Archives for posts with tag: Jardim de Vasco da Gama
Macau – Antigo Club Chinês, hoje uma residência particular

Parece-me tratar-se do actual jardim de Lou Lin Ioc, embora nos  meus apontamentos, a concessão do aforamento de um terreno situado no antigo  Campo de Long – Tin- Chun, fosse concedido a Lou Lin Ioc em 1924. (B.O.M. n.º 26  de 28 de Junho de 1924, p. 482.) Ver anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jardim-lou-lim-ioc/

Macau – Vista da Baía da Areia Preta

Quando a baía foi aterrada posteriormente, em 1923, os terrenos da Avenida do Hipódromo e da Areia Preta, ainda não estavam concluídas. Antes do aterro, a Estrada da Areia Preta era a marginal e a zona envolvente era chamada de Praia do Bairro da Areia Preta. (c. 1920)

Macau – Vista do porto interior

Referências anteriores ao Porto Interior em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/porto-interior/

Macau – Avenida «Vasco da Gama»

Avenida «Vasco da Gama» inaugurada em 1898 (na altura chamada «Nova Avenida de Vasco da Gama») estendia-se desde o actual Jardim de Vasco da Gama até ao Jardim da Vitória

 “No mesmo jardim, entre o monumento (da Victória) e a rua que o tornea, com o centro na continuação do eixo da Avenida, acha-se implantado um vistoso lago d granito, tendo ao centro uma peça monumental de ferro formada de diferentes bacias d´onde se desprende a agua que n´ellas é lançada por meio d´um tubo central. Quatro peixes, que ficam n´um plano inferior, lançam pela bocca outros tantos jactos de agua.  Sobre a bacia superior, 3 garças simulam gozar aquella agradável frescura rematando assim este gracioso conjucto…” («Jornal Único», de 20 de Maio de 1898)

Referências anteriores em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/avenida-vasco-da-gama/

No dia 8 de Julho de 1985, comemorou-se em Macau, o Dia da Marinha, com um programa recheado de actividades, onde os marinheiros que prestavam serviço no Território puderam comemorar a data de exaltação do seu ramo.

Jardim Vasco da Gama – monumento a Vasco da Gama Revista «Nam Van», n.º 15, 198

Até 1998, o Dia da Marinha Portuguesa era celebrado a 8 de julho, data da partida da armada de Vasco da Gama de Lisboa, em 1497. Desde 1998, este dia passou a ser celebrado a 20 de Maio, em homenagem ao grande feito de Vasco da Gama (c.1469-1524). Trata-se do dia em que a sua pioneira armada, que pela primeira vez na história ligou, por via marítima, a Europa ao Oriente, chegou a Calecute, na Índia, em 1498. Com esta alteração, pretendeu-se dar enfâse ao cumprimento do objetivo perseguido durante décadas, o descobrimento do caminho marítimo para a Índia. https://www.marinha.pt/pt/a-marinha/simbolos-tradicoes/Paginas/dia-da-marinha.aspx

Em Portugal foi emitido nesse ano, uma Medalha comemorativa “DIA DA MARINHA 1985”, com as seguintes indicações: medidas – Diâmetro – 8 cm; Espessura 4 mm; Medalha Assinada – Esc. Eduardo Leitão / Gr. Adolfo CUNHARTE; Peso – 184 gramas

Anverso – DIA DA MARINHA 1985 – Nau Portuguesa Séc XV (Gravura da Época) (1)
Reverso – Pedro Reinel – 1485 , autor da mais antiga  carta portuguesa que se conhece

(1) Imagem retirada do sítio de vendas on line «coisas» https://www.coisas.com/Medalha-Dia-da-Marinha-1985,name,222534565,auction_id,auction_details

