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Pequeno saco de plástico do tamanho de 28 cm x 17,5 cm, de uma das livrarias antigas de Macau “BAPTIST BOOKSTORE”. Suponho que ainda se mantém.Pertence ao “Chinese Baptist Press (International) Ltd.

A livraria está localizada na Rua Pedro Nolasco da Silva, n.º 41. O telefone era 86739.

O mesmo «design» nos dois lados.

Baptist Bookstore

A Igreja Baptista «Baptist Church» estabeleceu-se em Macau em 1904, no n.º 41 da então Rua do Hospital, posteriormente, em 1942, chamada de Rua Pedro Nolasco da Silva. No princípio do século XX, possuía (não sei se ainda mantém) uma sucursal na Travessa dos Vendilhões n.º 25, denominada «Há Van Cham Son Vui Foc Iam Tong» (1)

Nas décadas de 70/80 do século XX, tinha duas lojas em Hong Kong e duas em Kowloon (creio que actualmente só mantém a da “Prince Edward Road”)

(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Século XX, Volume 4. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, 2.ª Edição, Macau, 1997, 454 p (ISBN 972-8091-11-7)

Postais da Colecção “MACAU ANTIGO” (1), emitidos pelo Instituto Cultural de Macau na década de 90 (século XX), a preto e branco (fotografias antigas de Macau – finais do século IX e princípios do século XX). (2)
Hoje trago estes dois postais, referentes à Avenida Almeida Ribeiro/ 新馬路  (3) / Almeida Ribeiro Avenue.
MACAU ANTIGO -Av Almeida Ribeiro I
A “construção” da Avenida Almeida Ribeiro demorou vários anos a ser concretizada.
A Arrematação do 1.º troço de construção da nova Avenida do Bazar Chinês (do Largo do Senado ao Pátio do Martelo) numa extensão de 62 m (mais tarde Avenida Almeida Ribeiro),  foi a 4 de Março de 1911. Em 1913 parte do Bazar foi arrasado e em 1918, mais um troço da Avenida de Almeida Ribeiro foi rasgado com a demolição da casa do rico comerciante Lin Lian, então situada no cruzamento da Av. de Almeida Ribeiro com a Rua da Praia Grande. E só em 1919, com as últimas expropriações, se conseguiu completar a ligação com a Praia Grande (4)
MACAU ANTIGO -Av Almeida Ribeiro II(1) Adquiridos na Plaza Cultural Macau Lda (Av. Conselheiro Ferreira de Almeida, n.º 32 G). A colecção tem 20 postais.
(2) Muitas destas fotografias encontram-se já publicadas em outros documentos.
(3) (mandarim pinyin: xin; cantonense jyutping: san1) (mandarim pinyin: má; cantonense jyutping: maa5) (mandarim pinyin: lù; cantonense jyutping: lou6)
SAN MA LOU ou TAI SAN MA LOU cuja tradução é: Grande Rua (Avenida) Nova dos Cavalos pois a partir da data da sua inauguração, os desfiles das forças militarizadas, nomeadamente as paradas de cavalaria passaram a ser realizadas nessa avenida.
(4) 23-01-1919 – Aprovado por P.P.18, desta data, o projecto de expropriação para a conclusão da Av Almeida Ribeiro e a sua ligação com a Praia Grande (77 360 patacas; P.P. 82). Expropriação de vários prédios do Largo de Senado, Travessa do Roquete, Rua da Sé e Pátio da Sé, zona sensível, cenário dos primeiros tempos de Macau
SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Século XX, Volume 4. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, 2.ª Edição, Macau, 1997, 454 p (ISBN 972-8091-11-7)

“Em Macau, um dos centros de cultura era a «Livraria Portugália», que reunia literatura sobretudo ibérica, mas também francesa, de que os europeus de Macau andavam sequiosos. E anunciava o espólio que ia chegando
In «O Combate» de 28-03-1024, referido por SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Século XX, Volume 4.  Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, 2.ª Edição, Macau, 1997, 454 p (ISBN 972-8091-11-7)

Livraria PortugáliaRecorte do Jornal de Macau, 18 de Julho de 1929

LIVROS, LIVROS !

