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Este episódio da canhoneira a vapor «Camões» ao comando do Capitão-Tenente Gregório José Ribeiro que foi no dia 25 ou 26 (fontes diversas) de Setembro de 1869 (já relatado por outros jornais, em anterior postagem neste blogue) (1) enviada até à ilha dos Ladrões, à procura do barco que, atacara a barca da Confederação Germânica do Norte, mereceu um apontamento no jornal de «O Independente», nesse ano, publicado em Hong Kong (2).

«O Independente» Vol I – 4 de 9 de, Outubro de 1869, pp.29-30

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/09/25/noticia-de-25-de-setembro-de-1869-mais-pirataria/

(2) Extraído de «O Independente» (publicado em Hong Kong), Vol I – 4 de 9 de Outubro de 1869, pp.29-30

Notícias do brigue holandês «Constance», capitaneado pelo capitão J. S. Molder, de 270 toneladas, que tendo partido de Macau para a Batavia, voltou no dia 10, arribado com avaria grossa por causa do mau tempo, tufão de 7 a 9 de Setembro de 1864

Extraído de «TSYK», I- 50 de 15 de Setembro de 1864, p. 207
Extraído de BGM X-37 de 12 de Setembro de 1864, p.14

Auto de notícia de 26 de Maio de 1877 da Polícia do Porto de Macau enviado à Procuratura dos Negócios Sínicos para resolução acerca de uma queixa, no dia 24 de Maio, de falta de pagamento (175 taeis) pelo transporte após salvamento de 33 homens, tripulação duma embarcação que se afundou perto da Ilha do Ladrão.
Extraído de «B.P,M.T.» , 1877, Vol XXIII – 21.
Jin Guo Ping no seu trabalho “O valor documental da Peregrinação — Contributo para a história da presença portuguesa na China e da fundação de Macau”, (recomendo a leitura), a propósito da passagem de Fernão Mendes Pinto por Macau, p. 781/782 (1), localiza assim a Ilha dos Ladrões.
O episódio de “Como nos perdemos na Ilha dos Ladrões (Capítulo LIII)” confirma as andanças do autor em Macau nos primórdios do seu estabelecimento. Na geografia marítima, a “Ilha dos Ladrões” é um nome bem conhecido. No entanto, neste caso, seria identificável com Laowanshan (Ilha do Velho Wan). Wan foi um pirata famoso no mar e no delta do Rio das Pérolas. Era em Laowanshan que o pirata procurava refúgio. Em português, a ilha é ainda hoje conhecida pelo nome de “Ilha dos Ladrões”. Fica a sudeste de Macau. “Saindo pelo Canal da Taipa, chega-se a Laowanshan, que é o ponto de referência para os barcos oceânicos e os barcos bárbaros”. Sabe-se, através dos roteiros chineses, que era um lugar de passagem para os barcos que circulavam entre o litoral chinês a leste de Hong Kong e a Cidade de Cantão. Para os barcos que vinham de Malaca pela “rota de fora”, era o primeiro ponto de chegada.
Até ao século XVII, os barcos que saiam de Macau ainda o usavam como ponto de partida.
(1) Jin Guo Ping – O valor documental da Peregrinação — Contributo para a história da presença portuguesa na China e da fundação de Macau”, in Administração n.º 72, vol. XIX, 2006-2.º, 771-783, disponível em:
http://www.safp.gov.mo/safppt/download/WCM_004481

Continuação da leitura do “Géographie universelle: ou description de toutes les parties du monde” de Conrad Malte-Brun (1)
Geographie Universelle de Malte-Brun 1841 VToutes les rues sont étroites, tortueuses, plus ou moins en pente, mais propres et bordées de petites maisons à un seul étage, en pierre et blanchies à la chaux. (2)
Au centre de la ville européenne est situé le Bazar ou la ville chinoise, réunion de petites rues à peine larges de deux mètres et bordées de chaque côté de magasins et de boutiques. Ce quartier est inteèrement peuple de Chinois.
Geographie Universelle de Malte-Brun 1841 VIUn groupe de rochers, près d´une des plus hautes éminences d la ville, forme un antre appelé grotte du Camoens: la tradition dit que c´est la que le poéte de ce nom.
composé son fameux poême de la Lusiade. Un habitant de Macao a su encadrer dans son jardin cet endroit pittoresque, asile sacré du malheur et du génie»

