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Capa de Fernando Lima

Publicado em 1 de Maio de 1994, o primeiro número da “ASIANOSTRA  revista de cultura portuguesa do oriente”, que se anunciava de publicação semestral, com a coordenação de António Aresta e Maria da Conceição Rodrigues;. A edição e propriedade era do Instituto Português do Oriente (IPOR),  e foi impressa na tipografia Mandarim (23 cm x 15,8 cm x 0,5 cm).

Infelizmente somente foram publicados dois números.

ÍNDICE – pág. 3
NOTA PRÉVIA – pág. 5
Contracapa

«Contos Breves», edição do Instituto Português do Oriente, (1) n.º 1 da colecção «Contar Um Conto», de 1922, bilingue, tradução para chinês de Cui Weixiao, ilustração de Sam Keng Tan (Teresa), é uma selecção de oito pequenos contos da adolescência (18 anos incompletos) (2) de Mário de Sá Carneiro (3)

Interior da Capa
Interior da Contra-capa

(1) SÁ-CARNEIRO, Mário de – Contos Breves. Edição bilingue (tradução de Cui Weixiao) do Instituto Português do Oriente, Macau, 1992, 111 p. ISBN – 972-8013-01-9, (15 cm x 21 cm x 0,5cm). Livro comprado na Feira do Livro do Porto no Pavilhão: IPOR, em 1993

(2) Conjunto de contos escritos entre Setembro de 1908 a Fevereiro de 1909 por Mário de Sá Carneiro (Lisboa 1890- Paris, por suicídio 1916), destinados à revista semanal Azulejos, utilizando o anagrama Sircoanera onde o autor colaborava com poemas e contos.

(3) Mário de Sá-Carneiro (Lisboa, 19 de Maio de 1890 — Paris, 26 de Abril de 1916) foi um poeta, contista e ficcionista português, um dos grandes expoentes do modernismo em Portugal. Em 1912, estuda na Universidade de Sorbonne, em Paris. Publica os primeiros poemas, «Dispersão», em 1914, mesmo ano da novela A Confissão de Lúcio». Retorna a Portugal em 1915 e lança a revista «Orpheu» em parceria com Fernando Pessoa.

Saco de plástico preto do Instituto Português do Oriente (Avenida Conselheiro Ferreira de Almeida, n.º 95 –G Tel: 370642/3 Fax: 305426 – MACAU), da década de 90 (séc. XX) (1) (2)
O mesmo design em ambos os lados (dimensões: 43 cm x 23 cm): capa da 1.ª impressão de “Os Lusíadas” de Luís de Camões de 1572.
(1) Antiga sede; hoje: Rua de Pedro Nolasco da Silva, n.º 45-1.º

Capa da 1.ª edição, 1572

(2) Instituto Português do Oriente – 東方葡萄牙學會 (IPOR), é uma entidade pública empresarial portuguesa que visa promover a língua portuguesa e a cultura lusófona no continente asiático. O actual director João Laurentino Neves exerce o cargo desde 2012.  O IPOR foi fundado em Macau a 19 de Setembro de 1989 pela Fundação Oriente e pelo Instituto Camões.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Portugu%C3%AAs_do_Oriente

