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Notícia de 5 de Abril de 1838, o chinês Kuo-si-ping, apanhado m flagrante delito de venda de ópio, “é enforcado em Macau por ordem dos mandarins …”

Extraído de« BPMT», XIII-14 de 8 de Abril de 1867, p. 78

O jornal «The Canton Register» de 1939, sobre os acontecimentos ocorridos em 1838, relata o mesmo episódio mas datando-o de 7 de Abril

Leitura das páginas 523 e 524 referente a “Macau” do livro de 1843, de Philip Alexander Prince “Parallel History: Being an Outline of the History and Biography of the World”, 3.º Volume dedicado à “Modern History, from the outbreak of the french revolution to the presente day” (1)
CAPA – edição de 2018

(1) PRINCE, Philip Alexander – Parallel History: Being an Outline of the History and Biography of the World, Contemporaneous Arranged, Volume 3 (Modern History, from the outbreak of the french revolution to the presente day), 2nd edition, London, Whittaker & Co, Ave Maria LA. 1843, 776 p.
https://books.google.pt/books?id=FnJCAAAAIAAJ&pg=PA458&lpg=PA458&dq=Philip+Alexander+Prince+1843&source=bl&ots=VpEGrp6pzT&sig=ACfU3U2Z4nXgA9kUMBqVdr_f2LaNBVp1Xw&hl=pt-

“Slide”digitalizado da colecção “MACAU COLOR SLIDES  KODAK EASTMAN COLOR” comprado em finais da década de 60 ou princípio de 70 (séculoXX), se não me engano, na Foto Princesa (1) Foi inaugurada a 16 de Setembro de 1954, em Macau, no então recente aterro da Praia Grande, em frente do antigo Palácio das Repartições Públicas o pedestal e a estátua que foi feita em pedra liós, da autoria do escultor Euclides Vaz, ao primeiro português que veio à China, Jorge Álvares. (2) (3)
O Engenheiro José dos Santos Baptista, Chefe da Repartição Técnica da Obras Públicas discursou, tendo salientado:
“ … após abertura do concurso promulgado pelo Ministro do Ultramar , o júri do concurso classificou , em primeiro lugar, o trabalho do escultor Euclides Vaz, a quem, em Setembro de 1953 , foi feita a adjudicação da obra. Em Maio deste ano (1954) chegaram a Macau, no paquete «Índia», todas as peças do monumento.
Elaborado o projecto da sua localização e montagem pela Repartição Técnica das Obras Públicas, é a respectiva execução posta a concurso e, depois, adjudicada ao empreiteiro Vá San. A montagem foi iniciada em fins de Julho e ficou concluída em fins de Agosto…. (…)
Falou de seguida, o Presidente do Leal Senado, António de Magalhães Coutinho, que traçou resumidamente a biografia de Jorge Àlvares.
Finalmente o Governador, Almirante Joaquim Marques Esparteiro usou da palavra, enaltecendo profundamente o acto. Saliento uma pequena passagem:
“A viagem de Jorge Álvares e a documentação que lhe confirma o lugar de pioneiro nos contactos do Ocidente com o Imperio Celeste não foram completamente esclarecidos senão há cerca de 20 anos, conservando-se o seu nome injustamente esquecido durante mais de quatro séculos. Diversas causas para tal contribuíram, salientando-se dentre elas os terramotos de Janeiro de 1531 e de Novembro de 1755 que destruíram boa parte dos arquivos de Lisboa sobre os nossos feitos na ìndia e terras do Oriente e que dificultaram consequentemente trabalho de estudiosos e investigadores.
Por sua vez, o autor Ljungstedt, que escreveu o «Esboço histórico dos Estabelecimentos Portugueses na China» – obra editada em Boston em 1836 – prestou-nos muito mau serviço pelos erros e incorrecções que deixou escrito a nosso respeito que infelizmente fizeram escola por esse mundo fora. Segundo Ljungstedt fora o português Rafael Perestrelo quem primeiramente tinha chegado à China embora se saiba que só aqui esteve pelo menos um ano mais tarde… (…)”
Findo os discursos, a esposa do Governador, D. Laurinda Marques Esparteiro puxou o laço que prendia a Bandeira Nacional descerrando assim a estátua de Jorge Álvares.
Numa das faces de pedestal estão gravadas a profecia que sobre Jorge Álvares nos deixou o cronista João de Barros:
«E peró que aquela região de idolatria coma o seu corpo, pois por honra de sua pátria em os fins da terra pôs aquele padrão e seu descobrimento, não comerá a memória da sua sepultura, enquanto esta nossa escritura durara»
Recorda-se que em 1513, Jorge Álvares que largara algum tempo antes de Malaca num junco tendo a bordo o seu filho, aportava ao largo da barra do Rio cantão e lançava ferro no ancoradouro da Ilha de Tamão (Jack Braga identificou-a como a Ilha de Lintin) que nessa época era o centro de todo o comércio da China com o exterior.
Faleceu na Ilha de Tamão na sua quarta viagem para estas paragens, tendo desembarcado em Cantão onde ficou pouco tempo, no regresso à Ilha de Tamão faleceu, a 8 de Julho de m 1521, oito anos depois de ali ter aportado, ficando ali sepultado junto do padrão que ele havia levantado e ao lado do filho que aí falecera em 1513.
NOTA: A cerimónia da inauguração da estátua Jorge Álvares foi filmada por uma equipa técnica da empresa cinematográfica «Eurásia Filmes, Limitada» (4) sob a direcção de Eurico Ferreira para um documentário, que não sei se foi exibido mas que se perdeu a cópia.
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/foto-princesa/
(2) «MACAU Boletim Informativo», Ano II, n.º 28 de 30-09-1954.
(3) Ver referências anteriores a este navegador, nomeadamente à inauguração da estátua:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jorge-alvares/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/estatua-de-jorge-alvares/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/06/22/leitura-caminhos-do-futuro-dos-horizontes-da-nacao-ii/
(4) Ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/11/23/noticias-23-11-1955-caminhos-longos-uma-iniciativa-arrojada-da-eurasia-filmes/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/09/03/filme-caminhos-longos-de-1955-artistas-chineses-de-cinema/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/05/07/noticia-filme-caminhos-longos/

