sua conferência no Grémio Militar sobre a cerâmica de Shek Wan, era o detalhe delicado do barro em detrimento do vidrado das esculturas em porcelana.
Com efeito, as obras de Shek Wan caracterizam-se precisamente por, pelo menos nas áreas correspondentes à pele das figuras, o barro estar à vista sem qualquer cobertura vidrada. O vestuário, esse caracteriza-se por um vidrado colorido, sendo contudo a coloração pouco exuberante.
É importante referir que o Museu Luís de Camões possui da cerâmica de Shek Wan a melhor colecção do mundo. A tradição e a mitologia desempenham um papel determinante na escultura de Shek Wan.
Estamos confrontados com uma expressão que bebe directamente da longa História Chinesa e que é, no barro, a transcrição de uma estética global.

António Conceição Júnior
Conservador do Museu Luís de Camões (2)

Pajela n.º 26 (tiragem 7.500 ex.) do “Correios e Telecomunicações de Macau” com informações em português, chinês e inglês
Dados Técnicos

(1) Portaria n.º 34/87/M: Emite e põe em circulação selos postais alusivos ao Património Artístico do Museu Luís de Camões – Cerâmica de Shek Wan.
(2) António Conceição Jr foi conservador do Museu de 1978 – 1997.
Anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-conceicao-junior/
NOTA: O Museu Luís de Camões instalado na Casa do Jardim da Gruta de Camões, chamada “ Casa Garden.” (hoje sede da Fundação Oriente) desde 1937, tinha “bronzes, objectos de barro tumulares, barros vidrados de Seák-Ván (Shiwan, em Foshan, algumas peças de celadão, uma ou outra peça em esmalte, uns poucos exemplares de jade, havendo numerosas aguarelas chinesas, mais de uma dezena de retratos de mandarins a óleo, sendo, contudo, raríssimas as peças em porcelana” (segundo refere Luís Gonzaga Gomes), comprados pelo Museu aos herdeiros de Manuel da Silva Mendes
Anteriores referências ao Museu Luís de Camões em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/museu-luis-de-camoes/

directorio-1934-museu-luis-de-camoes-uma-das-galeriasMuseu Luís de Camões – Uma das galerias.

O Museu Comercial e Etnográfico Luís de Camões foi criado, na dependência da Direcção das Obras dos Portos, por P.P. n.º 221 de 5 de Novembro de 1926.
Por D. L. n.º 203 de 19 de Setembro de 1931 passou a estar dependente da Inspecção de Instrução Pública.
Instalado primitivamente no Palacete da Flora, foi removido em 1928, para as salas do edifício de Leal Senado.
No ano de 1934, data destas duas fotos, estava aberto ao público das 11 às 16 horas, todos os dias, com excepção das quartas-feiras.

directorio-1934-museu-luis-de-camoes-outra-galeriaMuseu Luís de Camões – Outro aspecto da galeria

Os seus serviços estavam distribuídos por quatro secções:

    1. Comercial;
    2. Sacra;
    3. Etnográfica e Artística;
    4. Biblioteca

A Direcção era composta por:
Um Presidente nato, o Inspector de Instrução Pública: Dr. João Pereira Barbosa.
Um Director da Secção Comercial: Cónego António Maria de Morais Sarmento.
Um Director das Secções Etnográfica e Artística e Biblioteca: Dr. Horácio Pais Laranjeira.
Tinha ainda como Pessoal assalariado:
Um fiel: Margarida da Rocha Xavier;
Um guarda: Tomé d´Assunção;
Um servente: Seac Lai I.

Aproveitando esta notícia datada de 6 de Agosto de 1970, presto a minha homenagem a este pintor macaense, Herculano Estorninho (1)
“06-08-1970 – Regressa de Timor Herculano Estorninho” (2)
Herculano Estorninho em 1968 seguiu para Timor a fim de dirigir a Sociedade de Turismo e Diversões de Timor e regressa em 1970. Durante a sua permanência em Timor pintou muito da paisagem, usos e costumes dessa terra.

