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Na continuação da postagem do dia 9 de Outubro de 2017 (1) sobre a emissão do sobrescrito de 1.º dia de circulação (9 de Outubro de 1990) com o motivo:

ROSA DOS VENTOS DAS ANTIGAS CARTAS NÁUTICAS PORTUGUESAS “,(2)

apresento a caracterização dos 4 selos no valor de 50 avos, 1 pataca, 3, 50 patacas e 6,5 patacas da autoria do contra-almirante Manuel Vilarinho (extraído da pagela do ”Correio de Macau”).
LÁZARO LUIZ – 1563 (3)
Cartógrafo da segunda metade do século XVI. Foi também navegador e admite-se que tenha nascido no oriente. A única das suas obras que chegou até nós foi um atlas de dez folhas.
DIOGO HOMEM – 1568 (4)
DIOGO HOMEM – 1670
Sabe-se que era filho do cartógrafo Lopo Homem, que lhe ensinou a sua arte. Devia ter nascido em Lisboa por volta de 1520, esteve exilado no Norte de África e D. João OOO perdoou-lhe. Mais tarde esteve em Londres e em Veneza. A sua última carta data de 1576 e foi gravada em Veneza. Teria na altura 55 anos.
É o cartógrafo português que se conhece maior número de obras assinadas: onze cartas e um atlas. A mais antiga data de 1557 e a mais recente de 1576.
FERNÃO VAZ DOURADO – 1575 (5)
Teria nascido na Índia e foi ferido no segundo cerco de Dio em 1546. Viveu em Goa de 1568 a 1580. Veio duas vezes a Portugal, onde terá frequentado a Universidade.
É um dos maiores cartógrafos portugueses e a sua obra é notável pelo rigor no desenho e a beleza das iluminuras.
Deixou-nos seis atlas com cento e quinze folhas, sendo provável que tivesse desenhado cartas soltas, que não chegaram até nós. Devem-se-lhe as primeiras cartas de Ceilão e do arquipélago do Japão.
LUÍS TEIXEIRA – 1600 (6)
Era filho do cartógrafo Pero Fernandes e os seus filhos também seguiram a profissão.
Teve uma longa vida de trabalho como cartógrafo, pelo menos cinquenta anos. A data da sua morte deve situar-se entre 1613 e 1622. Não foi só um cartógrafo de gabinete, tendo feito levantamentos nos Açores e no Brasil.
Da sua vasta obra chegaram até nós: um grupo de cartas dos Açores, uma carta atlântica, uma carta da Europa e a do Norte de África.
Há mais quatro cartas gravadas na Holanda que lhe são atribuídas: carta de Açores, 1584; carta do Japão, 1595; carta de África, cerca de 1600 e carta da Guiné, 1602.
Em Portugal conheceu Pedro Nunes e Jorge Reinel que o examinaram em 1564, e posteriormente trabalhou com Gaspar Ferreira Reimão e com João Batista Lavanha.
Influenciou os cartógrafos holandeses Ortellius, Jode e Hondius e correspondeu-se com o primeiro.
Construiu instrumentos náuticos: astrolábios e agulhas. Há um fragmento de um planisfério da sua autoria, onde parece que, pela primeira vez, estão desenhadas linhas isogónicas.
NOTA: “Rosa dos ventos é um desenho que serve de instrumento para a navegação geográfica, utilizada para auxiliar a localização de determinado corpo ou objeto em relação a outro. É formada pelos pontos cardeais e seus intermediários. A rosa dos ventos foi criada no século XIV para ilustrar mapas cartográficos, tendo como base a direção dos principais ventos sentidos no Mar Mediterrâneo. Durante a Idade Média, os principais pontos cardeais levavam os nomes das localidades próximas ao Mediterrâneo: Tramontana (norte), Ostro (sul), Ponente (oeste), Levante (leste), Greco (nordeste), Siroco (sudeste), Libeccio (sudoeste) e Maestro (noroeste).
Ao todo, além dos oito ventos principais, a rosa dos ventos mais completa também apresentava os oito ventos secundários e dezasseis ventos complementares, somando um total de 32 pontos de divisão.”
https://www.significados.com.br/rosa-dos-ventos/
Rosas dos Ventos: nas cartas iluminadas, os rumos ou «linhas de rumo» eram desenhados, a cores, a partir de «rosas dos ventos», semelhantes às das agulhas de marear, e cada cartógrafo tinha o seu estilo próprio de desenhar essas «rosas».
O norte destas «rosas» era representado por uma «flor de liz», símbolo empregado pelos portugueses e que depois se universalizou.
Também era uso representar o ponto cardeal «Leste» com outro símbolo, a maior parte das vezes, uma cruz, para indicar o lado do nascimento do Sol, isto é, o oriente, donde naturalmente o termo «orientar». A cruz a indicar o leste de alguns mapas da Idade Média apontava, no Mediterrâneo, a Terra Santa. As cores das «linhas de rumo» nas cartas iluminadas eram as seguintes: a preto, os oito rumos principais cardeais e intercardeais, a verde, as oito meias partidas, e as dezasseis quartas, a vermelho. (7)
http://www.hidrografico.pt/rosa-dos-ventos.php
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/09/noticia-de-9-de-outubro-de-1990-filatelia-rosa-dos-eventos-das-antigas-cartas-nauticas-portugue-sas/ 
(2) Boletim Oficial de Macau (2.º suplemento) n.º 40 de 2 de Outubro de 1990 – Portaria n.º 191/90/M – emite e põe em circulação os selos alusivos à emissão extraordinária «Rosa-dos-Ventos das Antigas Cartas Náuticas Portuguesas».
(3) LÁZARO LUIZ – 1563
Esta «rosa» figura num dos mais notáveis e bem conhecidos atlas do século XVI, assinado e datado.
Encontra-se na Academia das Ciências de Lisboa, mas nada se sabe da sua história nem tão pouco como e quando foi lá parar.
Do mesmo modo, quase nada se sabe sobre o cartógrafo, apenas que era marinheiro e que navegou bastante pelos mares do Oriente.
Trata-se de um atlas com dez fólios, conhecido internacionalmente pela boa reprodução, a cores, da Terra Nova. (7)

