Archives for posts with tag: Fat Shan 彿山

Anúncios, em português, dos três barcos que faziam a ligação diária entre Macau e Hong Kong, em 1962. Exceptuando os barcos da «Companhia Nacional de Navegação», todas as ligações de Macau com o exterior eram feitas através de Hong Kong por estes três barcos. O preço era sensivelmente igual nos três barcos. O custo das passagens:
Cabines de 1.ª classe (singular) …  $ 20,00
Cabines de 1.ª classe (duplas) …… $ 15,00 (por pessoa)
Salão de 1.ª classe ………………… $ 8,00
Cabines de 2.ª classe (duplas) ……. $ 10,00 (por pessoa)
Salão de 2.ª classe ………………… $ 6,00

M. V. TAI LOY -大來 

Concluído em 16 de Setembro de 1948. Lançado à água em 20 de Outubro de 1949.
Navegou de 1950 a 1968, ano em que alterou o nome para “Chung Shan” e depois até 1978, com o nome de “Hong Xing 801” na China Continental.
Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/tai-loy/

S. S. TAKSHING – 徳星

Construído na Doca de Taikoo (Hong Kong) em 1924, já efectuava a carreira nos finais de década de 40. Tinha o nome de “S.S.Sai On” (西安) e fazia a carreira Macau-Hong Kong antes da guerra. Foi atacado e rebocado para Hong Kong pelos japoneses em 19 de Agosto de 1943 (episódio relatado anteriormente com o nome de “Sean Maru”). Em 1945, voltou a denominar-se “Sai On” até 1950, quando a Companhia “Tai Hip Shipping C.º“, de Hong Kong, o comprou e lhe pôs o nome de “ S.S. Tak Shing”. Era um vapor de 1949 toneladas com dois (três ?) conveses, 225 pés de comprimento e 42 pés de boca. Em 1968, mudou de nome para “Tung Shan” e até ser desmantelado em Janeiro 1974.
Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/takshing/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/08/19/noticia-de-19-de-agosto-de-1943-episodio-relatado-por-um-militar-no-quartel-da-guia-aquando-do-assalto-ao-vapor-sai-on-ii/
NOTA: O “S.S. Takshing” foi também notícia em 1952, no dia 25 de Setembro, quando foi “capturado” pelos chineses comunistas perto da Ilha de Lafsami tendo os navios “HMS Mounts Bay” e “HMS Consort” da Marinha Inglesa aberto fogo e conseguido rebocar o navio para as águas territoriais inglesas.
Outra referência a este navio está no diário de Ian Fleming (1908-1964 ) autor dos livros de “James Bond”) que anotou o seguinte aquando da sua passagem por Macau em 1959:
“Richard Hughes and I took the S.S. Takshing, one of the three famous ferries that do the Macao run every day, These ferries are not the broken down, smokebillowing rattletraps engineered by whisky-sodden Scotsmen we see on the films, but commodious three-decker steamers run with workmanlike precision. The three hour trip through the islands anda cross Deep Bay, brown with the waters of Pearl River that more or less marks the boundary between the leased territories and Communist China, was beautiful and uneventful…. “

S. S. FAT SHAN – 佛山

Perdido (virou e afundou) no dia 17 de Agosto de 1971, aquando da passagem do Tufão Rose por Hong Kong (perdeu 88 dos 92 passageiros e tripulantes).
Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/fat-shan-%E5%BD%BF%E5%B1%B1/

Já em 17 de Agosto de 2016, escrevi sobre o tufão «Rose» (1) que passou por Macau nesse mesmo dia de 1971, e embora não causasse muitos estragos em Macau (alguns estragos e inundações, tendo-se registado a rajada máxima de 130 Km/h“), ficou marcado pelo afundamento após se ter virado, em Hong Kong, na Ilha de Lantau, no dia 17 de Agosto, do barco «Fat Shan – 彿山» (2) que fazia a carreira Macau-Hong Kong. Das 92 pessoas a bordo somente sobreviveram quatro. (3)
O jornal australiano de 18 de Agosto, 1971 noticiava o seguinte:

Typhoon toll may top 100“.

«The Canberra Times». Australian Associated Press. August 18, 1971. p. 5.
http://trove.nla.gov.au/newspaper/article/110674269
O mesmo jornal do dia 21 de Agosto intitulava a sua coluna do correspondente de Hong Kong:

Typhoon takes nine more lives“.

