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Extraído de «BGM», VI-27 de 9 de Junho de 1860,p. 106.

O mesmo acidente foi publicado nas “Ephemerides” de 4 de Junho de 1860 (1)

NOTA: “La Reine des Clippers” foi um navio fretado pelo governo francês (integrado na “La Flotte de Napoléon III”), para transporte de militares e materil de guerra para a China e afundou-se, em 1860, perto da Ilha da Taipa, conforme a presente notícia. http://www.dossiersmarine.fr/p1.htm

(1) Ephemerides da semana in «BGPMT», XIII-23 de 10 de Junho de 1867, p. 134

Extraído de «BGM», VI-26 de 2 de Junho de 1860, folha rosto

Continuação da colecção de cinco postais (14,7 cm x 10,5 cm) intitulada “Reminiscências da Antiga Taipa / Reminiscence of Old Taipa”, emissão do Instituto Cultural do Governo da R. A. E. de Macau (década de 10-séc XXI). Legendado em chinês, português e inglês. (1) (2)

Zona de Pai Kok, o molhe e o Edifício das Repartições (conhecido como Yamen), década de 1930. A marginal é a actual Rua do Regedor

Verso do postal anterior
Zona de Pai Kok, o molhe e o Edifício das Repartições (conhecido como Yamen), década de 1930. A marginal é a actual Rua do Regedor
Verso do postal anterior

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2021/03/22/postais-reminiscencias-da-antiga-taipa-i-1921/   

(2)

Continuação da colecção de cinco postais (14,7 cm x 10,5 cm) intitulada “Reminiscências da Antiga Taipa / Reminiscence of Old Taipa”, emissão do Instituto Cultural do Governo da R. A. E. de Macau (década de 10-séc XXI). Legendado em chinês, português e inglês. (1)

Vista do alto do templo Tin Hau, Taipa, anos de 1920. À direita, antiga instalação militar, no local hoje ocupado pela guarnição do Exército de Libertação do Povo Chinês

Verso do postal

Casa ao estilo português junto à praia, actuais Casas-Museu da Taipa, em 1927

Verso do postal

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2021/03/22/postais-reminiscencias-da-antiga-taipa-i-1921/

Uma colecção de cinco postais (14,7 cm x 10,5 cm) intitulada “Reminiscências da Antiga Taipa / Reminiscence of Old Taipa”, emissão do Instituto Cultural do Governo da R. A. E. de Macau (década de 10-séc XXI). Legendado em chinês, português e inglês. Autoria: 黎鴻健/Albert Lai Série Taipa/氹仔系列 /The Taipa Series (1)

Cartão (12 cm x 6,3 cm) no invólucro que trazia os postais
Verso do cartão com as imagens dos cinco postais

Hoje publico o primeiro postal desta colecção, do ano 1921:

O recém construído Edifício das Repartições (conhecido como Yamen), (2) na Taipa. (3)

O Edifício seria restaurado várias vezes, tendo sido sede do governo da Comissão Municipal das Ilhas, depois, Câmara Municipal das Ilhas. Depois da transferência, foi sede Câmara Municipal Provisória das Ilhas da Câmara Municipal das Ilhas e  actualmente (desde 7 de Maio de 2006)  é o Museu da História da Taipa e Coloane (4)

Verso do postal

(1) 黎鴻健 mandarim pīnyīn: lí hóng jiàn; cantonense jyutping: lai4 hung4 gin6 氹仔系列mandarim pīnyīn: dàng zǎi xì liè; cantonense jyutping: tam5 zai2 hai6 laat6

(2) 衙門mandarim pīnyīn: yá mén; cantonense jyutping: ngaa4 mun4 – nome do edifício/ repartição governamental na China feudal

(3) O antigo edifício das repartições públicas na Taipa estava já em más condições de funcionamento.

https://actd.iict.pt/view/actd:AHUD5102 Instituto de Investigação Científica Tropical IICT/Cartografia; Centro de Documentação e Informação; Centro de História
Museu da História da Taipa e Coloane