Para os festejos de gala para celebração do IV Centenário do Descobrimento do Caminho Marítimo para a Índia por Vasco da Gama, (1498 -1898) que começou a 17 de Maio de 1898, em Macau, estavam programados para o dia 20 de Maio – feriado no território – o Te-Deum na Sé Catedral, a abertura solene da Avenida Vasco da Gama, (1) o lançamento da 1.ª pedra para o monumento a Vasco da Gama (2) no Jardim do mesmo nome (3)  e a publicação de um jornal ilustrado que se chamou “Jornal Único” (4).
Este jornal foi publicada sob a direcção de uma subcomissão composta pelo comendador António Joaquim Basto, conselheiro Arthur Tamagnini da Motta Barbosa, Dr. José Gomes da Silva, Dr. Horácio Poiares, Eduardo Cyrillo Lourenço. Pedro Nolasco da Silva e João Pereira Vasco.
O Presidente da comissão executiva da celebração em Macau do IV Centenário do Descobrimento do Caminho Marítimo para a Índia por Vasco da Gama, (1498 -1898), foi o Conselheiro Eduardo Augusto Rodrigues Galhardo (governador de Macau)
Sumário dos artigos publicados e seus autores:
1 – Glorificar os heroes da Pátria comemorando os seus altos, é honrar a mesma Pátria – Eduardo Augusto Rodrigues Galhard
2 – 8 de Julho de 1497 – 20 de Maio de 1498 – José, Bispo de Macau (D. José Manuel de Carvalho)
3 – A Caminho da Índia – João Pereira Vasco. Tradução para chinês por Pedro Nolasco da Silva
4 – Praia Grande – António Joaquim Basto
5 – S. Gabriel – sonetos -Camilo Pessanha (5)
6 – O Centenário em Macau – José Gomes da Silva
7 – Portugal – Macau – Wenceslau de Moraes
8 – O edifício do Leal Senado – António Joaquim Basto
9 – O assalto do Passaleão – E. A. Marques
10 – Hontem, hoje e amanhã – G. S.
11 – Na China, conto pueril – Horácio Poiares
12 – Currente calamo – Mário B. de Lima
13 – Avenida Vasco da Gama – Augusto Cezar d´Abreu
14 – A Vasco da Gama – soneto – J. L. Marques
15 – Querer é poder – Domingos M. Amaral
16 – Sé Catedral – Arthur Tamagnini Motta Barbosa
17 – Cam Pau Sai – Abeillard Gomes da Silva
18 – A gruta de Camões –G. S.
19 – A Voz da Infância – Anna Caldas
20 – Fachada do antigo convento de S. Paulo – António Joaquim Basto
21 – Pharol da Guia – Eduardo Cyrillo Lourenço
22 – O patois de Macau – Pedro Nolasco da Silva
23 – O pagode da Barra – António Joaquim Basto
24- A Porta do Cerco – Arthur Tamagnini Barbosa
25 – O Porto Interior de Macau – A. Talone da Costa e Silva

Projecto do Monumento a Vasco da Gama

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/avenida-vasco-da-gama/
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/monumento-a-vasco-da-gama/
(3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jardim-de-vasco-da-gama/
(4) O “Jornal Único” publicou-se, num único número, no dia 20 de Maio de 1898, com óptima apresentação e interessante colaboração, em comemoração do 4. º Centenário do Descobrimento do Caminho Marítimo para a Índia por vasco da Gama (GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954)
Impresso nas Tipografia « N. T. Fernandes e Filhos» e «Noronha & Ca», 1898, 65 p.
Disponível para leitura em:
http://purl.pt/32511
(5) Dois poemas inéditos de Camilo Pessanha publicadas na revista Contemporânea, 3.ª Série, n.º1, de Maio de 1926.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/01/24/poesia-dois-sonetos-ineditos-de-camillo-pessanha/

 Notícias de Macau do dia 5 de Maio de 1950, publicado na imprensa portuguesa (BGC), em Julho desse ano, acerca da «Semana da Marinha» iniciada a 1 de Maio com uma missa de sufrágio pelos antigos mareantes, na Ermida de Nossa Senhora da Penha.

Os avisos «Pedro Nunes» e «João de Lisboa» iluminados em arco
Macau à noite,  vista da colina da Penha
Desfile dos marinheiros

A tribuna de honra durante o desafio entre as selecções do Exército e Marinha, vendo-se o governador da Colónia
O tenente Dr. Ruben Lavoura proferindo a alocução junto da memória às vítimas da explosão da fragata «D. Maria II»

Duas caixas de fósforos do Hotel Royal Macau, rectangulares de 5,5 cm x 2,5 cm x 0,5 cm de dimensões e com fósforos de “cabeça” vermelha, com tons acastanhados, da década de 90 (séc. XX)

HOTEL ROYAL
MACAU
TEL: 552222
Estrada da Vitória N.º 2-4  Tel: (853)552222
Fax: (853)563008 E-mail: royalmcu@macau.ctm.net

