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Extraído de BGC XXII AGOSTO DE 1946, n.º 254/255, pp. 169-170

Artigo de Luís Gonzaga Gomes publicado no jornal “A Voz” e republicado no BGU, Fevereiro de 1953.

Uma nota oficial, distribuída à imprensa constava o seguinte:
No dia 19 de Dezembro de 1954, vindo de Cantão, chegou o capitão Álvaro Marques de Andrade Salgado, antigo Comandante da Polícia de Segurança Pública desta província, que se encontrava ausente na China desde 22 de Março de 1952“.
Embora a notícia oficial local não mencionasse mais pormenores, o relatório sobre a sua situação no Comando Militar de Macau, mencionava-o como desertor.
Na tarde do dia 22 de Março de 1952, o capitão de infantaria Álvaro Marques de Andrade Salgado, antigo comandante da Polícia de Segurança Pública (comandante do corpo da PSP entre 27 de Junho de 1946 e 1 de Janeiro de 1948) (1) e que nessa ocasião exercia o cargo de chefe de serviços de informações do comando da guarnição militar, foi capturado pela Armada do Exército Popular de Libertação (EPL) quando velejava entre a península de Macau e a ilha da Taipa. Aparentemente a “pequena embarcação … descaiu, aproximando-se da ilha de D. João (Sio-Vong-Cam/ Xiaohengqin), (2) sendo detido pelos chineses” (3),
Só seria libertado a 19 de Dezembro de 1954. Esteve em cativeiro em Cantão, 31 meses.
O período em causa (1952-1954) decorreu o conflito entre Macau e a China, o chamado “Incidentes das Portas do Cerco” (que se vinham “avolumando desde há meses e se intensificaram no mês de Maio com confrontos ligeiros nos dias 1,12 16, 19, 21, 28 de Maio e no dia 2 de Junho entre as sentinelas chinesas e os militares portugueses – guarnição da portas do Cerco com praças moçambicanas) e terminando no dia 23 de Agosto de 1954, com o pedido formal de desculpas ao general Li Zuopeng, chefe de Estado-Maior do distrito militar de Guangdong, por Pedro José Lobo, na qualidade de representante da administração portuguesa de Macau. (3) (4)

(1) Referência anterior
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/07/07/%EF%BB%BFnoticia-de-7-de-julho-de-1951-arraial-no-tenis-militar-e-naval/
(2) Ilha de D. João (Sio-Vong-Cam/ Xiaohengqin) – actualmente a Ilha de D. João e a Ilha de Montanha (Tai-Vông-Kâm / Dahengqin ) estão ligadas por aterros formando a Ilha de Hengqin /横琴
(3) FERNANDES, Moisés Silva – Os Incidentes das Portas do Cerco de 1952: o conflito entre os compromissos internacionais e os condicionalismos locais – Working Papers do Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa, 2005
Disponível para leitura em:
href=”http://www.ics.ul.pt/publicacoes/workingpapers/wp2005/wp2005_2.pdf”>http://www.ics.ul.pt/publicacoes/workingpapers/wp2005/wp2005_2.pdf
Imagem retirada de
http://www.fsm.gov.mo/psp/por/psp_org_9.html
(4) A comissão da negociação foi presidida por Pedro José Lobo e integrava Ho Yin (He Xian) (um dos principais dirigentes da comunidade comercial chinesa do território) que foi o intermediário na libertação do capitão Salgado.

Possuo uma moeda pequena (gasta pelo uso, lembrança da minha avó), de 1,8 cm de diâmetro, da Província de Cantão/Guangdong, que circulou entre 1890 e 1908. Possivelmente circulava em Macau ou trazida por algum emigrante ou refugiado.

moeda-kwang-tung-province-iKWANG-TUNG PROVINCE
7.2 CANDAREENS
No centro um dragão manchu

As especificações da moeda:
País:    China – Província de Guangdong (Kwangtung)
Anos (circulação): 1890-1908
Valor: 10 Cents (0.1)
Metal: prata
Peso: 2.7 g
Diâmetro: 18.5 mm
Espessura: 5 mm
moeda-kwang-tung-province-iiNo Verso:
Em cima (leitura da direita para a esquerda): – nome da província de Guangdong.
No centro (leitura de cima para baixo): 光 緒 -Guangxù, nome do imperador (1875 to 1908).
No centro (leitura da esquerda para a direita): – “moeda” bao yuan.
Em baixo (leitura da direita para a esquerda)   – peso da moeda: 7 “candareens” () and 2 “mace ”(). (1)