Atlas de Lázaro Luís: 1563

Cópia pública em http://purl.pt/27808
(4) DIOGO HOMEM – 1568
Esta «rosa» de Diogo Homem, figura numa das cartas do seu notável atlas de 1568 que, à semelhança de muitos e preciosos monumentos cartográficos antigos que desapareceram, foram destruídos ou danificados durante a última grande guerra, ficou reduzido a estado lastimoso.
Encontrava-se na parte baixa do Konigliche Bibliothek Zu Dresden que, durante a guerra, foi utilizada como depósito de munições e a certa altura inundada.
Felizmente, Walter Ruge com uma descrição pormenorizada, permite-nos saber como as cartas seriam antes de irremediavelmente danificadas. (7)
(5) FERNÃO VAZ DOURADO – 1571
A «ROSA» representada nesta gravura pertence ao Atlas de Fernão Vaz Dourado, de 1571, que se encontra no Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
Se bem que pouco se saiba da história primitiva deste atlas, a sua história moderna é bem conhecida.
Compunha-se originariamente de vinte folhas duplas de pergaminho mas, o frontispício e outra folha, foram roubadas em 1851 e desapareceram.
Foi feito em Goa, em 1571, encomendado por um fidalgo de nome Costa, razão por que nele figura o brasão de armas dos Costa.
Possui um desenho perfeito e a iluminura é muito boa, sendo as suas cores extraordinariamente frescas e suaves.
Fernão Vaz Dourado tem sido sempre considerado como um grande cartógrafo, e já foi mesmo chamado, por Armando Cortesão, «o mais célebre e notável cartógrafo português do século XVI e até de todos os tempos».(7)
NOTA: Recorda-se que é num atlas de Fernão Vaz Dourado (1570) que aparece pela primeira vez na cartografia europeia num mapa da Ásia Oriental, referenciado o topónimo “Macao”.
(6) LUÍS TEIXEIRA – 1600
Era filho do cartógrafo Pero Fernandes (e irmão de Domingos Teixeira também cartógrafo na segunda metade do século XVI).
Luís Teixeira, foi o mais ilustre representante desta família. Foi pai de João Teixeira Albernaz e de Pedro Teixeira Albernaz. Teve carta de ofício a 18 de Outubro de 1564 para poder fazer cartas de marear, instrumentos náuticos e regimentos de altura e declinação do Sol. Tem um estilo muito próprio e trabalhos de grande qualidade. Esta qualidade proporcionou-lhe fama, principalmente no Norte da Europa, onde foram vendidas e publicadas cartas de sua autoria. Podemos dizer que fundou uma nova Escola de fazer cartas, na segunda metade do século XVI. Talvez por estas razões tenha sido nomeado em 1569 para fornecer à Armada Real as cartas e instrumentos que esta necessitasse. O número de obras suas que chegou até nós é bastante elevado, e sabemos que este não corresponde à sua totalidade. Fonte: João G. Ramalho Fialho in
http://cvc.instituto-camoes.pt/navegaport/b15.html
(7) “ROSAS DOS VENTOS DAS CARTAS DE MAREAR PORTUGUESAS”. Anais do Clube Militar Naval. – Ano CXIII, N.º Especial (1983).

