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Mais dois postais com fotos de c. 1910 e c. 1925, da colecção (10 postais), intitulada “MACAU ANTIGA, ETERNA”  – fotografias das primeiras décadas do éculo XX – com legendas em três línguas, publicada pelo Instituto Cultural do Governo da R. A. E. M / Arquivo Histórico de Macau, em 2015. (1)

POSTAL – Praça e edifício do Leal Senado, c. 1910

NOTA: Segundo o meu amigo Manuel Basílio no artigo “Rua do Gamboa, uma rua em Macau com estranha denominação em chinês” (2), o postal será de princípios do século XX e mostra do lado direito, onde está a bandeira, o “Hotel Ká Pân” (嘉賓大酒店 – Ká Pân Tái Chau Tim).

POSTAL – Praça e edifício do Leal Senado, c. 1910 – verso
POSTAL – Templo da deusa A-Má, c. 1925
POSTAL – Templo da deusa A-Má, c. 1925 – verso

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/09/25/postais-coleccao-macau-antiga-eterna-i/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/10/07/postais-coleccao-macau-antiga-eterna-ii/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/11/15/postais-coleccao-macau-antiga-eterna-iii/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/11/29/postais-coleccao-macau-antiga-eterna-iv/

(2) Recomendo a leitura deste artigo publicado em: https://cronicasmacaenses.com/2020/02/12/rua-do-gamboa-uma-rua-em-macau-com-estranha-denominacao-em-chines/

Operários a demolir um secular casarão na Rua da Praia do Manduco, próximo da Capitania dos Portos, encontraram um túnel de dezenas de metros de comprimento e cerca de um metro de largura, capaz de dar passagem, em alguns segmentos a um homem em pé. Presume-se estar perante um corredor de passagem subterrânea ou um depósito escondido para algum tesouro ou armamento, lavrado em tempos idos. (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol. 5, 1998)

A rua da Praia do Manduco uma das mais antigas de Macau, local onde se iniciaram as trocas comerciais com os chineses locais e onde os barcos de pesca atracavam no cais perto da rua, começa na Rua de João Lecaros, (1) ao fundo da Calçada do Januário e termina na Rua do Almirante Sérgio, ao lado do prédio n.º 255-F. A Praia do Manduco era uma das mais frequentadas pela marinha mercante e vários comerciantes tinham nela cais privativos.

(1) Juan Lecaroz , famoso negociante espanhol que viveu em Macau, durante mais de 50 anos e aqui faleceu, a 7 de Setembro de 1904, deixando uma fortuna imensa. Herdou por morte da esposa, Ana Josefa Sabina Carneiro (1839-1900) o antigo palácio do Barão de S. José de Porto Alegre (2), que foi comprado pelos pais de Ana Josefa, Bernardo Estevão Carneiro (3) e Ana Maria Peres da Luz e Silva. O palácio ficava na Rua da Praia do Manduco e foi destruído em 1939. Alfredo Augusto de Almeida (4) ainda conseguiu “salvar” a base da entrada do palácio que foi depois depositada na Jardim da Flora (ainda estará lá ???). TEIXEIRA. P. Manuel – Toponímia de Macau Volume I, 1997, p. 135

(2) Para melhor conhecer esta “história”, aconselho vivamente a leitura do artigo de Manuel BasílioUm prédio que deu nome a três vias públicas” publicado no blogue “Crónicas Macaenses” em: https://cronicasmacaenses.com/2017/03/29/conheca-a-historia-do-predio-que-deu-nome-a-tres-ruas-em-macau/

(3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/bernardo-esteves-carneiro/

(4) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/alfredo-augusto-de-almeida-1898-1971/

Anteriores referências à Rua e à Praia do Manduco 下環街: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/rua-da-praia-do-manduco/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/praia-do-manduco/