Herculano Estorninho - Aspectos da sua vida e obra CAPACAPA do livro “Herculano Estorninho, Aspectos da sua vida e obra” (1)

(1) Herculano Hugo Gonçalves Estorninho nasceu em Macau, na freguesia da Sé, em 1 de Abril de 1921. Era o nono filho de José Gonçalves Estorninho (natural de Lagoa, Portugal) e de Palmira Maria Augusto Estorninho (natural de Macau).
Frequentou o Seminário S. José e mais tarde o Liceu Nacional Infante D. Henrique, onde foi aluno dos mestres que lhe deram os primeiros ensinamentos de desenho e composição, Fernando Lara Reis, Bordalo Borges e António de Santa Clara. Começou a pintar aguarelas em companhia de Luís Demée.(3). Prosseguiu os seus estudos com Brigite Reinhart, no então Colégio de Belas-Artes de Macau e depois em Belas-Artes Aplicadas com Frederic Joss, no Instituto de Arte Aplicada de Viena de Áustria.
Em 1962 com um grupo de artistas de Macau fundou o “Grupo Arco-Iris”.
Trabalhou durante 17 anos como observador meteorológico antes de ir para Timor e no regresso trabalha para a administração do Hotel Lisboa e em 1976 no Hotel Sintra até 1993. Faleceu a 30 de Abril de 1994.
A obra de Herculano Estorninho encontra-se na Europa, Ásia, América, África e Austrália nomeadamente em Portugal,  França, Itália Suécia, Áustria, Macau Hong Kong, China, Japão, Estados Unidos, Brasil, Angola e Moçambique. Em Portugal há trabalhos do pintor no Palácio de Belém, Palácio de S. Bento, Casa de Macau e Colecções Particulares (4)

Herculano Estorninho - Museu Luís de Camões 1963Herculano Estorninho  – Museu Luís de Camões (hoje, Casa Garden)
Aguarela sobre papel, 1963
Museu de Arte de Macau

“Nos óleos pintados em Macau também o espatulado ou a pincelada são vibrantes de cor fazendo lembrar um seu contemporâneo, Fausto Sampaio, embora muito mais velho, cuja pintura se apresenta com características semelhantes às do Estorninho. Em ambos, as texturas variadas conseguidas através de espessos empastamentos, a pincelada esperta na composição sólida, transmitem toda a emoção e a interpretação perceptivo – instintiva do lugar. Os contornos não são importantes e apagam-se para dar lugar à vibração e cintilação do movimento”.. (…)
Quanto à aguarela, a própria natureza do género conduziu-o a uma grande liberdade de expressão onde a rebeldia ” fauve” ficou presente, transmitindo a exaltação do pintor perante o assunto a tratar. O depuramento do tema e funcionalidade da cor, que passou a actuar como tradução da poesia contida no olhar, é sentida em muitas das suas aguarelas.”
Maria Margarida L. G. Marques Matias, na “Introdução” da exposição de 71 quadros de Herculano Estorninho em Dezembro de 1995, no Clube Militar (4)
(2) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 5, 1998
(3) Ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/luis-demee/

Herculano Estorninho - Junco1963Herculano Estorninho – Junco
Aguarela em papel (1963)
http://www.macauart.net/News/ContentE.asp?region=L&id=162038

(4) Dados biográficos recolhidos do livro: ” Herculano Estorninho, aspectos da sua vida e obra. Exposição realizada na Sala do Comendador Ho Yin do Clube MIlitar, 21 de Dezembro de 1995. Edição da Fundação Macau, ISBN 972-8147-55-4
Anteriores referências:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/herculano-estorninho/

Folheto turístico de 20 cm x 13,5 cm, em inglês, com o título “MACAU” sem indicação do editor (provável, Direcção dos Serviços de Turismo) e sem data de emissão (provável, década de 80); 16 páginas.
Contents: 1 – History; 2 – Geography; 3 – The Present; 4/5 – Travelling to Macau; 6/7 –  Sightseeing; 8/9 – Events; 10 – Accomodation; 11 – Eating Out;  12/13 – Entertainment; 14 – Shopping; 15/16 – Old Buildings Sites.”