Sobrescrito do 1.º dia (16,2 cm x 11,4 cm) com quatro selos

No dia 9 de Outubro de 1990, emissão do sobrescrito de 1.º dia de circulação pelo “Correio de Macau”, com o motivo:
ROSA DOS VENTOS DAS ANTIGAS CARTAS NÁUTICAS PORTUGUESAS
e de 4 selos no valor de 50 avos, 1 pataca, 3, 50 patacas e 6,5 patacas. O “design”é de Luiz Duran.
Nesse dia também lançado o Bloco Filatélico com o mesmo motivo e um selo de 5 patacas

Bloco filatélico- sobrescrito do 1.º dia (22,9 cm x 16,3 cm)

Capa da pagela n.º 51, em língua portuguesa, inglesa e chinesa.

ROSA DOS VENTOS DAS ANTIGAS CARTAS NÁUTUICAS PORTUGUESAS
Desde o princípio da era cristã que na China e na Europa se conheciam as propries dades da «pedra de cevar » ou pedra-íman». Na China aparece à s vezes designada por «pedra do amor».
O passo seguinte terá sido magnetizar uma agulha de ferro e verificar que se orientava sempre a direcção norte-sul magnético.
A primeira notícia de ter sido utilizada uma agulha magnética a bordo é de 1086 D. C. Na Europa terá sido um século mais tarde, a partir de 1900 D.C., e os árabes uns 30 a 40 anos mais tarde.
Em Portugal desde o tempo do Infante D. Henrique que se utilizavam rosas de 32 ventos ou rumos, a cada divisão chamando-se «quarta».
A partir do século XVI, os nossos cartógrafos e navegadores utilizaram rosas dos ventos de grande beleza. Cada cartógrafo escolhia as suas, uma ou mais, que eram uma espécie da sua assinatura.
Nesta emissão são utilizadas cinco rosas diferentes, pertencentes a quatro cartógrafos e apresenta-se una pequena biografia de cada um deles, elaborada com os dados que são geralmente mais aceites” …

     ……. continua
Manuel Vilarinho
Contra-almirante

Dados Técnicos

No dia 7 de Novembro de 1987, as instalações provisórias (o Edifício Verde) do Museu Marítimo de Macau  e o Centro de Estudos Marítimos de Macau eram   inauguradas pelo Governador de Macau, Eng. Carlos Melancia e pelo Chefe do Estado Maior da Armada, Almirante Sousa Leitão.
Museu Marítimo de Macau - Edifício VerdeO Edifício Verde que fica no Largo do pagode da Barra foram no passado, residências para oficiais da Marinha e familiares e após a inauguração do novo (actual) edifício do Museu passou a ser utilizado como a parte administrativa do mesmo Museu.

Museu Marítimo de Macau - MUSEU MARÍTIMO

Em 1986, o Capitão dos Portos de Macau, Comandante António Martins Soares, propunha à Administração a criação de um Museu Marítimo no Território. Os Serviços da Marinha foram dotados de verbas que permitiram desencadear acções prioritárias, de entre as quais se salientavam as obras de adaptação do Edifico Verde, onde seria provisoriamente instalado o Museu, segundo projecto do Arquitecto Carlos Bonina Moreno.
O Museu Marítimo de Macau e o “Centro de Estudos Marítimos de Macau” foram  “criados” em 1987, por Despacho Conjunto n.º 5/87, publicado no Boletim Oficial de 16 de Março. (1)

Museu Marítimo de Macau - MUSEU MARÍTIMO 2002

O novo edifício do Museu Marítimo de Macau que está também no Largo do Pagode da Barra  da autoria do arquitecto Carlos Bonina Moreno (início das obras em Janeiro de 1989) seria inaugurado em 24 de Julho de 1990 pelo Governador de Macau, Eng.Carlos Melancia e pelo Chefe do Estado Maior da Armada Almirante Andrade e Silva. O 1.º Director do Museu, nomeado em Outubro de 1987, foi  o Contra Almirante Manuel Vilarinho que cessou funções em Março de 1991.

