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Por iniciativa do Padre Francisco Xavier Rôndina, S. J. (1) efectou-se a 3 de Abril de 1864, uma quermesse no teatro D. Pedro V, em benefício dos órfãos do Seminário de S. José. Este mesmo jesuíta que veio para Macau em 1862, para ensinar e dirigir o Seminário de S. José, (2) era um defensor dos direitos humanos, denunciando os problemas sociais dos mais pobres e desfavorecidos, e promovendo os meios para sustentar os asilados nomeadamente os órfãos.

Mas só em 1900 por iniciativa do Provedor da Santa Casa de Misericórdia Pedro Nolasco da Silva (1842-1912) surgiu o “Asilo dos Órfãos” instalado no Tap Seac, mas que por razões económicas em 1918, foi extinta. (3) (4)

Em 1933, a “Associação protectora dos jovens pobres e órfãos”, que tinha o edifício alugado denominado «Novo Asilo dos Órfãos» na Travessa dos Santos n.º 2, encomendou a construção de um edifício próprio que seria denominado “Asilo dos Orfãos”. (5)

 «Boletim Geral das Colónias», XII, n.º 134/135, Agosto/Setembro de 1936, pp.181

Para efectivação desta grande obra de beneficência, para angariação de fundos para a sua concretização, em Macau, Abril de 1936, (6) foi impresso e distribuído um “jornal” de 16 páginas (número único) onde se apresenta:

– Uma mensagem do Governador interino, Dr. João Pereira Barbosa

 – Um “ante-projecto, para mostrar o partido tomado e em que ainda não há uma preocupação de detalhe”, elaborado por Keil Amaral, (7) acompanhado de uma “descrição do projectado para construção de um edifício na Rua da Horta da Companhia, (8) a pedido da Associação protectora dos jovens pobres e órfãos”, assinado pelo mesmo arquitecto.

– Um artigo intitulado “Querer É Poder”, história resumida do Asilo dos Órfãos até então, por Luís Nolasco (Macau, 18 de Março de 1936) (9)

Com desenho/projecto na 1.ª página da “Fachada principal do novo edifício do Asilo dos Pobres e Órfãos de Macau”
Planta do 1.º pavimento
Planta do 2.º pavimento
Planta da cave
Mensagem manuscrita do governador interino, Dr. João Pereira Barbosa de 8 de Abril de 1936.

NOTA – Apesar de ter havido lançamento da primeira pedra do edifico, em 23 de Junho de 1936, com projecto do arquitecto Keil do Amaral, na Rua de Horta e Companhia, não consta ter havido concretização desta obra pois não encontro nas minhas pesquisas, até hoje, qualquer informação sobre a inauguração ou trabalhos realizados nessa mesma rua e também porque os «Anuários de Macau» de 1938 (p. 442) e 1940/41 (p. 462) referirem uma nova morada para o Asilo dos Órfãos, na «Vila Flora». Acrescenta-se o facto de, em 13 de Fevereiro de 1924, num terreno denominado Horta da Companhia, doado à Irmandade da Misericórdia de Macau pelo Governo da Província, ter sido construído um edifício destinado para Asilo dos Inválidos, (10)

(1) 08-06-1862 – Chegaram a Macau os Padres jesuítas Xavier Rôndina (1827-1897) e José Joaquim de Fonseca Matos, os primeiros professores do reaberto Seminário.  O Padre Francesco Saverio Rondina nasceu em Itália e aos 15 anos de idade ingressa na Companhia de Jesus e faz o seu noviciado em Roma. É enviado para Macau, tendo residido primeiramente, em Portugal entre 1859 e 1862, em Lisboa, no colégio de Campolide onde obteve a autorização régia para ensinar em Portugal, e posteriormente em Macau. Em 1862, passa pela ilha de Sanchoão, onde encontrou aí, a primeira sepultura de S. Francisco Xavier, que restaurou. Padre Rondina, depois de ter dirigido o Colégio de S. José em Macau de 1862 a 1871, devido à ordem que veio de Lisboa (os professores do Seminário teriam de ser obrigatoriamente de nacionalidade portuguesa e a aqueles que não cumpriam este requisito teriam de abandonar o território), abandona Macau com alguns colegas jesuítas e dirige-se para o Rio de Janeiro, onde permanecerá durante algum tempo mas, por motivos de saúde, regressa finalmente a Itália, em 1882. Nesse ano, quando conhece a obra educativa de S. João Bosco, sob a inspiração e nome de S. Francisco de Sales – os Salesianos – propôs a ida destes para Macau. D. João Paulino Azevedo (1902-1918) dá sequência à instalação dos salesianos em Macau, em 1906. (10)

Sobre a biografia e obra do Padre Rondina , aconselho leitura de: ARESTA, António – Cinco Figuras do Diálogo Luso-Chinês em Macau em file:///C:/Users/ASUS/Downloads/06-Cinco%20figuras__Antonio%20Aresta873-894.pdf

MARTINS, Maria M. B. – Compêndio de Philosophia Theorética e Pratica de Francisco Xavier Rondina S.J.; O Renascimento de Neo-escolástica  em https://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/15970.pdf

(2) TEIXEIRA, Padre Manuel – O Teatro D. Pedro V, 1971, p. 31.

