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Iniciam-se, hoje (apenas três dias, 19 a 21 de Novembro) as corridas constantes do 68.º Grande Prémio de Macau que neste ano, mantendo a situação sanitária imposta pela autoridade sanitária de Macau, foram reduzidas (com um programa de somente 6 provas), (1) e como no ano passado sem a presença de muitos dos mais conceituados pilotos e marcas das diferentes modalidades, mas com a presença de público nas bancadas. (2) A edição deste ano só vai contar com pilotos provenientes da China, mais de 100 pilotos provenientes da China continental, Hong Kong e Macau (3)

Na continuação da publicação das fotos das corridas tiradas na Estrada de Cacilhas, (4) hoje, apresento mais quatro fotografias (infelizmente não datadas, não legendadas e com poucas condições de conservação) de uma das corridas dos “charutos” (de finais da década de 60 ou princípios dos anos 70). De interessante serem fotos pessoais de um dos percursos do circuito pouco fotografados durante as provas – as curvas da Estrada de Cacilhas – á frente dos actuais prédios n.º 7 e n.º 9. (esta última, no lugar onde era a casa dos meus pais). (4) Em todas as fotos, vê-se a guarita (casinhola portátil, de madeira) que servia de abrigo ao polícia de vigilância à casa da S.T.D.M. –  principalmente quando Stanley Ho estava em Macau.

(1) A Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau (COGPM) apresentou o programa que conta com seis provas, com o apoio e o patrocínio do título das seis grandes empresas integradas de turismo e lazer: o Grande Prémio de Macau de Fórmula 4 – SJM; a Taça GT Macau – Sands China; a Corrida da Guia Macau – Galaxy Entertainment; a Taça de Carros de Turismo de Macau – Melco; a Taça GT Grande Baía – MGM, e a Taça Porsche Carrera – Wynn. (3)

(2) A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) já tinha anunciado, que as provas para o Campeonato do Mundo de Fórmula 3 e da Taça GT iriam ficar de fora do Grande Prémio de Macau deste ano.

(3) “À margem da conferência de imprensa de apresentação da prova, que costuma ser internacional, o presidente do Instituto do Desporto (ID), Pun Weng Kun, avançou que serão mais de 100 pilotos provenientes da China continental, Hong Kong e Macau que participarão nas seis corridas entre os dias 19 e 21 de Novembro” .(Informação retirada do “Ponto Final” de 26 de Outubro de 2021)https://pontofinal-macau.com/2021/10/26/grande-premio-de-macau-so-tera-pilotos-da-china/

(4) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/11/20/noticias-de-20-a-22-de-novembro-de-2020-fotografias-das-corridas-de-moto-na-decada-de-70/

Anteriores referências do Grande Prémio de Macau em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/category/grande-premio-de-macau/

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Esta fortaleza foi construída nos princípios de 1851.(1) O encarregado da sua construção foi o major de engenheiros António de Azevedo e Cunha. Tem uma só peça de artilheria de rodisio de calibre 18. Um cabo e três soldados do batalhão de Macau constituem a sua guarnição, sendo o cabo o comandante da fortaleza” (2)

Este forte está localizado no cume da colina de D. Maria II, com uma altitude de 47 metros, a dominar (no passado) a baía/praia de Cacilhas e o Istmo da Península de Macau

Forte de D. Maria II (aguarela sobre papel; Marciano Baptista c. 1875-80; Martyn Gregory Gallery

No quadro – O forte localizado no cume da colina de D. Maria II, com uma altitude de 47 metros, a dominar (no passado) a baía/praia de Cacilhas e o Istmo da Península de Macau. No canto inferior esquerdo, a primitiva estrada de Solidão (posterior Estrada de Cacilhas)

(1) Concluído o fortim novo, a 10 de Fevereiro de 1852, sobranceiro à Praia de Cacilhas, tomou este o nome de D. Maria II, segundo a «Ordem à Força Armada n.º 9» que, por este motivo, ordenou o desmantelamento do Forte de Mong Há, por se encontrar em ruínas e desnecessário, em virtude da construção do novo fortim. O forte de Mong Há foi reconstruído e reactivado mais tarde. (3)

Extraído do «BGPMTS», VII- 8 de 21 de Fevereiro de 1852

(2) «Almanach Luso Chinez de Macau para o anno de 1866», p. 43

(*) Capitão José Joaquim da Silveira Xavier pertence ao exército de Portugal, onde deve regressar, finda que seja a sua comissão de seis meses. (2)

(+) Este oficial, (major Vicente Nicolau de Mesquita), em 25 de Agosto de 1849, atacou com trinta e seis soldados o forte de Passaleão além das portas do Cerco, que estava guarnecido com alguns milhares de chinas; e, tendo a felicidade de o tomar, foi por tão distinto feito premiado por sua magestade com o posto imediato ao de 2.º tenente que então tinha, e mereceu que os seus patrícios em Hong Kong lhe oferecessem uma espada com uma legenda alusiva ao feito. Esta espada foi feita na cidade do Porto, e entregue ao sr. Mesquita em o 1.º de Setembro de 1850. (2)

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, p. 133.

