Archives for posts with tag: Fortaleza da Guia

Fotos de Macau de 1952, tiradas da Fortaleza da Guia, aquando da visita do Ministro do Ultramar a Macau, nesse ano. (1)

Postal de 1952 Vista da Guia I

 Da Fortaleza da Guia , vista de Macau para o lado SE.

Postal de 1952 Vista da Guia II

Da Fortaleza da Guia, vista de Macau para o lado NW.

OLIVEIRA, Barradas de (coord.) – Relação da Primeira Viagem do Ministro do Ultramar às Províncias do Oriente no Ano de 1952, II Volume. Agência Geral do Ultramar, 1954, 500 p.

Do álbum da colecção Duarte de Sousa, (1) (2), reproduz-se um dos quinzes desenhos a lápis de Macau presente no livro: “Macau, Cidade do Nome de Deus na China” (3), sem nome do autor, mas referenciado como do ano de 1831-1832.

Macau Cidade do Nome de Deus na China The Guia Fort MacaoTHE GUIA FORT. Macao from the East

(1) A colecção Duarte de Sousa foi reunida pelo bibliófilo António Alberto Marinho Duarte de Sousa (1896-1950) e proprietário da Livraria Duarte de Sousa, em Lisboa, e é constituída por 1975 obras ricamente encadernadas em cuja temática se distinguem as obras sobre Portugal visto por estrangeiros e também aos editados por autores portugueses noutros países: http://unimarc.bn.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=200&Itemid=223  
A colecção foi adquirida pelo Estado Português em 1951 e depositada, como património nacional, na Biblioteca do Secretariado Nacional de Informação, no Palácio Foz (actualmente inactiva). Foi posteriormente transferida para a Biblioteca Nacional. É constituída por 2500 obras dos séculos XVI a XX : http://www.gmcs.pt/palaciofoz/pt/biblioteca.
(2) Álbum de Desenhos a Lápis Sobre Macau e Ilhas do Atlântico e Índico – 50 desenhos:  http://purl.pt/index/porCulture/aut/EN/933589_P6.html.
(3) Um dos desenhos desta Colecção já reproduzido, em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/02/05/noticia-de-5-de-fevereiro-de-1842-igreja-e-convento-de-s-francisco/
Ver também em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/01/24/leitura-macau-cidade-do-nome-de-deus-na-china-nao-ha-outra-mais-leal/

Praia Grande 1840 O Panorama

“O pequeno territorio que occupâmos em Macáu tem uma legua escaça de comprimento, e meia legua ainda mais escaça na maior largura: uma muralha de pedra ensôssa, collocada n´uma língua de terra distante das portas da cidade, marca os limites do terreno chamado portuguez, que com todo o ciume e vigilancia são guardados pelos chins, o que não é dado a europeus ultrapassar, salvo em auxílio para apagar fogos, conduzindo agua e instrumentos adequados. Tanto da parte do norte como da do sul é murada a cidade; daquella tem sahida para o campo de S. Paulo do Monte; pela outra a limitam dois fortes os qaues a cavalleiro se vê a ermida de N. S.ª da Penha, que já foi fortificação. Outros tres fortes defendem a bahia e entrada do porto; n´uma alcantilada montanha, fóra das mencionadas portas, apparece o forte de N. S.ª da Guia dominando o mar e todo o espaço adjacente. Um extenso caes, chamado praia-grande, da parte de leste, em frente da bahia, offerece uma morada aprazível, pois alem da vantagem da posição é ventilado pelas aragens refrigerantes no verão, e resguardado das furias das nortadas no inverno.”

Parte do artigo extraído de “Macau – Commercio do Anfião”, s/ autor, in “O Panorama”, 1840.

Destaques a “bold” da minha autoria.

Cada uma das bases para copos, referidas nos anteriores “posts”  (1) (2)

Base para copos IXO farol da Guia … a capela da Nossa Senhora das Neves. … a fortaleza… o mastro para a bandeira e os sinais de tufão….e as modernas antenas para as transmissões.

Base para copos X A largada para mais um Grande Prémio de Macau.

 Base para copos XIA culinária macaense (?) … com vinhos portugueses.

 (1)   https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/10/01/caixa-com-bases-para-copos-i/
(2)   https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/10/07/caixa-com-bases-para-copos-ii/

Guia Fortress DSTMACAU 1986“Guia Fortress and lighthouse (the oldest lighthouse on South China Coast)” (1)

Subi ao Farol da Guia
sem me vir mal de tontura:
Os homens vistos de cima
são todos da mesma altura.

Rio da Pérola, Rio
Que mais pareces o mar.
Jorge Álvares foi o primeiro
que chegou para ficar

Vieram Pinto e Camões,
com a Dinamene e o Jau,
e também eles beberam
da água fresca do Lilau.

