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Arquivos de Macau III série, Vol XVIII, n.º 4 de OUT 1972, p. 224

NOTA 1: Botica do Hospital Real Militar (1) posteriormente com outras designações: Laboratório Farmacêutico (1810); Laboratório Químico Farmacêutico (1877); Laboratório Químico Farmacêutico Militar (1887); Laboratório Químico Farmacêutico do Exército (1943), foi criado em 1808, pelo Príncipe Regente D. João (decreto de 21 de Maio) como Botica Real Militar, anexa ao Hospital Militar e Ultramar, que estava instalado no antigo Colégio dos Jesuítas, no morro do Castelo, no Rio de Janeiro (Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1930) in Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz – http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br)

NOTA 2: Alguns vocábulos da “Relação dos Medicamentos”:

Anchões (plural de anchão); termo macaense “anchom” – boião pequeno, compoteira. Do cantonense ham (tampa) e choum (malga) – Dicionário Luso-Asiático de Sebastião R. Salgado)

Arráteis (plural de arrátel) – antiga unidade de medida de peso equivalente a 459 gramas. (2)

Arrobas (plural de arroba) –  peso antigo de 32 arráteis, ou um quarto de quintal, 14,688 Kg. (2)

Beijoim ou benjoim – resina balsâmica do benjoeiro (árvore estiracácea) (2)

Bispote – recipiente portátil para urina ou dejectos humanos.= bacio. (2)

Onça – peso da décima sexta parte do arrátel ou da duodécima parte da libra das farmácias (2)

Raiz da China – planta esmilácea (2)

Ruibardo – género de plantas poligonáceas, de raiz medicinal. (2)

Volatil – ave doméstica (2)

(1) Hospital Real Militar e Ultramar (outras denominaçõesHospital Real Militar e Ultramar (1768); Hospital Real Militar; Hospital Regimental do Campo (1832); Hospital Militar da Guarnição da Corte (1844); Hospital Central do Exército (1890)), foi criado em 1832 (decreto 0-135, de 17 de fevereiro) quando foram extintos os Hospitais Militares em todo o país, transformando os existentes em “Hospitais Regimentais”. O Hospital Real Militar e Ultramar foi transferido para o Quartel do Campo da Aclamação, na actual Praça da República, e passou a se chamar Hospital Regimental do Campo. Em 29 de Dezembro de 1844, em face da precariedade das instalações, voltou a instalar-se no Morro do Castelo, novamente centralizado, para atender a todos os militares do Exército, com a denominação de Hospital Militar da Guarnição da Corte.

O histórico do Hospital Real Militar e Ultramar em; http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/iah/pt/verbetes/hosremili.htm

(2) Dicionário Priberam da Língua Portuguesa – https://dicionario.priberam.org/

Dicionário Geográfico de Joze Maria de Sousa Monteiro (1810-1881) – Cavalleiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição, e Secretário Geral Honorario da Provincia de Cabo-Verde, etc, etc. – “Diccionario geographico das provincias e possessões portuguezas no Ultramar em que se descrevem as ilhas e pontos continentaes que actualmente possue a corôa portugueza e se dão muitas outras notícias dos habitantes, sua historia, costumes, religião e commercio” (1)
Descrição de Macau nas pp. 341-352
(1) MONTEIRO, Joze Maria de Souza Monteiro – Diccionario geographico das provincias e possessões portuguezas no Ultramar em que se descrevem as ilhas e pontos continentaes que actualmente possue a corôa portugueza e se dão muitas outras notícias dos habitantes, sua historia, costumes, religião e commercio. . Lisboa : Tip. Lisbonense, 1850. – 539, [4] p.; 21 cm.
Extraído de:  http://purl.pt/13931

Dicionário Chinês- Português de Análise Semântica Universal do Padre Joaquim Guerra (1)
Foto no interior da capa

Prefácio do autor datado de 13 de Outubro de 1980:
Disse Mestre Confúcio “Em tudo o que penso, digo e faço, não perco de vista o próximo”. A tanta perfeição não chego eu. Em todo o caso, quando escrevo, não é para o papel, mas para os leitores.
A presente obra parece um Dicionário Chinês-Português; é, porém, com mais exactidão, uma Chave Universal de Análise Semântica, ou seja, para todas as línguas; sem excepção, cuido eu. E nisto representa – os leitores que ajuízem – uma útil descoberta. (…).”