O hotel Royal foi inaugurado em 1983 e continua funcionando, (hotel de 5 estrelas) na Estrada da Vitória n.º 2-4, localizado no sopé do Colina de Guia, com vista para o Jardim Vasco da Gama. (1)  Actualmente com 381 quartos e dois restaurantes (“Catalpa Garden” de comida shanghainense e “Fado” de comida portuguesa ) (2)

(1) 皇都酒店– mandarim pinyin: huáng dou jiú diàn; cantonense jyutping: wong4 dou1 zau2 dim3
澳門得勝馬路2-4號 Tel 853 28552222
(2) O restaurante de comida portuguesa chamava-se aquando da abertura do hotel:  “Restaurante Vasco da Gama
Anteriores referências ao Hotel Royal Macau:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/07/19/os-novos-hoteis-de-macau-em-1983/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/11/02/caixa-de-fosforos-disco-royal/

a-vistors-handbook-to-romantic-macao-capaFolheto turístico em inglês (41 páginas), “ A Visitor´s Hanbook to Romantic Macao”, publicado em 1928, pelo “The Publicity Office Port Works Department, Macao”. Impresso no “N. T. Fernandes e Filhos” (1). Este folheto de 1928 é da 2.ª edição (a 1.ª edição foi em 1927)
PREFACE TO SECOND EDITION
The active demand for this booklet has proved the need for such a publication, and the complete exhaustion of the first edition in less than two weeks has prompted the issue of a second edition, considerably added to with new sections and much further useful information.
The additionod a Bibliography as an appendix was suggested by that in the recently publishedResumo da Historia de Macauby Eudore de Colomban and Captain Jacinto N. Moura, and it is to be hoped that visitors will find Macao sufficiently interesting to make full use of the works enumerated in the short list to gain a better knowledge of “ Romantic Macao”
                                                                           THE PUBLISHERS
                                                                      Macao, 4th February, 1928

a-vistors-handbook-to-romantic-macao-1-a-pagina1-ª Página

Tópicos abordados: “The Charm of Old Macao”; “Topographical”; “Clmate”; “Historical”; “A Suggeste Itenerary”; “ Beautiful Macao”; “General Information”; “Harbour Works”; “Shipping”; “ Banking”; “ Hotels, & C.”; “Transport”; “ Commerce and Enterprise”; “ Industry and Crade”; “Buyers Guide”; “ Public Services”; “Bibliography”.

a-vistors-handbook-to-romantic-macao-mapa-1928MAPA DE MACAU E ILHA DA TAIPA (escala 1:80.000)

Na página 12, uma interessante sugestão de um percurso a pé por Macau pelos pontos turísticos principais, com a romanização para o inglês dos caracteres chineses desses locais.

a-vistors-handbook-to-romantic-macao-sugestao-de-itenerarioComeça na Avenida Almeida Ribeiro, passando pelo Jardim de São Francisco e Jardim de Vasco da Gama; subindo para a Colina da Guia, descendo para Flora, passando pela Montanha Russa e a Praia da Areia Preta (inexistente actualmente) até à Porta do Cerco. Depois, o Hipódromo (inexistente hoje) e o Templo Lin Fong. A seguir o Cemitério Protestante (antigo),  a Gruta de Camões e as Ruínas de S. Paulo. Depois a Sé Catedral e o Colégio de S. José, subindo para a Penha. Descida para a Santa Sancha e seguindo pela Avenida da República até ao Templo de Á Má, terminando o percurso pelo Porto Interior até à Avenida Almeida Ribeiro.

Souvenir de Macau 1910 CAPAPequeno álbum de fotografias de J. Arnold (dimensões da capa: 18,5 cm x 12,5 cm; 25 folhas), contendo 24 fotografias de Macau (dimensões: 14,5 cm x 9 cm), da década de 10 do século XX, com legendas em português.