Anteriores referências a este forte em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/fortaleza-de-d-maria-ii/

Iniciam-se, hoje, as corridas constantes do 67.º Grande Prémio de Macau que neste ano, devido á situação sanitária de Macau, (1) ficaram muito reduzidas (com um programa de somente 5 corridas somente em três dias, 20 a 22) (2) e sem a presença de muitos dos mais conceituados condutores e marcas das diferentes modalidades.

Uma das corridas canceladas é a prova de motos por isso recordando antigas corridas, desta modalidade, apresento cinco fotografias (infelizmente não datadas e com poucas condições de conservação) de uma das corridas de moto (de finais da década de 60 ou princípios dos anos 70). De interessante serem fotos pessoais de um dos percursos do circuito pouco fotografados durante as provas – a Estrada de Cacilhas – á frente dos actuais prédios n.º 7 e n.º 9. (esta última, no lugar onde era a casa dos meus pais).

Ao fundo, o Miradouro de Nossa Senhora de Mar, à direita as três “vivendas” da STDM (nomeadamente para a permanência do Stanley Ho quando vinha a Macau, nos primeiros tempos da STDM, constituída em 1962), (3) (à esquerda a “guarita” de madeira construía pela STDM, para a vigilância (a PSP fazia guarda nas 24 horas, quase sempre por polícias trabalhando em horas extraordinários)

À esquerda, uma saliência à estrada (ainda hoje existente) obra da STDM que alisou e cimentou parte do monte que exista atrás do muro para fazer parque de estacionamento para frota dos carros dos seus gerentes e convidados para as festas. Nos dias de grande prémio, com o circuito “fechado”, servia para colocação dos carros rebocados “avariados” ou  “acidentados” – na foto uma mota e um carro.

No inferior direito, o muro da casa n.º 9

(1) De forma a assegurar que o evento decorra com as condições de segurança, a comissão organizadora implementou um número de medidas de prevenção epidémica. Como por exemplo a obrigatoriedade de quarentena de 14 dias à entrada em Macau, e redução dos lugares para o público de 14.000 para 10.000.

 (2) O 67º Grande Prémio de Macau será realizado de 20 a 22 de Novembro. O programa inclui cinco corridas: Grande Prémio de Macau de Fórmula 4, (a substituir a de Fórmula 3), Taça GT Macau, Corrida da Guia Macau, Taça de Carros de Turismo de Macau e Taça GT – Corrida da Grande Baía. https://www.macau.grandprix.gov.mo/pt/news/event/1553

(3) Após a compra à família da vivenda do alferes Luís (n.º 7 da Estrada de Cacilhas), a STDM, acrescentou num dos terrenos do lado, um prédio com garagem que serviu para, nesses primeiros anos, estacionamento dos automóveis de corrida utilizados por Teddy Ip (1913-2003) – um dos sócios da STDM – grande impulsionador do Grande Prémio de Macau e piloto participante, na década de 50 (século XX). https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/teddy-ip/

Livro escrito por Aires Carlos de Sá Nogueira, (1) de 1933, reeditado pelos Serviços Florestais e Agrícolas de Macau em 1984. (2)
Tem nesta edição uma “Apresentação” de António Júlio E. Estácio (p. 3):
Tem sido a flora do Território referida em alguns trabalhos, de que é justo destacar o presente, cujo original veio ao público, em Macau há cinquenta e um anos.
Hoje, dada a sua raridade e considerando-se a informação nele contido, entendeu-se como de interesse proceder-se à reedição da presente obra no intuito de que o seu reaparecimento continua valioso apoio a quantos se dedicam a estudos botânicos…
O autor Aires de Sá Nogueira esteve em trabalho, em Macau, nos meses de Setembro de 1932 a Março de 1933, e durante cerca de seis meses “manuseei alguns milhares de exemplares botânicos, para apenas catalogar 380 espécies…” (Advertência, p. 5)
A arrumação sistemática seguida no Catálogo é a mesma seguida na “Flora of Kwangtung and Hong Kong” de S. T. Dunn (3) e W. J. Tutcher,(4) edição de 1912 e por enumerar cerca de 255 espécies com a indicação de existir em Macau.