CONTRA-CAPA

Livro “volumoso” de 26 cm x 19 cm x 5,5 cm com 1118 páginas, edição patrocinada pelo Governo de Macau.
1.ª página: dedicatória do autor ao Padre João Seabra datada de «Lisboa, 23 de Fevereiro de 1993»
(1) GUERRA, Joaquim A. de Jesus (S. J.) – Dicionário Chinês- Português de Análise Semântica Universal. Jesuítas Portugueses, Macau, 1981, 1118 pp. Impresso em «Pond´s Entreprise Co.»
Para melhor informação da cronologia e biografia do Padre Joaquim Angélico Guerra, aconselho as leituras disponíveis na net:
1 – Padre Joaquim Guerra, S. J. (1908-1993), Centenário do Nascimento. Centro Científico e Cultural de Macau, I. P.
href=”http://www.cccm.pt/anexos_noticias/c20090321173951.pdf”>http://www.cccm.pt/anexos_noticias/c20090321173951.pdf
2 –  Blogue «Crónicas Macaenses»:
https://cronicasmacaenses.com/2014/09/14/padre-joaquim-guerra-o-maior-sinologo-portugues/
3 – Blogue «Sinografia»
http://sinografia.blogspot.pt/2013/11/o-homem-que-converteu-confucio.html
4 – António Aresta no Jornal Tribuna de Macau
http://arquivo.jtm.com.mo/view.asp?dT=359902004

Em anterior referência ao professor de inglês do Liceu Nacional Infante D. Henrique, Énio da Conceição Ramalho (1) referi que era lembrado sobretudo pela sua «Gramática de Língua Inglesa» utilizado pelos alunos de Liceu nas aulas de inglês.
Outro dos livros publicados pelo Dr. Énio Ramalho, e também muito utilizado no 2.º ciclo do Liceu para a disciplina de inglês foi o «Dicionário ESSENCIAL INGLÊS – PORTUGUÊS» (2)
Do Prefácio:
…Por isso, a solução que nos pareceu melhor foi a limitar o âmbito deste livro às exigências do programa do 2.º ciclo, considerando que o aluno faz uso do dicionário principalmente (e, na maioria dos casos, unicamente) para a tradução dos textos. Assim, ele encontrará adiante todos os vocábulos do texto nas várias acepções aí contidas, e outros que julgámos oportuno registrar sem todavia onerarmos demasiadamente o corpo do livro. …(…)

The Human Body – O Corpo Humano (fig. 3)
(Págs. VI-VII do VOCABULÁRIO ESSENCIAL ILUSTRADO)

… A parte final contém um vocabulário ilustrado que abrange o programa do 2.ºciclo e com os assuntos dispostos pela mesma ordem. Ele servirá principalmente para auxiliar o aluno nas revisões do vocabulário que julgamos essencial para esses três anos…. (…)

Football – Futebol ( Fig. 24)
(Pág XLIV do VOCABULÁRIO ESSENCIAL ILUSTRADO)