Souvenir de Macau 1910 1.ª páginaFoi publicado em 1921 pela gráfica “HOOD & Co. LTD., Engravers and Printers, MIDDLESBROUGH, ENGLAND”

Souvenir de Macau 1910 Panorama de MacauPANORAMA DE MACAU

 Muitas das fotografias deste álbum são já conhecidas pois foram reproduzidas em muitas publicações quer em revistas/jornais quer em livros.
NOTA: John Arnold é autor de A Handbook to Canton, Macao and the West River, revised and re-witten (Hong Kong: Hong Kong, Canton and Macao Steamboat Co., Ltd, etc, 1910) e de A Day in Macao wiih a Camera, Scenery on the West River com fotos tiradas em Fevereiro de 1910.
Muito possivelmente foram tiradas, como em Hong Kong, com uma camera construída por Messes J. A. Sinclair & Co. Ltd, London.
É autor de dois livros com fotografias de Hong Kong que podem ser vistos em:
“Through Hong Kong with a camera : some photographs of picturesque scenery and other views in Hong Kong”, by J. Arnold. Middlesbrough, England,Hood & Co., 1910.
http://ebooks.lib.hku.hk/archive/files/3c66345ba7948c688d9289f7c42d0b58.pdf
“Picturesque Hong Kong: a handbook for travellers / illustrated with original and copyrighted photographs by J. Arnold.” Hong Kong,  Tillotson & Sons, 1911.
http://ebook.lib.hku.hk/CADAL/B38633735.pdf
No “website” do Arquivo Histórico de Macau, (1), acerca destas fotografias, encontramos oito delas, com esta explicação:
UM DIA EM MACAU COM MÁQUINA FOTOGRÁFICA
Este pequeno livro da biblioteca de Luís Gonzaga Gomes revela-nos, através da lente de um fotógrafo, a Macau de 1910. Imagens de há cem anos que nos fazem recuar a um Macau pacato, de vias quase desérticas e de um céu límpido: a marginal da Praia Grande; o descarregar do peixe nos portos interior e exterior; a Avenida Vasco da Gama ladeada de árvores, e a Estrada da Bela Vista, ambas desertas; as serenas Ruínas de S. Paulo, os tranquilos Templo de A-Ma e Jardim de Camões. Macau, tal como era antes do desenvolvimento e prosperidade que trariam mais tráfico e turistas à cidade.
Das 8 fotos digitalizadas pelo Arquivo Histórico, as seis primeiras (legendadas em inglês) estão presentes neste meu pequeno álbum, embora as legendas dos lugares, em português, não coincidam com as legendas inglesas.

Souvenir de Macau 1910 Praya Grande “Praya Grande”

 “A view of Macao from the sea is exquisitely fine. The semicircular appearance of the shore, which is unencumbered and unbroken by wharfs or piers [there are one or two small landing places projecting] and upon which the surge in continually breaking and receding in waves of foam, whereon the sun glitters in thousands of sparling beams, presents a scene of incomparable beauty. The Parade [Praia Grande] which is faced with an embankment of stone, fronts the sea and is about half a mile in length. A row of houses of a large description extends along its length, Home are coloured pink, some pale yellow and others whit.e The houses, with their large windows extending to the ground with curtains,  convey an idea to the visitor that he has entered a European rather than an Asiatic seaport. ” (Macao: the Holy City,  the Gem of the Orient Earth, by J. Dyer Ball, 1905).

Souvenir de Macau 1910 Entrance to the Barra Temple“Entrance to the Barra Temple”

“The temple near the inner harbour is remarkable for its situation. A mass of gigantic boulders are heaped together by Nature in chaotic confusion and at their feet are the main buildings of the temple while stone steps lead up amongst the masses of the rock, amidst which here and there, are perched different buildings and shrines. Inscriptions are cut in the rocks, and stone seats are placed on the little terraces, which occupy every coin of advantage, grudgingly granted by the great granite boulders.” (Macao: the Holy City,  the Gem of the Orient Earth, by J. Dyer Ball, 1905.)

Souvenir de Macau 1910 Inner Harbour“Fishing Fleet Inner Harbour”

“Unfortunately the outer Harbour on which the Praya Grande faces is shallow and any large vessels which may call at Macao have to lie some miles from the shore in the offing. The Inner Harbour lying between the Peninsula and the Island of Lappa affords a secure harbour, but, unfortunately it has been silting up with mud for many years past. Of late years, however, a dredger has improved matters. The Praya on the Inner Harbour presents a great contrast to the other Praya for whereas quiet reigns on the seaward one, the inland one is all bustle; rows of Chinese vessels are anchored off the shore and boats and sampans line the banks on which coolies are busy loading or unloading cargo to carry into the stores, shops, and wholesale Chinese merchants’ places of business on this Menduia Praya or into the back streets.” (Macao: the Holy City,  the Gem of the Orient Earth, by J. Dyer Ball, 1905)