FOLHETO TURÍSTICO - MACAU NA DÉCADA DE 80 (SÉC. XX) capaCapa (Fortaleza do Monte) e Contra-capa

FOLHETO TURÍSTICO - MACAU NA DÉCADA DE 80 (SÉC. XX) pp.2-3Páginas 2 (“Geography” – Mapas) e 3 (“The Present” – o edifício dos Correios e a marginal em frente do Hotel Lisboa e do Hotel Presidente)
FOLHETO TURÍSTICO - MACAU NA DÉCADA DE 80 (SÉC. XX) pp.6-7Páginas 6 e 7 (“Sightseeing”: as Ruínas de S. Paulo, o Museu Luís de Camões, a Igreja da Penha, o  Templo da Barra)
FOLHETO TURÍSTICO - MACAU NA DÉCADA DE 80 (SÉC. XX) pp. 10-11Páginas 10 (“Accomodation”: o Hotel Excelsior e a Pousada de Santiago) e 11 (“Eating Out”: pratos de comida portuguesa e chinesa)
FOLHETO TURÍSTICO - MACAU NA DÉCADA DE 80 (SÉC. XX) pp. 12-13Páginas 12/13 (“Entertainment” – um passeio de triciclo e depois jogar: o Hotel/Casino Lisboa, o canídromo/corrida de galgos, o casino Jai Alai e o hipódromo da Taipa – cavalos a trote)
FOLHETO TURÍSTICO - MACAU NA DÉCADA DE 80 (SÉC. XX) pp. 14-15Páginas 14 (“Shopping”: as guloseimas chinesas, o peixe salgado e os antiquários ) e 15 (“Old Buildings Sites”: os Correios e Macau e os edifícios da Avenida Conselheiro Ferreira do Amaral)
FOLHETO TURÍSTICO - MACAU NA DÉCADA DE 80 (SÉC. XX) pp. 16-17Páginas 16 (“Old Buildings Sites”: o Clube Militar) e 16/17 (os endereços das diversas representações turísticas do Departamento de Turismo de Macau, pelo mundo)

Bernardino Senna FernandesFoi nesta data, 18 de Abril de 1890, agraciado por mercê honorífica com o título de Visconde de Sena Fernandes por duas vidas, o proprietário macaense Barão de Sena Fernandes.

Bernardino de Senna Fernandes nasceu em Macau a 20 de Maio de 1815 e também aqui faleceu a 2 de  Maio de 1893. Era filho de José Vicente Fernandes e de Ricarda Constantina Fernandes, naturais desta Província.
Bernardino Senna Fernandes Brasão IBernardino Senna Fernandes Brasão IIBernardino Senna Fernandes Brasão IIIFoi distinguido com os títulos de Barão em 25 de Outubro de 1888, de Visconde (17-04-1890) e de Conde, em duas vidas (31-03-1893).  Esta ultima mercê só chegou depois da sua morte pelo só pode ser gozada por seu filho que, a falar com rigor foi o 1.º Conde de Sena Fernandes. Enquanto que o nome de família seja referenciado em Macau como “Senna Fernandes“, os títulos foram outorgados como “Sena Fernandes
Bernardino Senna Fernandes Brasão IVBRASÃO DE ARMAS: Escudo de ouro carregado com uma águia bifronte de negro estendida, armada de vermelho e com um crescente de prata apontado para cima sobre o peito ; orla de vermelho carregado com quatro cruzetos de ouro entre quatros crescentes de prata sendo estes acantonados  e aqueles nos centros do chefe, contra-chefe e laterais – Timbre, uma águia de negro andante e armada de vermelho. Virol de ouro e vermelho e assim o paquife; elmo de prata lisa, decorado de oiro lavrado e o forro azul celeste.

Negociante rico, grande proprietário (um dos maiores contribuintes de Macau do século XIX), figura polémica (1) e controversa,  foi Major ordinário, (2) Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, Comendador da Ordem de Cristo, Comendador da Ordem do Elefante de Sião, Cavaleiro de Torre e Espada, Condecorado com a Medalha de Prata de Mérito e Filantropia, Cônsul de Sião e da Itália em Macau, diplomata,  (3) Comandante da Guarda da Polícia, (2) organizador da Polícia do Mar,  (4) superintendente da Emigração Chinesa (isto é da emigração dos cules), inspector de Incêndios,  (5)  presidente da Comissão Administrativa da Santa Casa da Misericórdia e sócio fundador da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses) (APIM). (6)
Deixou numerosa descendência. Casou a 30 de Setembro de 1840 com Antónia Maria de Carvalho. Ficou viúvo, casou a 11 de Julho de 1862 com D. Ana Teresa Vieira Ribeiro e tiveram 9 filhos.

