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No dia 8 de Janeiro de 1973, celebrou a Escola Comercial “Pedro Nolasco”, o 95.º aniversário da sua fundação. Para comemorara esta efeméride, realizou-se no dia 27 desse mês uma academia músico-literária com a presença do Governador da Província e diversas individualidades ligadas ao ensino, famílias dos alunos e estes.

macau-b-i-t-viii-11-12-jan-fev-1973-escola-comercial-iUm aspecto da assistência

O programa, bastante variado, principiou com o Hino da Escola, cantado por um misto, dirigido pelo Padre Manuel da Fonseca Moreira, professor do canto coral.
Seguiram-se «Duas Palavras» pelo Director, Dr. Henrique de Sena Fernandes

macau-b-i-t-viii-11-12-jan-fev-1973-escola-comercial-iiO Director da Escola Comercial, Dr. Henrique de Sena Fernandes, proferindo o seu discurso.

macau-b-i-t-viii-11-12-jan-fev-1973-escola-comercial-iiiUma cena da fantasia musical «A Minha Aldeia»

Subiu, depois ao palco, «A Minha Aldeia» uma fantasia musical de Abílio de Mesquita  que agradou a toda a assistência, pelo pitoresco dos trajes regionais e pela música portuguesa que sublinhava as cenas e os momentos em que a representação se enquadrava.

macau-b-i-t-viii-11-12-jan-fev-1973-escola-comercial-ivOutro aspecto da fantasia musical «A Minha Aldeia»

Foram distribuídos prémios aos que se distinguiram no ano lectivo findo e diplomas aos finalistas, tendo, depois, decorrido a peça em inglês «Scene of Live». Ouviram-se a «canção de embalar» e a «A Nossa Pátria».

macau-b-i-t-viii-11-12-jan-fev-1973-escola-comercial-vO momento em que alguns dos contemplados recebiam os diplomas e os prémios de aproveitamento escolar.

Continuando a execução do programa, a assistência pôde apreciar a peça em francês «Chez le Docteur Knock» e as canções Mensagem «Canta, Canta» «Amor», pondo remate à Academia «Os jograis da Escola» (grupo este formado por quatro raparigas)  que interpretaram versos de vários autores conhecidos, subordinando os números ao anunciado «Um Povo Unido assim, olha de frente a Vida e não receia a Morte».

macau-b-i-t-viii-11-12-jan-fev-1973-escola-comercial-vi«Os jograis da Escola»

macau-b-i-t-viii-11-12-jan-fev-1973-escola-comercial-viiTrês jovens macaenses, alunos da Escola Comercial, nos seus típicos trajes regionais com que se apresentaram nas exibições em que tomaram parte

Reportagem e fotos de «Macau B.I.T., 1973»

Foi inaugurado o Infantário Ave Maria situado na Rampa do Padre  Vasconcelos (1) no dia 10 de Junho de 1966, ficando a cargo das Religiosas Missionárias do Perpétuo Socorro, que vieram do México. (2)
O infantário é obra do arquitecto português Raul Chorão Ramalho (1914-2002), que também projectou a Escola Comercial Pedro Nolasco – hoje Escola Portuguesa – e a Torre de Habitação para Funcionários Municipais na Avenida Sidónio Pais.

Infantário Ave Maria 1966O Infantário «Ave Maria» , em 1966, tirada do Porto Exterior

Numa lápide da parede da entrada do edifício lê-se a seguinte inscrição:
«Para este Infantário pertencente à Delegação local da O. M. E. N. (Obra das Mães pela Educação Nacional) e à Provedoria de Assistência Pública, contribuiu generosamente com o donativo de 500 contos a fundação Gulbenkian da ilustre Presidência do Doutor Azeredo Perdigão. Macau, 10-5-1966».
A 17 desse mês foram ali admitidas as 4 primeiras crianças, idas do Asilo da S. Infância. O Infantário destinava-se a crianças de ambos os sexos dos 2 aos 7 anos de idade, devendo os maiores então passar para o Infantário «Helen Liang». (3)

Infantário Ave Maria 2015 (I)Foto tirada da Estrada de Cacilhas, em Maio de 2015

O Infantário «Ave Maria» deve em grande parte à iniciativa e contribuição financeira da Obra das Mães pela Educação Nacional.(4)
“A Direcção da Obra das Mães (5) entregou, em Agosto de 1966, à Provedoria da Assistência Pública de Macau a importância de $ 300 000,00, como contribuição para a construção do Infantário «Ave Maria», situado na rampa do Padre Vasconcelos, com esplêndidas vistas para o mar”.(6)

Infantário Ave Maria 2015 (II)Foto tirada da Estrada de Cacilhas, em Maio de 2015