Souvenir de Macau 1910 Ruin S. Paulo Cathedral “Ruin of San Paulo Cathedral”

 Descrição do frontispício da antiga catedral de S. Paulo por J.. Dyer Ball, ver em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/03/27/pintura-de-macau-de-1831-1832-vi-ruinas-de-s-paulo/

Souvenir de Macau 1910 Villa Leitão View from Road Below the Guia Lighthouse

 Esta foto é conhecida por apresentar a Villa ou Chácara Leitao (2) que ficava à beira mar no Porto Exterior, na encosta onde hoje está o Cemitério dos Parses e o começo da antiga Estrada de Solidão (desde 1869, Estrada de Cacilhas), que torneia a fortaleza da Guia pelo lado do mar. Termina na antiga praia de Cacilhas.
Curiosamente a legenda em português, está “Estrada da Bella Vista” (levando por isso certos autores a atribuírem esta foto, à actual Avenida da República na zona do Hotel Bela/Boa Vista) mas a Estrada com esse nome existe, não no sítio da foto mas na estrada que circunda a Montanha Russa junto à Estrada de D. Maria II portanto perto da antiga praia de Cacilhas (hoje reservatório) e da Colina D. Maria II:
“Tem este nome Macau Seac (Má-Káu-Seak 馬交石)(3),a via pública designada actualmente por Avenida do Almirante Magalhães Correia, via esta que começa na Estrada da Areia Preta  e termina na Rua dos Pescadores. Teve também a mesma designação, em época anterior, uma via pública que começava na Estrada da Bela Vista e terminava na Estrada de D. Maria II”. (4)
Em 1858, Osmund Cleverly comprou uma propriedade chamada «Jardim do Carneiro» e também «Bela Vista», fora das muralhas da cidade para o novo Cemitério Protestante, que fica na Estrada de Ferreira do Amaral” (4)

Souvenir de Macau 1910 Avenida Vasco da GamaEntrance to the Avenida Vasco da Gama.

 Creio que o a legenda correcta é “Rua do Campo” pois esta estava ladeada de árvores e casas já no ano de 1910.
Recorda-se que na entrada da Avenida «Vasco da Gama», em 1911 (31 de Janeiro) foi inaugurado o busto de Vasco da Gama e ainda nesse ano de 1911 existia um Coreto. A abertura de novas ruas através da propriedade denominada «San Fá Un», Jardim de Vasco da Gama foi só em 1928. (5)
As duas últimas fotos do Arquivo, legendadas como “ Scenes on the quays, inner harbour”, não constam deste meu álbum.Souvenir de Macau 1910 Scenes of Inner Harbour(1)  http://www.archives.gov.mo/pt/featured/detail.aspx?id=15
(2) Ver em https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/chacara-leitao/
(3)  https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/rua-de-ma-kau-seak/
(4) TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau Volume I
(5) “31-03-1928 – Expropriação de vários prédios e faixas de terreno para alargamento das ruas Central e Entena, e para a abertura de novas ruas através da propriedade denominada «San Fá Un» (Jardim de Vasco da Gama)”
SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4.

ACTUALIZAÇÃO EM 15-03-2016: o nome do autor estava errado, por isso corrijo-o hoje. J. Arnold é John Arnold. Peço desculpas a todos pelo erro. Ao João Botas, muito obrigado por me ter alertado para esse facto.

Livro de António Júlio Emerenciano Estácio e António Manuel de Paula Saraiva, de 1993, (1) responsáveis pelo pelouro das zonas verdes das duas câmaras do território nessa altura e dedicado “À memória de quantos como Tancredo Caldeira do Casal Ribeiro e Alfredo Augusto de Almeida, dedicaram grande parte das suas vidas e do seu saber em prol dos Zonas Verdes do território de Macau”.

