Archives for posts with tag: George Chinnery

“A Praia Grande” s/ d 1825-1852
George Chinnery (em Macau de 1825-1852)
A baía da Praia Grande com o Fortim de S. Pedro à direita e ao longe, a colina da Penha com a ermida.
“A Praia Grande vista do norte c. 1830
Litografia dum quadro de George Chinnery (em Macau de 1825-1852)
A baía da Praia Grande vista do norte, com o Fortim de S. Pedro à direita e ao longe, a colina da Penha com a ermida.
“A Praia Grande vista do sul” c. 1830
Litografia dum quadro de George Chinnery (em Macau de 1825-1852)
A baía da Praia Grande vista a sul, com o Forte do Monte (ao longe a esquerda), a Igreja e a fortaleza de S. Francisco (à direita)

NOTA: George Chinnery (1774-1852) – nasceu em 1774 em Tipperay, Londres, e faleceu em Macau em 1852. Célebre como pintor de retratos, viveu cerca de 50 anos na Ásia -Índia e Macau (1825-1852). Trabalhou em redor da região do rio da Pérola entre Macau e Cantão (Guangzhou). Até morrer manteve um atelier com muitos aprendizes. Foi mestre do grande retratista chinês Lam Qua. (1) A maior parte dos seus trabalhos eram encomendas destinadas a satisfazer ricos comerciantes. .Foi em Macau que executou um grande número de esboços, desenhos e aguarelas relativos à paisagem e vida quotidiana naquele território.
Anteriores referências:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/george-chinnery/
Quadros/desenhos com este tema “Praia Grande” do pintor George Chinnery já postados anteriormente:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/11/25/noticia-25-de-novembro-de-1974-1-o-dia-de-circulacao-bi-centenario-do-nascimento-de-george-chinnery-1774-1974/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/11/25/noticia-25-de-novembro-de-1974-1-o-dia-de-circulacao-bi-centenario-do-nascimento-de-george-chinnery-1774-1974/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/01/03/noticia-de-2-de-janeiro-de-1851-translada-cao-dos-restos-mortais-do-conselhei-ro-amaral/
(1) Sobre Lam Qua-林官; (1801-c. 1860) (Guan Qiaochang ou Kwan Kiu Cheong 關 喬 昌),ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/lam-qua-%E6%9E%97%E5%AE%98-guan-qiaochang-1801-c-1860/

VISTA FRONTAL DO TEMPLO DE A MA
George Chinnery ca 1833
Tinta em papel (sem data)

Do Diário de Rebecca Chase Kinsman: (1)
Outro dia fomos visitar a “Jos House” ou templo (Pagode da Barra) no outro lado da cidade, cerca de ¾ de milha da nossa casa (2). É um lugar muito notável – jaz ali uma enorme aglomeração de rochas tombadas, como que atiradas por alguma terrível convulsão da natureza – ficando a mais alta a 130 ou 150 metros do mar. Confronta com o porto interior de Macau. O templo fica entre rochas e é dedicado à “Rainha do Céu”, a quem eles chamam a “Santa Mãe”. O templo é feito de sólidas rochas com pequenos templos ou oratórios um por cima do outro, sendo as escadas talhadas ou cortadas na rocha. Entre as fendas crescem árvores, e as videiras e flores rebentam onde quer que encontrem terra.

VISTA COM TERRAÇO DO TEMPLO DE A-MA
George Chinnery ca 1833-36
Aguarela sobre papel (sem data)