(1) A Rampa do Padre Vasconcelos começa na Estrada de Cacilhas, do lado esquerdo, um pouco além do início desta estrada, e termina no Miradouro de N. Sraª. da Guia, próximo da Estrada do Engenheiro Trigo.
TOPONÍMIA - Rampa do Padre VasconcelosAntónio Maria Augusto de Vasconcelos era bacharel em Teologia (1851) e professor de Humanidades. Veio para Macau como professor da Escola  Macaense em 1862. Nomeado cónego em 1865 e tomou posse da cadeira coral em 1869. Já antes de ser cónego usava meias vermelhas, sendo por isso repreendido pela autoridade eclesiástica. Foi professor no Seminário (1871; exonerado em 1872 por inconveniente ao serviço), vogal da Comissão  Directora do Colégio de Sta. Rosa de Lima (1875),  vogal da Comissão Administrativa da Sta. Casa da Misericórdia (1867); tesoureiro da mesma Casa em 1875 sendo exonerado 3 meses depois). Nomeado arcediago da Sé em 1883. Regressou a Portugal  em 1885 onde  terá falecido em 1888. (TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Volume II, 1997)
(2) As três missionárias mexicanas da ordem “Nossa Senhora do Perpétuo Socorro” chegaram a Macau no dia 27 de Abril de 1966 (Irmã Romelia Christy Franco, Irmã Goretti Chavez e Madre Beatriz Noguez Lugo, conhecida como Madre Vitória,  a convite do Bispo de Macau, D. Paulo Tavares, para dirigir o Infantário e onde estiveram 17 anos. Sobre a acção missionária desta Irmãs ver em:
http://www.oclarim.com.mo/en/2016/05/27/a-burning-passion-for-mission/
(3) http://www.library.gov.mo/macreturn/DATA/PP271/PP271303.HTM.
(4) A Obra das Mães pela Educação Nacional foi uma organização feminina do  Estado Novo Português, criada pelo Decreto n.º 26 893, de 18 de Maio de 1936, e tinha por objectivos estimular a acção educativa da  família e assegurar a cooperação entre esta e a  escola.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Obra_das_M%C3%A3es_pela_Educa%C3%A7%C3%A3o_Nacional).
(5) Em 1966, a direcção da Obra das Mães pela Educação Nacional , em Macau, estava confiada à Sra. Dr.ª Eduarda Maria Cândida Meireles da Silva Gonçalves Ribeiro.
(6) Comemorações do 40.º Aniversário da Revolução Nacional. Centro de Informação e Turismo, 1967, 292 p.

A Comissão Administrativa da Associação de Futebol de Macau promoveu no dia 28 de Maio de 1956, (1) no Campo Desportivo «28 de Maio», um festival desportivo para a entrega de prémios aos vencedores das provas oficiais disputadas na época de 1955-56, o qual decorreu perante grande público.

MBI III-68 31MAI56 ENCERRAMENTO DA ÉPOCA DE FUTEBOL (I)Os grupos das seis escolas que disputaram o 1.º Campeonato Escolar de Macau

O festival integrado no programa das comemorações do 30.º Aniversário da Revolução Nacional (2) teve a colaboração do Comissariado Provincial da Mocidade Portuguesa que fez desfilar os grupos concorrentes ao 1.º Campeonato Escolar de Futebol de Macau tendo nele tomado parte os desportistas estudantes do Colégio «It Va» (3), Seminário de S. José, Escola Comercial «Pedro Nolasco», Colégio D. Bosco, Liceu Nacional Infante D. Henrique e Escola «Chi Iau».(4)
Terminado o desfile, as equipas da Escola Comercial «Pedro Nolasco» e do Colégio «It Va”, finalistas do Torneio Relâmpago  Inter-escolar (na véspera, dia 27, realizaram-se as eliminatórias) entraram em campo para a disputa da  Taça «28 de Maio».  A equipa da Escola Comercial saiu vitoriosa.

MBI III-68 31MAI56 ENCERRAMENTO DA ÉPOCA DE FUTEBOL (II)O governador Marques Esparteiro entregando aos vencedores os vários troféus ganhos durante a época.

Receberam  prémios de vencedores das provas oficiais, entregues pelo  governador Almirante Marques Esparteiro, os seguintes agrupamentos:
Grupo Desportivo da Polícia, campeão de Macau da 1.ª Divisão
Grupo Desportivo «Negro-Rubro», vencedor dos Torneios da Taça «Sarmento Rodrigues e da «Taça de Macau» .
Colégio D. Bosco, campeão escolar de Macau.
Escola Comercial «Pedro Nolasco», vencedor do Torneio Relâmpago
Grupo Desportivo «Lusitano»,  “Prémio de bom comportamento”
Escola «Chi Iau» , “Prémio de bom comportamento”.
De cada escola concorrente ao Campeonato Escolar  foi escolhido para receber o prémio de desportista exemplar, cabendo assim as seis medalhas a:
Felisberto de Carvalho, do Colégio D. Bosco,
Vong Chi King, do Colégio «It Va»,(2)
Chin Chun, da Escola « Chi Iau»,
Rui Aires da Silva, da Escola Comercial,
José Miranda Vieira, do Liceu e
José Ribeiro do Seminário S. José.
Houve ainda uma medalha de honra destinada a premiar o desportista exemplar da 1.ª divisão, a qual foi ganha por Luís Anísio da Cunha, capitão do Grupo Desportivo da Polícia.
Foram ainda entregues pelo governador os prémios do concurso promovido pelo diário «Notícias de Macau», para a eleição do «Melhor Futebolista do Ano».
(1) Na época 1955/56 a Associação de Futebol de Macau era dirigida por uma Comissão Administrativa, nomeada por Portaria n.º 5:740, de 5 de Novembro de 1955 (Boletim Oficial n. 45 do mesmo ano):
Presidente – Mário Vieira da Costa
Vogal-secretário – José dos Santos Ferreira
Vogal-tesoureiro – Joaquim Morais Alves
(2) Ver: “Comemorações do «28 de Maio»” em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/05/28/noticia-de-28-de-maio-de-1956-comemora-coes-do-28-de-maio/
(3) Trata-se do Colégio «Yuet Wah», com referências anteriores em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/colegio-yuet-wah/
(4) Consultando o “Anuário de Macau de 1956-57″, não encontrei listado a Escola”Chi Iau”; com nome parecido estão duas escolas: Escola «Chi Hang» e Escola «Chi Iông».
Fotos e reportagem retirados de «MACAU B. I., 1956».