Outros lusos aportaram,
com as naus da iniciação.
falavam a mesma língua;
tinham um só coração.

Mudam o vento e a idade.
Caem cedros altaneiros
Só permaneceu verdade
que «os últimos são primeiros».

Enquanto o oceano for livre
e enquanto o céu for azul,
seremos p´ra Portugal
a sua última Tule !

Benjamin Videira Pires (2)
Macau, 23 de Junho de 1976

(1)    Postal emitido pela “Dept. of Tourism (D.S.T.) MACAU – 5000 -86-12”
(2)   PIRES, Benjamim Videira – Espelho do Mar. Instituto Cultural de Macau,  1986, 57 p + |1|
 
Referências anteriores do Padre Benjamin Videira Pires, em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/padre-benjamin-videira-pires/

Continuação do artigo de Adolfo D´Eça, publicado numa revista portuguesa, em 1918 (1)

“Avista-se então a cidade de Macau, edificada nas encostas dos montes. É de pitoresco e magnífico aspéto aquele anfiteatro subindo desde o semi-circulo de Praia Grande como em escalões pelas alpenduradas das  montanhas os edifícios pintados  de diversas côres, destacando no meio  de frondentes arvoredos e por cima de todos coroando os mais altos pico as velhas fortalezas do Monte e da Guia; o elegante e grandioso Hospital de S. Januário, o magestoso frontespício da destruída Igreja de S. Paulo, pesada  mole de maçiça cantaria, adornada de estruturas de bronze em tamanho natural; a branca ermida da Senhora da Penha, residencia favorita do ultimo prelado de Macau e o magestoso Hotel de Boa Vista, hoje transformado no Liceu Nacional.

Ilustração portuguesa n.º 663 1918 - MACAU IV“O grandioso edifício do hospital militar de S. Januário. no meio de frondentes arvoredos e n´um dos pontos mais altos da peninsula”

            Entrando a seguir no porto interior a vista é tambem linda, mas d´um aspéto diferente. Filas de juncos chinezes de varias dimensões ancorados em ambas margens do rio, deixam vago um estreito caminho para a entrada e saída dos vapores da carreira. Minutos depois chega-se ao terminus de uma viagem de 44 milhas. O vapor atraca-se ao caes, onde se efectuam o desembarque dos passageiros e a descarga dos passageiros e a descarga das mercadorias. O turista conduzido em automoveis ou em jerinshas (carros puxados á mão) percorre por momento algumas das estreitas ruas do bairro chines, entra na Nova Avenida (Ribeiro d`Almeida), onde estão construídos edifícios novos e elegantes, que dão uma impressão mais agradável do que as antigas lojas avistadas logo á entrada do porto interior; ao mesmo tempo que o seu movimento comercial dá de conhecer ao forasteiro que está n´uma cidade, que, embora pequena, conta com uma população de 80 mil almas.

Ilustração portuguesa n.º 663 1918 - MACAU V” Um panoramico aspéto da Praia Grande, vendo-se ao fundo o magestoso Hotel de Boa-Vista, onde atualmente está instalado o Liceu Nacional”

             Minutos depois encontra-se em Praia Grande a curva graciosa que de bordo atraiu a atenção do viajante: edifícios grandiosos, taes como: Palacio de Justiça, Palacio do Governo, residencias de capitalistas chinezes e edificios construídos à europeia.

Ha varios passeios em Macau. O mais preferido pelos turistas é: a Avenida Vasco da Gama de uma extensão de 600 metros e fechado n´uma extremidade por um rico jardim cuidadosamente tratado e nóutra pelo elegante monumento dedicado a Vasco da Gama.

 Ilustração portuguesa n.º 663 1918 - MACAU VI

“O portico tradicional «As Portas do Cerco», que perpetuam a memoria de dois heroes macaenses, a cuja vida se encontra ligada a historia da peninsula“.

Saindo d´esta Avenida percorre o viajante estradas bem lançadas e assombradas por grandes arvores até que atinge «As Portas do Cerco», portico historico onde existem lapides atestando os feitos dos dois heroes tão bemquistos e venerandos  pelos macaenses Amaral e Mesquita.

Ilustração portuguesa n.º 663 1918 - MACAU VII

O interior da historica Gruta de Camões, onde o notavel poeta escreveu a maior parte da sua grandiosa obra «Os Lusíadas»”

Voltando continua o viajante o seu passeio atravessando a antiga povoação da Patane, hoje transformada em um local assás prazenteiro, até chegar à Gruta de Camões , onde, segundo a tradição, o grande poeta passou horas bem amargas para concluir a sua gigantesca obra “Os Luziadas”.

