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manual-de-identificacao-das-aves-de-macau-capamanual-de-identificacao-das-aves-de-macau-1-a-pagLivro com 116 páginas que o autor, Leonel Barros pretendeu ser um manual que pudesse ser útil a todas as pessoas que se interessassem pelas aves e dedicado àqueles que amam a natureza. Além da descrição pormenorizada de cada ave (estão referenciadas 39 espécies) que se observa (ou observava) em Macau, Taipa e Coloane, o autor apresenta esquemas e muitos desenhos (excelentes) pormenorizados das aves, ilustrações todos do próprio autor, que como é do conhecimento geral era um excelente desenhador e pintor.
manual-de-identificacao-das-aves-de-macau-contracapa

 Contracapa com três «postais»:
1 – Reservatório da Guia
2 – Bosque em miniatura em Hac-Sá
3 – Praia de Hac-Sá.

As fotos da contracapa e as do interior também são da autoria de Leonel Barros.
A seguir três mapas (Macau, Taipa e Coloane) com indicação da espécie de ave e o local onde foi observada. Cada número no mapa representa uma espécie.
manual-de-identificacao-das-aves-de-macau-mapa-macauQuase toda a área de Macau está ocupada por edifícios. Portanto, dificilmente se consegue um lugar para a observação das aves. Mesmo assim, os que gostam de observar as aves fazem-no em meia dúzia de lugares, onde a vegetação abunda. Os lugares ideais fazem-no em meia dúzia de lugares, onde a vegetação abunda. Os lugares ideais são: A Colina da Guia, também conhecido pelo Pinheiral da Guia, a Montanha Russa, o Jardim da Flora, o Jardim de Camões, também conhecido por Gruta de Camões, a Fortaleza de Mong-Há e finalmente a Ilha Verde. “ (1)
manual-de-identificacao-das-aves-de-macau-mapa-taipaPara um observador que pretenda dedicar-se à observação das aves procurando descobrir novas espécies, aconselhamos uma deslocação até às ilhas de Taipa e Coloane, onde poderá ter ocasião de apreciar em certa época do ano a Gaivota, o Pato Bravo, o Maçarico Real, a Galinhola, a Cordoniz, a Galinha da Água, etc, etc, etc.” (1)
manual-de-identificacao-das-aves-de-macau-mapa-coloanePorém, devido ao desenvolvimento previsto para o Concelho das Ilhas é natural que cada vez seja menor a área disponível à fixação de aves, pelo que nos parece elementar consciencializar as pessoas no sentido de que o actual Património poderá ficar extremamente reduzido ou mesmo atingir à extinção, caso não sejam desde já definidas medidas tendentes a preservar ao longo do ano as espécies existentes no Território.” (1)
manual-de-identificacao-das-aves-de-macau-observando-avesO próprio autor num desenho auto-retratando-se a observar as aves com um binóculo prismático 10×50.
(1) BARROS, Leonel – Manual de Identificação das Aves de Macau, Aves Residentes e Migradoras. Publicação da Direcção dos Serviços de Turismo de Macau, Ano ????,+ 116 p., 23 cm x 17 cm.

Mapa que muitos ainda se recordarão, pendurado  no “quadro preto” ou na parede da Escola Primária (na sala da 4.ª classe).

Mapa de Portugal Insular e Imperio Colonial Português - 1934MAPA DE PORTUGAL INSULAR E IMPÉRIO COLONIAL PORTUGUÊS

Este mapa é de 1934; edição da LIVRARIA ESCOLAR “PROGREDIOR”  (Rua Passos Manuel – Porto); coordenado por Manuel Pinto de Sousa.