Bernardino Senna FernandesFoi nesta data, 18 de Abril de 1890, agraciado por mercê honorífica com o título de Visconde de Sena Fernandes por duas vidas, o proprietário macaense Barão de Sena Fernandes.

Bernardino de Senna Fernandes nasceu em Macau a 20 de Maio de 1815 e também aqui faleceu a 2 de  Maio de 1893. Era filho de José Vicente Fernandes e de Ricarda Constantina Fernandes, naturais desta Província.
Bernardino Senna Fernandes Brasão IBernardino Senna Fernandes Brasão IIBernardino Senna Fernandes Brasão IIIFoi distinguido com os títulos de Barão em 25 de Outubro de 1888, de Visconde (17-04-1890) e de Conde, em duas vidas (31-03-1893).  Esta ultima mercê só chegou depois da sua morte pelo só pode ser gozada por seu filho que, a falar com rigor foi o 1.º Conde de Sena Fernandes. Enquanto que o nome de família seja referenciado em Macau como “Senna Fernandes“, os títulos foram outorgados como “Sena Fernandes
Bernardino Senna Fernandes Brasão IVBRASÃO DE ARMAS: Escudo de ouro carregado com uma águia bifronte de negro estendida, armada de vermelho e com um crescente de prata apontado para cima sobre o peito ; orla de vermelho carregado com quatro cruzetos de ouro entre quatros crescentes de prata sendo estes acantonados  e aqueles nos centros do chefe, contra-chefe e laterais – Timbre, uma águia de negro andante e armada de vermelho. Virol de ouro e vermelho e assim o paquife; elmo de prata lisa, decorado de oiro lavrado e o forro azul celeste.

Negociante rico, grande proprietário (um dos maiores contribuintes de Macau do século XIX), figura polémica (1) e controversa,  foi Major ordinário, (2) Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, Comendador da Ordem de Cristo, Comendador da Ordem do Elefante de Sião, Cavaleiro de Torre e Espada, Condecorado com a Medalha de Prata de Mérito e Filantropia, Cônsul de Sião e da Itália em Macau, diplomata,  (3) Comandante da Guarda da Polícia, (2) organizador da Polícia do Mar,  (4) superintendente da Emigração Chinesa (isto é da emigração dos cules), inspector de Incêndios,  (5)  presidente da Comissão Administrativa da Santa Casa da Misericórdia e sócio fundador da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses) (APIM). (6)
Deixou numerosa descendência. Casou a 30 de Setembro de 1840 com Antónia Maria de Carvalho. Ficou viúvo, casou a 11 de Julho de 1862 com D. Ana Teresa Vieira Ribeiro e tiveram 9 filhos.

Bernardino Senna Fernandes Estátua IFoto: 2015

Esta estátua foi erecta, em Março de 1871, (no mesmo mês e ano em que foi inaugurado o monumento da Vitória) (7)  num terreno ajardinado do outro lado da rua oposto ao Monumento da Vitória; dali foi removida para o pequeno jardim do vivenda “Caravela”, (8) na Avenida da República, construída pela família Senna Fernandes. A família posteriormente alugou/vendeu (?)  a vivenda “Caravela” para servir de Hotel/Restaurante e nessa altura ofereceu a estátua ao Governo que a mandou colocar no recinto murado do então Museu de Luís de Camões (hoje  propriedade da Fundação Oriente) à direita de quem entra. (9)

Bernardino Senna Fernandes Estátua IIO pequeno jardim à frente da sede da Fundação Oriente com a estátua de Senna Fernandes (na foto: esquerda superior). Foto: 2015

O pedestal tem inscrições em chinês e português. (actualmente muito apagadas)