«The Canberra Times». Australian Associated Press. August 21, 1971. p. 4.
http://trove.nla.gov.au/newspaper/article/110674834

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/08/17/noticia-de-17-de-agosto-de-1971-tufao-rose-e-navio-fat-shan-%E5%BD%BF%E5%B1%B1/ 
Typhoon Rose, known in the Philippines as Typhoon Uring, was the most violent and intense tropical cyclone to strike Hong Kong since Typhoon Wanda in 1962.
Formed:  August 9, 1971; Dissipated August 17, 1971; Fatalities: 134 total
Areas affected            : Philippines, Hong Kong, eastern China
https://en.wikipedia.org/wiki/Typhoon_Rose_(1971) 
“HONG KONG DISASTER: Every shipping man must be horrified to see such a picture -aftermath of Typhoon Rose which hit Hong Kong with ferocious violence in the early hours of 17th August. 62 lives lost: over 50 people missing: 313 injured: 1483 homeless: a multimillion fire in a main electrical installation causing a blackout throughout the whole of Kowloon and the New Territories: 37 ships aground: 52 boats sunk: the Macao ferry Fatshan capsized with loss of almost all hands: blocked roads, floods, fire and landslides: these are the facts which pinpoint the comparatively small-sized typhoon as the worst since 1957.”
http://www.varenisfijner.nl/PDF/RIL-Post/RIL%20Post%2018-09.pdf
(2) Documentado em video “彿山輪沉沒 Fat Shan Ferry sinking, 1971” em
The “Fat Shan”, a Hong Kong – Macau Ferry was sunk. Most of the deaths occurred on board the capsized “Fat Shan”. Of the 92 people on board, there were only four survivors.
https://www.youtube.com/watch?v=WKy3Rk7_e3A
(3) Ver um video do navio na década de 50 «五十年代香港、澳門、彿山輪 Hong Kong, Macau, Fat Shan Ferry 50’s»
https://www.youtube.com/watch?v=_MDh3czgZGs
Existe um memorial lembrando os mortos, na colina acima da praia onde se deu este trágico acidente.
https://gwulo.com/atom/14070 

«S. S. FAT SHAN» num anúncio em 1962

Notícia publicada no «Boletim Geral do Ultramar» de 1964 (1)

Uma foto tirada do Quartel da Guia em 09-12-1964, a ponte cais do Porto Exterior e o P/V Macau» (2)

Quando a “Sociedade de Turismo e Diversões de Macau – S.T.D.M.” ganhou a concessão exclusiva de exploração de jogo em Macau nos anos 60 do século XX, assumiu também a gestão da Ponte-cais n°16 para dinamizar o transporte marítimo no Porto Interior principalmente as ligações com Hong Kong. Mas o rápido desenvolvimento do território com a introdução dos “hidroplanadores”e a modernização dos navios até então existentes ( a STDM possuía o “Fat Shan”) exigiu que as ligações marítimas com Hong Kong passassem a ser no Porto Exterior onde se construiu uma Ponte-Cais, precisamente onde havia a rampa de subida dos primeiros hidro-aviões de Macau e sensivelmente na mesma direcção do Hangar Militar.

Anúncio de 1966

O navio P/V «Macau» foi construído em 1931 (inicialmente movido “a carvão”) com o nome de «Princess Margaret» para operar nos portos do Reino Unido. Tinha um peso de 2523 toneladas, 99m de comprimento, velocidade de 20,5 nós e podia transportar cerca de 1250 passageiros. Em 1952 passou a usar “óleo” e foi vendido em 1962 à «Shun Tak Shipping Co. Ltd.», pertencente a Stanley Ho, passando a chamar-se «P/V Macau».
Terá terminado em meados a final dos anos 80s (ainda viajei numa viagem nocturna com partida às 23h00 e chegada a Hong Kong às 6H00, numa “camarata” com camas de beliche, em 1984)
Sobre o transporte marítimo dos anos 60s para Hong Kong, recomendo a leitura dos artigos escritos pelo meu colega do liceu, Jorge Bastos: “Os antigos «ferries» Macau-Hong Kong, dos anos 60s”, disponível em:
https://cronicasmacaenses.com/2013/04/03/os-antigos-ferries-macau-hong-kong-dos-anos-60s-por-jorge-basto/
(1) «BGU»  – XL 473/474, 1964.
(2) Repetição duma fotografia do meu álbum, já publicada em anterior postagem:
https//nenotavaiconta.wordpress.com/2014/12/09/noticia-de-9-de-dezembro-de-1964-fotos-do-porto-exterior/