CHINESINHA - 2.ª edição, 1995 capaEste livro “Chinesinha” de Maria Pacheco Borges (1919-1992)  é a 2.º edição (1) do que foi publicado em 1974. (2) São 7 contos:: “A viúva-noiva“; “A órfã“; “Dedicação filial”; “Mulher pequena“; “A tancareira“; “O triunfo da virtude” e “O casamento de Pak-Lin“. Este livro tem a direcção gráfica e capa de Victor Hugo Marreiros.
Esta 2.ª edição tem um prefácio da escritora Maria Ondina Braga (a 1.ª edição, de 1974, o prefácio é da própria autora)
Chinesinha é um livro de contos da autoria de uma macaense – Maria Borges – cuja fina sensibilidade e poder de observação – para lá do contacto directo com chineses de Macau e a informação das suas falas .conseguem prender a atenção do leitor quanto à condição da mulher da China de ontem.
Mulheres nobres de coração, delicadas, e obedientes, as personagens destes contos, como aliás mandava a moral confucionista das época. E porque a autora sempre lhes empresta predicados de beleza física e de dignidade, essas jovens mulheres, aliada às maravilhosas lendas do seu país, aparentam elas próprias, graciosamente, figuras de fadas benfazejas.
Rico de cor, fantasia, e também História, a Chinesinha é, sem dúvida, um livro capaz de agradar a todas as idades. Mais ainda nos dias de hoje, quando o Império do Meio do Mundo passou por profundas reformas e a situação da mulher chinesa é já outra e melhor.
Contos que Maria Borges escreveu com carinho, agilidade, e subtileza.
Uma escrita de estilo simples mas correcto, senão mesmo cuidado.
                                                                                                  Lisboa – Novembro de 1994
                                                                                                       Maria Ondina Braga
CHINESINHA - 2.ª edição, 1995 contracapaAlgumas referências a esta escritora, cujas leituras são acessíveis na net:
Três escritoras têm-se destacado pela temática macaense. Deolinda da Conceição publicou contos no jornal Notícias de Macau, posteriormente editados no livro Cheong-Sam, a Cabaia (1956). Versam sobre a exploração feminina, em Macau, onde se vendiam e compravam crianças, onde o vício do ópio dominava, onde proliferavam os negócios com o tráfico de drogas, ouro e armas. Maria Pacheco Borges, colhendo impressões entre o povo chinês de Macau, registra-as em Chinesinha (1974), narrativas que abordam, sobretudo, a sensibilidade do povo. E a portuguesa Maria Ondina Braga, cujo percurso literário vem sendo marcado desde os contos A China Fica ao Lado (1968), insere-se numa poetização da prosa em obras mais recentes sobre o Território: Nocturno em Macau (1991) e Dias de Macau em Passagem do Cabo (1994).”
CANIATO, Benilde Justo – Literatura de Macau em Língua Portuguesa in
http://lusofonia.x10.mx/macau.htm

Entre as viúvas-noivas recordemos, de Maria Pacheco Borges, o Conto A Viúva-Noiva, em que Sai-si, a protagonista a quem faleceu o noivo, se vê forçada a uma existência meio irreal, permanecendo em casa dos sogros até ao resto dos seus dias, enlaçada a um defunto…(…) (p. 1019)
Um bom exemplo do que fica dito é o conto de Maria Pacheco Borges, a Mulher Pequena. Este é a estória de Mei-Mei, uma linda operária, cobiçada pelo capataz. Quando tudo indicava o caminho de um desenlace feliz, a futura sogra opõe-se ao casamento, o que acaba por conduzir à morte do filho, que deixa, assim, a mãe desamparada. É então 1020 que Mei-Mei, assumindo o seu papel de noiva-viúva, perdoa à mãe do rapaz e a convida a ir viver com ela, a fim de poder prover ao seu sustento. Quanto às artistas, as mulheres sentimentais por excelência, eram, na grande maioria dos casos, e se não pertencessem a famílias nobres, aproveitadas pela sociedade, para a prostituição… (…) (pp 1020-1021)
ALVES, Ana Cristina – A Mulher Chinesa na Sociedade Contemporânea. Administração n.º 57, Vol. XV, 2002-3.º, 1015-1028
file:///C:/Users/ASUS/Downloads/A%20mulher%20chinesa%20na%20sociedade%20contempor%C3%A2nea.pdf
CHINESINHA - 1974 capaSugiro ainda a leitura de:
VALE, Maria Manuela – A escrita da cidade e a narrativa macaense . Revista de Filologia Românica, 2001, II: 301-322.
file:///C:/Users/ASUS/Downloads/11821-11902-1-PB.PDF
(1) BORGES, Maria Pacheco – Chinesinha. 2.ª edição. Instituto Cultural de Macau / Instituto Português do Oriente, 1995, 49 p. , ISBN-972-35-0166-, 23 cm x 16 cm
(2) BORGES, Maria – Chinesinha. Edição de autor 1.ª edição, 1974, 93 p.

Outro marcador de livro, (19 cm x 6,4 cm), este emitido pelo «Institvto Portvguês do Oriente» (IPOR), em inglês (ano ??), com o título:


葡 語

PORTUGUESE
Communication Beyond Boundaries 

IPORNo verso:

葡 語
PORTUGUESE
The ancient link
Between the East and West,
The added value
To human civilization

IPOR verso

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葡 語mandarim pinyin: pù yù; cantonense pyutping: pou4  jyu5