Bernardino Senna Fernandes Estátua IFoto: 2015

Esta estátua foi erecta, em Março de 1871, (no mesmo mês e ano em que foi inaugurado o monumento da Vitória) (7)  num terreno ajardinado do outro lado da rua oposto ao Monumento da Vitória; dali foi removida para o pequeno jardim do vivenda “Caravela”, (8) na Avenida da República, construída pela família Senna Fernandes. A família posteriormente alugou/vendeu (?)  a vivenda “Caravela” para servir de Hotel/Restaurante e nessa altura ofereceu a estátua ao Governo que a mandou colocar no recinto murado do então Museu de Luís de Camões (hoje  propriedade da Fundação Oriente) à direita de quem entra. (9)

Bernardino Senna Fernandes Estátua IIO pequeno jardim à frente da sede da Fundação Oriente com a estátua de Senna Fernandes (na foto: esquerda superior). Foto: 2015

O pedestal tem inscrições em chinês e português. (actualmente muito apagadas)

Bernardino Senna Fernandes Estátua IIIFoto: 2015
PARA PERPETUAR A MEMORIA DO BENEMERITO
CIDADÃO
BERNARDINO DE SENNA FERNANDES
MAJOR HONORARIO
COMMENDADOR DA ORDEM MILITAR DE
NOSSO SENHOR JESUS CHRISTO
COMMENDADOR DA ORDEM DO ELEPHANTE BRANCO
DE SIAM
CAVALEIRO DA ANTIGA E MUITO NOBRE ORDEM
DA TORRE E ESPADA, DO VALOR, LEALDADE E
MERITO FIDALGO CAVALEIRO DA CASA REAL
CONSUL DE SIAM E DA ITALIA
I BARÃO, VISCONDE E CONDE DE SENNA FERNANDES
AGRACIADO COM A MEDALHA DE PRATA
DE MERITO, PHILANTROPIA E GENEROSIDADE
CHEVALIER SAUVETEUR DES ALPES MARITIMES
SOCIO PROTTETORE DE ASSOCIAZIONE DEI
BENEMERITI ITALIANI
MUITO APRECIADO PELA COMUNIDADE CHINEZA
DE MACAU
PELO SEU AMIGO JUSTICEIRO E PROVADA
ESTIMA  E SYMPATHIA
AOS NEGOCIANTES CHINEZES
A QUEM SEMPRE DISPENSAVA PROTECÇÃO
E APOIO
Bernardino Senna Fernandes Estátua IVFoto: 2015
Esta Estátua foi mandada erigir por
Lu-Cheo-Chi, Cham Hau-in, Ho-Liu-Vong
e outros negociantes chinezes de Macau
Em Testemunho de Amizade e Gratidão

(1) “Figura poderosa e polémica, foi naturalmente alvo de invejas e acusações  de toda a ordem, sobre as quais se torna difícil, hoje em dia, tecer um juízo de valor. Seja como for, ele próprio entendeu defender-se e publicou o folheto Um apelo ao publico imparcial, Macau, Typ. Popular, 1869, 24 p., no qual apresenta uma série de documentos comprovativos dos altos serviços prestados à Província. Coincidência, ou não, pouco depois desse desafrontamento pessoal, um grupo de importantes comerciantes chineses, deliberou mandar erigir-lhe uma estátua de corpo inteiro. (FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses)
(2) Senna Fernandes criou um corpo de polícia privado, em 1857, a «Polícia do Bazar», paga por um grupo de comerciantes chineses e depois esta Polícia extendeu-se a toda a cidade. Mas breve surgiram queixas de abuso de poderes. O governo hesitava, falho de meios para se lhe opor. Finalmente usando a velha regra que propõe que “se não os podes vencer junta-te a eles“,  Senna Fernandes foi nomeado Comandante da Guarda da Polícia a 14 de Outubro de 1857 e a 18 de Julho de 1861 foram-lhe concedidas as honras de major. Para demonstrar a sua riqueza, armou a Polícia à sua custa, com o armamento mandado vir propositadamente da Inglaterra.
SARAIVA, António M. P. – Jardins e a história de Macau in Macau, encontros de divulgação e debate  em estudos sociais, pp. 193-205.
Site das Forças de Segurança de Macau  indica como Comandante da Polícia: 14-10-1857 a 29-07-1863. (http://www.fsm.gov.mo/psp/por/psp_org_9.html)
(3) Conseguiu estabelecer com a China vários tratados de comércio, a fim de garantir à população os víveres necessários, depois de várias proibições ordenadas pelos mandarins em consequência da guerra entre a China e a Inglaterra, missão esta muito difícil que só o seu génio e alto prestígio conseguiu levar a bom termo. (Macau B. I., 1954)
(4) Criou também a Polícia do Mar, a quem se deve o salvamento de muitas vidas e propriedades, especialmente a quando do tufão de 27 de Julho de 1862. Reprimiu, à sua custa, com os seus navios e embarcações, o contrabando  e a pirataria nesta paragens, entregando sempre à Fazenda Pública o produto e os artigos das apreensões. Macau B. I., 1954)
(5) Reorganizou os serviços de incêndio da cidade exercendo gratuitamente o cargo de inspector (Macau B. I., 1954)
(6) Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM) foi  fundada em 17 de Outubro de 1871, destinada à educação dos «filhos da terra». Em 1878 cria a «Escola Comercial»  (SILVA, Beatriz Basto da Cronologia da história de Macau, Vol.3).
(7) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/monumento-da-vitoria/
(8) O edifício da Caravela, infelizmente demolido em princípios de 1979
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2011/12/31/caixa-de-fosforos-hotel-caravela-2/
(9) TEIXEIRA, P.  Manuel – A Voz das Pedras de Macau, 1980.