Recibo original dos “Serviços Florestais e Agrícolas de Macau, n.º 106 de 17 de Outubro de 1984, data da adquisição deste livro por vinte patacas.
Pág 82, referente ao Crisântemo bravo, branco – Pac Cok Fá (白菊花)

Interessante anotação: em 1933 ainda se encontrava 白菊花 – Pak Cok Fá nos muros da Estrada de Cacilhas.
白菊花mandarim pīnyīn: bái jú huā; cantonense jyutping: baak6 guk1 faa1
(2) NOGUEIRA, A. C. de Sá – Catálogo descritivo de 380 espécies botânicas da Colónia de Macau. 2.ª edição. Serviços Florestais e Agrícolas de Macau, 1984, 181 p.; 21 cm-x 14,8 cm.
(3) Stephen Troyte Dunn (1868,-1938), famoso botânico britânico que descreveu e sistematizou numerosas plantas em todo o mundo principalmente na taxonomia da flora da China. Foi o primeiro a descrever cientificamente a “Bauhinia blakeana”, a flor que hoje é o símbolo de Hong Kong.
(4) William James Tutcher (1867-1920) – Botanista que trabalhou desde 1891 no Departamento Botânico de Hong Kong. Regressou a Inglaterra em 1904.

Em 1949, no sopé da Guia, junto á Estrada dos Parses, na chamada «curva da Maternidade» para a Estrada de Cacilhas, Huang You Hao fez construir um Pavilhão,  (1) em memória de seu pai. Algumas palavras ali inscritas convidam à meditação:

«Os sons dos pinheiros são suaves. Levantam-se os olhos para ver as árvores e fica-se em êxtase perante o palácio do mar»

Hoje no pavilhão já não se ouvem sons dos pinheiros (somente poluição sonora dos veículos) … já não se vêm muitas árvores (na colina da Guia, outrora frondosa, hoje, cada vez menos árvores) … e do pavilhão, já não se vê o mar (somente betão armado)

Foto da residência de Silva Mendes (hoje: Instituto Internacional para Tecnologia de Programação da Universidade das Nações Unidas) tirada do Pavilhão.

NOTA: todas as fotos foram tiradas em Maio de 2017 e publicadas com autorização do autor.
(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol. 4, 1997.

A Comissão para a Classificação das ruas da cidade  que foi nomeada por portaria de 12 de Março de 1869 (1) apresentou o seu Relatório (2) a 16 de Junho de 1869 ao governador Sérgio de Sousa. (3)
A comissão teve o bem senso de restituir a várias ruas os nomes que haviam sido alterados em épocas anteriores.
«Pelo que respeita às estradas, a comissão denominou:
Estrada de Cacilhas a que partindo do cemitério dos Parsis torneia a fortaleza da Guia pelo lado do mar, indo terminar um pouco adiante da fábrica de telha;
Estrada de D. Maria II a que partindo da praia de Cacilhas rodeia a fortaleza de D. Maria II;
Estrada do Isthmo de Mong-ha a que, partindo do isthmo, vae terminar na povoação de Mong-ha;
Estrada do Cemitério a que começa no fim da rua Thomaz Vieira, e vai passar junto da porta do cemitério catholico;
Estrada Ferreira do Amaral a que foi aberta pelo ilustre predecessor de V. Exa. até ao istmo, denominando também o isthmo com o nome de Isthmo Ferreira do Amaral, como acatamento à veneranda memória deste infeliz governador, que, como V. Exa. sabe, foi assassinado naquele lugar»
TEIXEIRA, P. Manuel –  Toponímia de Macau. Volume I, 1997,  p.15
(1) Comissão composta por Félix Hilário de Azevedo, Lourenço Marques, João Correa Paes de Assunção e Manuel de Castro Sampaio, secretário.
(2) o Relatório foi publicado no Boletim da Província de Macau e Timor, ano de 1869, n.º 30 e 31 , de 26 de Julho e de 2 de Agosto.
António Sérgio de Sousa (1809-1878) Macau 1868-1872(3) O Vice-Almirante António Sérgio de Sousa (1809-1878) tomou posse a 3 de Agosto de 1868, sucedendo a Adrião Acácio da Silveira Pinto.  Sucedeu-lhe como governador de Macau, Januário Correia de Almeida , posse a 23 de Março de 1872.
O vice-Almirante Sérgio de Sousa, primeiro e único visconde de Sérgio de Sousa, faleceu no cargo de governador geral da Índia (nomeado em 1877) a 3 de Maio de 1878. Como Capitão de Fragata, foi o 1.º Governador e fundador de Mossâmedes (hoje Namibe) (1849-1851) e depois Governador (interino) de Angola de 1851 a 1853.
O seu filho com o mesmo nome ,António Sérgio de Sousa (1842-1906), foi também oficial da Armada (vice-almirante), ajudante do governador de Angola (1868) e do seu pai, em Macau (1869), governador do distrito de Diu (1878), secretário-geral do governador (seu pai) do Estado da Índia, governador do distrito de Damão (até 1883), e do Congo (1890), tendo regressado à metrópole em 1894.
O seu neto com o nome de António Sérgio de Sousa Júnior (Damão 1883; Lisboa 1969) mais conhecido como  António Sérgio, filósofo, historiador, ensaísta,  pedagogo e político, foi um dos pensadores mais marcantes de Portugal contemporâneo. Também António Sérgio (após a instrução secundária no Colégio Militar e depois, estudante na Escola Politécnica como preparação para a Escola Naval, que lhe ministrou uma boa formação matemática) chegou a estagiar em Macau e Cabo Verde.
Ver anteriores referências a este Governador em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-sergio-de-sousa/