Continuação da anterior postagem, com a publicação da terceira parte do primeiro desenho referido em (1)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/08/15/leitura-desenhos-de-macau-1840-description-of-a-view-of-macao-in-china-i/

Descrição de Macau, de 1822, em inglês, com o título “Entrance to Canton from tha Sea” publicado no periódico “The Indo-Chinese Gleaner” (1) no Capítulo “I.Indo-Chinese Literature I.Annals of Canton“
(1) “The Indo-Chinese Gleaner”, n.º XX, April, 1822, pp.280-283.
https://digital.staatsbibliothek-berlin.de/werkansicht?PPN=PPN771550391&PHYSID=PHYS_0053&DMDID=DMDLOG_0001

No dia 27 de Junho de 1521, chegou ao porto de Tamão (1) o capitão Duarte Coelho (2) num junco bem armado e acompanhado doutro junco pertencente aos habitantes de Malaca. Estes dois juncos bem como o navio Madalena de Diogo Calvo (3) e sete ou oito outros juncos portugueses que se encontravam nesse porto foram cercados e atacados por 50 juncos chineses. Quarenta dias depois juntou-se aos barcos portugueses um navio do comando de Ambrósio do Rego. Reduzidos a três navios, os portugueses conseguiram escapar-se, em 7 de Setembro de 1521, a coberto da escuridão e duma tempestade. (4)
Foi nesse ano que Jorge Álvares foi mandado mais uma vez de Malaca à China e viria a falecer em Tamão, em 8 de Julho de 1521, nos braços do amigo Duarte Coelho.
(1) Tamão /Tamau (muito provável, hoje, Lintin, Ilha de Lingding / 內伶仃㠀)
(2) Duarte Coelho Pereira (1485-1554), natural de Miragaia (Porto), navegador/militar, iniciou a 1.ª viagem ao Brasil em 1503 e depois desde 1506, para África e Ásia. Entre 1516 e 1517 exerceu a função de embaixador junto à corte do rei de Sião, Em 10 de Julho de 1522 foi um dos capitães dos 6 navios que saíram de Malaca com 300 homens com o embaixador Martim Afonso de Melo Coutinho, considerada a segunda embaixada de Portugal à China (outro dos capitães foi Ambrósio do Rego). Em 1535 iniciou a colonização de Pernambuco (Brasil) onde foi o 1.º governador de Pernambuco e fundou a cidade de Olinda (Brasil).
https://en.wikipedia.org/wiki/Duarte_Coelho
(3) O irmão de Diogo Calvo, Vasco Calvo que acompanhou a embaixada de Tomé Pires em 1921) foi preso em Outubro de 1521 numa masmorra chinesa em Cantão e daí escreveu em 1534/1536, três cartas (juntamente com outro prisioneiro, Cristóvão Vieira) onde forneceu informações da China, seus costumes, organização administrativa e descreveu as relações sino-portuguesas de 1520 a 1534.
Ver “Cartas dos Cativos de Cantão: Cristóvão Vieira e Vasco Calvo (1524?” disponível para leitura em:
http://purl.pt/26864/1/index.html#/1/html
(4) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954.
Ver anteriores referências a Jorge Álvares, Duarte Coelho e Tomé Pires
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jorge-alvares/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/duarte-coelho/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/tome-pires/

