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Extraído de «BPMT», XVII-36 de 4 de Setembro de 1871, p. 143

NOTA I: No dia 29 de Junho de 1871, entrou na barra de Macau o brigue Conceição de Maria. No dia 2 de Setembro do mesmo ano, passou pela cidade um violento tufão, afundando-se, na ponta de Ka Hó (Coloane) a barca holandesa Rolina Maria e a galera russa Vistula. A primeira perdeu 7 homens da sua tripulação de 16 homens e da segunda salvou-se toda a tripulação de 22 homens. O brigue português Conceição de Maria, pertencente a Francisco Manuel da Cunha, que saía para Yokohama, com carga de açúcar e vinho, naufragou na ponta de Kaikiao (Ponta Cabrita), salvando-se toda a sua tripulação. A corveta Duque de Palmela, do comando do Capitão-Tenente Gregório José Ribeiro, a galera D. Maria Pia e a canhoneira Camões sofreram grandes avarias, em consequência dos embates com os barcos chineses dos quais 150 ficaram danificados. (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia das História de Macau, Volume II, 2015, p. 198)

NOTA II – Na lista dos navios afundados, danificados e perdidos publicados em (1) consta:

DIA 2 /Setembro de 1871 – Rolina Maria – holandês: “The barque was driven ashore in a typhoon and wrecked at Macao, China with the loss of seven of her crew.”

DIA 3/Setembro de 1871 – Vistula – El Salvador: “The ship sank in a typhoon at Hong Kong.”

 (1) https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_shipwrecks_in_September_1871

Na sequência da postagem de ontem sobre a  “soireé musical” no dia 30 de Outubro, (1) realizou-se  no dia seguinte, 31 de Outubro, a grande festa de arromba para assinalar o aniversário natalício do rei D. Luís

Extraído de «Gazeta de Macau e Timor», I- 6 de Novembro de 1872 p. 2 http://purl.pt/26918/1/PT/index.html

Reproduzo a seguir a descrição do mesmo acontecimento feito por Luís Gonzaga Gomes (na continuação de anteriores crónicas “A Vida em Macau no Ano de 1872“, deste mesmo autor) (2) focando o baile dado pelo governador, Visconde de S. Januário no Palácio do Governo.

Constitui novidade a inovação de dois porta-machados a ladearem o retrato do Rei D. Luís, colocado sob o dossel, e cujos vistosos uniformes causaram grande agrado no público, que os viu marchar, pela manhã, à frente da guarda de honra. Duzentos e vinte cavalheiros com as suas impecáveis casacas ou reluzentes fardas e setenta e nove daas, elegantemente trajadas e ostentando ofuscantes brilhantes, estonteantes adereços, outras jóias de grande riqueza e raridade, emprestaram inusitado brilho a tão animado baile. As damas que apresentaram com maior elegância, distinção e bom gosto foram a esposa do Governador de Hong Kong, Lady Kennedy, com o seu lindo vestido de faille gris guarnecido de cetim da mesma cor e ricas rendas de Malines; e sua filha, senhorita Kennedy, de faille branco, encantadora na sua simplicidade; e esposa do Secretário-geral do Governo, D. Rosa Pinto Basto de moirée lilás, impondo-se pela sua esbelteza; a esposa do superintendente da emigração chinesa, D. Maria Amália Bruschy Pereira Rodrigues, de branco e azul com rendas de Bruxelas; a esposa do Cônsul do Sião D. Ana de Sena Fernandes, de cetim branco com enfeites verdes e brilhantes; a senhora Pyke, de cetim azul e rendas brancas; a senhorinha May, graciosa no seu vestido de amarelo de brilhantes; a Baronesa do Cercal, de preto e branco; e esposa do Administrador do Concelho, D. Maria Leite Baracho, de seda verde; D. Amélia Pacheco, de grenadine branco com rendas pretas e cetim amarelo, D. Florentina Carneiro, vistosa na sua toilette de faile branco, enfeitado de cetim cor de rosa; D. Idalina Velez, impante de natural elegância (ainda chegamos a conhecê-la na sua triste decadência física e económica), de preto e brilhantes e todas as restantes trajadas com requintes de ajanotamento e no último tom, num verdadeiro alarde de luxo e sumptuosidade. De entre os cavalheiros destacavam-se o Governador de Hong Kong, sir Arthur Kennedy, o General Whitefield, seu ajudante d´ordem; Mr Pauncefote, Juiz da vizinha colónia; o Barão do Cercal, D. Pedro de Lencastre; Mr. Deacon, Cônsul de Portugal em Cantão; Herr Ebel, Cônsul da Prússia, D. Juan Ortiz, Cônsul da Espanha; Alexandre Menacho, Cônsul do Peru; Comendador Bernardino de Sena Fernandes, Cônsul do Sião; João dos Remédios, Cônsul de Portugal em Hong Kong, Lourenço Pereira Marques, Presidente do Leal Senado; Júlio Pereira Pinto Basto, Procurador dos Negócios Sínicos; H. A. Pereira Rodrigues, Superintendente da Emigração Chinesa; Capitão-de-fragata João Eduardo Scarnichia, Capitão do porto; Capitão-de-fragata Tomas de Vila Nova Ferrari, comandante da estação naval e da corveta “Duque de Palmela”; Francisco de Melo Baracho, Administrador do concelho; o tenente-coronel Jerónimo Pereira Leite, Comandante da Polícia e muitas outras individualidades. Este baile deu brado e, pelos tempos adiante, ainda se referia a ele com entusiasmo e saudosas recordações, na sociedade macaense, cujo modo de vida viria a ser profundamente perturbado com a crise económica que se avizinhava. “ (3)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/10/30/noticias-de-30-e-31-de-outubro-de-1872-soiree-musical-recepcao-e-iluminacao-para-assinalar-o-aniversario-natalicio-do-rei-d-luis-i/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/10/31/noticia-de-31-de-outubro-de-1872-leitura-a-vida-em-macau-no-ano-de-1872-iii/

