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Lançamento no dia 17 de Novembro de 1989, pelos “Correios e Telecomunicações de Macau” de uma brochura sobre a presença portuguesa no Oriente, baseada na História de Macau e sua relação com Malaca, Tailândia, Goa, Japão e China, com textos da Dra. Beatriz Basto da Silva (em português e tradução para inglês de Luísa Guedes e para chinês de Ló Weng Un)  em 50 páginas ilustradas com fotografias e produtos filatélicos da emissão “Presença Portuguesa no Oriente”, em circulação a partir dessa data. (1)

Uma capa exterior individualizada: dimensões: 24,3 cm x 24.3 cm x 0,8 cm.
PRESENÇA PORTUGUESA NO ORIENTE
葡人在 東方 (2)
PORTUGUESE CULTURAL HERITAGE IN THE FAR EAST

Uma edição trilingue, rigorosamente limitada, numerada (5000 exemplares) e autenticada pelos CTT de Macau. Esta com a numeração: 979
Capa da brochura com “design” de José Manuel Cardoso.
Impresso na Tipografia Martinho, Macau.
Contra-capa: “ A História que vivemos em comum, Portugueses e Chineses, nestes últimos séculos de respeito mútuo é a melhor garantia do respeito e História que esperamos viver, lada a lado, no Futuro”
Os 5 selos dentro de um invólucro
Do outro lado do mesmo invólucro, o bloco filatélico (custo: 15 patacas) com 6 selos.
Cada selo apresenta em tinta prateada, o logótipo da exposição filatélica mundial “WORLD STAMP EXPO´89”.
Um texto acompanha cada um dos selos emitidos nomeadamente:
Selo de 40 avos – MALACA – Domínio dos Mares (pp. 16 – 21)
Selo de 70 avos – TAILÂNDIA – Diplomacia (pp. 22 – 29)
Selo de 90 avos – ÍNDIA – Irradiação Religiosa (pp. 30- 35)
Selo de 2.50 patacas – JAPÃO – O Comércio (pp. 36- 41)
Selo de 3.00 patacas – MACAU – Breve história e sua relação com Malaca, Tailândia, Goa, Japão e China. (pp. 5-15)
Selo de 7,5 patacas – CHINA – Interacção Cultural e Científica (pp. 42 – 49)
Dados técnicos dos selos:
Luiz Duran – autor/designer
Litografia  Maia – litográfica
40 avos – MALACA –  Demonstração da Fortaleza de Malaca
70 avos –  TAILÂNDIA – Diplomacia
90 avos – ÍNDIA – S. Francisco Xavier
2.50 patacas –  JAPÃO – Os biombos dos bárbaros do Sul
3.00 patacas – MACAU – Ruínas de S. Paulo
7,5 patacas – CHINA – Observatório Astronómico em Pequim
(1) Em anterior postagem foi mostrada o sobrescrito/envelope com 5 selos (obliterados no 1.º dia de circulação) desta emissão extraordinária (B. O. n.º 46 de 13 de Novembro de 1989 – Portaria n.º 188/89/M)
Ver em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/11/17/noticia-de-17-de-novembro-de-1989-filatelia-1-o-dia-de-circulacao-presenca-portuguesa-no-oriente/
(2) 葡人在 東方 – mandarim pīnyīn: pú rén zài dōng fāng; cantonense jyutping: pou4 jan4 zoi6 dung1 fong1

Sobrescrito do 1.º dia (16,2 cm x 11,4 cm) com quatro selos

No dia 9 de Outubro de 1990, emissão do sobrescrito de 1.º dia de circulação pelo “Correio de Macau”, com o motivo:
ROSA DOS VENTOS DAS ANTIGAS CARTAS NÁUTICAS PORTUGUESAS
e de 4 selos no valor de 50 avos, 1 pataca, 3, 50 patacas e 6,5 patacas. O “design”é de Luiz Duran.
Nesse dia também lançado o Bloco Filatélico com o mesmo motivo e um selo de 5 patacas

Bloco filatélico- sobrescrito do 1.º dia (22,9 cm x 16,3 cm)

Capa da pagela n.º 51, em língua portuguesa, inglesa e chinesa.

ROSA DOS VENTOS DAS ANTIGAS CARTAS NÁUTUICAS PORTUGUESAS
Desde o princípio da era cristã que na China e na Europa se conheciam as propries dades da «pedra de cevar » ou pedra-íman». Na China aparece à s vezes designada por «pedra do amor».
O passo seguinte terá sido magnetizar uma agulha de ferro e verificar que se orientava sempre a direcção norte-sul magnético.
A primeira notícia de ter sido utilizada uma agulha magnética a bordo é de 1086 D. C. Na Europa terá sido um século mais tarde, a partir de 1900 D.C., e os árabes uns 30 a 40 anos mais tarde.
Em Portugal desde o tempo do Infante D. Henrique que se utilizavam rosas de 32 ventos ou rumos, a cada divisão chamando-se «quarta».
A partir do século XVI, os nossos cartógrafos e navegadores utilizaram rosas dos ventos de grande beleza. Cada cartógrafo escolhia as suas, uma ou mais, que eram uma espécie da sua assinatura.
Nesta emissão são utilizadas cinco rosas diferentes, pertencentes a quatro cartógrafos e apresenta-se una pequena biografia de cada um deles, elaborada com os dados que são geralmente mais aceites” …

     ……. continua
Manuel Vilarinho
Contra-almirante

Dados Técnicos