No dia 1 de Abril de 1857, foi publicado no «Boletim do Governo de Macao», um Acórdão da Junta de Justiça, de 28 de Março de 1857. Nele, os juízes determinaram a condenação de José Pereira e António Carneiro, à pena de três anos de trabalhos públicos no território e de João Guerreiro, por ser menor, à pena de dois anos de prisão correccional. Eram marinheiros da lorcha «Nossa Senhora das Dores», por crime de pirataria praticada em 16 de Novembro de 1856, conjuntamente com uma esquadra de piratas chineses, no rio Kau-Kóng.
Depois de vários considerandos, os juízes determinaram:

O Governador Almirante António Sérgio de Sousa e outros funcionários da colónia, foram convidados para jantar, no dia 21 de Março de 1869, em casa que ficava em Lin Tin (1) do negociante chinês Hing- chong , um dos mais antigos «hãos» da cidade. (2)

Extraido de «BPMT», XV-12 de 22 de Março de 1869, p. 70

O jornal «O Independente» I-30 de 27 de Março de 1869, p. 263, também deu esta notícia:

(1) Nei Lingding, ou Ilha Nei Lingding, (內伶) também conhecida por Lintin ou Ilha Lin Tin, é uma ilha no estuário do Rio das Pérolas, no sudeste da província chinesa de Guangdong. Embora esteja localizado mais perto da costa oriental (Hong Kong e Shenzhen) do estuário, era até 2009 administrativamente parte da cidade de Zhuhai, cujo centro administrativo principal fica situado na costa ocidental do rio. Em 2009, a jurisdição de Nei Lingding foi entregue a Shenzhen. Em Maio de 1513, Jorge Álvares chegou a Lintin a que ele chamou de “Tamão”
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nei_Lingding
Mapa de Lintin em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/07/10/noticia-de-10-de-julho-de-1522-martim-afonso-de-melo-coutinho/
內伶mandarim pīnyīn: nèi líng dīng dǎo; cantonense jyutping: noi6 ling4 ding1 dou2
(2) Hão – Negociante chinês que era o intermediário oficial entre os europeus e os chineses
Hongs – associações de mercadores chineses que controlavam o comércio externo.
1868 – «As boticas d´aquelle bairro quasi se resumem em três géneros, que alternam em colocação: a casa de comida (cullao), a do jogo (latane) e a dos empréstimos sobre penhores (hão) » – João de Lacerda, Recordações de Viagem, 1868.
1884 – «Para montante divisam-se frondosos arvoredos e magníficos jardins, sendo nos arredores de Cantão que os hãos mais ricos possuem as suas casas de campo e vivendas de recreio» – Adolfo Loureiro, No Oriente.
1898 – «Depois da guerra entre a China, Inglaterra e França, foi abolida a instituição dos Hongs ou agentes officiaes, negociantes intermediarios» – Joaquim Calado Crespo, Cousas da China, p. 15
Segundo Padre Benjamin Videira Pires (3) “Em 1720 instituiu-se, em Cantão, o Cohão – companhia chinesa controlada pelos mandarins, que possuía o exclusivo do comércio com os estrangeiros. Foi dissolvido em 1771, mas restaurou-se em 1782, com 12 membros, primeiro, e mais tarde, 13. Gozava de muitos privilégios. As extorsões, porém, a que o sujeitaram os mandarins tornaram o Cohão odioso para os estrangeiros, contribuindo para bancarrota de vários deles
(3) PIRES, Benjamin Videira – A Vida Marítima de Macau no Século XVIII, 1993,pág 13.