O “site” (2) publicita um exemplar de uma mesma moeda mas em muito melhor estado de conservação:
moeda-kwang-tung-province-iiimoeda-kwang-tung-province-iv mandarim pīnyīn: zào shěng dōng guǎng; cantonense jyutping: cou3 saang2 dung1 gwong2
光 緒mandarim pīnyīn:   guāng xù; cantonense jyutping: gwong1 seoi5
–  mandarim pīnyīn:   bǎo yuán; cantonense jyutping: bou2 jyun4
mandarim pīnyīn: lí  èr fēn qī píng kù  ; cantonense jyutping: hei1 ji6 fan1 cat1 peng4 fu3
(1): 7.2 candareens = 0.72 mace = 2.69 gramas (1 mace = 3,73 gramas)
http://en.numista.com/catalogue/pieces7386.html
(2) http://www.ebay.com/itm/1890-1908-China-Kwang-Tung-Province-Silver-10-Cents-old-World-Silver-Coin-/121657271649
NOTA:The coin is a 7.2 Candareens (10 Cent) piece from Kwangtung province from the famous “Reversed Pattern” series. The story behind this coin begins in 1887 when the Viceroy of Kwangtung province, Chang Chi-tung, authorized the first modern mint in China to be built in his province. With equipment from the Birmingham Mint, China created the largest mint in the world at that time. The inaugural issue, known as the “Seven Three” series, contained a greater proportion of silver than the rival Mexican dollar. Most of these pieces were promptly melted down and became quite scarce. The next series saw a slightly reduced silver content, but were essentially identical to Alan Wyon’s original engraving designs but with a few modifications.”
http://old.stacksbowers.com/NewsMedia/PressReleases/TabId/744/ArtMID/2700/ArticleID/184/Kwangtung-72-Candareens-Reversed-Pattern.aspx

O Dicionário Corográfico de Portugal Contemporâneo (abrangendo o continente, ilhas adjacentes e colónias) da autoria de António Sampaio de Andrade, publicado no ano de 1944 foi “um trabalho que foi submetido a douta apreciação do Ministério do Interior, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e do Patriarcado
dicionario-corografico-1944-capaCom referência a Macau tem nas páginas 73 e 74. Sete entradas de «Macau» (uma referente a Moçambique):
1 – Macau (Colónia Portuguesa) – Colónia na costa da China Meridional (província de Cantão ou Cuang-Tung)
2 – Diocese de sufragânea da Metrópole Eclesiástica de Goa-e-Damão. Sede: Macau. Abrange o Território da Colónia.
3 – Península na costa S. da China (parte meridional da ilha Hião-Chão ou Chung-Shan)
4 – Concelho da colónia de Macau: 9 freguesias, com 144.240 habitantes. Superfície: 5,247 Kmsq.
5 – Santa Nome de Deus de Macau – cidade, episcopal, com «pôrto livre», sede de concelho.
6 – Ilha de Macau na Colónia de Moçambique, junto da costa oriental e da foz do rio Save, e a S. S. E., e a cêrca de 90 Kms da Baía de Sofala
7 – Ilha de Macau ou ilha de Hião-Chão – ilha na costa meridional da China e a N. da Colónia e Macau, à qual pertence a extremidade S.
dicionario-corografico-1944-macauTaipa com 3 entradas na página 125
1 – Ilha da Colónia de Macau (Arquid. De Goa e Damão) entre a península de Macau e a Ilha de Coloane e a N. N. E. da Ilha tai-Vong-Cam. Compreende a vila da Taipa e as povoações de Semg-Sa e Tcheok-Ka-Tchin coma sup. Total de 4,431 Kmsq. Pop: 7,882 hab.
2 – Vila da Ilha da Taipa e sede de concelho das «Ilhas de Taipa e Coloane» de Macau
3 – Canal do mar da China e entre a Ilha Macarira (D. João) e a Ilha de Taipa
dicionario-corografico-1944-macau-p-74Coloane (ou Colovane) na página 42 – ilha de Macau; a S. da Ilha da Taipa e a E. da Ilha da Montanha (Tai-Vong-Cam). Compreende a vila de Coloane e as aldeias de Hac-Sá, Ka Ho, Seak-Pai e Lui-Tchi-Van com a  sup. Total de 5,832 Kmsq. Pop: 5.053.
Os dados oficiais apresentados neste Dicionário, relativos a Macau, foram retirados da Agência Geral das Colónias.
ANDRADE, António Sampaio de – Dicionário Corográfico de Portugal Contemporâneo. Livraria Figueirinhas, 1944, 218 p.

