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Este postal intitulado “Conjunto escultórico” pertence a uma colecção de oito postais (seis da Ilha da Taipa e dois da Ilha de Coloane) que a Câmara Municipal das Ilhas editou na década de 90 (século XX). Indicações em português, chinês e inglês. Todas as fotografias desta colecção são da autoria do fotógrafo Fong Kam Kuan.

Conjunto escultórico, Taipa
氹仔大型浮雕 (1)
Sculptural ensemble- Taipa

Projectado pela escultora portuguesa Dorita Castel-Branco, o Conjunto Escultórico começou a ser construído em 1984, e ficou concluído no ano seguinte tendo sido inaugurado pelo então governador Almirante Vasco Leote de Almeida e Costa, em 23 de Dezembro de 1985.
O monumento em ziguezague consiste em seis trabalhos de alto-relevo. O mais alto é um astrolábio.
A vida quotidiana, a indústria e os costumes de Macau são os temas principais desta obra escultórica.
Vêem-se ainda representados em alto relevo os pontos históricos e turístico mais famosos e do leão de Macau: as Ruínas da Igreja de S. Paulo, o Casino do Hotel Lisboa e Monte da Guia. Faz ainda alusão aos meios de transporte mais utilizados antigamente em Macau, como os triciclos, os sampan, os juncos e os barcos de formato ocidental. Os elementos decorativos do monumento representam, para além da animação das festas tradicionais coma as danças do dragão e do leão e a queima de panchões, duas meninas com trajes tradicionais a dançar em frente do Templo de A Má, mostrando aspectos culturais e as festas que animam a população de Macau.

Foto do “Roteiro das Ilhas – Ilha da Taipa”, 1996 (2)

Quanto ao Miradouro, dispõe de uma escadaria para subir até ao alto, donde se podia (na altura da inauguração) desfrutar uma panorâmica da península de Macau e era o local privilegiado para ver as duas pontes (então existentes) que fazem a ligação entre Macau e Taipa. (2)
Sobre o conjunto escultório (e Miradouro) ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/10/31/leitura-roteiro-das-ilhas-ilha-da-taipa/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/02/13/exposicao-meu-ver-macau/
(1) 氹仔大型浮雕mandarim pīnyīn: dàng zǎi dà xíng fú diāo; cantonense jyutping: tam5 zai2 daai6 jing4 fau4 diu1.
(2) Roteiro das Ilhas – Ilha da Taipa. Câmara Municipal das Ilhas, 1996

Pequeno livro (15 cm x 18,5 cm) de divulgação turística, de 1996, editado pela Câmara Municipal das Ilhas, em português e chinês, sem numeração das páginas. (1)

Roteiro das Ilhas -Ilda da Taipa CAPACAPA com a foto do conjunto escultório e miradouro na Montanha da Taipa Pequena, projectado pela escultura portuguesa Dorita Castel-Branco, concluído em 1985 e inaugurado em 23 de Dezembro de 1985 pelo Governador Vasco Leote de Almeida e Costa.

Roteiro das Ilhas -Ilda da Taipa CONTRACAPAA Contra-capa com o Brasão da Câmara Municipal das Ilhas (2)

Roteiro das Ilhas -Ilda da Taipa ÍNDICENa página 2, apresenta o Índice dos locais abordados da Ilha da Taipa, com interesse turístico, com um pequeno resumo sobre a história e descrição do local, acompanhado de fotografias.

Roteiro das Ilhas -Ilda da Taipa Mapa do TerritórioEntre as primeiras páginas, um desdobrável apresenta o  mapa do Mar da China, com incidência no Território de Macau e Regiões Adjacentes, numa escala de 1:250.000.

Roteiro das Ilhas -Ilda da Taipa Mapa da TaipaNo verso do desdobrável, outro mapa, o da Ilha da Taipa, do ano de 1996, (escala de 1:15 000) com as duas ligações a Macau (ponte do Governador Nobre de Carvalho e ponte da Amizade), o aeroporto, a Estrada do Istmo e os terrenos da futura COTAI.