Bernardino Senna Fernandes Estátua IIIFoto: 2015
PARA PERPETUAR A MEMORIA DO BENEMERITO
CIDADÃO
BERNARDINO DE SENNA FERNANDES
MAJOR HONORARIO
COMMENDADOR DA ORDEM MILITAR DE
NOSSO SENHOR JESUS CHRISTO
COMMENDADOR DA ORDEM DO ELEPHANTE BRANCO
DE SIAM
CAVALEIRO DA ANTIGA E MUITO NOBRE ORDEM
DA TORRE E ESPADA, DO VALOR, LEALDADE E
MERITO FIDALGO CAVALEIRO DA CASA REAL
CONSUL DE SIAM E DA ITALIA
I BARÃO, VISCONDE E CONDE DE SENNA FERNANDES
AGRACIADO COM A MEDALHA DE PRATA
DE MERITO, PHILANTROPIA E GENEROSIDADE
CHEVALIER SAUVETEUR DES ALPES MARITIMES
SOCIO PROTTETORE DE ASSOCIAZIONE DEI
BENEMERITI ITALIANI
MUITO APRECIADO PELA COMUNIDADE CHINEZA
DE MACAU
PELO SEU AMIGO JUSTICEIRO E PROVADA
ESTIMA  E SYMPATHIA
AOS NEGOCIANTES CHINEZES
A QUEM SEMPRE DISPENSAVA PROTECÇÃO
E APOIO
Bernardino Senna Fernandes Estátua IVFoto: 2015
Esta Estátua foi mandada erigir por
Lu-Cheo-Chi, Cham Hau-in, Ho-Liu-Vong
e outros negociantes chinezes de Macau
Em Testemunho de Amizade e Gratidão

(1) “Figura poderosa e polémica, foi naturalmente alvo de invejas e acusações  de toda a ordem, sobre as quais se torna difícil, hoje em dia, tecer um juízo de valor. Seja como for, ele próprio entendeu defender-se e publicou o folheto Um apelo ao publico imparcial, Macau, Typ. Popular, 1869, 24 p., no qual apresenta uma série de documentos comprovativos dos altos serviços prestados à Província. Coincidência, ou não, pouco depois desse desafrontamento pessoal, um grupo de importantes comerciantes chineses, deliberou mandar erigir-lhe uma estátua de corpo inteiro. (FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses)
(2) Senna Fernandes criou um corpo de polícia privado, em 1857, a «Polícia do Bazar», paga por um grupo de comerciantes chineses e depois esta Polícia extendeu-se a toda a cidade. Mas breve surgiram queixas de abuso de poderes. O governo hesitava, falho de meios para se lhe opor. Finalmente usando a velha regra que propõe que “se não os podes vencer junta-te a eles“,  Senna Fernandes foi nomeado Comandante da Guarda da Polícia a 14 de Outubro de 1857 e a 18 de Julho de 1861 foram-lhe concedidas as honras de major. Para demonstrar a sua riqueza, armou a Polícia à sua custa, com o armamento mandado vir propositadamente da Inglaterra.
SARAIVA, António M. P. – Jardins e a história de Macau in Macau, encontros de divulgação e debate  em estudos sociais, pp. 193-205.
Site das Forças de Segurança de Macau  indica como Comandante da Polícia: 14-10-1857 a 29-07-1863. (http://www.fsm.gov.mo/psp/por/psp_org_9.html)
(3) Conseguiu estabelecer com a China vários tratados de comércio, a fim de garantir à população os víveres necessários, depois de várias proibições ordenadas pelos mandarins em consequência da guerra entre a China e a Inglaterra, missão esta muito difícil que só o seu génio e alto prestígio conseguiu levar a bom termo. (Macau B. I., 1954)
(4) Criou também a Polícia do Mar, a quem se deve o salvamento de muitas vidas e propriedades, especialmente a quando do tufão de 27 de Julho de 1862. Reprimiu, à sua custa, com os seus navios e embarcações, o contrabando  e a pirataria nesta paragens, entregando sempre à Fazenda Pública o produto e os artigos das apreensões. Macau B. I., 1954)
(5) Reorganizou os serviços de incêndio da cidade exercendo gratuitamente o cargo de inspector (Macau B. I., 1954)
(6) Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM) foi  fundada em 17 de Outubro de 1871, destinada à educação dos «filhos da terra». Em 1878 cria a «Escola Comercial»  (SILVA, Beatriz Basto da Cronologia da história de Macau, Vol.3).
(7) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/monumento-da-vitoria/
(8) O edifício da Caravela, infelizmente demolido em princípios de 1979
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2011/12/31/caixa-de-fosforos-hotel-caravela-2/
(9) TEIXEIRA, P.  Manuel – A Voz das Pedras de Macau, 1980.

Exposição de Pintura, de 2 a 5 de Fevereiro de 1973, no Ginásio da Escola Comercial «Pedro Nolasco», patrocinado pelo Centro de Informação e Turismo, dos artistas locais Emílio Cervantes Júnior, Afonso J. Variz, Luk Tin Chee, José Tcheang e Leonel Barros.
Inaugurado com a presença do então Chefe dos Serviços de Educação, Dr. Túlio Lopes Tomás.