(3) “1900 – Sendo Provedor da Santa Casa de Misericórdia Pedro Nolasco da Silva criou este grande vulto macaense o Asilo dos Órfãos, que ficou a cargo da mesma Santa Casa e instalado em edifício próprio, ao Tap Seac (hoje sede do Instituto Cultural do Governo da RAEM). A instituição foi extinta por medidas económicas em 1918, tendo recolhido e educado ao todo 182 rapazes, alguns dos quais atingiram lugares importantes dentro e fora de Macau. (10)

(4) “Havia antigamente o Asilo dos Órfãos da Santa Casa da Misericordia de Macau, instalado no edifício que a mesma Santa Casa propositadamente mandou construir ao Tap Seac e onde hoje funciona o liceu nacional. Um provedor, porém, em hora infeliz de confissão de incompetência e de comodismo propôs, e conseguiu, a sua extinção. Ficou, então, aberta uma lacuna na obra de assistência pública de Macau.” (Luis Nolasco) (6)

(5) “06-01-1933 – Foi inaugurado a 6 de Janeiro de 1933, o «Novo Asilo dos Órfãos», sob o patrocínio da «Associação Pública de Protecção aos jovens Pobres e Órfãos», alimentada com cotas mensais, sessões de animatógrafo e outras representações de benefício. Faltava um prédio adequado, porque o 1.º, ao Tap Seac, passou a ser o Liceu Central de Macau. Com a ajuda de muitas almas boas, entre elas o arquitecto Keil do Amaral e o Dr. Gustavo Nolasco da Silva (11), impulsionados por Pedro Paulo Ângelo, (12) o Asilo foi instalado na Travessa dos Santos n.º 2 e encontrou quem lhe permitisse continuar (10) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/01/06/noticia-de-06-de-janeiro-de-1933-novo-asilo-dos-orfaos/

(6) “O Asilo dos Orfãos”, jornal, número único, de Abril de 1936,Macau.

“ABRIL DE 1936 – Publicado um Jornal do Asilo com o título de “O Asilo dos Orfãos”, Número Único, com a história e o projeto de construção do edifício destinado a esta obra de assistência; ainda instalado na Travessa dos Santos, ali se utilizou a política de self-supporting-concern, com oficinas de tipografia e encadernação e professores (e material) concedidos pela Comissão Administrativa de Município, por proposta do Tenente Guedes Pinto. O projecto foi feito gratuitamente pelo arquitecto Keil do Amaral, sendo-lhe destinado um espaço cedido gratuitamente por diligência do Governador Interino, Dr. João Pereira Barbosa.” (10)

(7) Francisco Caetano Keil Coelho do Amaral (1910 — 1975) foi um arquiteto português ligado ao Modernismo, com destaque ao longo dos anos de 1940 e 1950, com responsabilidade projectual de importantes obras públicas, como por exemplo, Aeroporto de Lisboa, Feira das Indústrias de Lisboa, Parque Florestal de Monsanto, Lisboa etc. Completa o curso de Arquitetura da Escola de Belas Artes de Lisboa e a primeira obra é de 1934 (Instituto Pasteur, Porto). Este projecto para Macau terá sido um dos primeiros trabalhos encomendados (não consta na sua biografia) já que só em 1936, é referenciado o concurso para o Pavilhão de Portugal na Feira Universal de Paris, onde esteve durante 1 ano para acompanhar a construção do pavilhão. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Keil_do_Amaral)

(8) A Rua de Horta da Companhia, em 1969, foi redenominada Rua de D. Belchior Carneiro (actual designação) nas comemorações dos 400 anos da chagada a Macau do Bispo D. Melchior.

(9) Dr Luís Gonzaga Nolasco da Silva (1881-1954; filho de Pedro Nolasco da Silva) foi presidente do Asilo dos Órfãos de 1933 (Travessa dos Santos, n.º 2) a 1938/1939 (Vila Flor) (Directório de Macau, 1933, p. 518 e Anuário de Macau, 1938, p. 442) (https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/luis-gonzaga-nolasco-da-silva/)

(10) (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, 2015, Volume II, p. 338; Volume III, pp. 161, 230,239, 251, 283)

(11) Dr. Gustavo Nolasco da Silva (1909-1991; filho de Luís Gonzaga Nolasco da Silva) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/gustavo-nolasco-da-silva/