Jardins e Parques de MacauDa “Introdução” retiro:
Alguns jardins têm uma grande carga histórica e mesmo científica, como, por exemplo, os jardins de Camões e da Flora, enquanto outros encerram um simbolismo muito especial como sucede em relação ao Jardim de Lou Lim Ioc.
A par dos jardins propriamente ditos possui a península de Macau, sete colinas – Guia/S. Jerónimo (S. Januário), Barra, Monte, Mong-Há, D. Maria, Penha e Ilha Verde – as quais, por terem sido utilizadas para fins militares ou por instituições religiosas, se mantiveram como Zonas Verdes.
Por serem colinas, são visíveis de muitos pontos – isto é, são zonas dominantes da paisagem – contribuindo, em parte, para que Macau se apresente com uma certa imagem de enquadramento verde.
No entanto, e muito lamentavelmente, as Zonas Verdes têm sofrido, nos últimos anos, um autêntico cerco imobiliário que a continuar, poderá transformá-las em “jardins interiores” – o que constituirá uma perda para a imagem do território, nomeadamente na cidade de Macau.”
Os autores descrevem de forma sucinta, a realidade histórica, social, botânica e paisagística, ilustrando com fotografias coloridas, os seguintes Jardins: Camões, Lou Lim Ioc, de S. Francisco, da Flora, da Montanha Russa, de Vaco da Gama, da Vitória, de Santa Sancha, Interior do Leal Senado, e ainda os Parques, Dr. Sun Iat Sen e da Guia.
(19 ESTÁCIO, António J. E; SARAIVA, António M. P. – Jardins e Parques de Macau. 1.ª Edição. Instituto Português do Oriente, 1993, 62 pp., ISBN 972-8013-06-X, 32 cm x 23,5 cm

                     Um Festival em Macau 1911 I O Monumento a «Vasco da Gama» inaugurado em Macau”

“Macau festejou o advento da Republica com uma solemnidade bem patriótica à memória de Vasco da Gama. Foi nos jardins de Flora, deante da população, que acorrera curiosamente, e de representantes dos setenta mil chineses da colonia que se realisou a grande festa na qual se descerrou o busto em bronze do celebre navegador portuguez.

Um Festival em Macau 1911 II“A cerimónia da inauguração” 

De seguida no campo vastissimo visinho dos jardins fizeram-se concursos de varios exercicios physicos em que predominaram os trabalhos dos militares, como o lançamento da bola a distância, precursos de velocidade e a passo e uma corrida de obstáculos. Os elementos de marinha tambem tomaram parte na festividade. Tratava-se do lançamento de um cabo que desenrolando-se no ar attingisse mais de vinte metros , o que foi conseguido pelo contramestre Pires, da canhoneira Patria e por dois marinheiros d´este navio e da Macau.

Um Festival em Macau 1911 III“No dia da inauguração” 

Houve tambem corrida de ciclystas e os rapazes das escolas da cidade fizeram exercicios de gymnastica sueca.A lucta de tracção foi disputada por marinheiros do cruzador República, da Pátria, Macau, soldados de artilharia, infantaria, polícia e da guarnição de Coloane, formando-se assim grupos de europeus e indianos, vencendo os soldados de artilharia. A cerimonia terminou ao som triumphal da Portugueza cantada pelas creanças e dos vivas á República correspondidos pela população.” (1)
NOTA: Embora a revista não mencione a data deste evento (a revista tem data  de Abril de 1911), este “festival” terá realizado entre Fevereiro e Março de 1911 (a inauguração do monumento foi a 31-01-1911). (2)
A proclamação da República em Macau foi a 11 de Outubro de 1910 e a 15 de Outubro do mesmo ano, foi hasteada pela primeira vez, a Bandeira da República Portuguesa, no edifício do Leal Senado (3)
(1) Illustração Portuguesa, 1911
(2) Ver a postagem anterior:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/01/31/noticia-de-31-de-janeiro-de-1911-monumento-de-vasco-da-gama/
(3 SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Século XX, Volume 4. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, 2.ª Edição, Macau, 1997, 454 p (ISBN 972-8091-11-7)
Outros postais já publicados sobre o jardim/monumento de Vacso da Gama:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/monumento-a-vasco-da-gama/
 

Postais fotográficos publicados num livro de 1922 – na sequência dos publicados em (1)

MACAU e o seu porto - Monumento Vasco da GamaMonumento a Vasco da Gama

MACAU e o seu porto - Jardim Vasco da GamaJardim Vasco da Gama

MACAU e o seu porto - Jardim da Gruta de CamõesJardim da Gruta de Camões

MACAU e o seu porto - Gruta de Camões Gruta de Camões

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/11/15/postais-macau-artistico-i/
      https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/12/15/postais-macau-artistico-ii/