No dia 4 de Março de 1899, o Major Engenheiro Augusto César de Abreu Nunes, Director das Obras Públicas de Macau, avisou os parentes das pessoas enterradas no «cemitério de empestados»(1) na Estrada da Solidão (2) que segundo ordem do governo vai proceder naquele local as obras de saneamento e aterro.(3)

Praia de Cacilhas Bol AGCII -16 pp. 27-41 BOXER

Praia de Cacilhas ( primeiro plano); Colina de D. Maria II (ao fundo)
Foto retirado de ” B. G. A. 1926″

(1) “Cemitério de empestados” porque “aportou à Baía de Cacilhas em 16-8-1888, o transporte de guerra Índia tendo-se declarado a bordo «cólera morbus», contraída  em Hong Kong. Montaram-se lazaretos improvisados junto à Fonte de Solidão, na Ilha Verde, na Taipa, e naturalmente em Cacilhas. Os lazaretos em Cacilhas, junto à Fonte de Solidão eram para os doentes mais graves, tendo ali morrido 32 empestados, curando-se 74.” (4) Para evitar a propagação da peste foram enterrados os mortos, em Cacilhas. Aliás já essa zona era utilizada por chineses (muito antes da proibição, por lei, dos enterramentos fora dos cemitérios) para enterrarem os mortos dado ao bom “Feng Shui” (“Fông Sôi”, em cantonense) – geomancia chinesa.(5)
(2) A Estrada de Solidão (por passar pela fonte com este nome) era o nome antigo da via pública que estava à beira mar e que hoje se chama Estrada de Cacilhas ( começa ao cimo da Calçada do Paiol, junto ao Cemitério dos Parses,  e termina entre a Avenida de Sidónio Pais e a Estrada de Ferreira do Amaral. É por isso que o nome em chinês desta Estrada é 海邊馬路 (6), estrada à beira mar. Mas mesmo os residentes (principalmente os motoristas de táxi) chineses em Macau desconheciam (nas décadas de 50 e 60 – século XX) a localização desta Estrada. Mas conheciam-na (talvez por tradição oral muita antiga) como 劏狗環 (7) orla (beira, borda) onde se matava os cães.
Anteriores referências desta Estrada e a Fonte de Solidão em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/estrada-de-cacilhas-solidao/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/fonte-da-solidao/
(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 3, 1995.
(4) Ver este episódio relatado em:
https://nenotavaiconta. wordpress.com/tag/colera)
(5) Geomancia chinesa: 風水mandarim pinyin: fēng shuǐ; cantonense jyutping:  fung1 seoi2
(6) 海邊馬路mandarim pinyin: hǎi  biān  mǎ  lù; cantonense jyutping: hoi2 bin1 maa5 lou6 –  estrada (cavalo) beira mar
(7) 劏狗環mandarim pinyin: tāng gǒu huàn; cantonense jyutping: tong1 gau2 waan4 – orla (beira, borda) matança cães