Gruta de Camões 1880A GRUTA DE CAMÕES EM 1880

Cette grotte se compose de deux énormes blocs de rochers laissant entre eux un vide haut de 6 pieds et large de 3, et d´un troisième qui forme le toit et supporte un kiosque. Aujourd´hui, dit un Français qui visitait Macao dans ces  dernières années (3), la barbare admiration de ses compatriotes a défiguré cet asile du génie: le banc naturel de la grotte a été taille au ciseau ; on a été jusqu´à blanchir à la chaux les parois du rocher. Àu-dessus du bane on a apiani la surface du roe, et on y a gravé quelques vers français en l´honneur de Camoéns.(4)
Geographie Universelle de Malte-Brun 1841 VIILes îles des Larrons, voisines de Macao, sont toujours remplies de pirates que fréquemment enlèvent les petits bâtiments chinois emplyés au cabotage entre Macao et Canton. Une peite puissance européenne exterminerait facilement ces pirates, mais le gouvernement de la Chine fait de vaines tentatives pour s´en délivrer. Ces pirates son liés avex les rebelles  et les mécontents de l´intérieur.
A douze lieues de Maco, s´éléve l´Ile Lintin, qui sert de mouillage aus navires qui arrivent en Chine pendant la mousson de nord-est. Cette île est un cône aride d´environ 200 métres de hauteur; un village chinois est adossé à un des flans de la montagne.” (1)
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/04/19/leitura-descricao-de-macau-em-geographie-universelle-de-1841-i/
(2) LAPLACE, M – Voyage autour du Monde par les mers de l´Inde  et le Chine, 1833
(3) BARROT, M. Adolphe – Un Voyage en Chine.  Revue des Deux-Mondes, 1839.
A “Revue des deux Monde” é uma revista semanal  francesa (política, administração e costumes), fundada em 1829 com o nome de ” Revue des deux mondes. Journal des voyages, de l’administration et des mœurs, etc., chez les différens peuples du globe ou archives géographiques et historiques du XIXe siècle ; rédigée par une société de ­savants, de voyageurs et de littérateurs français et étrangers”. O primeiro período inicial da publicação terá terminado em 1848. Seguiram-se no total 7 séries, o último terminou em 1930.
https://fr.wikipedia.org/wiki/Revue_des_deux_Mondes
(4) “Le vers qu´on lit dans la Caverne de Camõens sont de M. de Rienzi, qui a consacré plusieurs années à parcourir l´Inde, les côtes de la Chine et l´Océanie. Nous tenons de ce voyageur qu´il fit sculpter à Macao un buste de Camõens; qu´il le plaça dans la grotte, et qu´il fit graver autour de l´image de poête une inscription en chinois et une autre qu´il composa en vers français; mais qu´un Anglais, locataire du jardin, jaloux de ce que l´honneur rendu à la mémoire d´un grand homme rejaillissait sur la nation française, fit enlever l´inscription qui décorait le buste monumental. Voice la traduction de l´inscription chinoise:
«AU LETTRÉ PAR EXCELLENCE.
Les qualités de l´esprit et du coeur l´élevérent au-dessus de la plupart des hommes: de sages lettrés l´ont loué et vénéré, mais l´envie le réduisit à la misère. Ses vers sublimes sont répandus dans le monde entier. Ce monument a été construit pour transmettre sa mémoire à la postérité.»
L´inscription en vers de M. de Rienzi est trop longue pour que nous la donnions ici; mais nous produirons celle em style lapidaire qui termine le tout

Au grand Louis de Camõens,
Portugais, d´origine castillane,
L´humble Louis de Rienzi,
Français, d´origine romaine
23 nout 1838″ (1)