(12) 14-07-1931- O Sr. Pedro Paulo Ângelo, fazendo parte da Mesa Directora da Sta. Casa, inicia uma subscrição pública para reerguer o Asilo dos Orfãos, instituição onde crescera e sustentada pela Santa Casa da Misericórdia até 1918 quando foi fechado por medidas económicas. Em 13 de Agosto de 1931, os Estatutos foram aprovados pela Portaria n.º 936 do Governo de Macau. Com a subscrição e mais algumas achegas finais, adquiriu-se uma soma de 10 mil patacas.” (10)

Anteriores referências ao Asilo dos Órfãos: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/asilo-dos-orfaos/

O Beco da Rede começa na Calçada da Barra, entre os prédios n.ºs 13 e 15 e termina na encosta da Colina da Penha.
“Este toponímico deriva de outro desaparecido, chamado Ponte da Rede, ali em frente.
A 2 de Dezembro de 1828, o mandarim Tso-Tang, de apelido Fom, publicou um edital, dizendo que os chinas anciãos de Macau lhe haviam representado:
«que o Portuguez Leiria na Ponte da Rede mandou fazer hum muro, que cercou o quadro, em que se pretendia fabricar a torre da Fortuna, (1) pelo que indo em pessoa indagar, achei ser verdade todo o referido na representação deles. Por tanto além de ter eu mandado ao Procurador para mandar parar a ditta obra; ordeno tbem a vós todos os pedreiros , e picadores de pedras, que não façaes mais obra naquele terreno, nem leveis para ali mais pedras, com cominação de serdes agarrados, e castigados» (Arq. da Procuratura)
Supomos que o português Leiria é Hermenegildo António Leiria, natural de Lisboa, filho de José António Leiria e de Maria de Jesus; casou em 3 de Março de 1829 com Eugénia Maria Inácia Cortela, filha de António Joaquim Cortela (falecido a 1-06-1842) e de Ana Josefa de Azevedo (falecida a 21-01-1830), neta paterna de Lourenço Baptista Cortela (2) e de Mariana Muniz da Rosa (falecida a 5-11-1788) e materna de Bernardo Manuel de Azevedo e de Inácia Vicência Gomes.
Hermenegildo António Leiria morreu afogado em 1 de Agosto de 1836, à vista de Macau, pelo naufrágio do navio Suzana, onde ele vinha» (3) (Registo de Óbitos da freg. de S. Lourenço) ”(4)
(1) ”2-12-1828 – O tchó-t´óng proibiu os pedreiros de continuarem a construção dum muro, propriedade do português Leiria, na Ponta da Rede, por essa obra vir a cercar dum terreno, onde os chineses pretendiam edificar a Torre da Fortuna (GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954)
(2) Da família Cortela. Ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/05/12/noticia-de-12-de-maio-de-1806-vulto-ilustre-de-macau-do-seculo-xix-joao-francisco-rodrigues-goncalves/
(3) Este registo de óbito em S. Lourenço não está correcta segundo Jorge Forjaz: faleceu «no naufrágio do dia 31 de Agosto de 1836 sucedido ao navio «Suzana» aonde vinha de passagem o qual Navio deo a costa nas praias de Nameam em Sanchoão em que o dito Leiria enterrado » segundo o escrivão Gonçalves no Livro dos Termos das Eleições.
A. H. M. Santa Casa da Misericórdia, Livro dos Termos das Eleições, cód. 144.
FORJAZ, Jorge – Família Macaenses, Volume II, 1996.
(4) TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Volume I, 1997.

Do diário de Peter Mundy (1), dia de 25 de Junho de 1637- Ilha de Sanchoão (2)
Extraído de:
https://archive.org/stream/travelsofpetermu31mund#page/n233/mode/2up
(1) Ver anteriores referências em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/peter-mundy/
(2) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/ilha-de-sanchoao/

Carta do irmão Fernão Mendes ao padre Baltasar Dias, reitor da Companhia de Jesus em Goa , datada de 20 de Novembro de 1555.

“…E aos 20 de Julho chegámos a Sanchão, (1) onde o padre saiu em terra e foi dizer missa sobre a cova onde  o  nosso padre bem-aventurado mestre Francisco Xavier fora enterrado, a qual já achámos coberta de muitas ervas, que arrancámos com as mãos, e alguns com muito sentimento e devoção, porque ali parece que dava Nosso Senhor muito a sentir que para que era mais senão acabar ali um homem sua vida e ali ser enterrado. E dali nos embarcámos e viemos ter a 3 dias de Agosto a Lampacau, onde os navios fazem fazenda, donde o padre  mestre Melchior (2) foi duas vezes a Cantão, como lhe lá escreverá…” (3)

MAPA - China Regio Asiae 1589CHINA REGIO ASAE, mapa anónimo possivelmente de origem portuguesa, de meados do  século 16 (4)