No oratório que fica mais acima estava um padre com a cabeça rapada, vestido de cabaia larga e negra chin chinning jos, ou seja, rezando.
Estava sentado num banquinho com uma espécie de mesa diante dele sobre a qual se via um vaso de cobre côncavo e outro mais pequeno aparentemente de madeira – ele tinha duas espécies de varetas de bombo na mão com que batia nele alternadamente, rezando ao mesmo tempo numa monótona espécie de canto – as únicas palavras que podíamos distinguir eram ah! Ma (4) – frequentemente repetidas – a palavra chinesa para Mãe é Má. Provavelmente, o bonzo estava rezando à “Santa Mãe” por vento favorável por alguns juncos ou barcos chineses prontos a partir para qualquer viagem. Parecia muito solene … (3)
(1) Sobre Rebecca Chase Kinsman , ver anterior referência em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/10/13/noticia-de-13-de-outubro-de-1843-cartas-de-rebecca-chase-kinsman-chegada-a-macau-i/
(2) A família estava hospedado em casa de R. Lejee (membro da casa de Wetmore & Co.) que ficava na Praia Grande, de dois andares (o primeiro para os criados e o segundo para a família) com um jardim ladeado dum alto muro.
(3) Extraído de TEIXEIRA, Padre Manuel – Macau no Séc. XIX visto por uma jovem americana, pp. 56/57.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/03/17/leitura-macau-no-sec-xix-visto-por-uma-jovem-americana/
(4) “Não repetia ah! Má, mas O Mi To Fo, isto é, AMITHABA, buda invocado por eles” (3)

Gruta de Camões, Macau
George Chinnery
Aguarela em papel sem data
c. 1833-38

Em homenagem a Luís de Camões e à sua hipotética estadia em Macau, o comerciante Lourenço Caetano Marques que herdou do sogro, o rico comerciante Manuel Pereira, os terrenos onde estão o jardim e a gruta, mandou esculpir em Paris um busto em bronze do poeta, que lhe custou a pequena fortuna de 600 francos, que foi colocada no interior da gruta que ele terá frequentado e que, a partir de então, passou a ser conhecida por “Gruta de Camões”.
Mas porque razão o Jardim onde fica a gruta é conhecido em chinês por Pak Kap Chao, 白鴿巢 (1) ou seja, “Jardim do Ninho das Pombas Brancas”?
Tal como a mal conhecida vida de Camões, também neste caso os registos são vagos sobre a origem do topónimo chinês, a versão popular é que está associado ao rico comerciante que gostava muito de pombas e mantinha um numeroso pombal no seu quintal. No entanto tal versão é de autenticidade duvidosa, poiso termo já aparece em muitos documentos e literatura da época, tantos chineses como portugueses, e muito antes de Lourenço Caetano Marques se ter mudado pata tal mansão em 1838.
Uma outra versão defende que o termo “Ninho das Pombas Brancas” deriva de um jardim botânico e zoológico na mansão de um homem rico, ao qual as pessoas se referiam como “Ninho dos Cem Pássaros”, pronunciado em chinês “Pak Liu Chao” (2) e que nos documentos teriam confundido os dois termos (“Pak Kap Chao”» e “Pak Liu Chao” (3)
(1)白鴿巢mandarim pīnyīn: bái gē cháo; cantonense jyutping: baak6 gaap3 caau4
(2) 白鳥巢– mandarim pīnyīn: bái niǎo cháo; cantonense jyutping: baak6 niu5 caau4
(3) As Ruas Antigas de Macau, versão em português. IACM, 2016, p. 86
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jardim-de-camoes/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/gruta-de-camoes/

