Archives for posts with tag: João Carlos Craveiro Lopes

No dia 5 de Novembro de 1834, um violento incêndio destruiu 500 moradias. (GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954 e SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Volume 3, 1995 e Volume II, 2015)

Nas efemérides publicadas em 1908 no «The Directory & Chronicle for China, Japan…», periódico editado anualmente em Hong Kong, menciona este incêndio “Great Fire in Macao…”, datando-o a 12 de Novembro de 1834. A. Marques Pereira não menciona este acontecimento nas suas “Ephemerides Commemorativas da História de Macau”

Relembro que o Serviço de Incêndios de Macau, de modo informal existe desde 1851 e só em 2 de Maio de 1883 foi criado o primeiro «Regulamento dos Serviços de Incêndio de Macau» Até esta data, os incêndios eram debelados pelos próprios moradores, bem como pelo pessoal das fábricas e das lojas. O «Regulamento dos Serviços de Incêndio», publicado no Boletim Oficial de 10 de Agosto de 1883, conferiu ao serviço um carácter oficial, regular e organizado: constituído por um efetivo de 60 pessoas, instalados no antigo Convento de S. Domingos. Em 1914, passou a integrar a Direção das Obras Públicas. No ano seguinte, há lugar a nova reorganização e os serviços de incêndio passam a ser coordenados pelo Major de Infantaria, João Carlos Craveiro Lopes. Em 1916, já existiam três estações em Macau. A Taipa e Coloane tinham também os seus próprios postos de incêndio.(FARIA, Alice Santiago – Corpo de Bombeiros https://hpip.org/pt/heritage/details/2238

Ver anteriores postagens sobre incêndios em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/incendios/

Os serviços de incêndios de Macau foram, em tempos remotos prestados pelos seus próprios habitantes e com material adquirido por particulares.
Até ao ano de 1882, (1) não havia estações de bombeiros, mas apenas postos para a armazenagem do material sendo todo o pessoal constituído por empregados das lojas comerciais, fabricas e outros moradores.
Datam de 1883 os primeiros «Serviços de Incêndios», sob a administração da Fazenda Pública. (2)  Mais tarde, esses serviços passaram à administração da Direcção das Obras Públicas, cujo director desempenhava as funções de Inspector de Incêndios. (3)
Esses serviços, até 1914, (4) eram rudimentares e insuficientes para a cidade, cujo desenvolvimento populacional aumentava em ritmo acelerado.
No ano de 1914, (5) o sr. Henrique Nolasco da Silva pôs à disposição dos Serviços de Incêndios  a sua viatura automóvel, um das poucas existentes em Macau, que ao alarme de fogo, ou de outro sinistro, acorria sem perda de tempo, ao Quartel de S. Francisco, a fim de transportar o Inspector de Incêndios e os bombeiros auxiliares (militares).
Em face deste evidente atraso, o então major de Infantaria, João Carlos Craveiro Lopes, (6) já pela generosidade que era seu timbre, já pelo que em Portugal fizera (2.º comandante dos Bombeiros Municipais de Lisboa) e pelo que vira no estrangeiro, resolveu dotar esta Cidade de Nome de Deus com um serviço de incêndios, a que tinha indiscutível direito, pelo que seu crescente desenvolvimento comercial e industrial, pela expansão das suas artérias e pela sua categoria de grande centro do Sul da China.
E assim se criou, em 30 de Outubro do ano de 1915, a «Inspecção de Incêndios», tendo por seu 1.º Inspector Comandante o detentor da medalha «Torre e Espada», ganha honrosamente ao célebre incêndio da «Madalena», o major João Carlos Craveiro Lopes. (7)
A técnica a empregar na extinção de fogos, posta em vigor em 1915, foi ensinada por este Grande Bombeiro, saudoso pai do actual Presidente da República Portuguesa.
Igualmente a Corporação lhe deve o ter sido apetrechado com material e ferramentas apropriados para os serviços de prevenção e ataque, além das melhores bombas a vapor, conduzidas por tracção animal.
Foi em 1917 adaptada a 1.ª viatura automóvel em «Pronto-Socorro», cedida pelos «Serviços dos Correios de Macau» à «Inspecção de Incêndios».
Em 1919, passou a «Inspecção de Incêndios» a designar-se «Corpo de Bombeiros» a cargo da Câmara, para efeitos de administração. (8)
Em 1922, a Corporação começou a ser equipada com apropriadas viaturas motorizadas das mais completas, da Casa Merryweather. (9)
Em 1923, a Corporação passou a denominar-se «Corpo de Salvação Pública, voltando à administração directa do Governo da Província subordinado à Secretaria Geral do Governo. (10)
Em 1936, coube à Repartição Técnica de Obras Públicas a administração do mesmo. (11)
Nos termos do § 1.º do art. 12.º do Decreto n.º 31:714 do Ministério das Colónias, conjugado com o art. 47.º do D. L. n.º 908, do Governo da Província de Macau, o Corpo de Salvação Pública com o seu pessoal e material transitou para o Leal Senado, a partir de 1 de Janeiro de 1946. (12)
A Corporação, passou então a denominar-se «Corpo de Bombeiros Municipais», de acordo com a Organização dos Serviços do Leal Senado da Câmara de Macau.