Mapa de Macau 1934Assinalados na cidade de Macau:  os Fortes de D. Maria II, da Guia, de S. Francisco, de S. Tiago da Barra; as  Portas do Cerco, a Ilha Verde já com istmo de ligação à cidade, a Baía da Praia, e Macau Siac.
Na Taipa: o Forte da Taipa, a Ponta Cabrita e  a Ponta Maria.
Em Coloane: o Forte Coloane, a Ponta de Cahó (Ka Hó) , a Baía de Hac-Sá, as povoações de Cahó (Ka Hó),  de Lai Chi Van, de Coloane, de Hac Sá e de Tai Van;
e as pequenas ilhas : da Pedra, de Kai Kiong e a Pedra da Areca.

PANFLETO Rede de Trilhos COLOANEUm panfleto (em português, chinês e inglês) da rede de trilhos do nordeste da ilha de Coloane, emitido pela Câmara Municipal das Ilhas, em Março de 1993, data em que foi aberto ao público o trilho, com a extensão de 3084 metros e à cota média de 55 metros O panfleto de 38,5 cm x 25,6 cm é dobrável em quatro partes (9.7 cm x 25, 6 cm cada).
PANFLETO frente Rede de Trilhos COLOANEA diversidade da flora e a riqueza das panorâmicas que a zona Nordeste da ilha de Coloane proporcionava, levou a que a Câmara Municipal das Ilhas criasse  uma rede de trilhos que servisse esta região, disponibilizando, nessa data, (1993) as seguintes variantes:
PLANFLETO - Mirante Panorâmico

1 – Trilho do Nordeste de Coloane com a extensão de 2680 metros, e com panorâmicas da Taipa, Macau e o delta do rio.

PANFLETO - Serra Central Coloane2 – Percurso interpretativo, com uma extensão de 855 metros que se desenvolviam na parte inicial do trilho, e que era composto por 10 estações de observação com introduções botânicas, agrológicas, ambientes e geográficas. O seu traçado era práticamente plano e tinha saída directa para a Estrada do Altinho de Ká-Hó, para quem não queria ir mais além.PLANFLETO - Toxicodendron3 – Circuito das Acácias, com uma extensão de 810 metros contornando um maciço de Acácias de flôr amarela, e com panorâmicas sobre o delta do rio, Taipa, Macau e barragem de Ká-Hó.

PLANFLETO - Campo de golfe4 – Circuito do Golfe, com uma extensão de 800 metros e com panorâmicas do então novo campo de golfe, baía de Hac-Sá, povoação de Ká-Hó e barragem de Ká-Hó.
PANFLETO MAPA Rede de Trilhos COLOANEComo sugestão de Itinerários, estavam disponíveis 8 itinerários variando desde 810 metros a 4290 metros, num tempo de 15 minutos e 90 minutos sendo os de maior duração com algum grau de dificuldade.

PLANFLETO - Percurso interpretativoO percurso interpretativo de Coloane, apresentava 10 tópicos:
PANFLETO I Rede de Trilhos COLOANE1 – Perfil do Solo
2 – Combate à erosão
3 – Bambus
PANFLETO II Rede de Trilhos COLOANE4 – Planta carnívora – Nepentes
5 – Algas
6 – Árvore de folhagem vermelha
7 – Habitat Natural
PANFLETO III Rede de Trilhos COLOANE8 – Panorâmica
9 – Planta parasita
10 – Formigas Brancas

Roteiro do Ultramar CorreiosSede dos Correios, Telégrafos e Telefones

1927 – Início da construção do novo edifício para os Correios e Telégrafos. Antes da concentração na Repartição Técnica dos Correios e Telégrafos, a Central Telefónica funcionava em quartos alugados à Santa Casa da Misericórdia, enquanto a estação rediotelegráfica funcionava em D. Maria e numa dependência do prédio n.º 5 da Travessa do Roquete, sendo esta destinada à manipulação, e ao contacto com o público.
1929 – É a partir deste ano que se consegue a tão sonhada instalação dos Correios de Macau no novo edifício do Largo do Senado. As estações postais de Ká-Hó e de Hac-Sá (em Coloane) são encerradas também neste ano”.  (1)