Na última página, o comprovativo da compra do livro (N.º 180434) na “afamada” livraria “Polidor”, na Travessa do Roquete n.º 5, Macau – Telefone: 2121. Se não me engano a compra efectuou-se em 1964 (ano lectivo 1964/65 – 3.º ano liceal em que se iniciava o “inglês”).
A «Polidor», iniciou actividades na Travessa do Roquete n.5 (1954?) e depois mudou-se (finais da década de 50?) para o Largo do Senado, no rés do chão do antigo edifício “Ritz Mansion” (posteriormente após restauro, foi aí instalada a “Direcção dos Serviços de Turismo de Macau”, hoje “Centro de Turismo de Negócios de Macau”
Era sobretudo uma livraria e papelaria onde se compravam os artigos, livros e manuais escolares, mas também vendia material de escritório. Durante muitos anos era o local onde se vendia os jornais vindo da “metrópole” (com algum??? atraso pois os jornais vinham por via marítima)
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/enio-ramalho/
(2) RAMALHO, Énio – Dicionário Essencial Inglês-Português (223 p.) + Vocabulário Essencial Ilustrado”. Empresa Literária Fluminense, Lda., Tipografia Camões, 1962, 223 p.+ 45 p., 17,5 cm x 12,5 cm x 2 cm. Capa dura.
NOTA: Mais referências sobre Énio Ramalho, aconselho leitura do artigo de António Aresta no «Jornal Tribuna de Macau», 17de Outubro de 2014, disponível em: http://jtm.com.mo/opiniao/enio-ramalho/

O Dicionário Corográfico de Portugal Contemporâneo (abrangendo o continente, ilhas adjacentes e colónias) da autoria de António Sampaio de Andrade, publicado no ano de 1944 foi “um trabalho que foi submetido a douta apreciação do Ministério do Interior, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e do Patriarcado
dicionario-corografico-1944-capaCom referência a Macau tem nas páginas 73 e 74. Sete entradas de «Macau» (uma referente a Moçambique):
1 – Macau (Colónia Portuguesa) – Colónia na costa da China Meridional (província de Cantão ou Cuang-Tung)
2 – Diocese de sufragânea da Metrópole Eclesiástica de Goa-e-Damão. Sede: Macau. Abrange o Território da Colónia.
3 – Península na costa S. da China (parte meridional da ilha Hião-Chão ou Chung-Shan)
4 – Concelho da colónia de Macau: 9 freguesias, com 144.240 habitantes. Superfície: 5,247 Kmsq.
5 – Santa Nome de Deus de Macau – cidade, episcopal, com «pôrto livre», sede de concelho.
6 – Ilha de Macau na Colónia de Moçambique, junto da costa oriental e da foz do rio Save, e a S. S. E., e a cêrca de 90 Kms da Baía de Sofala
7 – Ilha de Macau ou ilha de Hião-Chão – ilha na costa meridional da China e a N. da Colónia e Macau, à qual pertence a extremidade S.
dicionario-corografico-1944-macauTaipa com 3 entradas na página 125
1 – Ilha da Colónia de Macau (Arquid. De Goa e Damão) entre a península de Macau e a Ilha de Coloane e a N. N. E. da Ilha tai-Vong-Cam. Compreende a vila da Taipa e as povoações de Semg-Sa e Tcheok-Ka-Tchin coma sup. Total de 4,431 Kmsq. Pop: 7,882 hab.
2 – Vila da Ilha da Taipa e sede de concelho das «Ilhas de Taipa e Coloane» de Macau
3 – Canal do mar da China e entre a Ilha Macarira (D. João) e a Ilha de Taipa
dicionario-corografico-1944-macau-p-74Coloane (ou Colovane) na página 42 – ilha de Macau; a S. da Ilha da Taipa e a E. da Ilha da Montanha (Tai-Vong-Cam). Compreende a vila de Coloane e as aldeias de Hac-Sá, Ka Ho, Seak-Pai e Lui-Tchi-Van com a  sup. Total de 5,832 Kmsq. Pop: 5.053.
Os dados oficiais apresentados neste Dicionário, relativos a Macau, foram retirados da Agência Geral das Colónias.
ANDRADE, António Sampaio de – Dicionário Corográfico de Portugal Contemporâneo. Livraria Figueirinhas, 1944, 218 p.