obras-e-melhoramentos-1947-1950-pronto-socorro-cbmO novo pronto-socorro do Corpo de Bombeiros Municipais. em 1955

O edifício situado na Estrada Coelho do Amaral serve de «Quartel dos Bombeiros» e tinha 14 divisões: parque para viaturas, casernas, central telefónica, comando, secretaria, arquivo, porto médico, arrecadação, casa-escola, cantina, sala recreativa, sala de aulas, barbearia e campo desportivo.
Em 1951, foi instalado um «Posto de Incêndios» para a protecção do Bairro e moradores das Casas de Madeira da Ilha Verde.
Em 1955, a corporação era constituída por 75 elementos incluindo o Comandante, Manuel Dimas Pina e seu ajudante, Napoleão da Guia de Assis. Tinha ao seu serviço o seguinte efectivo de viaturas:
1) 2 Pronto-Socorros (Ford V-8)
2) 1 Pronto -Socorro (Ford)
3) 1 Auto-Bomba (Dennis)
4) 1 Ambulância (Ford V-8)
5) 1 Ambulância (Austin)
6) 1 Camioneta (Ford)
7) 1 Carro-de-Comando (Willy´s Overland)
8) 2 Moto-Bombas (Merryweather)
9) 1 Moto-Bomba (Pfalaz)

obras-e-melhoramentos-1947-1950-ambulancia-cbmA nova ambulância do Corpo de Bombeiros Municipais, em 1955