TSYK I-32, 12 de Maio de 1864

Muralha e escadas do Bom Jesus
George Chinnery c. 1836

O Mato de Bom Jesus também chamado Monte de Bom Jesus é apenas um pequeno outeiro que pertencia a Inácia Vicência Marques da Paiva, natural de Macau, filha de Domingos Marques (natural da Beira) e de Maria Francisca dos Anjos Ribeiro Guimarães (natural de Macau).
O nome de Bom Jesus vinha-lhe da Capela do Bom Jesus, que ali existia, e à qual se refere J. M. Braga (1)  ao identificar os edifícios que aparecem numa chapa holandesa do século XVIII:
«À esquerda desta residência (das 16 colunas, hoje Instituto Salesiano) está uma colina que parece se a velha Horta do Bom Jesus. Sabe-se que havia, nessa colina, uma capela em honra do Bom Jesus Cristo, (construído por volta de 1744 por Francisco Xavier Doutel, (2) que depois governaria Timor de 1745 a 1749), o último passo da «Procissão dos Passos», em Macau, até à sua destruição. O desenho que se vê nesta gravura não é uma capelinha, mas um grande edifício (segundo Padre Teixeira, seria a mansão da família Marques ou da família Ribeiro Guimarães). Fica-se a cogitar o que poderia ter sido. O actual convento das Carmelitas ou o Carmelo (construído em 1951, e também já destruído) foi erigido nesta colina apenas há poucos anos» (BRAGA, J. M. – Algumas achegas para a iconografia de Macau. Arquivos de Macau, Março de 1965, p. 190)
Inácia Vicência faleceu viúva a 2 de Novembro de 1822, rica, tendo deixado à Santa Casa um legado de $ 10 000, que na época era uma fortuna.

MAPA DA PENÍNSULA DE MACAU DE 1889 (pormenor)  assinalando a Horta de Bom Jesus

O Monte de Bom Jesus foi depois comprado pelo comissário inglês das Alfândegas Chinesas, que vivia ali perto, numa grande casa na Rua da Boa Vista, que fica em frente do antigo Hotel Bela Vista (hoje, consulado de Portugal), do lado poente. O bispo de Macau, José da Costa Nunes (3) planeava construir ali um colégio pelo que incumbiu o reitor do Seminário de S. José, Padre Francisco Bonito Bragança de adquirir o terreno para a Diocese de Macau. A compra concretizou-se no dia 6 de Setembro de 1923 tendo a Diocese entregue ao Comissário das Alfândegas $ 5 000 00 de sinal. D. José da Costa Nunes não conseguiu concretizar a construção do colégio nem o plano de um hospital no Mato de Bom Jesus, pois partiu para Goa em Dezembro de 1941 sem o ter feito.
As Carmelitas vieram para Macau em 1941, ficando alojadas num terreno em Mong Há e em 1949, o bispo D. João de Deus Ramalho (4) ofereceu-lhes o mato de Bom Jesus para aí levantarem o seu Carmelo.
Hoje ainda está referenciada na Toponímia de Macau, a Calçada do Bom Jesus, que começa na Travessa do Bom jesus, entre a Calçada da Paz e a Travessa do Seminário e termina entre o prédio n.º 1 da Rua da Praia Grande e o prédio n.º 30 da Praça Lobo de Ávila. A Travessa do Bom Jesus começa na Rua da Penha e termina na Calçada do Bom Jesus entre a Travessa do Colégio e a Calçada da Paz. (5)
(1) Ver referências anteriores em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jack-m-braga-jose-maria-braga/
(2) Ver referências anteriores em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/francisco-xavier-doutel/
(3) Ver referências anteriores em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/d-jose-da-costa-nunes/
(4)  Ver referências anteriores em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/d-joao-de-deus-ramalho-%E7%BD%97%E8%8B%A5%E6%9C%9B/
(5)TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Volume I, 1997,pp 124-131.

«A vida da comunidade estrangeira de Macau passava-se entre danças, saraus, jantares, chás e passeios.
– Hoje tu, amanhã eu e a roda ia rolando …
Desta vez coube a vez à família Low e Harriet não se poupou a esforços para que tudo corresse bem.
11 de Abril de 1831 – Ocupada como uma abelha todo o dia, fazendo preparativos para o nosso sarau. Tirei tudo do meu quarto para o transformar numa sala de jantar, pois dá para sala de visitas e é magnífico. Dispus tudo com elegância e boa ordem, mas estava bastante cansada antes de chegarem os convidados.
Não importa; pois, apesar de tudo, devo dançar toda a noite.
*As 8 horas estávamos todas ataviadas e prontas. A tia Low vestia gaze da China sobre cetim branco, com um fino crepe cor de rosa sobre branco e a minha crepe azul cetim branco.
Adornámos o cabelo com flores naturais que alguns jovens nos enviaram para este fim.
Ibar foi o mestre de cerimónias. (1) Ele disse que se não sentia bem, mas que, para honra da Espanha, ele faria o melhor possível, e realmente ele conseguiu que tudo saísse muito agradavelmente. Tivemos ao piano Mrs. Daniell e Mr & Mrs P. (2) tocaram e cantaram lindamente aos intervalos. Houve também guitarrada e quatro músicos portugueses e nós dançámos ao som das suas rabecas.
Eu dancei em cada um das danças e quando o sarau terminou à 1.30, eu poderia ter dançado ainda muito mais. Estava justamente bastante excitada para me lembrar da fadiga.
Tivemos um belo jantar e tudo com estilo, asseguro-te eu. Reuniram-se cerca de quarenta e quatro pessoas americanas, inglesas, espanholas, portugueses, franceses, suecas, escocesas e não sei que mais.
Harriet Low em 1833. Pintura de George ChinneryConseguimos que o escocês dançasse “ à escocesa” e eu tomei parte nesta dança”… »