No dia 3 de Outubro de 1841 faleceu de febre maligna, no Seminário de S. José, o ilustre sinólogo, padre Joaquim Afonso Gonçalves, da extinta Congregação da Missão ou de S. Vicente de Paula, autor das várias obras destinadas à aprendizagem da língua chinesa, considerado como o primeiro grande sinólogo português em Macau. Foi sepultado no cemitério de S. Paulo e depois transladado para a igreja do Real Colégio de S. José. (1) (2) (3)

padre-joaquim-afonso-goncalvesCerva – Foto MaricelPer – Reverendo Joaquim Afonso Gonçalves (4)

O padre Joaquim Gonçalves nasceu em Tojal, concelho de Cerva, da província de Trás-os-Montes, (5) em 23 de Março de 1781 e foi baptizado na Igreja de S. João de Limões, do arcebispado de Braga. Entrou para a congregação a 17 de Maio de 1799, tomou votos em 1801 (Lazarista) e em 1812, partiu de Lisboa para Macau  onde chegou a 28 de Junho de 1813 (6) com a missão de fundar o Observatório Astonómico de Pequim. No entanto não mais saiu de Macau (excepto um período em Manila para onde fugira pelas suas ideias liberais) tendo ingressado no Real Colégio de S. José, onde aprendeu a língua chinesa tornando-se uma exímio sinólogo e onde ensinou outras matérias: português, gramática, latim, francês, inglês, teologia, aritmética, matemática, álgebra , geometria, música. (6) (7)
padre-joaquim-afonso-goncalves-iiFoi membro da Real Sociedade Asiática de Calcutá. Eleito sócio correspondente da «Academia Real das Sciencias de Lisboa» em 18 de Novembro de 1840, não chegou a receber o diploma, nem o de cavaleiro da ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, cuja mercê lhe fora decretada pelo mesmo tempo. (7)
(1) GOMES, Luís Gonzaga – Efemérides da História de Macau, 1954.
(2) A lápide sepulcral tinha a seguinte inscrição:

D. O. M.
Hic Jacet
Rev. D.Joachim Alph. Gonçalves Lusitanus
Presbyter Congregationis Missionis
In Regali Collegio S.Joseph Macaonensi
Professor Eximius
Regalis Societatis Asiaticae Socius Exter
Pro Sinensibus Missionibus Sollicitus
Perutilia Opera
Sinico, Lusitano Latinoque Sermone
Composuit Et In Lucem Edidit
Moribus Suavissimis, Doctrina Praestanti
Integra Vita, Qui Plenus Diebus
In Domino Quievit, Sexagenário Major
Non. Octobr.
Anno MDCCCXLI
In Memoriam Tanti Viri
Eius Amid Litteraturaeque Cultores
Hunc Lapidem Consecravere (8)

ARESTA, António – Joaquim Afonso Gonçalves, professor e sinólogo, 2000.
file:///C:/Users/ASUS/Downloads/Joaquim%20Afonso%20Gon%C3%A7alves,%20professor%20e%20sin%C3%B3logo.pdf
(3) A sua Necrologia saiu no Diario do Governo, n.º 20, de 24 de Janeiro de 1842.
padre-joaquim-afonso-goncalves-iii(4) http://fotos.sapo.pt/abraaomendes/fotos/?uid=yYrTOu2VkzR5fz7rrZD6#normal
(5) O Padre Joaquim Afonso Gonçalves terá nascido no lugar de Tojais, da antiga Freguesia dos Limões do antigo Concelho de Cerva, em 23-03-1781. Actualmente tudo isto pertence ao Concelho de Ribeira de Pena.
http://geneall.net/pt/forum/158263/joaquim-affonso-goncalves-p-e-1781-1841/
(6) Do Boletim do Governo de Macau:
padre-joaquim-afonso-goncalves-iv(7) PEREIRA, A. Marques – Ephemerides Commemorativas da História de Macau e das Relações da China com os Povos Christãos, 1868.
(8) Tradução: “A Deus Ótimo e Máximo. Aqui Jaz o Reverendo Sr. Joaquim Afonso Gonçalves, Português, Sacerdote da Congregação da Missão, exímio professor Real Colégio de São José, membro estrangeiro da Real Sociedade Asiática. Solicito pelo bem das missões chinesas, compôs e publicou obras muito úteis nas línguas sínica, latina e portuguesa; foi de costumes irrepreensíveis e exímios pela doutrina, sendo de vida ilibada; cheio de dias, descansou no Senhor, em 3 de Outubro de 1841, aos 60 anos de idade. Os seus amigos e discípulos dedicaram esta lápide em memória de tão ilustre Varão”.
TEIXEIRA, Padre Manuel – Vultos Marcantes em Macau, 1982.
Alguns trabalhos académicos sobre a importância do trabalho do padre Joaquim Gonçalves.,  no âmbito do português-chinês, acessíveis na net:
BARROS, Anabela Leal de – Referências interculturais oitocentistas nas obras metalinguísticas em Português e Chinês do P.e Joaquim Gonçalves, 2014.
http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0807-89672014000100005
CEN, Ana Ng – Alguns aspectos da variação linguística num manuscrito e no impresso Arte China de Joaquim Gonçalves.2015.
http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/34274?locale=en
LEVI, Joseph Abraham – Padre Joaquim Afonso Gonçalves (1781-1834) and the Arte China (1829) an innovative linguistic approach to teaching chinese grammar (2007)
https://books.google.pt/books?id=5Oo3CfOuiBcC&pg=PA211&lpg=PA211&dq=Joaquim+Afonso+
Referência anterior neste blog:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/padre-joaquim-afonso-goncalves/