(1) “18-03-1867 – Foram aprovadas, provisoriamente, por portaria régia, algumas providências do governo de Macau sobre o serviço de incêndios.” (13)
(2) “25-09-1875 – Nomeado pela Portaria n.º 79 o Major de Engenharia do exercito de Portugal, Augusto César Supico, para o cargo de Inspector de Incêndios. Exonerado em 20-01-1879“. (14)
(3) “20-01-1879 – Exonerado o Major Eng.º Augusto Cesar Supico do cargo de Inspector dos incêndios e nomeado o Major Raymundo José de Quintanilha , Director das Obras Públicas , para exercer o mesmo cargo“. (14)
(4) “28-04-1912 – Nomeação de Simeal José Gregório Madeira, sota da Inspecção dos Incêndios de Macau”. (15)
(5) “1914 – Henrique Nolasco da Silva pôs à disposição dos Serviços de Incêndio o seu automóvel, um dos primeiros que existiram em Macau a fim de acorrer com mais presteza aos sinistros. O pessoal de incêndios, na maioria militares, estava aquartelado em S. Francisco”.(15)
(6) “09-10-1915 – Louvado o Major de Infantaria João Carlos Craveiro Lopes, comandante do Corpo da Polícia (mais tarde General e Governador do Estado da Índia e pai do Marechal Craveiro Lopes, Presidente da República) por se ter oferecido para ministrar instrução de bombeiros a um núcleo de praças do Corpo de Bombeiros Voluntários que satisfaça às exigências da cidade de Macau.(15)
(7) “1-11-1915 – Nomeado para interina e cumulativamente exercer o cargo de Inspector de Incêndios o Major de Infantaria João Carlos Craveiro Lopes (P.P. n.º 253). Exonerado a 13-03-1916″ (15)
(8) “26-04-1919 – A Inspecção de Incêndios de Macau é extinta e criado em sua substituição o «Corpo de Bombeiros». Nesta data pela Portaria n. 80, B. O. n.º 17 é aprovada a organização do Corpo de Bombeiros de Macau, extinguindo a Inspecção de Incêndios . A  2-09-1919, este passa para o Leal Senado”.(15)
(9) “1922 – O Corpo de Bombeiros de Macau recebe equipamento e viaturas modernos. (15)
(10) “01-09-1923 – O corpo de Bombeiros volta para o Governo da Província e passa a denominar-se Corpo de Salvação Pública. (15)
(11)  “7-03-1936  – O Corpo de Salvação Pública de Macau – os «Soldados da Paz», até aí vinculado à Secretaria Geral do Governo, passa a estar ligado às Obras Públicas (15).
(12)  “01-01-1945 – O Corpo de Salvação Pública transita para o Leal Senado, passando a Corpo de Bombeiros Municipais”. (15)
(13) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954.
(14) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau , Vol. 3, 1995
(15) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau,  Vol. 4, 1997

Retirado do artigo “Corpo de Bombeiros Municipais de Macau“, publicado no «Anuário de Macau, 1953-55»,

No dia 28 de Agosto de 1855, um violento temporal de nordeste causou vários estragos na cidade e a morte do marinheiro Francisco dos Santos, por alcunha o Caparica, da corveta D. João I (1) que caiu ao mar, na ocasião em que, com mais alguns, tentava desembaraçar a corveta de uma embarcação chinesa, que estava encostada à proa. (2)
A corveta “D. João I” foi a última corveta de vela da Marinha Portuguesa. A carranca da proa era um busto de deus Marte, barbudo, de capacete romano emplumado, cota de combate.

Corveta D. João ICORVETA «D. JOÃO I»
Fotografia tirada em Luanda em 1874 pertencente à Biblioteca da Marinha