51MACAU VIII 11-12 1973 EXP de PINTURA IO Dr. Túlio Tomás cortando a fita simbólica da inauguração.
51MACAU VIII 11-12 1973 EXP de PINTURA IIUm aspecto das visitas à Exposição de Pintura

51MACAU VIII 11-12 1973 EXP de PINTURA IIIEMÍLIO CERVANTES JUNIOR
“Natural de Macau. Aos 10 anos de idade, estudante do Colégio D. Bosco, já revelava vocação para artes plásticas. Embora a sua ocupação profissional seja outra , pela vida fora, jamais se desligou inteiramente dum trabalho em que se realizava uma parte considerável da sua vida…(…)
Participou em várias exposições e sobretudo executa encomendas para aqueles que apreciavam os seus dotes. Nesta Exposição apresentou 25 quadros sobre diversos motivos…” (1)
51MACAU VIII 11-12 1973 EXP de PINTURA IV51MACAU VIII 11-12 1973 EXP de PINTURA VAFONSO JUVENAL VARIZ
“Um jovem que se deixou seduzir pela arte abstracta. Uma opção difícil, por caminhos que ainda não são muito familiares aos leigos… (…)”

51MACAU VIII 11-12 1973 EXP de PINTURA VI“O quadro «Mãe e Filho»”

51MACAU VIII 11-12 1973 EXP de PINTURA VIILUK TIN CHEE
Uma vocação consagrada para a pintura. Meticuloso no pormenor, captando com rara sensibilidade não só as formas como a alma que vive nelas, Luk Tin Chee entrega-se à sua arte com a aspiração ideal de criar beleza…(…)” (2)

51MACAU VIII 11-12 1973 EXP de PINTURA VIII“Junto em construção no estaleiro”

51MACAU VIII 11-12 1973 EXP de PINTURA IXJOSÉ TCHEANG
“Com 22 anos de idade , é gerente da firma «Js. Advertising & Decoration C.º», estabelecida em Macau. Expôs 15 quadros de variados motivos. Foge da feitura académica para dar às suas obras um sinal de modernidade…(…)”

51MACAU VIII 11-12 1973 EXP de PINTURA X“«Os pássaros”, de modelação chinesa”

51MACAU VIII 11-12 1973 EXP de PINTURA XILEONEL BARROS
“Desde há muito que este artista se entrega a trabalhos de arte. Mas é a primeira vez que levou os seus quadros a uma exposição… (…)” (3)

51MACAU VIII 11-12 1973 EXP de PINTURA XII“«Depois do temporal» reflecte bonança, mas cansaço”

(1) Emílio Cervantes Jr pertenceu ao «Grupo Arco-Iris» fundada em 1956 pelos artistas Herculano Estorninho, Chio Vai Fu, Tam Chi Sang, Kam Cheong Ling e Kwok Se.
Sobre Emílio Cervantes Jr, uma notícia no Jornal Tribuna d Macau em 2012
http://arquivo.jtm.com.mo/view.asp?dT=401003010 e em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/12/28/macau-terra-de-turismo-1956/
(2) Luk Tin Chee foi aluno de Chio Vai Fu (um dos artistas do Grupo-Íris)
(3) Sobre Leonel Barros (1924-2011), anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/leonel-barros/
Reportagem e fotos retirados de “Macau B. I. T.” , 1973

Como referi em anterior “post”, (1) o “semanário de propaganda e defeza das colonias” «Gazeta das Colonias», nos anos de 1924 e 1925, apresentou vários artigos sobre a educação e o ensino em Macau.
GAZETA COLÓNIAS I-15 15-12-1924 - O PROBLEMA DA INSTRUÇÃO IEste artigo “MACAU – INTERESSES DA COLÓNIA. O problema da instrução ” apareceu no n.º 15 de 15 de Dezembro de 1924. Foi escrito por Raul Boaventura Real, engenheiro, 1.º Tenente maquinista naval (em Macau 2.º tenente) que foi o 2.º Director das Oficinas Navais de Macau (1918-1919), director da Escola «República» e autor de vários livros sobre marinhagem (2)
… No decurso dos últimos catorze anos, período a que me estou reportando , foi Álvaro de Melo Machado, um dos mais distintos oficiais da nossa marinha, infelizmente hoje afastado dos serviços dessa corporação e do convívio dos seus camaradas que muito o estimavam e apreciavam, o primeiro governador que aos assuntos da instrução dedicou assinalado interesse.
Por sua iniciativa foi criada a primeira escola «República», comemorando o advento do actual regime, escola essa que ele manteve pelo seu bolso particular e pelo de alguns amigos dedicados. Enormes foram as dificuldades a vencer para se conseguir manter essa escola, sobretudo depois de Álvaro Machado ter deixado a Colónia em 1912.
A falta de recursos poderá ser avaliada – sabendo-se que, ao tomar o signatário desta carta a direcção da Escola, em Outubro de 1913, recebeu do seu antecessor um saldo de quatro escudos e sessenta e dois centavos em cofre, e uma quotisação mensal de trinta escudos e vinte e cinco centavos… 
… Não pode o governador que a Álvaro Machado se seguiu e que foi o ilustre oficial de artilharia Anibal Sanches de Miranda, deixar uma obra notável em Matéria de instrução...(…)

GAZETA COLÓNIAS I-15 15-12-1924 - O PROBLEMA DA INSTRUÇÃO IIConvivas ao almoço em honra do Comandante Mendes Norton (X), no dia 08-07-1928, em Lisboa. Assinalado com o n.º 13 , o primeiro-tenente e engenheiro de máquinas Raul Boaventura Real
http://digitarq.dgarq.gov.pt/details?id=1207963

