Os Tufões do Mar da China Sinais Indicativos I

CÓDIGO DE SINAIS
Os sinais indicativos de tempestades no mar da China foram unificados na década de 30, e posto em vigor em Macau com um código. Estes sinais seriam colocados no mastro do Observatório (1) logo que se recebiam quaisquer comunicações de movimentos ciclónicos entre os paralelos 10˚ e 26˚ de Lat. N e os Meridianos 108˚ – 126˚ de Long. E Gr.
Os sinais eram feitos por meio de várias figuras correspondendo cada, a um algarismo como no quadro seguinte:
Os Tufões do Mar da China Sinais Indicativos II
Os símbolos indicativos da posição eram içados na 1.ª adriça da verga (visto o mastro do lado da terra) e correspondiam os dois de cima aos graus de latitude e os dois de baixo aos algaritmos das dezenas e unidades de longitude.
Para referir a direcção que tomava o centro do ciclone, as suas condições de formação, desenvolvimento ou extinção e ainda a sua área e a maior violência usavam-se a seguinte convenção:
Os Tufões do Mar da China Sinais Indicativos III
Os sinais de direcção ou condição, raio e intensidade içavam-se na adriça da direita, ficando estes últimos por baixo.
Os Tufões do Mar da China Sinais Indicativos IV
Para definir ainda a ocasião em que foi determinado o tufão ou simples depressão içavam-se no top do mastro um dos seguintes sinais:
Os Tufões do Mar da China Sinais Indicativos V
Um exemplo da interpretação dos sinais colocados:
Os Tufões do Mar da China Sinais Indicativos VIEsta manhã o tufão estava com excepcional velocidade movendo-se para W na Lat. de 14˚ N e Long. 109˚ E.
NOTA: quando não se tratava dum verdadeiro tufão, mas simplesmente de uma depressão, o sinal só diferia do de tufão em ser usado na parte inferior da adriça da direita o símbolo representativo de depressão, isto é, a figura n.º 9.
(1) “Em 1931, o Serviço de Observação Meteorológica fazia 30 anos. Foi instalado nos finais do século XIX, quando este ramo do saber se desenvolveu graças a Verrier, director do Observatório de Paris. Antes disso, as observações meteorológicas socorriam-se em Macau, apenas, de um barómetro da Capitania dos Portos.”
Desde 1905 que o Observatório Meteorológico funcionava no antigo Fortim de S. Jerónimo, desactivado para efeitos militares desde 1877 (destruído depois para a construção do Centro Hospitalar)
SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Século XX, Volume 4. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, 2.ª Edição, Macau, 1997, 454 p. (ISBN 972-8091-11-7)
Informações retiradas do livro “Os Tufões do Mar de China”.
Sobre este livro e sobre tufões e sinais indicativo, ao longo dos anos, ver em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/sinais-de-tufao/ 
https://nenotavaiconta.wordpress.com/category/tufoes/