“Partidos nós desta ilha de Champeiló, fomos demandar as ilhas de Cantão, e aos cinco dias de nossa viagem, prouve a Nosso Senhor que chegássemos a Sanchão, que era a ilha onde fora enterrado o padre mestre Francisco, como atrás tenho dito. Ao outro dia pela manhã, toda a gente da frota desembarcou em terra e nos fomos todos em procissão ao lugar do jazigo do santo padre, o qual achámos já todo coberto de ervas e de mato, sem aparecer dele mais que só as pontas das cruzes de que estava cercado; porém logo por todos foi limpo e preparado com muita devoção, e após isso fechado com umas grades de pau  fortes, e por fora se fez mais outra estacada, e todo o chão ao redor foi muito limpo e aplainado, e toda esta obra em roda estava cercada de muito bons valos, `enetrada dos quais estava uma cruz muito alta e muito formosa… (…)
Ao outro dia pela manhã nos partimos desta ilha de Sanchão, e ao sol-posto chegámos a outra ilha que está mais adiante seis léguas para o norte, chamada Lampacau, onde naquele tempo os portugueses faziam sua veniaga com os chins, e aí se fez sempre até ao ano de 1557, em que os mandarins de Cantão, a requerimento dos mercadores da terra nos deram este porto de Macau, onde agora se dfaz, no qual sendo antes ilha deserta, fizeram os nossos uma nobre povoação de casas de três a quatro mil cruzados, e com igreja matriz em que há vigário e beneficiados, e tem capitão e ouvidor e oficiais de justiça, e tão confinados e seguros estão nela, com cuidarem que énossa, como se ela estivera situada na mais segura parte de Portugal.” (5)
(1) Ilha de Sanchoão – 上川 (mandarim pinyin: shàng chuān ; dǎo; cantonense jyutping: soeng5 cyun1 dou2). Também denominada Chang-Chuang, Sancian, San-choão
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/ilha-de-sanchoao/
(2) Padre jesuíta Belchior Nunes Barreto, que esteve nas costas da China, de Agosto de 1555 a 7 de Junho de 1556 e exerceu o seu apostolado entre os 300 portugueses que se encontravam, então em Macau, Fundou uma missão de Cantão.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/fernao-mendes-pinto/
(3) CATZ, Rebecca D. – Cartas de Fernão Mendes Pinto e outros documentos. Editorial Presença, 1983
Alguns trabalhos desta investigadora norte-americana (Universidade de Califórnia, Los Angeles) relacionados com Fernão Mendes Pinto:
CATZ, Rebecca D. – Fernão Mendes Pinto, The Travels of Mendes Pinto. ed. & tr. Chicago and London (The University of Chicago Press) 1989, 663 pp., ISBN 0-226-66951-3.
CATZ, Rebecca D.  – A Sátira Social de Fernão Mendes Pinto: análise crítica da Peregrinação. Lisboa, prelo Editora, 1978, 358 p. (tradução de:  Iconoclasm as Literary Technique: A Study of the Satiric Devices used in the Peregrinação de Fernão Mendes Pinto (1972).
CATZ, Rebecca D.  – Fernão Mendes Pinto and His Peregrinação in Hispania. Volume 74, Number 3, September 1991.
http://www.cervantesvirtual.com/obra-visor/hispania–11/html/p0000002.htm
(4) Retiraoa de “Mapas e Iconografias dos Sécs. XVI e XVII” –  Mapa da China in Epitome theatri orteliani, praecipuarum regionum delineationes, minoribus tabulis expressas...; cópia equivalente à da ed. de Antuérpia, Christophorus, 1589, fl. 85r.
http://www.tdx.cat/bitstream/handle/10803/4951/fmpnro4de4.pdf;jsessionid=6E1775B5EBE59AF37C63E385C6F3658A.tdx1?sequence=4
(5) Retirado  das pp. 33-34: Fernão Mendes Pinto  – Peregrinação in SANTOS, Carlos Pinto; NEVES, Orlando – De Longe à China, Tomo I Instituto Cultural de Macau, 1988, p. 383.

Este livro «MACAU –  Materiais para a sua História no Século XVI» é uma edição do Instituto Cultural de Macau de 1988 (1) justificada pela Directora do Arquivo Histórico de Macau, na altura, Dra. Adelina Braga:
Prosseguindo no empenhamento de dar a conhecer ao público os assuntos referentes ao passado de Macau, velho de mais de quatro séculos, tão rico de factos emocionantes de vivência mais ou menos difícil mas sempre gratificante, vai o Instituto Cultural de Macau proporcionar a leitura de mais um outro valioso «documento» que muito esclarece sobre um período aliciante da história desta cidade do santo Nome de Deus, e dos portugueses que dela fizeram uma peça única da máquina do mundo por eles percorrido…”

MACAU - Materiais para sua História no Século XVIEste trabalho de Jordão de Freitas (2) foi publicado (3) na revista «Mosaico», nº 59 a 61, Julho a Setembro de 1955, bem como o Prefácio do livro de António Nolasco da Silva (4).