… Em 1914 tomou o Governo da colónia José Carlos da Maia, esse grande e desventurado amigo, cuja perda ainda hoje sentimos com irreprimível revolta e cuja obra em Macau hade ser sempre  recordada com saudade… (…) 
E de facto nesse sentido foram as suas primeiras diligencias; tendo tomado posse do Governo em 10 de Junho de 1914, logo em 6 de Julho, pela Portaria Provincial numero 160, nomeava uma comissão a quem entregava a elaboração das bases em que deveria assentar a reforma da instrução.
Sob a presidência do actual deputado por Macau, sr. Manuel Ferreira da Rocha, ao tempo Secretário Geral do Governo da Provincia e consequentemente Inspector da Instrução Publica, constituiram a comissão com vogais os srs:
Francisco Xavier Anacleto da Silva, nessa data vice-Presidente do Leal Senado e, em 1924,  senador por Macau;
Francisco Gonçalves Velhinho Correia, deputado da Nação e então professor do liceu;
Dr. Carlos de Melo Leitão, Presidente do Leal Senado;
Mateus António de Lima, engenheiro e Reitor do liceu;
Artur da Silva Bastos, Director das Escolas Luso-Chinesas;
Patrício da Luz , Director da Escola Comercial dos Macaenses;
Francisco Xavier Gomes, Director das Escolas Primarias
Como secretário da comissão: Raul Boaventura Real.

GAZETA COLÓNIAS I-15 15-12-1924 - O PROBLEMA DA INSTRUÇÃO III… No seu trabalho reconheceu a comissão que o liceu, então com cinco classes, tinha uma frequência diminuta, havendo apenas dois ou três macaenses que as tivessem aproveitado para seguirem cursos superiores: havia, é  certo, que ter em consideração a frequencia por parte dos filhos dos funcionarios que da metropole iam desempenhar as suas comissões em Macau…
… Assim resolveu a comissão propor que o ensino liceal fôsse reduzido às três primeiras classes e que o ensino comercial fôsse instituído  com o desenvolvimento conveniente para pôr os macaenses em condições de concorrerem com os chineses e outros estrangeiros…
… na hipótese de qualquer macaense desejar seguir qualquer curso superior, admitir em principio o subsídio para quem o merecesse, propôr a utilização da magnífica Universidade de Hong Kong, a quatro horas de Macau, onde qualquer se poderia especializar na engenharia, na advocacia, na medicina, nas artes, etc…
… Enviadas para a Metrópole as bases e o relatório elaborados pela comissão, nenhuma resolução, nos consta, foi tomada sobre eles, sendo de prever que se encontrem sepultados no arquivo do Ministério…
GAZETA COLÓNIAS I-15 15-12-1924 - O PROBLEMA DA INSTRUÇÃO IV...Voltando nós a Macau, em 1918, fomos encontrar o liceu com sete classes, em vez das Três que tinham sido propostas; os professores já não são interinos, eram efectivos; quanto à frequência são elucidativos os elementos que possuímos e pelos quais vemos que em 1919 teve o liceu nas sete classe, 37 alunos matriculados, sendo apenas 25 macaenses e os restantes filhos de metropolitanos… (…)
GAZETA COLÓNIAS I-15 15-12-1924 - O PROBLEMA DA INSTRUÇÃO VInteressante esta fotografia inserida no artigo: Escola Municipal na Ilha da Taipa

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/08/24/macau-na-imprensa-portuguesa-de-1925-fomento-colonial-e-a-questao-do-ensino-em-macau/
(2) Encontro no Arquivo Histórico de Macau, uma entrada intitulada:
Diferença de £12.00 proveniente de passagens debitado ao 2.º tenente maqinista, Raul Boaventura Real, no seu regresso à Metrópole (1917/01/30 – 1917/08/27)” sobre um pedido do 2.º tenente maquinista, Raul Boaventura Real, para não ser obrigado a repor a quantia de doze libras, referente à diferença de passagens entre os preços da viagem Hong Kong-Lourenço Marques e Hong Kong-Cabo da Boa Esperança.
http://www.archives.gov.mo/webas/ArchiveDetail2013.aspx?id=25553

Encontrei este pequeno livro (incompleto) numa feira, as páginas espalhadas entre outros papeis. Trata-se de um pequeno livro com 64 páginas (está incompleta pois cada volume teria 60 lições e esta, a p. 64 corresponde sómente à 50.ª lição) de ensino (II Volume) intitulado

國文教科書 (1)
LIVRO PARA ENSINO
DA
LITTERATURA NACIONAL
Kuok Man Kau Fo Shu
Traduzido em portuguez
por
P. Nolasco da Silva
II VOLUME

Livro para Ensino -P. Nolasco da Silva CAPA

Foi impresso em Macau, na Typografia Mercantil de N. T. Fernandes e Filhos, em 1912.O autor do livro é Pedro Nolasco da Silva (1842-1912), sinólogo, intérprete da Procuratura dos Negócios Sínicos (depois, 1.º chefe da Repartição Técnica do Expediente Sínico), professor de chinês, tanto de mandarim como de cantonense, no Seminário de S. José, na Escola Comercial, no Instituto Comercial e no Liceu Nacional de Macau, já por mim referenciado em (2). O livro foi publicado no ano da sua morte.