Harriet Low em 1833. Pintura de George Chinnery

(1) Ibar era o professor de espanhol de Harriet Low.
(2) Segundo Padre Teixeira, Mr & Mrs P que tocavam e cantavam muito bem seriam Sr. e Sra Pereira, uma das poucas famílias portuguesa com quem Harriett Low mantinha relações.
Extraído de TEIXEIRA, Padre Manuel – Macau no Séc. XIX visto por uma jovem americana. D.S.E.C., 1981.
Anteriores referências de Harriet Low em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/harriet-low/

Lançamento pelos Correios de Macau / CTT Macau, no dia 21 de Março de 1994, de quatro selos (todos com a mesma franquia 3,5 patacas) alusivos à emissão extraordinária com pinturas de George Chinnery (1)
Apresento um envelope (com desenhos de Chinnery; 16 cm x 11, 3 cm) com os quatro selos (quatro quadros de aguarelas sobre papel de Chinnery)  e carimbo.
Os quatros quadros que já foram anteriormente reproduzidos em (2) são:
Aguarela sobre papel (c. 1833-38) – Paisagem com sampana-habitação. Ao longe a Ilha da Lapa
Aguarela sobre papel (c. 1833-38) – Praia Grande do Fortim de S. Pedro.
Aguarela sobre papel (sem data) – Forte e Igreja de S. Francisco do Fortim de S. Pedro
Aguarela sobre papel (sem data) – Mosteiro e Fortaleza de S. Francisco

Boletim Oficlal de Macau, I série, n.º 10 de 7 -3-1994, p. 189

(1) Anteriores referências a George Chinnery em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/george-chinnery/
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/11/25/noticia-25-de-novembro-de-1974-1-o-dia-de-circulacao-bi-centenario-do-nascimento-de-george-chinnery-1774-1974/

Uma nota inserida no «The Canton Register», Vol 8, DEC 8th, 1835, n-º 49, p. 195, (assinada com o nome de “Cícero”), acerca dos pintores chineses da escola de Lam Qua.
Lam Qua 林官  (1), foi um pintor chinês da província de Cantão, que com os seus retratos de estilo ocidental (muitos são retratos de mercadores estrangeiros e chineses de Cantão e Macau) criou uma “ fábrica /escola” de desenho e pinturas (onde se fazia também cópias de pinturas e depois quadros a partir de fotografia) na sua oficina em Cantão (na zona dos grandes armazéns estrangeiros) grande parte destinados a clientes ocidentais.
Foi o primeiro pintor chinês a ter uma exposição dos seus quadros no Ocidente

“View of Foreign Factories, Canton, 1825–1835” atribuído a Lam Qua
Lam Qua trabalhando num estúdio em Hong Kong c. 1850
Fotografia de John Thomson (2) (3)

Auto-retrato de Lam Qua cerca de 1840

 