Numa postagem anterior “ANÚNCIO -SOCIEDADE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUAS DE MACAU LIMITADA (S.A.A.M.)”, (1)  referi que o primeiro reservatório público de Macau foi construído em 1924 no vale da Colina da Guia, (2) mas que devido ao seu tamanho, poucas centenas de metros quadrados de área, muito limitado para o abastecimento de água público, foi abandonado  o seu uso (e também porque a Sociedade foi à falência).
Encontrei esta fotografia de 1927 em que se vê esse reservatório : “Reservatório de água do lado Sul da Colina da Guia”
ANUÁRIO de 1927 - Reservatório de CacilhasNesse mesmo lugar, em 1949, iniciou-se  as obras para a adaptação do reservatório em paiol (Paiol da Solidão) (3)  (estava no “vale”  por cima da Fonte da Solidão, hoje “escondida” porque está parcialmente enterrada com o alargamento da Estrada de Cacilhas e atrás das barreiras de protecção do Grande Prémio) (4)
O reservatório era fechado (na foto vê-se o terraço) e com as obras de adaptação foi cimentada constituindo o terraço do paiol, cuja entrada dava directamente para uma pequena rampa na direcção da Estrada de Cacilhas.
À esquerda da foto, a entrada  para um espaço escavada na colina onde escorria água que depois era canalizada para o reservatório. Este espaço foi readaptado para servir de armazém do paiol. Nesta foto, esta entrada não tinha ligação directa para o terraço (a passagem era feita apenas por uma tábua, do muro para a entrada). Na transformação em paiol foi necessária a destruição de parte desse muro do reservatório para dar  uma ligação mais larga, cimentada e directa à entrada. O transporte do material era difícil para este espaço pois não havia nenhuma passagem do andar superior para o inferior, apenas uma escada de madeira vertical ligava o terraço e a guarita (à direita na foto – futuro local de trabalho do paioleiro) (5) pelo que se construiu uma passagem em terra, da porta da guarita (visível, à direita na foto) para umas escadas de pedra que ainda hoje é possível observar no local (muitos degraus já desfeitos) Pela dificuldade de transporte, armazenava-se aí nesse espaço interior, o material menos usado ou que aguardava  abatimento.

MEU ÁLBUM Paiol de Solidão IAspecto actual do Paiol de Solidão. (FOTO Abril 2015)

Na foto acima, a rampa que dá acesso ao paiol com o muro do antigo reservatório recuperado. A rampa (como ela está, mais larga e alcatroada) foi feita já na década de 60 (século XX) para melhor acesso dos transportes da carga e descarga de armas, munições e explosivos (por força de lei, as empresas que lidavam com  explosivos empregues em trabalhos particulares eram obrigadas a terem esse material depositados no Paiol). À direita, à beira da estrada,  por detrás das barreiras, a Fonte da Solidão.
MEU ÁLBUM Paiol de Solidão II ABRIL 2015À direita a escada de acesso, de pedra (infelizmente mal conservada, semi-desfeita) para o “andar” superior. O portão e a  pequena guarita no topo das escadas foram colocadas depois do 25 de Abril de 1974.
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/08/07/anuncio-sociedade-de-abasteci-mento-de-aguas-de-macau-limitada-s-a-a-m/
(2) Já em 1919, o coronel (engenheiro) Adriano Augusto Trigo  quando assumiu a Direcção dos Serviços de Obras Públicas de Macau, traçou um plano que incluía o aproveitamento das águas fluviais e águas subterrâneas. O projecto para captação de águas fluviais, entre outros, previa a construção na Colina da Guia de um reservatório.
(3) Recordar que o anterior paiol estava na Flora junto ao Palacete da Flora – hoje Jardim da Flora,  desde 1924 até ao episódio do seu rebentamento pelas 5 horas da manha do dia 11 de Agosto de 1931, atribuída ao excesso de calor. Provocou 24 mortos e 50 feridos e destruiu completamente o Palacete da Flora.
Há indícios dum anterior paiol em Mong-Há com a data de 1887 e outro mais antigo (primitivo’?) numa informação datada de  30-03-1639: “Tendo sido reconhecida a necessidade de se construir um Paiol de pólvora e proposto para este fim o sítio de Nossa Senhora da Penha de França ou no baluarte de Sao Pedro, o Senado preferiu, porém construí-lo no monte de S. Paulo” (MOSAICO, 1951)
(4) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/decada-de-50/
(5) O primeiro paioleiro deste paiol, foi colocado em 1 de Janeiro de 1951.  O primeiro (e único) paioleiro do Paiol da Solidão foi o  Cabo Pereira, já que posteriormente se construiu outro paiol, (em meados da década de 50 do século XX) ligeiramente mais a oeste, ao nível da  Estrada de Cacilhas que tem no seu interior uma ligação interna – túnel que “perfura” a Colina da Guia – com saída no Jardim da Flora. Os dois paióis sob a designação de Paiós de Cacilhas mantiveram-se em funcionamento simultâneamente e sempre com mesmo paioleiro até à sua reforma e mesmo depois de reformado até 1973.
Paioleiro – guarda de Paiol, ou seja, é o guarda do local onde ficam armazenadas as munições e os explosivos dos militares. Em Macau também se armazenavam (por lei) os materiais das empresas civis que utilizavam explosivos para as obras.