No prólogo, traz uma ADVERTENCIA:
É este o segundo volume do compendio chinez de leitura intitulado:

國 文 教 科 書 (3)
(ch´on-tang-siu-hoc-kwok-man-kau-fo-shu),

a saber, Livro para ensino da litteratura nacional nas escolas de instrucção primaria.

Livro para Ensino -P. Nolasco da Silva 1.ª PáginaO compendio consta de uma serie de 10 volumes, abrangendo cada volume sessenta lições, todas aproximadamente da mesma extensão, contendo noções uteis e contos moraes. Foi methodicamente preprarado por uma sociedade de literatos chinezes que teem a sua sede em Shanghae. É destinado para as escolas primarias de toda a China, e tem conquistado grande popularuidade, tanto assim que é hoje adoptado nas escola de Shanghae, Hong Kong, Cantão, Macau, etc.
Foi aprovado pelo ministério da instrucção publica de Peking.
Depois da publicação do primeiro volume, no qual indicamos o numero de caracteres chinezes diferentes que contem os 6 primeiros volumes, pudemos apurar os caracteres differentes  que contem os quatro últimos volumes de modo que o total dos characteres chinezes diferentes que existem nos 10 volumes da serie sobe a 3559… (…)
Vê-se, pois, que para descrever a imensidade de assumptos diversos que os 10 volumes d´este compendio contem, não foi necessário em pregar mais que 3559 caracteres chinezes diferentes, que equivale a 3559 palavras.
É esta mais uma demonstração que prova que o numero de caracteres chinezes que são de uso comum e que é preciso conhecer não é tão grande como se tem ditto com grande exageração.”

Um exemplo destas lições:

第五十課   LIÇÃO 50.ª
方位  fong-wai   Os PONTOS CARDEAES

Livro para Ensino -P. Nolasco da Silva Lição 50.ª(1) 國文教科書: mandarim pinyin: guó; cantonense jyutping: gwok3 – nacional; mandarim pinyin: wén; cantonense jyutping: man4 – literatura; mandarim pinyin: jiào; cantonense jyutping: gaau1 – ensino; mandarim pinyin: kè; cantonense jyutping: fo1 – lição; mandarim pinyin: shu; cantonense jyutping: syu1 – livro.
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/05/06/personalidade-pedro-nolasco-da-silva/
(3) mandarim pinyin: chu deng xiao xué; cantonense jyutping: co1 dang2 siu2 hok6.

Livro publicado pelo Centro de Informação e Turismo, em 1967, contendo as palestras de diversas entidades, comemorando a 39.ª SEMANA DO ULTRAMAR, nesse ano. (1)

MACAU Semana do Ultramar Portugal no Mundo CAPA

Contributo da Marinha para a nossa permanência em África” – palestra realizada no Comando de Defesa Marítima no dia 4 de Abril de 1967, pelo 1.º tenente adm. Naval, António Vieira Nunes – pp. 7-20.
Portugal no Mundo” – palestra proferida pelo tenente Joaquim Pires Afreixo, no dia 7 de Abril, no Colégio D. Bosco – pp. 23-30.
Portugal no Mundo” – palestra proferida pelo Dr. Henrique Rodrigues de Sena Fernandes, director e professor da Escola Comercial “Pedro Nolasco”, no dia 8 de Abril, na Escola Comercial “Pedro Nolasco” – pp. 33-38.
Portugal no Mundo” – palestra proferida pelo professor Manuel Viseu Basílio, no dia 8 de Abril”, nas Escolas Primárias Oficiais – pp. 41-49.
Portugal no Mundo” – pequena palestra aos alunos da Escola Primária Oficial “João de Deus” da Taipa, proferida pelo Prof Lídia Ricardo – pp. 53-54.
Palestra proferida pela professora Kôk Sôi Iông, no dia comemorativo da Semana do Ultramar na Escola “Sir Robert Ho-Tung”- pp. 57-59.
Palestras proferidas nas Unidades da Guarnição Militar de Macau, no dia 7 de Abril de 1967:
Sr. Alf. Marcelo – pp. 63-65.
Sr. Ten. Penedos – pp. 66-67.
Sr. Alf. Alves – pp. 68-70.
Sr. Alferes Álvaro Nunes – pp. 71-72.
Sr. Alf. Rogério Artur dos Santos – pp. 73-74.
Sr. Alf. Carvalho – pp. 75-80.

A Sessão de Encerramento foi realizada no Ginásio do Liceu Nacional Infante D. Henrique, sob a presidência do Governador Brigadeiro José Manuel Sousa de Faro e Nobre de Carvalho, no dia 9 de Abril de 1967. A conferência ao título “Portugal no Mundo” foi proferida pelo Dr. Boavida da Rocha, professor do Liceu- pp. 83-96.
O Discurso do Governador no encerramento – pp. 99-102.
(1) Macau Semana do Ultramar, Portugal no Mundo. Centro de Informação e Turismo, 1967, 102 p.

Integrada nas comemorações do 40.º aniversário da Revolução Nacional, foi neste dia, realizada pelo Governador, coronel António Adriano Faria Lopes dos Santos, a inauguração do novo estabelecimento da Escola Comercial «Pedro Nolasco», situado na Avenida Infante D. Henrique,  uma velha aspiração da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses, entidade que teve a seu cargo este estabelecimento, mantendo-o em funcionamento mais de um século, sem encargos nenhuns para os estudantes que o frequentavam.