MOSAICO VOL XI n.º 59 a 61 CAPAMuitas passagens deste trabalho foram transcritas por diversos historiadores e escritores como por exemplo este, referente a uma notícia do dia : carta de Leonel de Sousa que em 15 de Janeiro de 1556, dirigiu de Cochim ao infante D. Luiz, irmão de D- João III e falecido a 27 de Novembro do ano anterior, mas cuja morte não era ainda conhecida no Oriente.
«Senhor – Eu fuy á China numo embarquação de mercadores, como espreui a Vossa Alteza de Malaqua o ano de cinquoenta e dous, pelo Vizo Rey Dom Alfonso me nam ordenar as Viagés, como Vossa Altez mandaua; aonde  vim envernar o Março passado por nam poder vyr á Indya… (…)
…Desta maneira fiz paz; e os negócios na China com que todos fizeram suas fazendas, e proveitos seguramente foram muytos purtuguezes á Cidade de Cantaõ, e outros lugares por onde andaram folgando algus dias, e negociando suas fazendas á sua vontade sem receberem agravo, nem pagarem mais Direitos dos que atras digo, que myutos pelo que esquonderam  nã fiquaram pagando mais Direitos que da terça parte das fazendas. Cantaõ está trinta legoas por hum Rio dentro do Porto de Sã Choam que he amtre huas ylhas aonde estava com os Navios…»

MOSAICO VOL XI n.º 59 a 61 ÍNDICEDo prefácio, saliento:
De entre essa plêiade de investigadores da historiografia macaense, há, porém, que salientar e bem distintamente, um nome quase esquecido, o do distinto e fecundo polígrafo Jordão de Freitas, pois, sem o magnífico trabalho «Macau – Materiaes para a sua história no Século XVI», alguns importantes pontos da história relativos aos tempos primitivos do estabelecimento desta cidade teriam, talvez, ficado esquecidos, à espera, ainda, de quem os fosse desenterrar do pó dos arquivos…”

(1) FREITAS, Jordão de – Macau, Materiais para a sua história no século XVI. Instituto Cultural de Macau, 1988, 43 p., 22cm x 15 cm.
(2) Jordão Apolinário de Freitas (1866- 1946) cursou a cadeira de Teologia no Seminário  do Funchal (1890) e formou-se como médico-cirurgião na Escola Médica desta mesma cidade. Sócio-fundador da Academia Portuguesa da História e director da Biblioteca Real da Ajuda entre 1918-1936, consagrou a sua vida à investigação histórica, publicando imensos trabalhos. Mais referências anteriores a este autor em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jordao-de-freitas/
(3) Originalmente foi publicado na raríssima colecção «Archivo Historico Portuguez» (n.ºs 5, 6 e 7 de Maio a Julho de 1910, Vol VIII)
(4) António Nolasco da Silva foi o Director e Editor da revista «Mosaico», órgão e propriedade do Círculo Cultural de Macau desde o 2.º número  (o 1.º número, o Director e Editor foi o Dr. José Marcos Batalha) que foi publicado em Setembro de 1950 até ao último número em Setembro de 1957.

“Falleceo neste dia Nicolão Feumes, e no outro dia foi enterrado em Sam Francisco na sepultura da sua primeira mulher Marcelina de Abreo que tinha fallecido em 3 de Junho de 1731 cujo enterro se fes com grande pompa e acompanhamento sendo Provedor da Misericórdia o Gov.or Cosme Damião Pereira Pinto.

Falleceo depois de 80 annos, de intrevado na cama tendo vivido com esta segunda mulher cinco annos e sette meses que viuva cazou-se depois com António José da Costa que os Jesuitas mandarão-no buscar, ficou a dita Viuva com mt.º Cabedal e poucos annos que teria vinte, o que tudo era necessário para achar hum sugeito para casar. Ella ficou por herdeira universal de quanto estava em Caza, tanto que as desposições da alma deixou elle defunto Feumes que se fisessem depois da chegada do seu navio St.º António, e do cabedal que nelle tinha, mas como succede quasi sempre o sermos enganados elle o experimentou (#) pois que o Navio se perdeo no mar da China escapando sòmente a gente que com tempo se aproveitou da lancha e do Escaler, indo aportar em Sanchuan, e vindo a esta Cidade por Cantão. Desta sorte ficou a Viuva com tudo e a Alma do dito defunto sem nada – quem sabe se não precizava” (1)

(#) Na margem anotada pelo anónimo autor: “boa maneira depois de morto

(1) Cosme Damião Pinto Pereira (1.º mandato) governador de 4 08-1735 a 27-08-1738.
Retirou-se entregando o governo a Manuel Pereira Coutinho, verificando-se que a posse, em Agosto anterior, não fora seguida de imediato exercício.”
Voltaria como Governador (2.º mandato) a 25-08-1743 e ficou até 29-08-1747.
SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Século XVIII, Volume 2. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, 2.ª Edição, Macau, 1997, 216 p. (ISBN 972-8091-09-5).
(2) BRAGA, Jack M. – A Voz do Passado. Redescoberta de A Colecção de varios factos acontecidos nesta mui nobre cidade de Macao. Instituto Cultural de Macau, 1987, 78 p.