Dicionário Português – Chinês / 葡中字典 (1), mandado elaborar pelo Governo da Província e impresso na  Imprensa Oficial de Macau, em 1969, com 1864 páginas. (20 cm x 14 cm x 7 cm ).
Dicionário Português-Chinês 1969 CAPANo Prefácio, a Comissão (2),  encarregada na elaboração deste dicionário, salienta:
“… Este dicionário didáctico foi baseado nos dicionários português-inglês, da autoria do Padre Júlio Albino Ferreira, e inglês-chinês  «A Comprehensive English-Chinese Dictitionary», editado pela «The Commercial Press, Limited Shanghai, China». Servimo-nos igualmente para consulta e selecção de vocábulos, do Dicionário Prático Ilustrado português, do «Chinese-English Dictitionary», de Mathew´s, e de várias outras obras auxiliares.
Dicionário Português-Chinês 1969 LOMBADA

É de fácil manuseamento e essencialmente prático, contendo mais de 50 000 vocábulos em português, e seus correspondentes, em caracteres sínicos, com diversos significados, além das expressões e frases mais usuais em ambas as línguas.
Seríamos injustos se deixássemos de mencionar a pessoa de Rolando Agostinho dos Reis Ângelo que primeiro teve a honra de presidir a esta Comissão, no início deste seu trabalho, e que tão incansavelmente se houve no exercício do seu mister…”
A romanização dos caracteres chineses baseia-se em dialecto cantonense e os caracteres chineses são em formato tradicional.
(1) 葡中字典mandarim  pinyin: pú zhōng zì  diǎn;  cantonense jyutping: pou4  zung1 zi6 din2
(2) Comissão : Armando Maria de Sequeira Basto, Carlos Maria de Siqueira e António T. G. Dias.Armando Maria de Sequeira Basto (1918-?) foi intérprete tradutor oficial e solicitador judicial, filho de Abílio Maria da Silva Basto (1889-1976) que foi sub-chefe da Repartição Técnica do Expediente Sínico e intérprete do Consulado de Portugal em Cantão.)

DicionárioChinês-Português 1962 CAPACapa dura sem as letras (amarelo-ouro) visíveis, gastos pelo uso.