31 de Julho de 1918 —A Repartição dos Serviços de Saúde reclama contra a utilização, pelo público, da água da Fonte da Solidão” (1)

Fonte da Solidão década de 50FONTE DA SOLIDÃO – década de 50 – já nessa altura a fonte estava seca

O abastecimento regular da água potável à cidade de Macau foi sempre, no passado, um problema  de difícil resolução especialmente nos anos de maior seca, sendo a cidade muito pobre em águas potáveis e os veios que forneciam o caudal necessário para os poços, estavam quase todos ao nível do mar. (2)
Nessa data, a canalização existente para a cidade era de água salgada implementada pela primeira rede em 1912  (3)

Fonte da Solidão 2015 - IA fonte actualmente, 2015

Desde cedo,  a fonte de solidão está referenciada como de “água cristalina e boa”.
“Verificou-se em 1882, em grande parte, este importante melhoramento higiénico, devido à determinação do governo da província e à execução pronta e inteligente do actual director das obras públicas. Assim, uma poça lamacenta, que tinha por baixo a dois metros e meio uma veia de água, e de que se tirava em mais de um quarto de hora uma dada 283 porção de um líquido turvo, transformou-se numa fonte que fornece hoje em dois minutos a mesma quantidade de água cristalina e boa. Foi também aproveitada na estrada de Cacilhas outra nascente de água, que havia sido explorada no tempo do governo do conselheiro Coelho do Amaral e depois abandonada, a qual fica do lado oposto àquele em que brota a primeira fonte e a denominada da Flora que também foi melhorada.” (4)

Toponímia Estrada de CacilhasCom os trabalhos de aterro do Porto Exterior iniciados em 1921 (a Estrada da Solidão, hoje Estrada de Cacilhas era banhada pelo mar) e terminados em 1926, as águas que brotavam da Fonte da Solidão foram-se extinguindo (5) e depois com o traçado e as obras para o circuito da Grande Prémio de Macau iniciados em 1954, a fonte foi em parte enterrada e hoje, a parte superior da fonte está parcialmente escondida (permanentemente) pelas “barreiras de pneus” colocadas no circuito.

Fonte da Solidão 2015 - IIAs «barreiras», a fonte e o paiol antigo («de cima»)

Na verdade ,com a “construção” do paiol (princípios de 50) denominado «de baixo» (junto à Estrada, para diferenciar do Paiol «de cima» que estava num piso superior à fonte), descobriu-se outro veio no seu interior, de água límpida e bebível e que, nos anos de maior chuvas, corria abundantemente para fora sendo local de paragem de muita gente que com os garrafões iam aí buscar a água para beberem (décadas de 50 a 70).
Como a Estrada de Cacilhas até à década de 60 não tinha água canalizada, desde o meu nascimento até à minha saída de Macau, cresci bebendo  a água do Paiol.

Paiol de CimaO Paiol «de Cima»,  com a escada de acesso (infelizmente mal conservada) e a rampa feita muito mais tarde para acesso da carga e descarga de armas, munições e explosivos (por força de lei, as empresas que lidavam com  explosivos empregues em trabalhos particulares eram obrigadas a terem esse material depositados no Paiol). À direita, a Fonte da Solidão.
Paiol de baixoO Paiol «de baixo», actualmente em utilização, com o posto de vigia em cima do pequeno muro /forte de protecção da entrada (construído na década de 60)

(1) Arquivo Histórico de Macau, F.A.C. P. n.º 42 — S-A in SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol.4, 1997.
(2) 1883 — “É Macau excepcionalmente pobre em águas, sobretudo em águas potáveis, porque os numerosos poços que abastecem a população vão procurar uma veia quase ao nível do mar formada por águas de infiltração sempre mais ou menos salobras, carregadas de matérias orgânicas, e portanto impróprias para beber, vindo assim a pouca pureza da água juntar mais um elemento de insalubridade a tantas outras que são inevitáveis nas grandes aglomerações de indivíduos.” (4)
“O fornecimento de água às populações era feito através de inúmeros poços públicos e privados, cisternas e depósitos nas casas para recolha da água das chuvas, fontes e, em especial, durante a estiagem, por meio de barcaças portadoras de água proveniente da ilha da Lapa mas a falta de higiene nesses poços e cisternas  e as veias que fornecia llevava muitas vezes á perigosidade para a saúde pública(MACHADO, Álvaro de Melo – Coisas de Macau, 1913.