Macau B.O. I- 1954, n.º 12 Imprensa OficialO «moderno» edifício da Imprensa Nacional, em 1954

 No dia 28 de Janeiro de 1954, o Governador da Província, Almirante Joaquim Marques Esparteiro, inaugurou o novo edifício da Imprensa Nacional (1) “um edifício moderno, amplo, com magníficas instalações à altura das necessidades presentes e futuras”. (2)

Macau B.O. I- 1954, n.º 12 Inauguração corte fitaO acto do corte da fita simbólica

Após o corte da fita simbólica, a esposa do Governador descerrou uma lápide comemorativa.
Na sessão inaugural realizada no Gabinete de trabalho do administrador da Imprensa, discursaram o Chefe da Repartição Central dos Serviços de Administração Civil, Intendente José Peile da Costa Pereira, o Administrador da Imprensa Nacional, Jaime Robarts  (3) e o Governador.

 Macau B.O. I- 1954, n.º 12 IDiscurso Governador«… Dentro de vasto campo de realizações registadas em todas as terras portuguesas, Macau marca a sua posição enriquecendo pouco a pouco o seu património» – afirmou o Governador

O Intendente de Distrito, José Peile de Costa Pereira,  no seu discurso, lamentou que estando orçamentada uma verba para a instalação da oficina litográfica, o que permitiria a Imprensa Nacional passar a imprimir os selos de assistência e as etiquetas usadas pelos Serviços Económicos nas mercadorias sujeitas ao imposto de consumo, por circunstâncias várias, essa instalação não foi adquirida o que representaria uma economia para o Território, já que eram feitas em Hong Kong.

Macau B.O. I- 1954, n.º 12 Visita instalaçõesAs entidades oficias observam a nova máquina de fundição tipográfica

Imprensa OficialNOTA: outras informações da Imprensa Nacional e fotos da inauguração do edifício, podem ser observadas em
http://bo.io.gov.mo/galeria/pt/histio/fotoarquivo.asp

(1) Na Rua dos Prazeres, nessa data 28-01-1954, rebaptizada de Rua da Imprensa Nacional, s/n.
A Imprensa Nacional foi criada por Decreto de 19 de Julho de 1901 (2) (outras fontes apontam outra data) (4) (5). Ao longo dos anos até esta inauguração, ocupou em primeiro, um edifício na Calçada do Bom Jesus (até aí as publicações oficiais eram impressas em tipografia particular) (5). Depois esteve sucessivamente em outros seis: Rua do Hospital (hoje, Pedro Nolasco), na Rua do Gamboa, na Rua Central, na Rua da Praia Grande, na Rua de Inácio Baptista e na «Casa Garden» (1930-1953; com a saída da Imprensa Nacional, aproveitamento das instalações para instalação do Museu Etnográfico Luís de Camões). A iniciativa da construção de um edifício próprio foi do anterior Governador, Albano Rodrigues de Oliveira. Custou ao Estado, $ 403.901, 49 patacas.
(2) Fotos e reportagem de ”Macau Boletim Informativo”, 1954
(3) Jaime Robarts foi Administrador da Imprensa Nacional de Macau de 1947 a 1973.
(4) “16 de Novembro de 1900:  É criada a Imprensa Nacional de Macau, autorizada por S. Ex.ª o Ministro da Marinha e Ultramar (Ofício n.º 106, de 27-12-1899, telegrama ministerial de 12-11-1900), e nomeado «provisoriamente director-compositor da Imprensa Nacional o maquinista naval José Maria Lopes, adido à capitania do porto» (Portaria Provincial n.º 151, de 16-11-1900).”
http://bo.io.gov.mo/galeria/pt/histio/fundacao.asp
(5) “16-11-1900José Maria Horta e Costa publica a criação da Imprensa Nacional de Macau que estará pronta a funcionar a partir de 1-01-1901, cessando nesse dia o «contrato celebrado com Jorge Carlos Fernandes para a impressão do Boletim Oficial da Província de Macau
01-01-1901 – Fundação da Imprensa Nacional de Macau.
04-01-1901 – O Boletim do Governo passou a ser impresso na Imprensa Nacional de Macau” .(Luís G. Gomes aponta a data de 05-01-1901)
SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4.