(4) Anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/03/28/fotos-antigas-da-ilha-da-taipa-de-1922-edificio-das-reparticoes-publicas/

No dia 16 de Março de 1982, a Senhora de Almeida e Costa procede ao lançamento da primeira pedra da futura Casa Internacional da Universidade da Ásia Oriental. (1)

No dia seguinte a 17 de Março de 1982, o Cônsul Geral de Portugal em Hong Kong, Dr. Pedro Catarino veio a Macau proferir uma palestra no Leal Senado. A comunicação, feita a convite da Universidade da Ásia Oriental, tratou da acção diplomática e consular de Portugal no Extremo Oriente e o papel de Macau, bem como daquela instituição de ensino nesse contexto. Depois de descrever a evolução histórica da acção diplomática portuguesa nesta área geográfica, desde o início da expansão até hoje, Pedro Catarino deteve-se nas perspectivas que se levantavam Portugal na Ásia.

Pedro Catarino acrescentou que não só Macau podia constituir uma plataforma para a penetração de Portugal no Extremo Oriente, como servia à China para alcançar Portugal, a Europa, o Brasil e as antigas colónias africanas portuguesas. Permanecia, assim a vocação de Macau como ponto de encontro de povos e países. (2)

NOTA I – Em 1981, foi inaugurado o primeiro edifício da Universidade da Ásia-Oriental, em Macau, na sequência da concessão de um terreno à «Ricci Island West Ltd.», em 1979. A recém criada Universidade, na Ilha da Taipa, é uma federação de 5 colégios à maneira anglo-saxónica: Pré-universitário (Junior College); Instituto Aberto (Open College); Universitário ; Politécnico; Pós-graduação (Graduate College). Acrescenta-se ainda ao sistema o Centro de Investigação Económica da China e o Instituto de Estudos Portugueses; com tal estrutura a UAO mantém-se até 1988, data em que o Governo de Macau adquirirá o estabelecimento transformando-o na actual Universidade de Macau. (3)

NOTA II – Anterior a essa Universidade da Ásia-Oriental, em 1980, o Governo de Macau criou a UNIM – Universidade Internacional de Macau – “um primeiro gesto tradutor da necessidade desse nível de ensino, mas com estrutura demasiado flutuante, que veio a comprometer a sua existência efémera”. (3) Foi seu fundador e reitor o Professor Dr. Almerindo Lessa. A sua extinção foi dada na Assembleia Geral da Universidade Internacional de Macau, em 15 de Janeiro de 1982, em que se decidiu a sua extinção para dar lugar a um novo organismo. Segundo o curador da UNIM, Secretário-Adjunto para a Educação, Cultura e Turismo, Dr. Jorge Rangel, a nova instituição terá como principais objectivos, o apoio às comunidades de cultura portuguesa do Oriente e ainda a realização de encontros, conferências, cursos e trabalhos de investigação. (4)

(1) «Macau82 jornal do ano», 1.º semestre, GCS, 1982, pp. 11, 65 e 66. 

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, pp. 415 e 421

“As obras de construção de uma Universidade privada em Macau, localizada na Ilha da Taipa com uma área de 10 hectares, poderão iniciar-se no corrente ano (1) devendo a mesma entrar em funcionamento até Setembro de 1981. A Universidade terá Faculdades de Ciências Sociais; Artes e Letras e Administração e Gestão de Empresas, prevendo-se que com a experiência adqurida e de acordo com as condições económicas possam vir a ser instituídos novos cursos nomeadamente de formação científica, como Ciências Puras, Medicina e Engenharia. Os interessados no empreendimento, um grupo com capitais de Hong Kong, Canadá e Estados Unidos da América (empresa “Ricci Island West Ltd”, empresa ligada a diversos projectos educativos) comprometem-se a dar prioridade absoluta de matrícula aos estudantes do território devidamente qualificados e que hajam satisfeito as condições de admissão à Universidade. O mesmo estabelecimento de Ensino Superior garante a admissão de alunos de Macau em número e condições a fixar entre o Governo e a Universidade. A Universidade obriga-se a incluir uma secção de estudos portugueses assegurando para o efeito o apoio de instituições congéneres portuguesas através de protocolos ou convénios, designadamente com a Universidade Católica Portuguesa e a Universidade Livre de Lisboa.