Ilustração portuguesa n.º 663 1918 - MACAU VIII“A escadaria e o frontespicio da destruida egreja de S. Paulo, que se avista da entrada do canal de Macau”

            Não deixa turista algum a cidade de Macau sem visitar as ruinas da Egreja de S. Paulo , cujo frontespício começou a contemplar de bordo do vapor. Só depois de admirar estas antiguidades que atestam o dominio secular de Portugal sobre aquela possessão genuinamente portugueza é que o turista regressa a Hong Kong contente, satisfeito e bem impressionado do que viu, estudou e admirou n´essa velha cidade portugueza, que possue paginas tão brilhantes na história das conquistas portuguezas.”

(1) “Ilustração Portuguesa“, n.º 633, 1918, pp. 373-374
A primeira parte deste artigo está em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/07/18/lei tura-roteiro-turistico-de-macau-de-1918-i/

Artigo de Adolfo D´Eça publicado numa revista portuguesa, em 1918 (1)

Ilustração portuguesa n.º 663 1918 - MACAU I“Visita geral da cidade de Macau, vendo-se a curva graciosa, chamada Praia Grande”

“Qual é o itenerário a seguir para evitar o calor intenso do verão ou para fugir à densa humidade dos mezes invernosos? E qual é o local proximo, para onde se possa ir procurar descanço para a fadiga d´uma longa viagem.

             São estas as perguntas  que os turistas, ao entrarem nas companhias dos vapores, em Hong Kong, costumam fazer.

Macau !!! … Eis tambem a unica resposta que sempre obtéem. É que esta colonia portuguesa, colocada n´uma das margens da ilha de Heung-Shan, medindo cinco kilometros no seu maior comprimento, sobre trez na sua maior largura, oferece, pelo seu aspéto pitoresco e encantador, uma agradável impressão áquele que a visitar pela primeira vez.

Ilustração portuguesa n.º 663 1918 - MACAU II

“O farol da fortaleza da Guia, que conta quasi um seculo de existencia, e está situado n´um dos pontos mais culminantes da península de Macau”

Deixando Hong Kong n´um dos vapores comodos de 6 pés de cala, o turista, depois de 4 horas de uma travessia atravez inumeras ilhas, descobre na eminencia um dos pontos mais culminantes da peninsula, a Fortaleza da Guia, com o seu farol, que conta perto de um seculo de existencia; o primeiro farol rotativo que iluminou a navegação nos mares da China: farol construído pelo distinto macaense, que , em vida, se chamou Carlos Vicente da Rocha. No museu das Janelas Verdes, em Lisboa, deve ainda estar o farol em miniatura que serviu de molde e que foi feito pelo referido extinto. Chegada a esta altura o vapor é obrigado a reduzir o seu andamento para entrar no canal.

 Ilustração portuguesa n.º 663 1918 - MACAU III“O porto interior de Macau, onde o movimento comercial, que é já agora notavel, tende a atingir um incremento de vulto”

(1) “Ilustração Portuguesa“, n.º 633, 1918, pp. 373-374

O firmamento não voga à força das águas.
Na atmosfera, o Sol ambiciona o espaço.
O fundeadouro dos barcos fica ao largo de S. Paulo.
A porta dos marés encontra-se no meio de Sâp-Tchi (Canal da Taipa).
Os peixes voam encobrindo o desordenado fogo.
O arco-íris rompe, penetrando através da barreira das nuvens.
Chegam mercadorias estrangeiras vindas de Leste e Oeste.
Os veleiros singram dez mil lei, arrastados pelo vento.

Sêk Kâm Tchông (1)

Fortaleza Guia década 60Fortaleza da Guia – década de 60

Estes versos sobre a Fortaleza da Guia, tradução de Luís Gonzaga Gomes (1) tem outra versão, tradução de Jin Guo Ping em (2) (o tópico não é a fortaleza mas um miradouro do mar, aliás, tradução mais adequada)

VERSOS DO MIRADOURO DO MAR

Não é pela força das águas  que se sustenta o firmamento,
Por onde está o Sol sabe-se que está enevoado.
Os ancoradouros ficam fora de Sanba, (S. Paulo)
As marés vêm pela Shizimen. (3)
Peixes saltam para fora da água, agitando as ondas que parecem chamas,
Com a quebra do arco-íris, o céu livrou-se de nuvens pestilenciais,
Chegam mercadorias bárbaras vindas de leste e de oeste.
Os barcos à vela percorrem 10 000 li a favor do vento

Shi Jinzhong (2)
 