A chegada a Macau dos carros que iam participar nas corridas, durante a semana anterior ao de um «Grande Prémio de Macau» (nas décadas de 50, 60, 70)  atraia sempre às ponte-cais dos barcos da carreira Macau-Hong Kong, de grande número de curiosos, além dos membros da Comissão Organizadora do Grande Prémio e de representantes da imprensa, para ver os carros a serem “descarregados” (içados dos barcos ou batelões para a ponte cais). Os carros iam depois para as Oficinas Navais para aí serem inspecionados e estacionados até às corridas.

Na foto, vê-se C. F. Pope, de Singapura, a tirar o seu carro n.º 22 «Jaguar XK 140» do barco Fat Shan.

O III Grande Prémio de Macau realizou-se nos dias 3 e 4 de Novembro de 1956 e estavam inscritos um total de 46 carros distribuídos por  5 provas (prova de principiantes; prova de senhoras; prova de 100 milhas «handicaps»; corrida por equipa e III Grande Prémio de Macau).

Lista dos carros e concorrentes

Os prémios foram entregues aos vencedores respectivos, em sessão solene realizado no Clube de Macau (Teatro D. Pedro V) , no dia 4, às 20 horas sob a presidência do Encarregado do Governo, Brigadeiro João Carlos Quinhones de Portugal da Silveira. Após a distribuição dos prémios realizou-se um Jantar de Gala, também no Clube de Macau coma assistência de 200 pessoas.

Extraído de «Macau Boletim Informativo», IV-78, 1956.

Nas décadas de 60 a 80 do século XX, o território de Macau foi afectado por vários tufões de intensidade muito apreciável , ainda que com características variáveis.
Foram eles os tufões «Glória» (Setembro de 1957), «Mary»  (Junho de 1960), ««Viola (Maio de 1964), «Ruby» (Setembro de 1964), «Rose» (Agosto de 1971), «Hope» (Agosto  de 1979),  e «Ellen» (Setembro de 1983). (1)
Dos descritos só não “assisti” aos últimos três. (2) Mas recordo da notícia da passagem do «Rose» por Macau, a 17 de Agosto de 1971.
Embora não causasse muitos estragos em Macau, (3) ficou marcada pelo afundamento do navio da carreira Macau – Hong Kong, Fat Shan / 彿山,  que se virou e se afundou em Hong Kong (4).  Das 92 pessoas a bordo somente sobreviveram quatro. (5)
(1)SIMÕES, Joaquim Baião – Macau e o Tufões. Direcção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos de Macau, 1985, 83 p.
(2) Dos tufões que me lembro e que tenha “assistido” sem dúvida destaco o tufão «Ruby»  em Setembro de 1964. Hasteamento no sinal 10 durante 1 h e 45 m, com rajadas de maior intensidade de 211 Km/h e precipitação durante 24 horas cerca de 225 milímetros com a morte de 1 pessoa, prejuízos enormes e deflagração de um violento incêndio. (1)
(3) ” 17 de Agosto de 1971 – Formou-se na zona das Carolinas, passou a norte de Luzon e a cerca de 30 milhas para leste de Macau. Provocou alguns estragos e inundações, tendo-se registado a rajada máxima de 130 Km/h“. (1)
(4) Pelo contrário,  o Tufão «Rose» até à década de 70 (século XX), foi  o mais violento e intenso ciclone tropical a atingir Hong Kong em 1971  após o tufão «Wanda» de 1962.
Offshore Hong Kong, storm surge and heavy waves sank or severely damaged at least 300 boats, causing 110 deaths and 283 injuries…(…) A total of 5,644 people – approximately 1,032 families – were left homeless, while 653 huts were destroyed. Approximately 30,000 telephones became out of service. Twenty other fatalities occurred in Hong Kong.
CAMPBELL, S. – Typhoons affecting Hong Kong: Case Studies“. Hong Kong University of Science and Technology, April 2005.
http://www.wind.arch.t-kougei.ac.jp/info_center/APECwind/hongkong2.pdf
(5) Documentado em “彿山輪沉沒 Fat Shan Ferry sinking, 1971” em
https://www.youtube.com/watch?v=WKy3Rk7_e3A

Navio Fat ShanUm dos navios da carreira Macau-Hong Kong no Porto Interior.
Creio tratar-se do navio 彿山 / Fat Shan numa foto de 1971, talvez uma das últimas fotografias deste navio antes de se afundar.