Os Melhores Mestres

A LIVRARIA PORTUGÁLIA é incontestavelmente uma casa protegida dopublico de Macau.  E porquê ?

Porque nem só de pão vive o homem…

Acaba de receber grande quantidade de papel de luxo, em caixas

PREÇOS MODERADOS

A Capa que servia de caderno diário para todas as disciplinas e para todos os anos (e turmas) do liceu.
Na contra capa (em mau estado, rasgada no canto inferior direito) tem indicada o nome da Impressora e também local onde eram adquiridos os materiais escolares: Livraria Tai Seng, N.º 15 do Largo do Senado, TEL 4320 (1)
Colocavam-se dentro as folhas (“de dois buracos”) conforme a necessidades das disciplinas:  “folhas de linhas“, por exemplo para os sumários do dia (aprendia-se logo no 1.º ano do liceu a colocar uma margem esquerda (maior, quase sempre do tamanho da largura da régua) e outro no lado direito,
ou para os exercícios, como este exemplar, da disciplina de História,
folhas brancas” para o desenho ou como este para a disciplina de Geografia
e finalmente “folhas aos quadradinhos” para a “célebre” disciplina de Matemática ou então, Físico- Quimica.

(1) A Livraria Tai Seng iniciou a sua actividade como “Papelaria e artigos de escritório” na década de 50 e estava na Rua 5 de Outubro n.º 97. Terá sido por volta dos finais de 50 ou princípios de 60 que se estabeleceu no Largo de Senado.

LIVRARIA S. PAULO
Rua de Praia Grande, 115
TEL: 572250

Conforme indicação no saco, vendia: Livros em português, chinês e inglês, discos, cassettes, objectos religiosos e diapositivos.

Era dirigido pelo Centro Diocesano dos Meios de Comunicação Social cuja sede ficava no mesmo edifício CENTRO CATÓLICO mas no n.º 113. As Irmãs Paulinas ou Filhas de S. Paulo chegaram a Macau em 1969 e nesse mesmo ano, nascia a Livraria S. Paulo.
 O Centro Católico em 1988

A Livraria S. Paulo posteriormente,  foi transferida para a rua que vai dar á Sé Catedral.
Livraria S. Paulo
Rua de Sé, No.11, Macau
Tel: (853)28358551
Fax: (853)28323957
 
“A religiosa Renata Munari está encarregue da secção portuguesa da Livraria de São Paulo desde 2008. “Estive aqui até 2004 e depois fui para o Brasil. Só no ano passado regressei”, conta. Da sua experiência, até agora, “os livros mais vendidos são infantis e de Direito”. Isto no caso dos cidadãos lusos que costumam entrar no estabelecimento.
Nos últimos dois anos, têm aparecido na livraria cada vez mais estrangeiros, sobretudo americanos, à procura de livros em língua inglesa. Pelo contrário, os portugueses estão em tendência inversa. Durante muitos anos, os clientes chineses eram inexpressivos, agora são a maioria. 
Já da parte dos chineses, costumam comprar mais a Bíblia ou livros espirituais. Tendo a Livraria de São Paulo cuidado ao seleccionar as obras espirituais, os livros de viagens ou romances, Renata afirma que são obras que se inserem no espírito de missão. “O nosso objectivo é passar alguma mensagem através das obras espirituais, mas também servir. Queremos oferecer livros que as pessoas procuram”, diz, referindo-se, em particular, aos guias da Lonely Planet ou às obras de assuntos jurídicos.” (1)

(1) http://pontofinalmacau.wordpress.com/2009/04/23/os-diferentes-leitores-de-macau/