Em anterior “post” de 07/11/2013, referi a esta Exposição  (1), que foi inaugurada a 7 de Novembro de 1926, num terreno entre as Avenidas Coronel Mesquita, Horta e Costa e Ferreira d´Almeida.
Volto a esta notícia com mais elementos.

MACAU n.º 5-1987 Expo Feira Ind 1926 MAPAMapa da localização da Exposição Industrial e Feira de Macau

 De 7 de Novembro a 12 de Dezembro de 1926, Macau assiste à “Exposição Industrial e Feira de Macau”, ideia do Dr. Rodrigo Rodrigues, (2) já de 1923, mas que por vicissitudes várias só permitiram a sua concretização nessa data.
Estava nessa altura como Governador interino o Almirante Hugo de Lacerda. (3) Em 26 de Junho de 1926 foi nomeada a comissão especificamente encarregada da organização da Exposição industrial (4).

MACAU n.º 5-1987 Expo Feira Ind 1926 C.O.Foto dos Membros da Comissão Organizadora.
No medalhão desta foto, o Almirante Hugo de Lacerda (Ver actualização no final)

Para a atribuição dos prémios (5) e diplomas constitui-se um júri que integrou: almirante Hugo de Lacerda (Governador interino), o eng. João Carlos Alves (Presidente da Comissão da Exposição e Director das Obras dos Portos), Manuel Monteiro Lopes (gerente do B. N.U.), o capitão de fragata Gregório Fernandes, o Pe. Manuel Pita, o dr. Manuel da Silva Mendes e o Dr. Telo de Azevedo Gomes.
A comissão organizadora iniciou os trabalhos com uma intensa actividade de propaganda de Macau e da Feira, tendo sido distribuídos 10 000 prospectos fora de Macau e 15 000 em Macau.
Em Setembro desse mesmo ano, um forte tufão destruiu parte das construções até aí realizadas.
Os artigos que foram apresentados nesta Exposição Industrial, eram da maior diversidade conforme os expositores constante do quadro seguinte.

MACAU n.º 5-1987 Expo Feira Ind 1926 TABELA COMERCIANTES

Além da feira, muitas outras actividades foram realizadas nesse período: jogos desportivos, gincanas de automóveis, batuques e danças guerreiras das tropas africanas e de Timor, serenata pelos estudantes do Liceu, etc.

MACAU n.º 5-1987 Expo Feira Ind 1926 RODA ELECTRICAFotografia do lago natural (iluminado de noite)
onde se “vê” a «roda eléctrica – Ferry-Weel»

Com uma estimativa da despesa entre 30 000 e 50 000 patacas, a Comissão organizadora teve a contribuição de 15 000 patacas (o Governo contribuiu directamente com 3 000 e o restante 12 000 saiu da verba das Obras dos Portos- verba de Propaganda que estava a seu cargo).
A receita total atingiu a importância de 26 612, 66 patacas e a despesa feita foi de 25 865,96 patacas, havendo um saldo positivo de 746,70 patacas que a Comissão da Exposição resolveu destinar ao “Museu Etnográfico Luís de Camões” (criada logo depois de exposição para albergar muito do material desta organização.(6)

MACAU n.º 5-1987 Expo Feira Ind 1926 PAVILHAO IPavilhão de Portugal-Oriente Ltda.