彿山 / FAT SHAN: mandarim pīnyīn: fú shān; cantonense jyutping: fat1 saan1 ; tradução literal: semelhante a montanha.

Estátua Jorge ÁlvaresMonumento a Jorge Álvares

 “Ergue-se em frente do palácio das Repartições, na Praia Grande a figura simpática e imponente de Jorge Álvares, o primeiro português que veio à China em 1513 e que faleceu em Taimão, perto de Cantão, em 1521.
Por iniciativa do ministro do Ultramar, almirante Manuel Maria Sarmento Rodrigues, foi-lhe levantado em Macau um monumento.” (1)
Foi mutilado nos acontecimentos de 1-2-3, a 3-12-1966, tendo sido posteriormente reparado.
Referências anteriores a Jorge Álvares e a esta estátua, ver em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jorge-alvares/

Colégio D. BoscoColégio de D. Bosco, onde os salesianos constroem a sua obra de aprendizado e de Fé.

 “Em 1951, o Colégio de D. Bosco passou para o edifício próprio, sito na Estrada Ferreira do Amaral, tendo o respectivo terreno sido concedido gratuitamente pelo Governo `Associação dos Padres Salesianos portugueses, em 29 de Janeiro de 1940, para a erecção dum colégio e Oratório Festivo, para rapazes europeus e macaenses. A primeira pedra da erecção do actual edifício deste Colégio foi benzina e lançada pelo bispo D. José da Costa Nunes, em 1941, antes de deixar esta diocese, por ter sido eleito Patriarca das Índias Orientais. Com o rompimento das hostilidades no Pacífico, em Dezembro desse ano, os trabalhos não puderam continuar, tendo o ferro e o cimento para a obra sido vendidos para compra de arroz.
A 6 de Fevereiro de 1949, o então bispo desta diocese, D. João de Deus Ramalho, benzeu a nova pedra angular do edifício.“(2)

Av. Marginal Porto InteriorAvenida marginal, em Macau

 Esta foto abrange parte da Avenida Marginal do Porto Interior (que ia desde as Oficinas Navais até ao Canídromo) da Barra até à Ponte cais n.º 16. Era o local (em 1958) onde atracava os vapores de menor calado da carreira Macau-Hong Kong (“Fat-Shan”, “Tai-Lóy”, “Tak-Shing”, «Lee Hon» e «Golden City»), os barcos (pequenos) de carga e descarga e os juncos e sampanas.
Foi o Governador Januário de Almeida, Visconde de S. Januário quem ordenou a execução da primeira fase do alargamento do aterro marginal do Porto Interior (a aterragem da Barra até ao Patane tinham sido iniciadas em 1868) e simultaneamente regularização do regime da corrente do rio. (3). As obras de aterragem ficaram concluídas em 1881.
Fotogravuras do livro de:
GONÇALVES, Manuel Henriques – Roteiro do Ultramar. Lisboa, 1958, 131 p.
(1) TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Volume II. Instituto Cultural de Macau, 1997, 560 p.
(2) Macau Boletim Informativo, 1956.
(3) GOMES, Luís Gonzaga – Efemérides da História de Macau. Jornal de Notícias, 1954, 267 p.

Continuação da leitura do guia turístico do Departamento de Informação e Turismo, editado em inglês. (1)

The Garden City of the Orient - EMBLEMAHOW TO GET HERE

“Macau has no direct international transportation services. Heavy silting in the harbour prevents large ships from using it as a port of call and Macau´s position on the peninsula of the Communist China mainland prevents land approach. You an reach Macau from Hong Kong by hydrofoil or ferry.
By Hydrofoil: This revolutionary type of “commuter” service was inaugurated in 1964. Two companies provide a daily operation, with a total of nine hydrofoils linking Macau and Hong Kong. One company makes 17 round trips daily, by the Flying Albatross and Flying Skimmer, Flying Kingfisher, Flying Phoenix, Flying Swift and Flying Heron. The other company makes eight round trips daily, by the Guia and the Penha, the Coloane operating as a stand-by vessel, and at weekends. Jointly, the two independent companies provide a service at approximately half-hourly intervals throughout the day. The summer schedule provides a service from 7.45 a.m. to 6.30 p. m., in each direction. The fare is M $10, 00 (US$1.72) on weekdays, M $20, 00 (US$3.45) during weekends and holidays.
The Garden City of the Orient - DESENHO 2