Dicionário Chinês-Português 中葡字典, edição do Governo da Província de Macau, composto, impresso e litografado no ano de 1962 na Imprensa Nacional de Macau.
DicionárioChinês-Português 1962 LOMBADAA impressão deste dicionário iniciou-se a 16 de Fevereiro, estando presente o Governador, tenente-coronel do C. E. M., Jaime Silvério Marques.
Acabou de se imprimir este dicionário chinês-português na oficina litográfica da Imprensa Nacional de Macau, aos sete de Julho do ano de mil novecentos e sessenta e quatro.
Dimensões: 19,3 cm x 13 cm x 5cm (lombada), com 921 páginas.
A lombada também sem as letras bem visíveis.
DicionárioChinês-Português 1962 1.ª PáginaO livro é dedicado, como “homenagem do Governo de Macau, ao Dr. Sun Yat Sen (1866-1925). O Dr. Sun Yat Sen viveu em Macau, onde exerceu clínica médica. A sua residência, hoje museu, constitui um monumento da Cidade.
DicionárioChinês-Português 1962 Sun Yat Sen“O dicionário baseia-se, quanto à pronúncia cantonense, nos dicionários A CHINESE-ENGLISH DICTIONARY IN THE CANTONESE DIALECT, do Dr. Esrnest John Eitel, LE DICTIONAIRE CHINOIS-FRANÇAIS, do Pe. Louis Aubazac, e no Novo Dicionário Chinês, com pronúncia mandarina e cantonense, de Wong Chông T´óng, da Casa Editora K´wan Yick e, quando aos significados dos mesmos caracteres, servimo-nos, além dos citados, dos dicionários de Hóng-Hei, Ch´i-Yun, Ch´i-Hói e outros.” (2)
DicionárioChinês-Português 1962 InstruçõesComo exemplo duma apresentação dum caracter pronunciado em cantonense segundo este dicionário como «FÔK» , vemos todas as variantes deste “tom” nas páginas 192-195 (entre parênteses apresento a pronunciação em pinyina vermelho e em cantonense jyutpinga azul) (3)

DicionárioChinês-Português 1962 Pgs 192-193

fôk – Tira de pano. Letra designativa de mapa, parede, pintura, etc. (; fuk1)
fôk  – Felicidade. Auspicioso. (; fuk1)
fôk – Ventre, abdómen. (; fuk1)
fôk – Morcego. (; fuk1)
fôk – Réptil venenoso. (; fuk1)
fôk – Dobrado. Duplicado. (; fuk1)
fôk – Tornar a. Tombar. Derrotar. Responder.(; fuk1)
fôk – Raios de uma roda. (; fuk1)
fôk – Prostar-se. Esconder-se. Humildemente. (; fuk6)
fôk – Mais uma vez. Novamente. Repetir. Restaurar. (; fuk6)
fôk – – Vestuário, Submeter-se. Luto. Dose. Tomar medicamento. (; fuk6)
fôk – Raiz da China (botânica). (; fuk6)
fôk –Pano para embrulhar roupa. (; fuk6)

(1) 葡字典mandarim pinyin: zhōng pú zì   dian; cantonense jyutping: zung1 pou4  zi6 din2.
(2)  A Comissão encarregue da feitura deste dicionário era constituída por A. H. de Mello, Padre António André Ngan e Padre Luís Hó.
Recorda-se que o Padre (depois, em 1976, Monsenhor) António André Ngan Im-Ieoc (1907-1982) foi governador do bispado (1966) e vigário-geral (1966-1974), sendo o primeiro chinês a ocupar estes cargos. É autor de vários livros bilingues nomeadamente do mais antigo manual de estudo de português nas escola chinesas.
NGAN, António André – Método de português: para uso das escolas chinesas. Imprensa Nacional, edição de 1977.
Outro livro de grande interesse:
NGAN, António André, Monsenhor – Concordância sino-portuguesa de provérbios e frases idiomáticas. Macau : Associação de Educação de Adultos de Macau, 1998. – 274 p.; 24 cm. – Edição bilingue.
(3) Actualmente como acontece com a uniformização da romanização do chinês (mandarim) com o sistema pinyin, também para o cantonense se adopta o sistema jyutping, sistema que apresento no meu blogue. No entanto mantenho a minha consulta neste dicionário para tirar dúvidas, pois adopta uma pronúncia do cantonense que eu aprendi.