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Durante o mês de Setembro de 1955, num lugar aprazível ao Jardim de S. Francisco, a Banda da Polícia sob a batuta do seu mestre Hyndman, deu regularmente, aos domingos, concertos de música variada, atraindo ao local numerosas pessoas amantes da música. A foto mostra os componentes da Banda rodeados de ouvintes (1)
O mestre Hyndman referido na notícia, será Luís Schellas Hyndman (1891-1956), da família Hyndman cujo primeiro nome referenciado por Jorge Forjaz (2) é Henry Hyndman, natural da Escócia, general do exército britânico e que viveu algum tempo em Macau cerca de 1787.
Luís Schellas Hyndman foi oficial da Marinha Mercante Portuguesa e terá sido o 1.º instrutor da Banda da Polícia de Segurança Pública de Macau. O seu único filho, António Maria José Hyndman (1926- ?) nascido em Shanghai foi funcionário da « Jardine, Matheson & Co», em Hong Kong e depois guarda da P. S. P. em Macau (2)
(1) Extraído de «MBI» III-51, 15SET1955, p. 16
(2) FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, Vol. II, 1996, p. 229 – 240

O jornal «The Canton Register» de 15 de Setembro de 1831,  (1) dá notícia da saga de 14 japoneses naufragados na costa de Manila e depois enviados a Macau. Se houvesse benevolência por parte do Senado, a quem pediram ajuda, deveriam seguir por terra até Nimpo (Ninghpó, Liampo) e dali de barco para o Japão. O Procurador do Senado Floriano António Rangel, resolveu, apesar da tirania do Japão, atender à situação dos náufragos, que foram enviados para Cantão seguindo caminho para o seu país. (2)

https://babel.hathitrust.org/cgi/pt?id=mdp.39015080059747;view=1up;seq=5;size=150

(1) «The Canton Register» foi o primeiro jornal (8 de Novembro de 1827) em língua inglesa na China, fundado pelos mercadores escoceses, James Matheson e seu sobrinho Alexander junto com o americano William Wigtman Wood, que foi o primeiro editor. Publicado no início de duas em duas semanas era impresso em Cantão, mas depois transferido para Macau – de 1839 a Junho de 1843 – e a partir desta data impresso em Hong Kong. Terminou em 1936.
KING, Frank H.H.; CLARKE, Prescott (editores) – A Research Guide to China Coast Newspapers 1822 – 1911, pp. 41-44.
Um exemplar do semanário «The Canton Register», este de 1835 – Vol. 8, n.º 1, 6 de Janeiro de 1835. Editor: J. Slade.
https://babel.hathitrust.org/cgi/pt?id=mdp.39015080059747;view=1up;seq=5;size=150
Neste número, apresenta um anuncio, em português, da “Jardine, Matheson % Co. “
(2) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 3, 1995.

Extraído de «B. G. M.» XII-29 de 16 de Julho de 1866.
Príncipe Fernando de Orléans, duque de Alençon
Foto da década de 1860

Fernando Filipe Maria de Orléans (Ferdinand Philippe Marie; 1844-1910) é um dos setes filhos de Luís Filipe, duque de Némours e de sua esposa, a princesa Vitória de Saxe-Coburgo-Koháry (prima da rainha Vitória)
É irmão do príncipe Gastão de Orléans, Conde d’Eu, marido de Dona Isabel, Princesa Imperial do Brasil.
Em 28 de setembro de 1868, na capela do Castelo de Possenhofen, Fernando de Orléans desposou a duquesa Sofia Carlota Augustina da Baviera (1847-1897), (1) irmã mais nova da imperatriz Isabel da Áustria, conhecida popularmente como “Sissi”. O casal teve dois filhos: Luísa de Orléans (1869 –1952) que se casou com o príncipe Afonso da Baviera (1862-1933) e Emanuel de Orléans (1872–1931), Duque de Vendôme, que se casou com a princesa Henriqueta da Bélgica (1872-1931), irmã do rei Alberto I da Bélgica.
O duque Fernando Filipe Maria de Orléans faleceu na Capela Real, em Dreux (França) no dia 29 de Junho de 1910. Foi além de militar, pintor que deixou vários álbuns com desenhos e aguarelas dos lugares por onde viajou nomeadamente Filipinas, de Filipinas, China, Índia e Egipto.
https://www.revolvy.com/page/Prince-Ferdinand%2C-Duke-of-Alen%C3%A7on
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_de_Orl%C3%A9ans,_Duque_de_Alen%C3%A7on

GRANDE MURALHA DA CHINA
Extremidade que termina no golfo de Liaodong / Outubro de 1866
Pintado pelo Duque de Alençon

http://encheres.parisencheres.com/html/fiche.jsp?id=3469397&np=7&lng=fr&npp=20&ordre=1&aff=1&r=

(1) Entre 3 e 6 de maio de 1897, em Paris, as irmãs dominicanas organizaram uma feira beneficente no Bazar de la Charité, um edifício industrial escolhido por Sofia Carlota (nos últimos anos da sua vida tinha dedicado às obras de caridade, ingressando na Ordem Terceira de São Domingos com o nome de Irmã Maria Madalena). por ser mais adequado para a montagem dos stands. Os irmãos Lumière também foram convidados para o evento, para apresentar seus filmes (com material e equipamentos altamente inflamáveis). Subitamente, um acidente com uma das lâmpadas de éter (utilizada na exibição dos filmes) iniciou um incêndio que se alastrou rapidamente. Enquanto todos fugiam em pânico, Sofia preocupava-se em salvar as pessoas que estavam com ela atrás do balcão e a procurar por seu marido. Só decidiu fugir após colocar a última de suas auxiliares a salvo, mas as chamas já haviam tomado todo o bazar e Sofia não conseguiu sair de lá. A lista oficial de mortos na tragédia foi de 132 pessoas, sendo 124 mulheres (damas da alta nobreza francesa e irmãs dominicanas, em sua maioria) e 9 homens. A identificação dos mortos no incêndio foi bastante difícil, pois a maior parte dos corpos estava carbonizada. Embora Sofia tenha sido reconhecida pela arcada dentária (com uma ponte e algumas incrustações de ouro) por seu dentista, sua camareira afirmou que o crânio carbonizado não pertencia à princesa.
A cerimônia fúnebre foi realizada em 14 de maio de 1897, na igreja de Saint-Philippe-du-Roule. Sofia foi sepultada na Capela Real de Dreux.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sofia_Carlota_da_Baviera