São Francisco Xavier (Francisco de Jasso Azpilcueta Atondo Y Aznáres) nasceu a 7 de Abril de 1506 e faleceu na Ilha de Sanchoão a 3 de Dezembro de 1552. (1)
Recordo aqui o livro do Padre Benjamin Videira Pires sobre “Xavier em Sanchoão” (2)

Benjamin Videira Pires- Xavier em Sanchoão I

A primeira descrição da Ilha de Sanchoão, com um mapa rudimentar dela e dos seus arredores, é em xilogravura chinesa e caracteres latinos, de 1700: “RELATIO SEPULTURAE MAGNO ORIENTIS APOSTOLO S. FRANCISCO XAVERIO ERECTAE IN INSULA SANCIANO ANNO SAECULARI MDCC por Gaspar Castner, S. J., de Munique, e missionário em Fat-Shán. Reeditada com um valioso prefácio e comentário de Giuseppe Ros em Bessarione 11 (1907).
Uma segunda e longa descrição da mesma ilha (mas “sem fundo histórico” segundo Padre Videira Pires) foi do missionário J. B. Berthon, numa série de artigos intitulados “Autour du tombeau de Saint François-Xavier”, em “Les Missions Catholiques, 18″ (1886)

Benjamin Videira Pires- Xavier em Sanchoão ILHACHAPELLE DE S. FRANÇOIS XAVIER DANS L´ILE DE SANCIAN

Em 1557, António de Santa Fé, o catequista chinês que assistiu à morte de Xavier, chamou à ilha, pela primeira vez, Sanchoão, como faria o P. Francisco de Sousa, em 1710, nome que este explica assim “Sanchoão compõe-se de três ilhas, que estão perto uma das outras e parecm uma única ilha. Por isso, se chama Samchoa (Sam- três) (Choa-ilhas), pelos chineses.”

Benjamin Videira Pires- Xavier em Sanchoão MAPA上川岛 ( mandarim pinyin: shàng chuān ; dǎo; cantonense jyutping: soeng5 cyun1 dou2).
Também denominada Chang-Chuang, Sancian, San-choãomapa de 1994

Data de 1544, o mapa mais antigo da ilha de Sanchoão, situada na costa sul da província de Cantão. Atribui-se a Pierre Descelliers, da escola cartográfica francesa de Dieppe. Foi desenhado, porém, sobre um portulano português que desapareceu. (4)

(1) Ver anteriores “posts” sobre S. Francisco Xavier em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/s-francisco-xavier/
(2) PIRES S. J. , Benjamin Videira – Xavier em Sanchoão. A Ilha de Sanchoão ontem e hoje. Monografia histórica. Macau, 1994, 39 p., I-VIII Estampas.
(3) Samchoa – três Ilhas 三 洲 (mandarim pinyin: sàn zhou; cantonense jyutping: saam1 zau1.
(4) SCHURHAMMER S. J., George – Francis Xavier, his life, his times. Translated by M. Joseph Costelloe, S. J. . The Jesuit Historical Insritute, Rome , 1982, Volume 4.º.

No dia 2 de Dezembro de 1866, organizou-se uma peregrinação a Sanchoão (1) em que se incorporaram 750 peregrinos. Devido a uma tempestade nesse dia, só puderam desembarcar 30 homens. Mesmo assim, foi celebrada missa e a chamada Cruz dos Macaenses, transportada para terra no dia anterior, foi erguida, ao fundo da escadaria, em comemoração dessa romaria.
A Cruz dos Macaenses tinha a seguinte inscrição: (2)
Em cima, verticalmente, dois caracteres chineses (?) ilegíveis, com a ideia talvez de “dedicaram”. Frontalmente: “S. P. Francisco Xaverio” e, na vertical mais longua, de alto para baixo: “macaenses die 3 dedanno 1869”. (3)

Xavier em Sanchoão Crus dos Macaenses ICruz dos Macaenses levantada em Sanchoão em 3 de Dezembro de 1866.