Retirado do diário de viagem (1) do diplomata e político francês Théodore Adolphe Barrot  (2), que passou por Macau em finais de 1837.
“... Un brick américain, le John Gilpin, connu par sa marche rapide, allait lever l’ancre pour Macao ; le 21 décembre 1837, je m’embarquai à Manille comme passager … “.
“… Je ne passai que quelques heures à Lintin ; j’étais pressé d’arriver à Macao, et j’affrétai un bateau chinois, qui, moyennant un prix convenu, se chargea de m’y transporter. L’équipage de mon bateau, construit comme ceux dont j’ai parlé plus haut, se composait de huit ou dix Chinois, qui ramèrent avec courage pendant les huit ou neuf heures que nous mîmes à parcourir le trajet de douze lieues qui sépare Lintin de Macao.
Macao est situé sur une presqu’île qui a environ trois milles de long sur un mille de large ; c’est le territoire que les Portugais appellent leur colonie en Chine. Le terrain de la presqu’île est entièrement coupé de ravins et de collines, sur le flanc desquelles s’élèvent les maisons disséminées de la ville portugaise. L’endroit où la presqu’île se joint au continent peut avoir deux cents toises de large ; il est formé par une muraille, ouvrage des Chinois ; cette muraille est la limite que ceux-ci ont assignée aux excursions des barbares. Au-delà de cette barrière, nul étranger n’a le droit de pénétrer ; une porte bien gardée sert de communication avec l’intérieur et de passage pour les provisions que consomme Macao. Le sol du territoire portugais peut à grand’peine produire quelques légumes que des jardiniers chinois y cultivent. Vu de la mer, Macao est on ne peut plus pittoresque. Il n’a rien sans doute de bien imposant, puisque les collines qui protègent la ville s’élèvent à peine à cent ou cent cinquante pieds ; mais toutes ces collines couvertes de maisons élégantes et d’arbres verts qu’on a forcé cette terre stérile à nourrir, les forts blanchis à la chaux qui couronnent les hauteurs et sur lesquels flotte le drapeau portugais, donnent à Macao une physionomie riante, que dément bientôt malheureusement la réalité, quand on parcourt les rues de la ville.
J’étais encore tout occupé à contempler cette cité européenne, la seule dont la politique chinoise permette l’existence sur le territoire de l’empire, lorsque mon bateau jeta l’ancre. L’eau de la baie de Macao était trop basse pour qu’une embarcation d’une certaine grandeur pût s’approcher du rivage. Je vis au même instant se détacher de la rive cinq ou six bateaux de passage, chacun forçant de rames pour arriver le premier. Ces bateaux étaient tous conduits par deux ou trois femmes. La baie de Macao renferme plusieurs centaines d’embarcations semblables. Cette population industrieuse ne connaît point d’oisifs ; femmes et enfans, tout le monde travaille. C’est à peine, en effet, si la terre peut suffire aux besoins des nombreux habitans, et une famille pauvre est obligée d’employer tous ses momens, toutes ses ressources, pour ne pas mourir de faim(…) ” (continua)
(1) BARROT, Adolphe – Un Voyage en Chine. Première partie.
Poderá ler este livro em
https://fr.wikisource.org/wiki/Voyage_en_Chine/01
NOTA: este diário, relato de viagem, (publicado em 1839, «Voyez la relation de son voyage dans la Revue des Deux-Mondes: T.20, Novembre 1839»), contém impressões e informações sobre a China que até à chegada da Embaixada de Théodore de Langrenée à China (1843) entre todas as informações dos agentes franceses sobre os assuntos chineses, era considerada a mais exacta pelo governo francês.
theodore-adolphe-barrot-1837(2) Théodore Adolphe Barrot (1801-1870), diplomata e político francês. Foi cônsul de França em Cartagena (Colombia) (1831-1835), Manila e Ilhas Baleares (1835-1838) Cônsul geral da França na India e China (1839), comissário extraordinário e plenipotenciário em Haiti (1943), cônsul geral em Alexandria (Egipto) (1845), ministro plenipotenciário no Brasil (1849), em Lisboa (1849), em Nápoles (1851) e em Bruxelas (1853) embaixador em Espanha (1858 – 1864) e Senador (1864-1870).
Outros obras publicadas do mesmo autor:
1 – Unless haste is made: A French skeptic’s account of the Sandwich Islands in 1836
(translation of Les iles Sandwich, which was originally published in Revue des deux mondes, Aug. 1 and 15, 1839.)
2 – Question Anglo-Chinoise – Lettres de Chine
https://fr.wikipedia.org/wiki/Adolphe_Barrot
https://fr.wikisource.org/wiki/Auteur:Adolphe_Barrot#/media/File:Adolphe_Barrot.jpg 