Características da corveta “D. João I”
Comprimento fora a fora – 45.54 m, boca – 10.56 m, pontal – 6.27 m, calado a vante – 6027 m; tonelagem – 516 toneladas;
Em 31 de Dezembro de 1855, achava-se armada com a artilharia seguinte:
2 peças de bronze de calibre 18, 1 peça de bronze de calibre 3, 16 caronadas de ferro de calibre 32;
O armamento portátil era constituído por:  60 espingardas de fuzil, 20 pistolas de fuzil, 4 bacamartes de canos de bronze, 45 espadas e respectivos cinturões, 60 baionetas e respectivos cinturões, 20 chuços, 90 cartucheiras de cinto;
Lotação em 1842 – 161 homens. (3)
(1) A corveta “D. João I” foi construída em Damão, em teca, por Jadó Simogi, (4) pelo risco da corveta “Infante D. Miguel”, (5) aproveitando os materiais do desmancho desta corveta que estava podre, aproveitando-se forro, cobre e outros metais. Foi lançada ao mar em 9 de Outubro de 1828. Tinha boas qualidades náuticas.
Alguns dados quanto às comissões/missões desta corveta, relacionados com Macau, recolhidos do Arquivo Histórico da Marinha: (3)
O navio entrou em Goa a 28 de Novembro de 1828.
Em 1830, largou de Goa para Lisboa, conduzindo o ex-Governador de Macau. (6)
Em 1850, largou do Rio de Janeiro para Macau, conduzindo o novo Governador Capitão-de-mar-e-guerra Pedro Alexandrino da Cunha. (7)  Em Janeiro de 1851, a “D. João I” largou de Macau para Hong-Kong, conduzindo o novo Governador, Capitão-de-mar-e-guerra Francisco António Gonçalves Cardoso. (8)
Em 1854, conduzindo o Governador da província (9) e o ministro plenipotenciário francês, largou de Macau para Ning-Pó, fazendo escala por Hong Kong e Amoy.
Em Julho de 1854 a corveta travou combate com os piratas chineses com completo êxito. (10)
Em 1860, o navio preparou-se para desempenhar uma missão importante – conduzir a seu bordo o Capitão-de-mar-e-guerra Isidoro Francisco Guimarães, Governador de Macau, ao Japão, a negociar um tratado de paz, amizade e comércio com os japoneses. (11)
Em 1861, largou em segunda viagem ao Japão, com escala por Xangai, para se proceder ali à ractificação do tratado do comércio luso-japonês. Devido ao mau tempo não chegou ao seu destino.
Em 1869, largou de Lisboa a fim de reforçar a Estação Naval de Macau, durante a travessia o navio sofreu uma violenta tempestade que apenas o seu Comandante Tomás Andreia evitou o pior.
(2) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954
(3)  https://arquivohistorico.marinha.pt/details?id=2375
(4) “Dom Fernando II e Glória” foi uma fragata à vela da Marinha Portuguesa, que navegou entre 1845 e 1878. e o último navio de guerra inteiramente à vela da Marinha Portuguesa. Foi construída em Damão, na Índia Portuguesa, sob a supervisão do engenheiro construtor naval Gil José da Conceição, por uma equipa de operários indianos e portugueses, liderados pelo mouro Yadó Semogi. Na sua construção foi usada madeira de teca de Nagar-Aveli. Depois do lançamento ao mar, em 22 de Outubro de 1843, o navio foi rebocado para Goa onde foi aparelhado. Em 1963, um violento incêndio destruiu uma grande parte do navio, ficando abandonado no Tejo.
Entre 1992 e 1997 a fragata foi recuperada pela Marinha Portuguesa, recorrendo ao Arsenal do Alfeite e aos estaleiros Rio-Marine de Aveiro. O navio esteve exposto na Expo 98. Atualmente é um navio museu, na dependência do Museu da Marinha e classificada como Unidade Auxiliar da Marinha (UAM 203).
pt.wikipedia.org/wiki/Dom_Fernando_II_e_Glória_(fragata)
(5) A corveta “Infante D. Miguel” foi construída no Arsenal da Marinha de Lisboa. Estava no Estaleiro desde 1819 onde aparece como fragatinha “Liberdade”. Foi lançada à água em 1822. Passou a chamar-se “Infante D. Miguel” desde Junho de 1823. Em Março de 1827, entrou em Damão para receber fabricos. O auto de vistoria de Maio de 1827 mandou abater o navio. Em Dezembro de 1827, chegou ordem para começar a desmanchar a corveta e tirar-lhe o risco. (3)
(6) Terá sido João Cabral d´Estefique que embora lhe esteja atribuída o governo de Macau de 7-07-1829 a 1833 (Beatriz Basto da Silva) , o padre Manuel Teixeira indica o fim em 1830.
(7) Pedro Alexandrino da Cunha – governo de 30-05-1850 a 06-07-1850 – falecido de cólera. Ver anterior referência a este governador em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/pedro-alexandrino-da-cunha/
(8) Erro nesta informação: o governador capitão de Mar-e-Guerra Francisco António Gonçalves Cardoso que foi nomeado em 1850, veio de Hong Kong (onde esteve hospedado em casa de Eduardo Pereira) para Macau no dia 26 de Janeiro de 1851. A posse do governo foi a 3 de Fevereiro de 1851 (governador de 3-02-1851 a 19-11-1851). Regressou à Portugal no vapor da mala com partida de Hong Kong sendo transportado pela mesma corveta D- João I no dia 24 -11-1851 de Macau para Hong Kong.
(9) Capitão-tenente da Armada Isidoro Francisco Guimarães (depois Visconde da Praia Grande)
(10) Terá sido em Junho já que o relato dos conflitos havidos entre essa corveta e seis embarcações chinesa no rio Ningpo, feito pelo Comandante da corveta D. João I, Carlos Craveiro Lopes está datado de 27 de Junho de 1854.
(11) O tratado de Paz, Amizade e Comércio Entre Portugal e o Japão foi celebrado a 3 de Julho de 1860
Anteriores referências à corveta “D. João I”
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/corveta-d-joao-i/