(1) Roteiro das Ilhas, Ilha da Taipa. Edição da Câmara Municipal das Ilhas, 1996, 107 p. + 1 desdobrável, ISBN 972-8279-10-8.
(2) Pela Portaria n.º 468/74, de 10 de Julho, foi atribuído ao Concelho das Ilhas o privilégio de usar escudo de armas e bandeira próprios.

A exposição intitulada «Meu Ver Macau” de Dorita de Castel-Branco, realizou-se em Fevereiro de 1985,  no Hotel Excelsior em Macau (1)

O Bonzo de Dorita C BrancoBONZO

Dorita de Castel Branco (2) fez escultura, desenhos, serigrafia, vitral, medalhística, numismática e jóias.
Em Macau, é autora do grande monumento à entrada da ilha de Taipa.

The Taipa Pequena Trail can be accessed from Estrada Lou Lim Ieoc, just behind the Regency Hotel.  As you climb the hill, you will see the Taipa sculpture complex, a series of beautiful reliefs on a zigzagged wall, telling the stories of Macau day-to-day life.  The sculptures were created by Portuguese artist Dorita Castel-Branco, who was inspired by The great wall of China.  The sculpture complex is also one of the best view points around the hill.”
http://www.metropolasia.com/Macau-attractions/Taipa-nature-trails´

Miradouro da Taipa - Lei U VengFoto de Lei U Veng

As Esculturas de Relevo de Taipa, com autoria da escultora portuguesa Dorita Castel-Branco, foram inspiradas na Grande Muralha da China. Este monumento representa a vivência da população de Macau ao longo de cerca de quatro séculos e meio e os pontos de interesse do Território. Utilizando o jogo de luzes, a autora provoca uma sensação tridimensional.”
http://www.icm.gov.mo/Exhibition/macaulandscape/MArtsP.asp?id=700

Miradouro da Taipa - Ho Kuok ManMIRADOURO DA TAIPA – FOTOGRAFIA DE HO KUOK MAN

POSTAL DE 1994

“A obra foi encomendada pelo Governador Almeida e Costa para representar a amizade luso-chinesa. Macau vivia então um tempo de “vacas magras” pelo que os milhões gastos na encomenda criaram grande polémica , até porque para a acomodar, foi necessário destruir parte da colina  até então verdejante. A “Tribuna” então semanário, divulgou os primeiros desenhos da escultura, e o “Jornal de Macau” chamou-lhes “os calhaus da Taipa“, nome que ficou na comunidade portuguesa e fez com que estivesse abandonado durante alguns anos. Com a chegada do Governador Rocha Vieira, o monumento passou a ter destaque, através de uma iluminação adequada.”
DINIS, José Rocha –  Editorial “Que se ensina no IFT” no JTM de 23 de Fevereiro de 2009.
http://www.jtm.com.mo/view.asp?dT=307502001
(1) NAM VAN, n.º 10, 1985. Edição do Gabinete de Comunicação Social do Governo de Macau pp. 27 – 30.
(2) Dorita de Castel-Branco (1936-1996). Frequentou o Curso de Escultura na Ex.-Esbal onde evidencia desde logo um enorme talento, abordando o trabalho com uma impulsiva fogosidade e reflectindo a enorme alegria de viver, que marcaria assim a sua obra. Concluído o curso em 1962, parte para Paris, como bolseira da Fundação Gulbenkian (1963-1964) onde vem a frequentar a École Supérieire des Beaux-Arts e a Académie du Feu entre 1963 e 1965. Nesses tempos de experimentação e assimilação de novas estéticas e novas expressões artísticas de escultura, terá contactado com os trabalhos de alguns protagonistas da renovação das linguagens, como Brancusi; Archipenko; Arp e H. Moore, referências seguras da escultura moderna europeia a que a sua obra não terá sido totalmente alheia. Empenhada na concretização de um projecto artístico personalizado e definindo uma identidade própria
http://www.lisboapatrimoniocultural.pt/artepublica/eescultura/autores/Paginas/Dorita-de-Castel-Branco-1936-1996.aspx