Inauguração Escola Comercial 28MAI1966 IO Governador da Província no momento em que cortava a fita simbólica da inauguração do novo edifício da Escola Comercial «Pedro Nolasco».

O novo espaço é um edifício airoso, arejado, espaçoso a contrastar com o acanhamento do velho edifício (1) que não tinha espaço suficiente para comportar os 480 alunos que o frequentavam.

Inauguração Escola Comercial 28MAI1966 IIEntrada do novo edifício, no dia da inauguração 

Inauguração Escola Comercial 28MAI1966 IIIO Dr. Henrique Nolasco da Silva, Presidente da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses, pronunciando o seu discurso no dia da inauguração. Na foto, à esquerda, o director da Escola Comercial nesse ano lectivo, o Dr. Henrique de Sena Fernandes

Inauguração Escola Comercial 28MAI1966 IVUma formação de alunas, no dia da inauguração

Informação e fotos de “Macau Comemorações do 40.º Aniversário da Revolução Nacional”. Centro de Informação e Turismo, 1967, 292 p.

NOTA: a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses cedeu o edifício da Escola Comercial «Pedro Nolasco», actualmente extinta, para a instalação da Escola Portuguesa de Macau (EPM) em 1998.
(1) Ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/01/08/noticia-de-8-de-janeiro-de-1954-festa-escolar-escola-comercial-pedro-nolasco/

Integrado no programa das Comemorações Henriquinas, foi levado a efeito em Macau, nos dias 29 e 30 de Abril e 1 de Maio de 1960, no Campo Desportivo «28 de Maio», um Torneio Escolar de Atletismo, que “em todos deixou as melhores impressões”. (1)

O evento desportivo foi “o segundo dos que ultimamente se realizaram em Macau”, promovidos pelos Serviços de Instrução da chefia do Intendente António Emílio Maria Rodrigues da Silva, com a colaboração da Mocidade Portuguesa, Leal Senado e Conselho Provincial de Educação Física.

Estiveram inscritos neste certame atlético 376 estudantes de ambos os sexos pertencentes aos seguintes estabelecimentos de ensino:

Colégio D. Bosco,
Colégio do Sagrado Coração,
Colégio de Santa Rosa de Lima,
Escola Comercial «Pedro Nolasco»,
Escolas Primárias Oficiais «Pedro Nolasco» (sexo masculino e sexo feminino),
Instituto Canossiano,
Instituto Salesiano,
Liceu Nacional Infante D. Henrique e
Externato do Seminário de S. José.

Comemorações Henriquinas Torneio Escolar IProva de corridas 100 metros (?) , vendo-se três atletas do Liceu

Nos dias 29 e 30 de Abril fizeram-se as eliminatórias e as provas de apuramento.

Comemorações Henriquinas Torneio Escolar IIProva do lançamento do dardo, vendo-se três atletas do Colégio D. Bosco

Foram disputadas as seguintes taças:
Taça «Infante D. Henrique» entregue ao Liceu Nacional Infante D. Henrique
Taça «Governador da Província», entregue ao Colégio de Santa Rosa de Lima
Taça «Leal Senado», entregue ao Instituto Salesiano.
Quatro taças «Conselho Provincial de Educação Física», entregues no final às classes de ginástica das quatro escolas que as apresentaram.
Duas taças «Mocidade Portuguesa», entregues no final à equipa do Liceu, vencedora da luta de tracção masculina e à equipa do Colégio de Santa Rosa de Lima, vencedora da luta de tracção feminina e
Taças «Serviços de Instrução» foram entregues às escolas vencedoras das provas de estafetas.

Comemorações Henriquinas Torneio Escolar IIIProva de salto em comprimento de um atleta da Escola Comercial

No dia 1 de Maio, o programa compreendia a apresentação de quatro classes de ginástica, do Colégio de Santa Rosa de Lima, das Escolas Primárias Oficiais (1) , do Colégio D. Bosco e do Instituto Salesiano; desfile dos atletas e ginastas e disputa das finais das provas do torneio.
O Governador à entrada do recinto, foi saudado pelos primeiros acordes do Hino Nacional, executados pela Banda do Instituto Salesiano da Imaculada Conceição.
No campo, os estudantes, em formatura e sob a direcção do reverendo Pe. José Barcelos Mendes, entoaram «A Portuguesa», acompanhados pela banda dos alunos salesianos, findo o que, desfilaram perante a tribuna, saudando a primeira autoridade da Província.

Os juízes das provas estavam sob a direcção do Sr. José dos Santos Ferreira.

Informações recolhidas de: Comemorações, em Macau, do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique. Leal Senado da Câmara de Macau, 1960, 417 p.

(1) Quanto à apresentação da classe de ginástica da Escola Primária Oficial (sector masculino), pode ver três fotos, tiradas nesse dia, 1 de Maio de 1960, da minha participação nessa classe de ginástica , então aluno da 3.ª classe da primária.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/03/14/escola-primaria-oficial-pedro-nolasco-da-silva-emblema-i/