Continuação da leitura do “Géographie universelle: ou description de toutes les parties du monde” de Conrad Malte-Brun (1)
Geographie Universelle de Malte-Brun 1841 VToutes les rues sont étroites, tortueuses, plus ou moins en pente, mais propres et bordées de petites maisons à un seul étage, en pierre et blanchies à la chaux. (2)
Au centre de la ville européenne est situé le Bazar ou la ville chinoise, réunion de petites rues à peine larges de deux mètres et bordées de chaque côté de magasins et de boutiques. Ce quartier est inteèrement peuple de Chinois.
Geographie Universelle de Malte-Brun 1841 VIUn groupe de rochers, près d´une des plus hautes éminences d la ville, forme un antre appelé grotte du Camoens: la tradition dit que c´est la que le poéte de ce nom.
composé son fameux poême de la Lusiade. Un habitant de Macao a su encadrer dans son jardin cet endroit pittoresque, asile sacré du malheur et du génie»

Gruta de Camões 1880A GRUTA DE CAMÕES EM 1880

Cette grotte se compose de deux énormes blocs de rochers laissant entre eux un vide haut de 6 pieds et large de 3, et d´un troisième qui forme le toit et supporte un kiosque. Aujourd´hui, dit un Français qui visitait Macao dans ces  dernières années (3), la barbare admiration de ses compatriotes a défiguré cet asile du génie: le banc naturel de la grotte a été taille au ciseau ; on a été jusqu´à blanchir à la chaux les parois du rocher. Àu-dessus du bane on a apiani la surface du roe, et on y a gravé quelques vers français en l´honneur de Camoéns.(4)
Geographie Universelle de Malte-Brun 1841 VIILes îles des Larrons, voisines de Macao, sont toujours remplies de pirates que fréquemment enlèvent les petits bâtiments chinois emplyés au cabotage entre Macao et Canton. Une peite puissance européenne exterminerait facilement ces pirates, mais le gouvernement de la Chine fait de vaines tentatives pour s´en délivrer. Ces pirates son liés avex les rebelles  et les mécontents de l´intérieur.
A douze lieues de Maco, s´éléve l´Ile Lintin, qui sert de mouillage aus navires qui arrivent en Chine pendant la mousson de nord-est. Cette île est un cône aride d´environ 200 métres de hauteur; un village chinois est adossé à un des flans de la montagne.” (1)
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/04/19/leitura-descricao-de-macau-em-geographie-universelle-de-1841-i/
(2) LAPLACE, M – Voyage autour du Monde par les mers de l´Inde  et le Chine, 1833
(3) BARROT, M. Adolphe – Un Voyage en Chine.  Revue des Deux-Mondes, 1839.
A “Revue des deux Monde” é uma revista semanal  francesa (política, administração e costumes), fundada em 1829 com o nome de ” Revue des deux mondes. Journal des voyages, de l’administration et des mœurs, etc., chez les différens peuples du globe ou archives géographiques et historiques du XIXe siècle ; rédigée par une société de ­savants, de voyageurs et de littérateurs français et étrangers”. O primeiro período inicial da publicação terá terminado em 1848. Seguiram-se no total 7 séries, o último terminou em 1930.
https://fr.wikipedia.org/wiki/Revue_des_deux_Mondes
(4) “Le vers qu´on lit dans la Caverne de Camõens sont de M. de Rienzi, qui a consacré plusieurs années à parcourir l´Inde, les côtes de la Chine et l´Océanie. Nous tenons de ce voyageur qu´il fit sculpter à Macao un buste de Camõens; qu´il le plaça dans la grotte, et qu´il fit graver autour de l´image de poête une inscription en chinois et une autre qu´il composa en vers français; mais qu´un Anglais, locataire du jardin, jaloux de ce que l´honneur rendu à la mémoire d´un grand homme rejaillissait sur la nation française, fit enlever l´inscription qui décorait le buste monumental. Voice la traduction de l´inscription chinoise:
«AU LETTRÉ PAR EXCELLENCE.
Les qualités de l´esprit et du coeur l´élevérent au-dessus de la plupart des hommes: de sages lettrés l´ont loué et vénéré, mais l´envie le réduisit à la misère. Ses vers sublimes sont répandus dans le monde entier. Ce monument a été construit pour transmettre sa mémoire à la postérité.»
L´inscription en vers de M. de Rienzi est trop longue pour que nous la donnions ici; mais nous produirons celle em style lapidaire qui termine le tout

Au grand Louis de Camõens,
Portugais, d´origine castillane,
L´humble Louis de Rienzi,
Français, d´origine romaine
23 nout 1838″ (1)