Roteiro do Ultramar Sta Casa Misericórdia Santa Casa da Misericórdia

 “O actual edifício da Santa Casa foi construído no século XVIII no alto vê-se em bronze o busto do seu fundador D. Melchior Carneiro, que chegou a Macau em fins de Maio de 1568. Logo no ano seguinte, fundou a Santa Casa da Misericórdia.” (2)

“O edifício da Santa Casa da Misericórdia apresenta uma fachada principal em arcada ricamente decorada e ocupa uma posição proeminente no Largo do Senado. O frontispício é composto por uma mistura de colunas e pilastras entre as arcadas, criando um corredor coberto ao nível térreo e uma varanda no nível superior. O ritmo das pilastras e a dinâmica geral dos elementos conferem ao edifício uma grande vivacidade.” (3)

Roteiro do Ultramar Estátua MesquitaMonumento a Vicente Nicolau de Mesquita

 A 24 de Junho de 1940, foi erecto no Largo do Senado este monumento de bronze, da autoria do escultor Maximiliano Alves, que o fundiu em Lisboa. Sobre esta estátua e a sua inauguração, ver em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/06/24/noticia-de-24-de-junho-de-1940-inaugura-cao-da-estatua-do-coronel-vicente-nicolau-mesquita/

Fotogravuras do livro de
GONÇALVES, Manuel Henriques – Roteiro do Ultramar. Lisboa, 1958, 131 p.
(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4.D.S.E.e J., Macau, 1997
(2) TEIXEIRA, Pe. Manuel – Macau e sua Diocese, Volume I. 1940, 250 p.
(3) http://www.macauheritage.net/pt/HeritageInfo/HeritageContent.aspx?t=M&hid=64

Os Tumultos de Macau VIContinuação de HISTÓRIA DE PIRATAS (I, II e III) (1), sobre as façanhas dos soldados portugueses contra os piratas em Coloane no ano de 1910, assim relatadas por um repórter da revista (2)

“… Partiu-se, entrou-se em Hac-Sá, Lai-Chi-Van, Ká Hó, sob uma soalheira abrazadora: seguiu-se por caminhos horríveis, apanharam-se alguns dos reféns e por fim um rapazito indicou a toca onde os piratas se refugiavam. 

Os Tumultos de Macau VII1 – Uma patrulha  indígena

Era o último reducto. Ali se lhes deu caça. Foram todos agarrados. As suas victimas appareciam n´um estado miserável e em volt d´ellas, no regresso a Macau, ouviam-se os choros das famílias, no meio das imprecações dirigidas aos pirats que eram conduzidos entre bayonetas para a fortaleza. 

Os Tumultos de Macau VIII A2 – A casa d´onde os piratas fizeram muito fogo sobre as tropas portuguezas

 Não terão a morte como premio. As suas carnes esquartejadas não se mostrarão aos abutres no alto das postes pelos longos caminhos da China; as suas cabeças não serão decepadas pelos cutellos afiados dos carrascos.  

Os Tumultos de Macau IX3 – As forças de marinha em descanço

O  vice-rei de Cantão não verá esses súbditos do filho do Céu sob o seu poder porque o tribunal de Macau os julgará. Assim terminou o ultimo assalto dos portuguezes às ilhas dos piratas, a essa Coloane causa de litígios com a China e que defendida pelos portugueses é – como dizem os jornais de Cantão, n´um clamor colérico – a affirmação da nossa soberania, de resto sempre marcada pela bravura.”

Os Tumultos de Macau X4 – O regedor de Coloane (indicado na photographia, pelo sinal +)

A uma caçada semelhante aos pratas devemos ha seculos a posse de Macau que um Sun-Toc mesureiro e agradecido nos outhorgou por julgar que assim acabariam n´aquella antiga parte do imperio a ilhas dos piratas.”
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/09/09/historia-de-piratas-i-ilhas-de-piratas/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/09/21/historia-de-piratas-ii-ilhas-de-piratas/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/10/07/historia-de-piratas-iii-ilhas-de-piratas/
(2) Illustração Portugueza n.º 238, 1910