FOLHETO DST 2002 Maritime Museum LorchaNo mesmo dia da inauguração, fez-se o lançamento à água da Lorcha “Macau”, tendo sido Madrinha a Esposa do Governador, Senhora D. Maria do Rosário Botelho.
Museu Marítimo - Modelo Porto Interior 2005Um dos modelos expostos no Museu, mostrando a actividade portuária no Porto Interior, no princípio do século XX (foto tirada a 3-8-2005).
FOLHETO DST 2002 Maritime Museum 1.ª página

Um folheto da  Direcção dos Serviços de Turismo de Macau  sobre o Museu Marítimo de Macau, em inglês, impresso em 2002, com  50 cm x 21 cm no total, dobrável em 5 partes (10 cm x 21 cm).
FOLHETO DST 2002 Maritime Museum 2.ª páginaFOLHETO DST 2002 Maritime Museum 3.ª páginaFOLHETO DST 2002 Maritime Museum 4.ª página(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Século XX, Volume 5., 1998.

Referências anteriores a este Museu em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/museu-maritimo-de-macau/

HANGAR Porto Exterior (1940)O hangar do Centro de Aviação Naval em construção no Porto Exterior. (1940)
Vê-se à esquerda, a casa do Alferes Luís na Estrada de Cacilhas. Ao fundo e no alto, o Farol da Guia.

O Centro de Aviação Naval (ou Marítima) de Macau (1) foi extinta a 11 de Abril de 1933. Foi depois reactivada em 1937 (2) ou 1938 (3) (4) como Centro de Aviação Naval da Colónia de Macau. Desta vez, com aviões OSPREY, dois embarcados nos navios «Afonso de Albuquerque» e «Bartolomeu Dias», a que se juntaram mais tarde quatro aviões também OSPREY, comprados ao governo inglês.
Em 1942, em plena II Guerra Mundial, o Centro de Aviação Naval, foi definitivamente extinta. O hangar inaugurado em 1940, foi bombardeado  por cinco  bombardeiros americanos pertencentes à esquadrilha sino-americana a 16 de Janeiro (duas vezes), a 25 de Fevereiro e a 11 de Junho de 1945. Depois da Guerra, foi reconstruído mas serviu mais para depósitos de materiais e residência para família de militares.

Inauguração Hangar Porto Exterior 1940Inauguração do interior do Hangar do Centro da Aviação Naval de Macau (1940)

Efectivos da Aviação Naval 1940/1941 (5)
1.º Comandante – Capitão-tenente aviador, António Gomes Namorado.
2.º Comandante – 1.º tenente aviador, José de Freitas Ribeiro
1.º tenente aviador – Pedro Correia de Barros
2.º tenente aviador – Rodrigo Henriques Silveirinha
1.º sargento mecânico aviação – Joaquim Macedo Girão
2.º sargentos artífice de aviação – Rafael Afonso de Sousa e João dos Santos Loureiro

Inauguração Hangar Porto Exterior II 1940Inauguração do Hangar do Centro da Aviação Naval de Macau (1940)

(1) Em 1927, havia apenas três centros de Aviação Naval dependentes da Marinha de Guerra: Lisboa, Aveiro e Macau. Em 1928 o Governo aprovou a transferência, para a Marinha privativa da colónia de Macau, do material pessoal e equipamento do anterior centro de Aviação Naval.

HANGAR DA AVIAÇÃO TAIPANa primeira praia, a leste da Taipa Grande, onde é hoje a Avenida da Praia, esteve até 1940, estabelecida a base da aviação naval da Colónia.