Fonte da Solidão 2015 - III

Os poços, numa cidade como Macau, onde o problema da água se põe, sempre com grande acuidade, eram um dos índices de estatuto social dos seus habitantes. A fonte que servia Macau era a Bica do Nilau ou Lilau, situada na colina da Barra (S. Lourenço) onde também havia, no século passado, um grande poço público fronteiro à Igreja (que Chinnery registou num belo desenho). Extramuros havia boas nascentes, na Flora, outra na Guia (Fonte da Solidão). Mais tarde foi construído um chafariz na Rua do Campo, próximo dum antigo veio de água, de que só alguns velhos documentos falam e que veio a desaparecer. (AMARO, Ana Maria — Das Cabanas de Palha às Torres de Betão, 1998, pág. 85.)
1908 — A partir do processo n.º 29 da Secretaria Geral do Governo da Província de Macau, de 1 de Outubro de 1908, relativo à análise das águas de Macau e Ilha da Taipa, elabora-se o seguinte quadro das fontes, poços particulares, poços públicos e de exploração, então existentes. Dada a dificuldade pela falta de nascentes, de abertura de fontes e poços, é provável que esta lista datada de 1908, coincidisse ou quase com os existentes nos finais do século XIX. Os valores quantificados quanto ao número de fontes e poços da presente lista de 1908, ficam muito aquém dos apontados no extracto anterior, só para as freguesias de Santo António, Sé e S. Lourenço, relativo ao ano de 1905; tal poderá ser talvez explicado pelo facto de, quase todas as casas possuírem “poço” embora quase todos, não sendo de nascente, se limitassem à simples recolha da água das chuvas e por isso mesmo, a sua designação mais precisa deveria ser a de cisternas. Fontes: Fonte da Avenida Vasco da Gama, Fonte da Inveja, Fonte da Flora Fonte das duas caras — chafariz da Flora, Fonte do Lilau, Fonte da Solidão e Fonte da Guia” (4)
Fonte da Solidão 2015 - IV(3) “1912 — (VII-30) — Termina o prazo de entrega das propostas para fornecimento e instalação de máquinas elevatórias de água, e canalização desde a praia da Vila Leitão aos reservatórios da Guia. A água era salgada e servia para rega das estradas e combate a incêndios. Foi a primeira rede de águas de Macau” (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol. 4, 1997)
Como política de higienização urbana, foi considerado na altura como solução radical a limpeza da cidade a partir duma rede de água salgada prevista desde 1909, mas só concretizada depois de 1912; diga-se que foram notáveis os efeitos desta solução na desratização urbana e no combate à peste.” (4)
(4) AFONSO, José da Conceição – Macau, contributos para a história do abastecimento de água potável. Administração, 75, vol XX, 2007, 1.º, 281-199.
http://www.safp.gov.mo/safppt/download/WCM_004505
(5) “Logo de começo ainda antes de elaborar o anteprojecto de Obras do Porto Exterior, foi, planeado por esta Direcção uma captação vulgar de aguas pluviais, na Colina Este da Guia, que na parte considerada podia produzir cêrca de 20.000 m3 por ano para o porto e bem assim o aproveitamento da Fonte da Solidão que tem sido praticamente desaproveitada, ficando a agua com bastante carga para ser distribuída em elevação e podendo a obra ser feita a expensas do Conselho de Administração das Obras dos Portos; mas com a resolução atraz dita, cabia esse trabalho á Direcção de Obras Publicas e esta intendeu por melhor estender ali o sistema que estava empregando na face Oeste da Guia, isto é de provocar maior infiltração por meio de canais horizontais permeáveis, e quanto ás aguas da Fonte de Solidão decidiu canalizá-las para a cidade pelo túnel que foi aberto; tendo então sido prometido que o volume de 20.000 m3 seria fornecido pelo grande manancial que fôra descoberto em camada profunda do subsolo na baixa de Monghá; mas vê-se agora que as esperanças neste manancial não eram tão bem fundadas pelo menos quanto ao processo de captação propriamente dito e o abastecimento de agua ao terreno do porto ficou assim de alguma forma prejudicado.” LACERDA, Hugo C. de –  Obras dos Portos de Macau/Memorias e Principais documentos desde 1924.
Outras referências anteriores  ao abastecimento de águas em Macau.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/06/12/noticia-de-12-de-junho-de-1915/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/s-a-a-m/
NOTA : Todas as fotografias coloridas, do arquivo pessoal, de Maio de 2015.

HANGAR Porto Exterior (1940)O hangar do Centro de Aviação Naval em construção no Porto Exterior. (1940)
Vê-se à esquerda, a casa do Alferes Luís na Estrada de Cacilhas. Ao fundo e no alto, o Farol da Guia.

O Centro de Aviação Naval (ou Marítima) de Macau (1) foi extinta a 11 de Abril de 1933. Foi depois reactivada em 1937 (2) ou 1938 (3) (4) como Centro de Aviação Naval da Colónia de Macau. Desta vez, com aviões OSPREY, dois embarcados nos navios «Afonso de Albuquerque» e «Bartolomeu Dias», a que se juntaram mais tarde quatro aviões também OSPREY, comprados ao governo inglês.
Em 1942, em plena II Guerra Mundial, o Centro de Aviação Naval, foi definitivamente extinta. O hangar inaugurado em 1940, foi bombardeado  por cinco  bombardeiros americanos pertencentes à esquadrilha sino-americana a 16 de Janeiro (duas vezes), a 25 de Fevereiro e a 11 de Junho de 1945. Depois da Guerra, foi reconstruído mas serviu mais para depósitos de materiais e residência para família de militares.