(1) OU-MUN KEI-LÉOK Monografia de Macau por Tcheong-U-Lam e Ian-Kuong-Iâm. Tradução do chinês por Luís G. Gomes. Editada pela Repartição Central dos Serviços Económicos- Secção de Publicidade e Turismo, Macau. Imprensa Nacional, 1950, 252 p.
(2) YIN Guangren; ZHANG Rulin – Breve Monografia de Macau. Tradução de Jin Guo Ping. Instituto Cultural do Governo da R.A.E. de Macau, 2009, 485 p., ISBN 978-99937-0-11-6
(3) “A baía de Haojing encontra-se registada na Mingshi (História Oficial dos Ming) com o nome de Aomen. Pelo facto de existirem ao sul desta baía quatro ilhas, que surgem do mar separadas umas das outras, levando a água a distribuir-se de uma forma semelhante ao carácter dez, deu-se a este lugar o nome de Shizimen (2)
Anteriores referências ao livro:
LEITURA – OU MUN KEI LEOK – MONOGRAFIA DE MACAU
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/08/09/leitura-ou-mun-kei-leok-monografia-de-macau/
POESIA – VERSOS SOBRE O FAROL DA GUIA
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/08/02/poesia-versos-sobre-o-farol-da-guia/

FOTO RETIRADA DE (1)

Foi em 24 de Setembro de 1865 que se acendeu, pela primeira vez, o Farol da Guia, oferecido pelo Governador José Rodrigues Coelho do Amaral pela comunidade estrangeira de Macau chefiada por H. D. Margesson. Foi o primeiro farol, na costa da China.
O farol foi construído pelo macaense Carlos Vicente da Rocha, sob a direcção pessoal do Governador. Hoje e segundo (1) a torre, de alvenaria de pedra, em forma de tronco de cone, tem 13,5 metros da base à cúpula. A base do farol tem um diâmetro de 7 m que se estreita até aos 5 m  no topo. A torre tem três andares e tem uma escada em espiral no interior que permite o acesso à lanterna. No início era alimentado a petróleo, depois, a óleo de coco e desde 1909, energia eléctrica.
O Aviso aos navegantes, datado de 2 de Outubro de 1865, está assinado pelo Capitão do Porto de Macau, João Eduardo Scarnichia e tem o seguinte teor:
«Desde a noute de 24 do mez passado se começou a acender na fortaleza de Nossa Senhora da Guia, da cidade de Macau. O pharol está na latitude de 22 11´ N e na longitude de 113  33´ de Greenwich. A elevação da luz é de 101,5 metros acima do nível do mar, nas mais altas marés de tempo calmo. A torre do pharol mede 13,5 metros da base à cúpula, tem forma octogonal e é pintada de branco. A lanterna é vermelha. A luz é branca e rotatória, fazendo um giro completo em 64´´ de tempo. Pode ser vista a 20 milhas, em tempo claro….»

POSTAL DE 1996 “Vista nocturna da Fortaleza da Guia(2)

ESTE POST É DEDICADO – UMA SINGELA HOMENAGEM – A UM FAROLEIRO QUE DURANTE MUITOS ANOS SE DEDICOU AO FAROL DA GUIA- CABO GUILHERME.

Dados colhidos de
(1)  http://pt.wikipedia.org/wiki/Farol_da_Guia_(Macau),
SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Século XIX, Volume 3. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, Macau, 1995, 467 p (ISBN 972-8091-10-9) e
FERNANDES, Diogo – Farol da Guia: uma luz no Oriente in NAM VAN, n.º 16, 1985, pp. 23-26
(2) Emitido pela Direcção dos Serviços de Turismo, impresso na Tipografia Seng Si 12.96- 10.000 ex.

Duas fotos retiradas de SERÕES (1) , panoramas de Macau, tirados em 189.., a primeira do Alto da Montanha da Penha e a segunda, do Alto do Monte de S. Januário

“À direita do leitor: a «Bahia da Praia Grande»; no primeiro plano o « Matto do Bom Jesus»; à esquerda o «porto interior» com a «Ilha Verde». Ao fundo e à esquerda as alturas de «Chin-san», de «Passaleão» e de «Pac-Seac»; à direitas fortalezas do «Monte», da «Guia» e de «S. Francisco», na ponta da Praia Grande – As duas igrejas ao centro da estampa são as de «S. Lourenço» e de «S. José»”

“À esquerda do leitor a bahia da «Praia Grande», tendo na ponta da respectiva margem o forte do «Bom Parto» e a montanha da «Penha». Ao fundo, as montanhas da ilha da «Lapa»; a fortaleza de «S. Paulo do Monte» e o porto interior com a «Ilha Verde». No primeiro plano o edifício de «Santa Clara», os bairros de «S. Lourenço», do «Campo», etc.”

(1) SERÕES, Março de 1902, Vol. II, N.º 10