O primeiro tenente, José Cabral ex-combatente da I Grande Guerra, foi apresentado voluntariamente em Macau para dirigir o Centro de Aviação Naval.
Esteve três anos no território e escreveu no relatório o que fora a sua actividade na Colónia: quase 500 voos, num total  de 218 horas e 15 minutos. Os aviões , só podiam ser usados em certas condições, com a maré cheia ou quando a água tivesse pelo menos sete pés de profundidade; o pessoal europeu da Aviação Naval não ultrapassava a meia dúzia  com ele e com o sargento, ajudante de carpinteiro, Joaquim Carpeta; havia ainda seis  loucanes e um guarda africano, um cavalo e algumas cabras que querendo em liberdade, insistiam em destruir as árvores e plantas do jardim da Taipa, perante o desespero e indignação da Comissão Municipal das Ilhas e a bonomia do comandante da Aviação Naval que não via como pôr termo a tal abuso ( SÁ, Luís Andrade de – Aviação em Macau, um Século de Aventuras, 1990)

Outro Aspecto da InauguraçãoOutro aspecto da inauguração do interior do Hangar

(2) “1937 – É Criado o Centro de Aviação Naval da Colónia de Macau pelo artigo 144.º do Decreto n.º 28 263, de 8 de Dezembro de 1937, publicado no Suplemento ao B. O. N,º 4 de 26-I-1938. Fica fazendo parte da marinha privativa, nos termos do decreto n.º 28 641 de 9 de Maio de 1938, publicado no B.O. n.º 26, de 25 de Junho de 1938. Logo no início de 1938 é nomeado o capitão-tenente piloto aviador José Cabral para ira Inglaterra receber e verificar o material de aviação destinado a Macau” (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4.)
(3) 1938 – Reactivado o Centro de Aviação Naval desta vez com aviões OSPREY, primeiro os n.ºs 71 e 72, aviões que tinham embarcado nos navios «Afonso de Albuquerque» e «Bartolomeu Dias», a que se juntam mais tarde quatro aviões também OSPREY. Em 1942, em plena II Guerra Mundial, o Centro de Aviação Naval, é definitivamente extinta. (VILARINHO, Manuel – entrevista à Revista «MACAU», n.º18, 1989, p.50)
(4) “Só em 1938, quando o conflito sino-nipónico, assinalava o agravamento da situação no continente chinês, o Governo da República decidiu enviar para a colónia de Macau o aviso Afonso de Albuquerque com dois aparelhos Osprey e elementos da aeronáutica. O navio chegou a Macau no dia 22 de Outubro de 1937 e na colónia encontrou um hangar desactivado,  com dois aviões de tela apodrecida, guardado por uma companhia indígena, cujas portas, baixas, eram demasiadas pequenas para que um dos Osprey pudesse ficar abrigado do mau tempo. Em Dezembro desse ano comprou-se ao Governo inglês mais quatro aviões Osprey, além de peças e motores sobresselentes. (, Luís Andrade de – Aviação em Macau, um Século de Aventuras, 1990).
(5) Anuário de Macau 1940/1941

 

Museu Marítimo de Macau

Saco de compras de plástico, de cor branca e listado a azul escuro, com um desenho de “caravela portuguesa” e letras em português “MUSEU MARITIMO DE MACAU” , num lado.
Do outro lado, o logotipo do Museu  e em chinês “海事博物館 ” (1)
Museu Marítimo de Macau verso

O Museu Maritimo de Macau (no Largo do Pagode da Barra) e o “Centro de Estudos Marítimos de Macau” foram  “criados” em 1987, por Despacho Conjunto n.º 5/87, publicado no Boletim Oficial de 16 de Março.  Em Setembro de 1987, passa a pertencer ao “International Congress of Maritime Museums“. O primeiro Director foi o Contra-Almirante Manuel Vilarinho (2)

Museu Marítimo de MacauMuseu Marítimo /海事博物館 / Maritime Museum (3)

(1) 海事博物館 (mandarim pinyin: hai shi bó wù guan; cantonense jyutping: hoi2 si6 bok3 mat3 gun2)

(2) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Século XX, Volume 5. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, Macau, 1998, 320 p (ISBN 972-8091-64-8)
(3) Postal emitido pela Direcção dos Serviços de Turismo, impresso na Tipografia Seng Si 12.96 – 10.000 ex. Um dos dez postais que compõem a colecção. Adquirido na Livraria Portuguesa. Ver outros postais da mesma colecção em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/07/29/postal-fonte-cibernetica-1996/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/06/16/postal-templo-de-a-ma-1996/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/11/25/postais-largo-do-senado-e-vista-nocturna1996/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/09/24/noticia-24-de-setembro-de-1865-farol-da-guia/