Em frente, vê-se o Padre Robert Y. Cairns, missionário da ilha, e o Comandante do vapor Hai-Ning, na peregrinação de Dezembro de 1933. (2)

 O P. Rondina, S.J., (4) segundo o próprio afirma, tomou também parte nessa peregrinação e foi um dos que levantou a Cruz. Segundo Padre Videira Pires, terá sido ele quem disse a missa nesse dia.
O missionário jesuíta de Sanchoão, John Garaix (5), em 1906, relatava:
Quando Mons. Guillemin (6) chegou ao lugar em Janeiro de 1869, o que circundava o túmulo era o seguinte: em baixo, perto da praia e num pequeno espaço de terreno nivelado, uma enorme Cruz de pedra, aquela que tinha sido erigida pelos peregrinos em 1866; a seguir, um pouco mais acima, cinco degraus que davam para outro espaço e terreno nivelado: ali estava o túmulo; por último, uns sete degraus mais acima, estavam as ruínas da antiga capela (de 1700). “ 

Xavier em Sanchoão Crus dos Macaenses IIA Cruz dos Macaenses a contra-luz (2)

 A Cruz dos Macaenses desapareceu do lugar após 1942.

SUGESTÃO: Nesta semana de encontro dos macaenses em Macau, era uma boa ideia e sugeria às associações de macaenses pelo mundo fora, a iniciativa de organizar uma comissão encarregada de fazer uma nova Cruz dos Macaenses (talvez por subscrição pública) e tratar por  via diplomática com as autoridades chinesas da sua colocação na Ilha, de preferência no mesmo local da anterior (quem sabe se no próximo encontro de macaenses em Macau, no dia 3 de Dezembro)

(1) Sobre a Ilha de Sanchoão e S. Francisco Xavier ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/ilha-de-sanchoao/
(2) PIRES, Benjamim Videira – Xavier em Sanchoão. A ilha de Sanchoão ontem e hoje. Macau, 1994, 39 p. + |VIII|
(3) Segundo Padre Videira Pires o ano está errado: deveria ser 1864.
(4) O Padre Francisco Xavier Rôndina já tinha participado em anterior peregrinação àquela ilha no ano de 1864. O Padre Rondina (1827-1897), missionário no Padroado português do Oriente, foi professor, pregador e escritor. Dirigiu o Colégio/Seminário de S. José. Foi redactor da revista mensal «Civiltà Cattolica» a partir de 1882.
(5) GARAIX, S. J., John – Sanchoan, the Holy Land of Far East, 1906, 29 p. in Padre Videira Pires (2)
(6) Mons. Zeferino Guillemin, Prefeito Apostolico da Perfeitura de Kuông tông e Kuón-sai, em 24 de Agosto de 1867, procedeu ao lançamento da primeira pedra para uma nova capela sobre o túmulo de S. Francisco de Xavier, na Ilha de Sanchoão (pertencente à província de Guangdong/Cantão)

Em 7 de Abril de 1541 sai a primeira expedição jesuíta de Lisboa (1) para a Índia e Extremo Oriente,  chefiada por Francisco Xavier (2) (que fazia nesse dia 35 anos) na nau “Santiago”, iniciando assim os 200 anos  de missionação que se seguiriam para essa direcção. Segundo cartas datadas de Fernão Mendes Pinto e do Pe. jesuíta Belchior Nunes Barreto, a presença dos primeiros missionários jesuítas na Índia foi a partir de 1542 e em  Macau, a partir de 1555 (3)
 
Um jesuítaOs padres estrangeiros não pertencem a uma só classe. Os frades de S. Paulo rapam o cabelo e usam um barrete verde parecido com uma mitra. O superintendente da religião chama-se fât-uóng (soberano das leis, ou seja, o Bispo). até o próprio Governador, que vem de Portugal, não tem poderes como ele. Se ocorrer qualquer caso importante ou, por suspeita, se aprisione, o Governo e o Procurador de Senado não podem resolver. pedem então (ao Bispo) uma ordem. passada a ordem, recebem-na, acatando-a, respeitosamente. Quando o Bispo sai ou entra, é protegido por um grande pálio e rodeado de padrezinhos. Os homens e as mulheres, quando o vêem, avançam, apressadamente, ajoelham-se, segurando-lhe respeitosamente os pés, esperando pela sua passagem e, só depois, é que se levantam. Se o Bispo afagar as suas cabeças, isto é considerado como uma grande felicidade. As mulheres são as que têm mais fé nele.” …
As regras do Convento de S. Paulo são mais severas... (4) 