O Corpo de Bombeiros Municipais de Macau celebrou o Dia de Bombeiro no dia 18 de Agosto de 1951, com grande solenidade,  tendo sido tributada calorosa homenagem à memória de Guilherme Gomes Fernandes e do General João Carlos Craveiro Lopes, o reorganizador dos Serviços de Incêndios desta província.
Às cerimónias do dia, associaram-se os representantes de Hong Kong e Kowloon.

MOSAICO II - 13, 1951 Dia de Bombeiro IO pessoal de piquete, em formatura, antes de actuar no simulacro de incêndio
MOSAICO II - 13, 1951 Dia de Bombeiro IIAs entidades oficiais assistiram interessados ao simulacro de incêndio.

Fotos de «Mosaico, 1951»

A notícia de 7 de Janeiro de 1918 era a venda de um cavalo, julgando incapaz para o serviço de incêndios (1)

Nesse ano, os serviços de extinção de incêndios estavam a cargo da Inspecção de Incêndios (reorganizada pela P.P. n.º 93, de 10-VIII-1883) e eram executados por um corpo de bombeiros comandados pelo Inspector dos Incêndios (2) nomeado pelo Governador. O Corpo de Bombeiros de Macau como uma força militarizada, institucionalizada, só viria a ser concretizada em 26 de Abril de 1919 (Portaria n.º 80 – aprovação da publicação do regulamento orgânico).
Em relação à utilização dos cavalos na Inspecção de Incêndios, duas notícias em anos anteriores são conhecidas.
Uma, notícia de 21 de Janeiro de 1916, sobre um  pedido do seu inspector, Major João Carlos Craveiro Lopes (3) para a aquisição de mais cavalos para o Serviço de Inspecção dos Incêndios.
E outra, de Outubro de 1915 quando foi aprovada a construção de manjedouras nas estações de S. Domingos, Bazar e Horta e Costa, para o Serviço de Incêndios e publicação de um edital do Leal Senado com vista ao ensino de parelhas de cavalos de tracção das viaturas de incêndio.

(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4.
(2) O comandante da Inspeção de Incêndios tinha para habitação, o «Chalet da Flora», junto ao quartel do mesmo nome e pertença do Estado desde 14 de Junho de 1917, data da sua cedência e adaptação para residência. A residência foi destruída na sequência da explosão do Paiol da Flora em 13 de Agosto de 1931.
João Carlos Craveiro Lopes(3) João Carlos Craveiro Lopes (1871-1945) militar que atingiu o posto de general-de-divisão do Exército Português, foi quando era major,  na sequência do incidente que ficou conhecido como “Movimento das Espadas” (ocorrido a 22 de Janeiro de 1915), penalizado e transferido para Macau onde permaneceu de 1915 até ser exonerado a 13-03-1916, para regressar à Metrópole.Posteriormente foi comandante de brigada do Corpo Expedicionário Português na Primeira Guerra Mundial tendo ficado prisioneiro na batalha de La Lys (1918). Apoiante do Golpe de 28 de Maio de 1926, foi Governador –geral da Índia Portuguesa (1929-1936).
Pai de Francisco Higino Craveiro Lopes, décimo segundo Presidente da República (terceiro do Estado Novo)
 http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Carlos_Craveiro_Lopes

Sobre a “história” (resumida) do Corpo de Bombeiros de Macau, aconselho leitura em:
http://caderno-do-oriente.blogspot.pt/2011/02/o-corpo-de-bombeiros-de-macau.html