Bol. Soc. Geografia n.º 7-8-1930 -MACAU Jaime do Inso (I)Extracto de uma monografia (1) do capitão-tenente Jaime do Inso, preparada para a Exposição Portuguesa em Sevilha sobre o Comércio e Indústrias de Macau.
Macau fez-se representar na Exposição de Sevilha com um pavilhão próprio. (2)
Jaime do Indo analisa e comenta o movimento comercial de Macau entre 1920 e 1928 e as principais indústrias do território nomeadamente o pescado, (3) cimento, artefactos de malha, tabaco, fósforos, panchões, pivetes, conservas, vinhos chineses, azeite de amendoim e tecidos de algodão.
Bol. Soc. Geografia n.º 7-8-1930 -MACAU Jaime do Inso (II)Alguns extractos da conferência:
(…)  A maior parte do comércio  de Macau encontra-se nas mãos dos chineses, e a quasi totalidade faz-se com portos da China, principalmente com Cantão e Hong Kong…
(…) No comércio da China com as nações estrangeiras, no ano de 1927, avaliado em mais de 27 biliões de patacas, Portugal figura com a importância de $ 73.130 nas exportações e $ 456 nas importações, isto é, um total inferior a 0, 0003% do comércio geral…
(…) Se um par de sapatos bons ingleses, para homem, chega a custar em Hong Kong, 240$00 escudos da nossa moeda, porque não se experimenta colocar na China calçado português?…
(…) O alvitre aqui fica e, se fôr viável, não se deve deixar de perder a oportunidade, porque o Oriente é um mundo onde há muito campo para trabalhar. Com isto lucraria muito não só o comércio da Metrópole, como o da colónia.
Bol. Soc. Geografia n.º 7-8-1930 -MACAU Jaime do Inso (III)(…) Além da pesca (3) , muitas indústrias se encontram em Macau, algumas instaladas em fabricas convenientes e outras domésticas a saber:
CIMENTO: – existe uma importante fábrica pertencente à companhia inglesa «The Green Island Cement Works», que aproveita os lodos do porto interior, ao Norte da Ilha Verde, onde se encontra instalada. A média diária da produção é de 70 toneladas, que aumentará lôgo que termine  instalação de dois novos fornos, mandados fazer por a produção ser muito inferior á procura. A exportação faz-se para vários portos, principalmente para Hong Kong.
TABACO – há em Macau 10 fábricas de tabaco, sendo a mais importante a da firma «Chi Cheong Ki», fundada há um século, que emprega mais de 60 operarios, sendo o valor da sua produção anual superior a $ 100.000. A sua materia prima é importada de Ok-San e Sa-Peng, na província de Kuang-Tung (4), e o tabaco manifacturado que excede o consumo local é exportado, principalmente, para a China, Singapura e California. Esta industria emprega cerca de 500 operários e representa uma produção anual de cerca de $ 700.000. A maior parte do tabaco é preparado para cachimbo, como preferem os chineses, mas também se fabricam cigarros e charutos.
continua…
(1) INSO, Jaime do – Macau, extrato de uma monografia. Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, n.º 7-8, Julho -Agosto, Série 48.ª, 1930, pp. 157- 717.
Sobre Jaime do Inso ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jaime-do-inso/
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/05/09/noticia-de-9-de-maio-de-1929-exposicao-mundial-ibero-americana-de-sevilha/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/07/20/leitura-macau-na-exposicao-ibero-americana-de-sevilha-1929/
(3) Sobre esta indústria, transcreverei extractos desta monografia, numa próxima postagem.
(4) Província de Kuang-Tung – Província de Cantão – Guangdong  廣東