(1) Inácio de Loyola, de origem nobre, em 15 de Agosto de 1534 e seis outros estudantes encontraram-se na Capela dos Mártires, na colina de Montmartre e fundaram a Companhia de Jesus para “desenvolver trabalho de acompanhamento hospitalar e missionário em Jerusalém ou para ir aonde o papa nos enviar, sem questionar”. Nessa data, fizeram os votos de pobreza e castidade. A Companhia de Jesus é uma organização rigidamente disciplinada de absoluta abnegação e a obediência ao papa e aos superiores hierárquicos (“perinde ac cadaver“, “disciplinado como um cadáver“). O lema dos jesuítas é “Ad maiorem Dei gloriam” (“Para a maior glória de Deus“). Salienta-se a importância dos jesuítas na expansão portuguesa principalmente no Oriente e a sua grande influência em Macau.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Companhia_de_Jesus
(2) S. Francisco Xavier faleceu no dia 27 de  Novembro de 1552 (segundo outros autores, 3 de Dezembro de 1552), na Ilha de Sanchoão.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/11/27/noticias-27-de-novembro-de-1552/
(3) SILVA, Beatriz Basto da Silva. Cronologia da História de Macau, Séculos XVI-XVII, Volume 1. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, 2.ª edição, Macau, 1997, 198 p., ISBN 972-8091-08-7
(4) OU-MUN KEI-LÉOK Monografia de Macau por Tcheong-U-Lam e Ian-Kuong-Iâm. Tradução do chinês por Luís G. Gomes. Editada pela Repartição Central dos Serviços Económicos- Secção de Publicidade e Turismo, Macau. Imprensa Nacional, 1950, 252 p.

“Faleceu o jesuíta Francisco Xavier (1), o grande Apóstolo da Ásia, na ilha de Sanchoão (2) segundo testemunho do jovem chinês António de Santa Fé, por ele baptizado. Fernão Mendes Pinto diz que este acontecimento ocorreu, em 2 de Dezembro de 1552, data geralmente aceite e baseada, numa carta escrita pelo Pe. Belchior Nunes Barreto, Provincial dos Jesuítas na Índia, em 1554, que colheu esta informação, numa carta escrita em Lisboa, em 23 de Dezembro do mesmo ano, pelo Pe. António Brandão” (3)

A data geralmente aceite como a do falecimento deste Santo é 3 de Dezembro de 1552, dia em que  Igreja comemora-o como Patrono Universal das Missões.

 Igreja de S. Francisco Xavier, em Sanchoão (4). A fachada está a data da sua construção 1869.
 Interior da Igreja de S. Francisco Xavier, em Sanchoão (5).

Na Capela da Missão de Coloane, dedicada a S. Francisco de Xavier, encontra-se uma das três relíquias, as únicas actualmente existentes, de S. Francisco Xavier. Trata-se de parte do úmero direito (as outras duas relíquias são o seu corpo incorrupto em Goa e o antebraço direito em Roma) que se encontra na sala «Sacrarium» da capela. Este pedaço de osso esteve na Igreja da Madre de Deus (S. Paulo). Depois do incêndio de 1835, a relíquia esteve em vários sítios acabando por ser colocado na ilha de Coloane (5) (6)

Sala «Sacrarium» da capela de S. Francisco (5)
  Parte do úmero direito
  Interior da Capela da Missão, em Coloane, 1985 (6)

(1) S. Francisco Xavier (1506 – 1552), nascido Francisco de Jasso y Azpilicueta em Navarra (Espanha), discípulo de Inácio de Loyola, um dos sete jesuítas, de Monmartre em 1534, chega a Lisboa em fins de 1540, para embarcar a 7 de Abril de 1541 para o Oriente.(7)  Em 17 de Abril de 1552, aos 46 anos de idade, parte de Goa com o grande objectivo de entrar na China. Chega à ilha de Sanchoão, via Malaca, nos princípios de Setembro e enquanto aguardava uma oportunidade para  entrar na China, adoece gravemente. Canonizado, juntamente com Inácio de Loyola, pelo Papa Gregório XV no dia 12 de Março de 1622.
(2)  “A ilha de Sanchoão é chamado pelos chineses «Sêung Ch´uen T´ou – ilha a montante da foz do rio do oeste, para distinguir de Há Ch´uen T´ou, a que fica a juzante.”  (4)
上川pinyin Shàngchuāndǎo. Também denominada Chang-Chuang, Sancian, Sanchão ou ilha de S. João
Nesta ilha existe um parque, onde está a igreja, um cenotáfio e uma estátua em memória do Santo.
(3) GOMES, Luís Gonzaga – Efemérides da História de Macau. Notícias de Macau, 1954, 267 p.
(4) AIDO, Paulo – Cumprir o sonho de Xavier. Macau, n.º 27, 1990
(5) CARMO. António – Sanchoão (A antepenúltima morada). Macau, n. º20, 1990
(6) ORTET, Luís – Na ilha de Coloane está guardada uma das três relíquias de S. Francisco Xavier. Nam Van, n. 8, 1985.
(7) “Sai a primeira expedição jesuíta de Lisboa para a Índia e Extremo Oriente, chefiada por Francisco Xavier (que fazia nesse dia 35 anos), na nau Santiago. Com ele seguem Micer Paulo (ou Paulo Camerte), Francisco Mansilhas e Diogo Rodrigues (noviço)”
SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Séculos XVI-XVII, Volume 1. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, 2.ª Edição, Macau, 1997, 198 p (ISBN 972-8091-08-7)