MACAU n.º 5-1987 Expo Feira Ind 1926 PAVILHAO IIPavilhão da China «Merchants Tobacco Co. Ltd.»

MACAU n.º 5-1987 Expo Feira Ind 1926 PAVILHAO IIIPavilhão da «The Goat & Copasses»

MACAU n.º 5-1987 Expo Feira Ind 1926 PAVILHAO IVPavilhão da Livraria Portugália

(1) Ver “Notícia de 7 de Novembro de 1926 – Exposição Industrial e Feira de Macau em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/exposicao-industrial-e-feira-de-macau/ 
(2) Rodrigo José Rodrigues, capitão-médico, governador de Macau de 5 de Janeiro de 1923 a 16 de Julho de 1924.
(3) Em 22-07-1926, foi exonerado o Governador Manuel Firmino de Almeida Maia Magalhães e nomeado, em seu lugar, Artur Tamagnini de Sousa Barbosa. Nessa data, nomeação, a título interino, do Almirante Hugo de Lacerda Castelo Branco, para o cargo, até chegar o proprietário. (GOMES, L.G. – Efemérides da História de Macau). A exoneração do governador terá sido em consequência da mudança política em Portugal com a Revolução Militar de 28-05-1926 e posterior ditadura do Marechal Gomes da Costa.
(4) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4.
(5) “«Choi Heng», a principal firma de Macau a trabalhar em cobre obteve o diploma de ouro na Exposição Industrial e Feira de Macau. Os seus artigos vão principalmente para a América.” (4)
(6) O Museu Comercial e Etnográfico «Luís de Camões» foi criado em 1926 (Portaria n.º 221 de 5 de Novembro de 1926), pelo Governador interino, Almirante Hugo de Lacerda. Ver referência a este Museu em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/12/12/noticia-de-12-de-dezembro-de-1936-museu-luis-de-camoes/

Informações e fotografias recolhidas de ALVES, João Carlos; PIRES, João Barbosa – Macau e a sua Primeira Exposição Industrial e Feira. Com uma breve notícia do Porto. Macau, 1927. Tip. Mercantil da N. T. Fernandes e Filhos, 39 pp., 23 cm.

ACTUALIZAÇÃO em 24-12-2015: a COMISSÃO Promotora da Exposição Industrial e Feira de Macau era constituída por:
Presidente Honorário – Exa. o Governador, Almirante Hugo Carvalho de Lacerda Castel Branco
Presidente –
Engenheiro João Carlos Alves – Director das Obras dos Portos (Interino)
Vogais –
Manuel Monteiro Lopes – Gerente da Agência do Banco Nacional Ultramarino
Comendador Lou-Lim-Ioc
João Gregório Fernandes – Capitão de Fragata (reformado)
Major Victor de Lacerda – Chefe da 2.ª Secção das Obras dos Portos
José Maria Lopes – Capitão-Tenente
Henrique Nolasco da Silva – Advogado
Frederic G. Gellion – Gerente de “Macao Electric Lighting Co. Ltd.”
Fong-Choc-Lam – Capitalista
José Vicente Jorge – Chefe da Repartição do Expediente Sínico (aposentado)
António Maria da  Silva – Sub-Chefe da Repartição do Expediente Sínico (interino)
Artur António Tristão Borges – Escrivão da Capitania dos Portos
P.e Manuel José Pitta – Missionário do Padroado do Oriente
Hu-Cheong – Capitalista
Cap. Afonso da Veiga Cardoso – Administrador do Concelho
Ten. Gaudêncio da Conceição – Comandante do Corpo de Salvação Pública
Secretário –
João Barbosa Pires – Chefe de Propaganda das Obras dos Portos

e a composição do COMISSARIADO da Exposição Industrial e Feira de Macau, era:
Presidente – Rev. P.e Manuel José Pitta
Vogais –
Henrique Nolasco da Silva – Advogado e proprietário
Artur A. Tristão Borges – Escrivão da Capitania dos Portos
Major Victor de Lacerda – Chefe da 2.ª Secção das Obras dos Portos
Afonso de Veiga Cardoso – Administrador do Concelho e Comissário de Polícia
Gaudêncio da Conceição – Comandante do Corpo de Salvação Pública da Polícia  de Segurança
Secretário – João Barbosa Pires – Chefe da Propaganda das Obras dos Portos