Inauguração Hangar Porto Exterior 1940Inauguração do interior do Hangar do Centro da Aviação Naval de Macau (1940)

Efectivos da Aviação Naval 1940/1941 (5)
1.º Comandante – Capitão-tenente aviador, António Gomes Namorado.
2.º Comandante – 1.º tenente aviador, José de Freitas Ribeiro
1.º tenente aviador – Pedro Correia de Barros
2.º tenente aviador – Rodrigo Henriques Silveirinha
1.º sargento mecânico aviação – Joaquim Macedo Girão
2.º sargentos artífice de aviação – Rafael Afonso de Sousa e João dos Santos Loureiro

Inauguração Hangar Porto Exterior II 1940Inauguração do Hangar do Centro da Aviação Naval de Macau (1940)

(1) Em 1927, havia apenas três centros de Aviação Naval dependentes da Marinha de Guerra: Lisboa, Aveiro e Macau. Em 1928 o Governo aprovou a transferência, para a Marinha privativa da colónia de Macau, do material pessoal e equipamento do anterior centro de Aviação Naval.

HANGAR DA AVIAÇÃO TAIPANa primeira praia, a leste da Taipa Grande, onde é hoje a Avenida da Praia, esteve até 1940, estabelecida a base da aviação naval da Colónia.

O primeiro tenente, José Cabral ex-combatente da I Grande Guerra, foi apresentado voluntariamente em Macau para dirigir o Centro de Aviação Naval.
Esteve três anos no território e escreveu no relatório o que fora a sua actividade na Colónia: quase 500 voos, num total  de 218 horas e 15 minutos. Os aviões , só podiam ser usados em certas condições, com a maré cheia ou quando a água tivesse pelo menos sete pés de profundidade; o pessoal europeu da Aviação Naval não ultrapassava a meia dúzia  com ele e com o sargento, ajudante de carpinteiro, Joaquim Carpeta; havia ainda seis  loucanes e um guarda africano, um cavalo e algumas cabras que querendo em liberdade, insistiam em destruir as árvores e plantas do jardim da Taipa, perante o desespero e indignação da Comissão Municipal das Ilhas e a bonomia do comandante da Aviação Naval que não via como pôr termo a tal abuso ( SÁ, Luís Andrade de – Aviação em Macau, um Século de Aventuras, 1990)

Outro Aspecto da InauguraçãoOutro aspecto da inauguração do interior do Hangar

(2) “1937 – É Criado o Centro de Aviação Naval da Colónia de Macau pelo artigo 144.º do Decreto n.º 28 263, de 8 de Dezembro de 1937, publicado no Suplemento ao B. O. N,º 4 de 26-I-1938. Fica fazendo parte da marinha privativa, nos termos do decreto n.º 28 641 de 9 de Maio de 1938, publicado no B.O. n.º 26, de 25 de Junho de 1938. Logo no início de 1938 é nomeado o capitão-tenente piloto aviador José Cabral para ira Inglaterra receber e verificar o material de aviação destinado a Macau” (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4.)
(3) 1938 – Reactivado o Centro de Aviação Naval desta vez com aviões OSPREY, primeiro os n.ºs 71 e 72, aviões que tinham embarcado nos navios «Afonso de Albuquerque» e «Bartolomeu Dias», a que se juntam mais tarde quatro aviões também OSPREY. Em 1942, em plena II Guerra Mundial, o Centro de Aviação Naval, é definitivamente extinta. (VILARINHO, Manuel – entrevista à Revista «MACAU», n.º18, 1989, p.50)
(4) “Só em 1938, quando o conflito sino-nipónico, assinalava o agravamento da situação no continente chinês, o Governo da República decidiu enviar para a colónia de Macau o aviso Afonso de Albuquerque com dois aparelhos Osprey e elementos da aeronáutica. O navio chegou a Macau no dia 22 de Outubro de 1937 e na colónia encontrou um hangar desactivado,  com dois aviões de tela apodrecida, guardado por uma companhia indígena, cujas portas, baixas, eram demasiadas pequenas para que um dos Osprey pudesse ficar abrigado do mau tempo. Em Dezembro desse ano comprou-se ao Governo inglês mais quatro aviões Osprey, além de peças e motores sobresselentes. (, Luís Andrade de – Aviação em Macau, um Século de Aventuras, 1990).
(5) Anuário de Macau 1940/1941