No dia 23-02-1837, tomou posse do cargo de Governador e Capitão-Geral de Macau,  o major de infantaria, Adrião Acácio da Silveira Pinto, nomeado em 4 de Março de 1836 (1) (2)
O Governador e Capitão-Geral Adrião Acácio da Silveira Pinto que governou Macau até 1843 (3) teve uma governação atribulada e difícil pois durante o seu governo, teve de lidar com o problema do ópio na China que já vinha desde 1932, com a proibição do ópio em Cantão (4), a proibição da importação e tráfico do ópio  pela China  em 1934 (5), a queima de ópio publicamente em Cantão em 1835 (6), a proibição do comércio do ópio pela China em 1938 (7), terminando com a chamada “I Guerra do Ópio”, em 1839.  (8)

Barrier Wall Macao 1844“Barrier Wall, Macao” (1844)
The barrier on the land bridge separating Macao from China is viewed here from a British encampment in Macao, with British warships to the left and Chinese war junks close to the barrier on the right.”
http://ocw.mit.edu/ans7870/21f/21f.027/opium_wars_01/ow1_essay03.html

A sua governação foi um constante equilíbrio diplomático entre a ingerência e imposição pela força dos ingleses em Macau (9), expulsão dos súbditos britânicos da China (10) e a necessidade de manter a neutralidade neste conflito com os mandarins de Cantão. (11) Em 1838, assiste-se em Macau ao enforcamento por ordem dos mandarins, do chinês Kuo Si Peng por ter sido apanhado em flagrante delito a vender ópio. (12)
Foi deste Governador a ideia de demolir o Convento e Igreja de S. Francisco, para edificar um palacete residencial para si, tendo o Leal Senado pronunciado contra essa ideia. (13)
Adrião Acácio da Silveira Pinto, após sido substituído por José Gregório Pegado foi por este indicado e depois nomeado em 10 de Outubro de 1843,  embaixador de Portugal para tratar com os plenipotenciários chineses sobre o estabelecimento de Macau. (14)
Faleceu em Lisboa a 23 de Março de 1868, no posto de marechal de campo. (1)

1840Macau vista de Praia Grande Museu PeabodyMacau, vista da Praia Grande, ca. 1840, guache em papel
Museu Peabody Essex  Foto de Jeffrey R. Dykes 2007
http://ocw.mit.edu/ans7870/21f/21f.027/rise_fall_canton_04/cw_gal_01_thumb.html

(1) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954.
(2) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 3, 1995).
(3) 03-10-1843 ou 04-10-1843 (autores consultados): “tomou posse do governo o Chefe da Divisão da Armada José Gregório Pegado, que foi nomeado, em 14 de Dezembro de 1843. Durante o seu governo, iniciou-se a ocupação da ilha da Taipa, depois de uma memorável visita de cortesia ao vice-rei Ki-Yin, alto comissário de Cantão que prometeu «fechar os olhos» ao nosso estabelecimento na mencionada ilha”. José Gregório Pegado faleceu em Aden no seu regresso a Portugal em 1846 tendo embarcado em Macau em 28 de Maio desse ano.” (1) (2)
(4) 09-02-1832 – Proibição de importação de ópio em Cantão.(2)
(5) 07-11-1834 – O Imperador Tou-Kuóng decretou a proibição do tráfico do ópio.(1)
(6) “1835- Queima de ópio, publicamente, em Cantão, em frente à feitoria europeia, como prova de desagrado da China. Mais tarde (1838-1839) são também ali executados contrabandistas de ópio chineses...”(2)
(7) 1938 – A China proíbe o comércio dom ópio.(1)
(8) 03-11-1839 – Data geralmente apontada para o início da I Guerra do Ópio (1839-1842).(2)
(9) “12-07-1838Chegou a Macau num navio de guerra o Almirante Maitland com instruções para proteger o comércio inglês”. (2)
“28-04-1839 – Governador Silveira Pinto escreve ao Comandante Blake, agradecendo mas recusando a oferta inglesa de ajuda para defesa da cidade, proposta por ofício da véspera“. (2)
01-09-1839 – O capitão Charles Elliot que chega a Macau em 26-05-1839, propõe que os ingleses regressem a Macau, pondo à disposição do Governador Silveira Pinto o navio de guerra inglês «Volage» e mais de 800 homens para cooperarem na defesa da Cidade”.(2)
(10) “22-03-1839 o Capitão Elliot pede ao Governador de Macau protecção para os súbditos britânicos: o Governador Silveira Pinto consentiu mas exceptuou todos os que estivessem envolvidos no tráfico do ópio.”(2)
“13-04-1839 – O Superintendente do Comércio Britânico na China, Charles Elliot, perante a ordem de expulsão que recebeu, avisou os súbditos britânicos, em nome de Sua Majestade a Rainha de Inglaterra para, encontrando-se em águas chineses, se porem «imediatamente sob o comando de S. S.ª o Governador de Macau para a defesa dos Direitos de Sua Majestade Fidelíssima, e para a geral protecção das vidas, propriedades e liberdades de todos os súbditos dos Governos Cristãos que frequentam aquele Estabelecimento.”(2)
12-09-1839 – Elliot pede licença ao Governador Silveira Pinto para que os negociantes ingleses se refugiassem em Macau e propõe-lhe que este porto se tornasse no centro do comércio inglês, mas Pinto recusa.“(2)
23-01-1840 – Os súbitos britânicos expulsos da China desembarcam e passam a  viver em Macau, o que desencadeou a reacção das autoridades chinesas, que se apresentaram, na pessoa do Tou T´oi a 31 do mesmo mês, na cidade portuguesa, dando um prazo de 5 dias para a limpar dos ingleses. O Governador Adrião Acácio da Silveira Pinto reuniu com o Senado e, na sequência da correspondência trocada com o Comandante H. Smith, da corveta «Hyacinth», este acabou por retirar, o mesmo fazendo as forças chinesas estacionadas junto do Templo da Barra. Macau procurou, como em tantas outras vezes estribar-se na neutralidade ... “(2)