Embora sempre referenciado como discípulo em 1820 de George Chinnery, (4) este terá negado que fosse um seu aluno. Chinnery ensinou muitos estudantes chineses e provavelmente por intermédio destes e dos próprios quadros de Chinnery, exerceram uma grande influência na pintura de estilo ocidental de Lam Qua.
Lam Qua é também conhecido por ter colaborado com o médico Peter Parker, (5) pintando os retratos dos doentes com patologia pré operatória, a maioria com  tumores  e deformidades (3)

 

Auto-retrato de Lam Qua c.1853-1854

 

Um dos quadros atribuídos a Lam Qua é o retrato do macaense Miguel António de Cortela
Miguel António Cortela, (1783 – 1844), 5.º filho de Inácio Baptista Cortela de Sousa e Albuquerque e de Mariana da Silva Faria, casou em casa, em 8 de Abril de 1829, com Ana Maria dos Remédios, (fal. a 1860) que corria perigo de vida , sendo ela viúva de Eduardo Organ e filha de  António Bernardino dos Remédios e de Maria Rita dos Remédios. Tendo-se ela restabelecido, receberam ambos as bênçãos nupciais em 12 de Novembro de 1829.
Miguel sucedeu a seu pai, cerca de 1820, nos cargos de Depositário Geral dos Cofres de Macau e tesoureiro dos Defuntos e Ausentes. Foi proprietário da barca «Tranquilidade» que naufragou na viagem de Macau para Solor em 1843 com 48 homens a bordo, que todos se salvaram. Tinha 1 das 82 acções da «Casa de Seguros» de Macau fundada em 1810
TEIXEIRA, P. Manuel – Galeria dos Macaenses Ilustres do Século XIX, 1942.
FORJAZ, Jorge – Família Macaenses, I Volume
(1) Guan Qiaochang (1801 – c.1860) (Lam Qua 林官; ou Kwan Kiu Cheong 關 喬 昌), é neto do famoso artista de Cantão, Spoilum (Guan Zuolin, activo entre 785 and 1810) e filho de Lamqua (com o mesmo nome) que terá herdado o estúdio familiar de pinturas. Com a colaboração de muitos dos seus alunos, produzia-se um grande número de quadros de pintura para exportação. Seu irmão Tinqua (Guan Lianchang- ca. 1809-1870) refinou o método de trabalho com produção em massa dos quadros quer a óleo quer de aguarelas.
https://visualizingcultures.mit.edu/rise_fall_canton_01/cw_essay04.html
林官 mandarim pīnyīn: lín guān; cantonense jyutping: lam4 gun1
(2) Sobre este fotógrafo, ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/john-thomson/
(3) https://en.wikipedia.org/wiki/Lam_Qua
(4) George Chinnery (1774 – 1852) que deixou a Inglaterra aos 28 anos de idade em 1802, e passou 23 anos na Índia e depois 27 na China, chegou a Macau em 1825 tendo aí falecido em 1852.
Ver anteriores referências em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/george-chinnery/
(5) De 1836 a 1855, Lam Qua produziu uma série de quadros de pacientes em tratamento com Peter Parker, médico missionário dos Estados Unidos. Parker que estabeleceu o primeiro hospital americano Guangzhou em 1835, introduzindo técnicas cirúrgicas novas (introdução de anestesia) como amputações e cirurgias reconstrutivas, contratou Lam Qua para pintar os retratos pré-operatórios dos pacientes que tiveram tumores grandes ou outras grandes deformidades. Algumas das pinturas agora fazem parte de uma coleção do trabalho de Lam Qua, realizado pela Universidade de Yale, na Coleção Peter Parker, na Biblioteca Médica Harvey Cushing / John Hay Whitney; outras estão no Museu Gordon, no Guy’s Hospital, em Londres.
http://whitney.med.yale.edu/gsdl/collect/ppdcdot/
https://library.medicine.yale.edu/find/peter-parker 
NOTA: Outro quadro de Lam Qua,de 1843, é : “A Praia Grande vista da varanda, residência do mercador Nathan Kinsman, já postado em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/02/23/noticia-de-23-de-fevereiro-de-1837-tomada-de-posse-do-governador-adriao-silveira-pinto/