A edificação da Universidade incluirá instalações de apoio social desportivo e recreativo cultural e terá capacidade final para dois mil alunos, em instalações construídas por fases, cada uma com a capacidade de 500 alunos. A Universidade, com programas em português, chinês e inglês, englobará ainda acomodações para o pessoal, alunos, corpo docente e visitantes.” (2)

Maqueta das instalações

(1) “Fevereiro de 1979- Assinado o contrato de concessão de terreno para a Construção da Universidade de Macau, localizada na Taipa, para onde Macau prometia crescer a partir da 1.ª ponte, em Outubro de 1974. Mais de cem reitores de todo o Mundo assistiram, engalanados com as suas vistosas insígnias, à cerimónia da abertura da Universidade da Asia Oriental” (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, p. 409)

(2) Extraído de «MACAU Boletim de Informação e Turismo»,  Vol. XIV, N.ºs 3 e 4 Mar/Abr, 1979, p. 20.

A inauguração do novo Estádio de Macau, presidida pelo Presidente da República Dr. Jorge Sampaio, realizou-se a 22 de Fevereiro de 1997. A inauguração do Estádio limitou-se, no dia 22 de Fevereiro, a uma simples cerimónia devido ao luto oficial pelo falecimento de Deng Xiaoping. No dia 2 de Março decorreu a festa da inauguração que contou com uma dança envolvendo 60 leões e dois dragões gigantes, uma exibição de Taijikuan, modalidade desportiva tradicional, por um milhar de participantes, uma coreografia de dança e ginástica envolvendo igualmente um milhar de jovens das escolas de Macau e uma exibição de paraquedismo, culminando a exibição com um espectáculo de luz e som.

“Com uma capacidade para quinze mil espectadores sentados, tem englobado um campo de treinos em piso sintético, permitindo a prática do futebol, uma série de infraestruturas de apoio a um leque variado de actividades desportivas. No primeiro nível situar-se-ão, para além dos balneários amplos e bem equipados, salas de hido-massagem para o tratamento e recuperação de atletas e dois ginásios, sendo um para musculação e outro para desportos colectivos, como por exemplo, basquetebol, voleibol e ginástica desportiva. Nos níveis superiores estão previstos gabinetes e salas de reuniões.”(2)

“Desporto 96”, 1997, p. 69

(1) Ver anteriores referências a este Estádio em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/estadio-de-macau/

(2) Artigo não assinado retirado da página 69 da revista “DESPORTO 96”do Instituto dos Desportos de Macau, 1997, bilingue, 70 p. em português e 70 p. em chinês.

Capa + Contra-capa

Pequeno manual turístico “Travel trade handbook MACAU”, de 1981 em inglês, editado pelo Departamento de Turismo e Informação, 75 p., 23 cm x 14, 7 cm.

Páginas 2-3 – ÍNDICE

“Macau has proudly flown Portugal´s flag even when the Motherland´s throne was occupied by a foreign King, in the 17th century. When Portuguese rule was re-established, after 60 years, the city of Macau was granted the official name of:

MAPAS
Jet Boeing

“The best time to visit Macau throughout the year is mid-week, to avoid the weekend gambling rush from Hong Kong. During daytime hydrofoils and jetfoils depart at roughly half hour intervals from both Macau and Hong Kong. Daily services start from 7.45 a.m. and finish at up to 6.30 p. m.  in summer (5.15 p. m. in winter) Night jetfoil services to and from Macau were introduced for the convenience of the travellers and have proved popular. Jetfoils take about 50 minutes for the 40-mile trip; hydrofoils, 65 to 75 minutes.

