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“Macau – Operação Estupefacientes” foi “filmado inteiramente na Província de Macau” por Miguel Spiguel, em 1965. O filme tem a duração de cerca de uma hora e contém 3 curtas metragens(histórias verídicas) sobre a actividade da Polícia Judiciária do território, visando sobretudo dar a conhecer o combate ao tráfico de estupefacientes. (1)
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Como curiosidades desta produção ficaram imagens das ruas e da sociedade de Macau dos anos 60, de movimentadas perseguições de polícias de táxi a perigosos narcotraficantes…de bicicleta, de estonteantes fugas a toda a velocidade nas águas da Ilha Verde… de sampana e a nado.
Ficaram ainda registadas em imagem as primeiras instalações da Polícia Judiciária (hoje inexistente), e as interpretações dos personagens do filme, agentes da PJ na vida real e actores de ocasião, a quem o produtor e realizador Miguel Spiguel recorreu para emprestar uma maior autenticidade à sua película” (2)

(1) A Escola de Polícia Judiciária de Macau adquiriu uma cópia deste documentário em 1993, constituindo por isso, um testemunho histórico do seu Centro de Documentação.
(2) Polícia Judiciária de Macau no cinema in Revista de Investigação Criminal e Justiça, n.º 2, 1995, p.33

Este é o catálogo (1) dum ciclo de cinema, filmes relacionados com Macau e Hong Kong, organizado e apresentado em Abril de 1991, na Cinemateca Portuguesa (Lisboa).
O catálogo referente a Macau (temática Macau já que alguns, não foram filmados em Macau), tem uma introdução de Luís de Pina (2) “Macau: em busca do retrato perdido”
Foram apresentados os seguintes filmes:
Macao. l´enfer du jeu” (Labaredas) de 1939, realizado por Jean Delannoy. (3)
Preto e branco, falado em francês, 90 minutos de duração.

Macao“, de 1952, realizado por Josef von Sternberg e Nicholas Ray (não creditado).
Duração 80 minutos, (inédito comercialmente em Portugal onde, à época foi proibido pela Censura em Portugal)
“Macau, Cidade do Santo Nome de Deus“, de 1952, realizado por Ricardo Malheiro. Documentário, preto e branco, falado em português, 12 minutos de duração.

Love is a many splendored thing” (A Colina da Saudade), de 1955, realizado por Henry King. Duração: 102 minutos.
“Macau, jóia do oriente“, de 1957, realizado e produzido por Miguel Spiguel.
Documentário, preto e branco, duração de 14 minutos.

Ferry to Hong Kong” (Passagem para Hong Kong), de 1959, realizado por Lewis Gilbert. Duração: 113 minutos.
Macau”, de 1960, realizado por Miguel Spiguel, com produção da Agência-Geral do Ultramar. Documentário, cor, falado em português, 10 minutos de duração, com locução de Fernando Pessa.
Operação Estupefacientes“, de 1966, realizado e produzido por Miguel Spiguel. Duração: 55 minutos, cor, falado em português.

Via Macau“, de 1966 realizado por Jean Leduc, 85 minutos, eastmancolor.
Histoire Immortelle” (Uma história imortal) de 1968 por Orson Welles, 60 minutos, cor, falado em inglês.
Macau, Portugal na China“, de 1974, realizado por António Lopes Ribeiro, 15 minutos, cor, falado em português.

“A ilha dos amores”, de 1978-82 realizado por Paulo Rocha, 171  minutos, cor, falado em português.
Rodado parcialmente em Macau e no Japão.

“A ilha de Moraes”, de 1984 realizado por Paulo Rocha, documentário 100 minutos – inédito comercialmente em Portugal na altura do ciclo.

“Macao, oder die ruckseite des meeres” (Macau – ou do outro lado do mar), de 1988, realizado por Clemens Klopfenstein, 90 minutos, inédito comercialmente em Portugal.
(1) Macau no Cinema/Cinema de Hong Kong. Cinemateca Portuguesa,  1.ª edição, Abril de 1974, 74 p. (23,5 cm x 13 cm)
(2) Luís de Pina foi director da Cinemateca Portuguesa de 1982 a 1991.
(3) Ver anterior post: “LEITURA – MACAO, ENFER DU JEU
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/05/23/leitura-macao-enfer-du-jeu/
NOTA: Outros documentários realizados por Miguel Spiguel, em Macau:
Macau de Hoje” (1971), documentário, 10 minutos, português, cor.
“No Extremo Oriente Português”  (1960), documentário, 11 minutos, cor.