Relato de um incêndio numa casa (defronte ao Hotel Albion) habitada pela família dum americano, Sr. Perkins no «The Canton Register» (1)

Rua de Macau  1835 – 1837
Desenho de George Chinnery

Recorda-se que nesse mesmo mês e ano, no dia 26, a bela Igreja de S. Paulo foi destruída por um violento incêndio, restando a arruinada frontaria.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/01/26/noticia-de-26-de-janeiro-de-1835-destruicao-da-igreja-de-s-paulo/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/igreja-da-madre-de-deus-s-paulo/
(1) “The Canton Register “, Vol. 8, N.º2, 1835.

Continuação da publicação dos postais constantes da Colecção intitulada “澳門老照片 / Fotografias Antigas de Macau / Old Photographs of Macao”, emitida em Setembro de 2009 pelo Instituto Cultural do Governo da R. A. E. de Macau/Museu de Macau (1)

Portal da Igreja de S. José
Aguarela em papel (sem data; 1833-38)
George Chinnery

(1) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/category/postais/  
Sobre o Seminário de S. José ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/seminario-de-s-jose/ 

A Rua do Hospital foi em 6 de Junho de 1942 crismada com o nome de Pedro Nolasco da Silva, (1) por deliberação tomada em sua sessão ordinária de 22 de Abril de 1942.
“Recordava o antigo Hospital dos Pobres, fundado pelo bispo D. Melchior Carneiro pouco após a achegada em Junho de 1568, segundo ele próprio escreve: – «Quando cheguei ao porto de Macau, chamado do nome de Deus, havia aqui mui poucas habitações de portugueses e algumas casas de cristãos do país … Apenas cheguei, abri um hospital, onde se admitem tanto cristãos como pagãos. Fundei também uma Confraria de Misericórdia, semelhante à Associação de caridade de Roma: ela tem providenciado às necessidades de todos os pobres envergonhados e necessitados.»
Os chineses chamam a esta rua Pak Ma Hóng isto é, Firma do Cavalo Branco. É que outrora havia ali um edifício da firma «Fearon & Co». Fearon era cônsul de Hanover, (2) cuja bandeira era um cavalo branco em terreno vermelho. Como o escudo da fachada da firma e a bandeira lá flutuara nos dias festivos reproduziram o emblema de Hanover, os chinas crismaram a rua de Pak Ma Hóng.” (3)
(1) Ver anteriores referências a Pedro Nolasco da Silva em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/pedro-nolasco-da-silva/
(2) Christopher Augustus Fearon , (1788 – ?), cônsul de Hanover, dono da firma Fearon & Co. e agente da «East India Company». A sua esposa, Elizabeth Noad (1794-1838) está sepultada no cemitério protestante de Macau. Segundo Padre Teixeira (Toponímia de Macau, Volume II) o pintor George Chinnery, ao chegar a Macau, viveu alguns meses na Rua dos Hospital, numa casa de Christopher Fearon, mudando-se depois para o prédio n.º8 da Rua de Inácio Baptista, onde viveu até à sua morte em 1852.
In p. 139 de COATES, Austin – Macao and the British, 1637-1842: Prelude to Hong Kong, HKU Press, 2009. 231 p. , ISBN 978-962-209-075-0
Bandeira do Reino de Hanôver durante 1837—1866. Reino de Hanôver foi criado em Outubro de 1814 pelo Congresso de Viena, com a restauração do território de Hanôver ao rei Jorge III após a Era Napoleónica. O reio era governado pela Casa de Hanôver, em união pessoal com o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda até 1837, antes de ser conquistada pelo Reino da Prússia em 1866.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_de_Han%C3%B4ver
(3) “Pedro Nolasco da Silva veio acabar com a Rua do Hospital que era o pregão altissonante da caridade portuguesa, recordando a memória do primeiro bispo de Macau D. Melchior Carneiro
TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Volume I, 1997
白馬mandarim pīnyīn: bái mǎ hàng; cantonense jyutping: baak6 maa5 hong4.