By ferry: The ferries, Macau, Fat Shan, Tai Loy, and Takshing provide the traditional link between and Hong Kong, with daily runs of 3hrs, or 3hrs. and 30 min., each way, dependent upon the vessel. Food, drink, and air-conditioned cabins are available. A passenger departing in the late evening from Hong Kong can sleep aboard until reaching Macau. Fares, one way, per person, are: first class (no stateroom) M $10 (US$1.72); single stateroom M $25 (US$4.31); double stateroom M $40 (US $6.90).
Please note that “M” means Macau currency

(1)   Macau – The Garden City of the Orient -. Information and Tourism Department, s/ data, 30 p., 19 cm x 12,7 cm
Ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/10/23/guia-turistico-macau-the-garden-city-of-the-orient-i/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/10/24/guia-turistico-macau-the-garden-city-of-the-orient-ii-mapa-turistico/
http://nenotavaiconta.wordpress.cm/2013/10/27/guia-turistico-macau-the-garden-city-of-the-orient-iii-how-long-to-stay/

“Win MIn Than, a encantadora «estrela» birmanesa de cinema, que fez a sua estreia em «A Planície Vermelha” contracenando com Gregory Peck, esteve em Macau no dia 22 de Junho, acompanhada do seu marido Sr. Bo Seikyu, também conhecido por U Ayang Than, membro de Parlamento Birmanês e magnate de minas de estanho em Rangoon.
A admirável «estrela» do Oriente, como é conhecida nos Estados Unidos, de 23 anos de idade, chegou a esta cidade a bordo do navio «Fatshan», tendo permanecido em Macau cerca de 10 horas.
Logo após a sua chegada, Win Min Than deu um grande passeio e automóvel visitando os principais  lugares históricos e pitorescos da cidade tendo pouco depois percorrido s ruas de Macau a pé para melhor poder apreciar os contrastes das civilizações ocidental e oriental.
À noite, numa entrevista concedida à Imprensa, no conhecido Restaurante Cidade de Ouro, (“Golden City”) do Hotel Central, Win Min Than declarou que ficara bastante encantada com a nossa mas linda e tranquila cidade.
Win Min Than, com uma admirável mais sincero sorriso, continuou a sua entrevista afirmando que Macau era das cidades mais asseadas que ela visitara durante a sua recente viagem de recreio á volta do mundo, acompanhada do seu marido……(1)
The Purple Plain (baseado no livro do mesmo nome de H. E. Bates) “filme de guerra” de 1954 dirigido por Robert Parrish com Gregory peck (no papel de um piloto canadiano servindo a “Royal Air Force” num acampamento na Birmânia) e Win Min Than que interpreta Anna , uma jovem que ajuda os combatentes como missionária-enfermeira, embora seja formada em Ciências Sociais (2) 

Win Min Than cujo nome original é Helga Johnston, filha de pai australiano e mãe birmanesa,  foi casada com o político e negociante Bo Setkya (1916-1969). Teve o seu unico papel neste filme (2 ) (3)

Nota: O filme foi filmado em Sigiriya (Sri Lanka) e utilizou locais que posteriormente foram inseridos no filme “A Ponte sobre o Rio Kwai” (Bridge on the River Kwai)” (2)

(1) MACAU – Boletim Informativo da Repartição Central dos Serviços Económicos , n.º 46, 30 de Junho de 1955
(2) http://en.wikipedia.org/wiki/The_Purple_Plain
(3) Em 1964 tornou-se monge budista in Rangoon, deixou o templo após um ano tornando-se negociante. Com o golpe militar em 1962, o marido fugiu para Bangkok onde faleceu em 1969
Pode-se ver enxertos do filme em
http://www.youtube.com/watch?v=vAISJ90WbAM   
http://www.youtube.com/watch?v=KBO_jXjFn30  
http://www.youtube.com/watch?v=E6CQS9tDIoA  
http://www.youtube.com/watch?v=xTmOlULES6E
http://www.youtube.com/watch?v=_Q9JD7xWKcI
http://www.youtube.com/watch?v=uLUR4sSbFas
http://www.youtube.com/watch?v=KZt7j0BiiJ