Macau Grand Prix (1980 ?)

“The Far East´s gala motrocycle and Fotmula II car racing event, the Macau Grand Prix, is held the third week each November. Visitors, drivers and machines arrive from all the world for this event”

Ruins of St. Paul

“For walkers who dont´t mind some step climbs this tour offers spectacular views from the old Jesuit fort on Monte hill overlooking the site of a college for missionaires and scholars going to China. St. Paul´s was the collegiate church, built 1602 with the help of Japanese Christian exiles and, except for the great façade, destroyed by fire in 1835”

Nighview of Bay of Praia Grande

“To reach Penha Hill, take the Praia Grande along the waterfront … yhe avenue of banyan trees was planted a century ago … to the right is the pink and whitestone Government House containing the Governor´s office and various stone government departments …next is a row of shops and the Colegio Ricci … after the Helen Liang nursery … turn right up the steep Calçada do Bom Parto …”

Horse trotting

“Horse Trotting” – The Macau Trotting Club has already opened its first harness racing track in Asia on the historical Island of Taipa. All horses purchased in Australia and New Zealand have attained a standard of 2 minutes 14 seconds for the mile. The oval-shaped track is five furlongs in length and 80 feet wide with inner and outer track. The track is 20 feet wider than tracks used overseas, thus allowing more room for overtaking. The five-storey stand has a capacity for 15,000 people with restaurants seating 1,5000. Parking facilities are available for 750 cars and 40 tour buses. Public admission tickets cost 3 patacas, On the day of the races, The Trotting Club will provide transportation to amd from the track at the bridge terminal near the Statue of Governor Ferreira do Amaral, just in front of the main entrance of Hotel Lisboa.”

NOTA: Muitas fotos deste manual foram reproduzidas posteriormente num folheto turístico de 1984 que postei em 24-07-2014 em https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/07/24/folheto-turistico-macau-de-198

Extraído de «O Portuguez na China», II-14 de 3 de Dezembro de 1840, N.º 64.

O navio «NEMESIS» (1) partiu a 28 de Março de 1840 de Liverpool (Inglaterra) com 60 homens, oficiais e marinheiros (nas suas operações na China, chegou a ter cerca 90 homens a bordo.) com destino ao Oriente, embora o plano de viagem fosse secreto, pois com a chamada “ 1.ª Guerra do Ópio”, em curso (1839 –1842) seria um teste para experimentar a eficácia do primeiro navio de guerra a vapor de ferro). (2) Era comandante do navio, William Hutcheon Hall (depois, em 1842, capitão Richard Collinson). Passou por Portugal (Cabo Finisterra a 2 de Abril) e esteve três dias em Funchal (chegada: 8 de Abril).  Chegou à costa da China em finais de 1840, passou por Macau a 2 de Dezembro. (3)

(1) “NEMESIS”, propriedade da “East India Company”, lançado em 1839, contruído nos estaleiros de “Birkenhead Iron Works”. Foi o 1.º navio de guerra oceânico britânico, de ferro (“steam iron ocean-going iron warship”). Os chineses apelidaram-no de “navio diabo”. https://en.wikipedia.org/wiki/Nemesis_(1839)

“The East India Company steamship Nemesis (right background) destroying Chinese war junks in Anson’s Bay during the Second Battle of Chuenpi, 7 January 1841” https://en.wikipedia.org/wiki/First_Opium_War

(2) O relatório da viagem bem como as intervenções militares na China foram descritos pelo comandante W. H. Hall e publicados em livro:  

(3) “On the 13th, the Nemesis, which had been for some days at anchor with the fleet, a few miles below Chuenpee, conveyed Captain Elliot down to Macao, while the rest of the fleet moved nearer up towards the Bogue, as if with the object of supporting the “negotiations” by a firm display of power. Captain Elliot’s stay at Macao was very short, and from the increased activity of our preparations at the Bogue, it became evident that the “negotiations” were not going on satisfactorily.” (p. 108 do livro citado)