LAM QUA 1843 Praia Grande vista da Varanda de KinsmanA Praia Grande vista da varanda, residência do mercador  Nathan Kinsman
Quadro de Lamqua (1843)
Rise & Fall of the Canton Trade System Gallery: PLACES  http://ocw.mit.edu/ans7870/21f/21f.027/rise_fall_canton_04/cw_gal_01_thumb.html

(11) “09-03-1839 – Sessão do Leal Senado em que se publica um Edital suspendendo a introdução do ópio em Macau por depósito ou para consumo. Esse Edital determina que nenhum nacional ou estrangeiro dê asilo em suas casas a chineses que, de alguma forma, estejam envolvidos no tráfico do ópio.”(2)
“10-03-1839 – Violenta crise (sentida em Macau profundamente) do comércio do ópio com a China. Por trás o Delegado Imperial, Comissário  Lin, chegado a Cantão nesta data. No periódico «O Portuguez na China», publicado por Manuel Maria Dias Pegado, em Macau, iria verificar-se o claro elogio à defesa da China que Lin faria, na perspectiva evidente de se demarcar em relação aos ingleses.”(2)
“01-04-1839 – O Mandarim da Casa envia um ofício ao Procurador de Macau, José Baptista de Miranda e Lima, comunicando a ordem do delegado imperial para se entregar todo o ópio existente em Macau.”(2)
“27-04-1839 – O Mandarim da Casa Branca envia um ofício ao Procurador dando um prazo de três dias para lhe ser entregue o ópio existente nas casas dos Portugueses em Macau, pois, caso contrário o porto seria fechado” (2)
(12) “05-04-1838 – Foi enforcado em Macau por ordem dos mandarins o chinês Kuo Si Peng por ter sido apanhado em flagrante delito a vender ópio“(1)
(13)  “05-02-1842 – O Leal Senado reunido em sessão, pronuncia-se contra a ideia de demolir o Convento e Igreja de S. Francisco, que tem contígua a ela um «Campo Santo de Pública devoção. A demolição veio a fazer-se, mas não para edificar um palacete residencial para o Governador Adrião Acácio da Silveira Pinto, que andava desde 1839 a diligenciar nesse sentido.“(2)
(14) “27-10-1843 – O ex Governador Adrião Acácio da Silveira Pinto, que fora nomeado pelo Governador José Gregório Pegado, em sessão do Senado de 10 de Outubro, para tratar com os comissários chineses, no sentido de se melhorarem as condições da existência política deste estabelecimento, seguiu para Cantão no brigue de guerra Tejo, do comando do Capitão-Tenente Domingos Fortunato de Vale. Agregaram-se a esta missão o Procurador da Cidade João Damasceno Coelho dos Santos e o interprete interino José Martinho Marques.”(1)