(3) GOMES, Luís Gonzaga – Páginas da História de Macau, 2010, p.301.

Notícia extraída de «Gazeta de Macau e Timor» (1) sobre mais uma expedição do comandante Tassara contra os piratas.

PIRATAS. – A requisição do capitão Tassara, comandante militar da Taipa e Colovam, marchou na madrugada de 10 de corrente, uma força do batalhão de linha, da corveta Duque de Palmella e da canhoneira Camões, em perseguição de três sapatiões tripulados por perto de cem piratas, que na tarde de 9 tinham vindo acoutar-se na Ribeira da Prata. (2) Parece que fugindo da costa d´oeste, onde foram ocupados por tropas mandarinas ás quaes resistiram causando-lhe algumas perdas, vinham procurar nas proximidades de Macau, novo teatro para as suas proesas. A força, comandada pelo capitão Tassara desembarcou ao sul da ilha Montanha não encontrando vestígio algum de pirata. Sobe-se ali que na véspera á noite, eles se tinham retirado, e que provavelmente estariam ou em “Apomi” ou em Von-came.(3)  O estado da maré e a difficuldade da marcha por terra, não permitiam a ida a Von-came, em vista do que a força se dirigiu a “Apomi”, onde igualmente não teve noticias dos criminosos. Ás 7 horas da tarde recolheu a Macau depois de um dia de improbo trabalho sem resultado aparente. Nós julgamos que embora estas expedições não cheguem em geral a conseguir o seu fim tem comtudo a vantagem de afastar das proximidades de Macau, os malfeitores. Seria útil que as lanchas a vapor fizessem cruzeiros uma ou duas vezes por semana, o que talvez viesse a dispensar expedições como a ultima.”

(1) «Gazeta de Macau e Timor», I-4 de 15 de Outubro de 1872, p. 4

(2) Ribeira da Prata na Ilha de D. João.

(3) llha da Montanha ou Tai Vong Cam

Anteriores referências à corveta “Duque de Palmela”e canhoneira “Camões” https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/corveta-duque-de-palmela/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/canhoneira-camoes/

Extraído de «Gazeta de Macau e Timor», I – 27 de 25 de Março de 1873
Extraído de «Gazeta de Macau e Timor», I – 28 de 1 de Abril de 1873

NOTA: Thomas de Villa Nova Ferrari (1814 – 1873) – curso de Matemática da Real Academia de Marinha em 1931, guarda-marinha em 1833, 2.º tenente em 1843 ,em 1846 – Governador das Ilhas de Cabo Delgado, 1.º tenente em 1850, Capitão Tenente em 1859, atingiu posto máximo de Capitão-de-fragata em 1859. Embarcou em várias corvetas (entre elas, a sua última missão a Macau no «Duque de Palmela»), (1) escunas, brigues e fragatas. Maçon, iniciação antes de 1869. (2)
Anteriores referências à corveta «Duque de Palmela” (1) em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/corveta-duque-de-palmela/
(1) D. Pedro de Sousa Holstein (1781–1850), conde (1812), 1.º Marquês de Palmela (1823) e 1.º Duque do Faial (1833),  depois 1.º Duque de Palmela, concedido em vida (1833) e depois, em 1850, foi tornado de juro e herdade. Foi militar, político, diplomata e herói das Guerras Liberais. O Duque de Palmela foi o representante de Portugal na assinatura do tratado com a Inglaterra (Lord Aberdeen) sobre a abolição da escravatura, no dia 3 de Julho de 1842.
(2) VENTURA, António – A Marinha de Guerra Portuguesa e a Maçonaria. Nova Veja, Limitada,  2013, 247 p.

Na terça feira (6 de Fevereiro de 1872) pelas onze horas da manhan sentiram-se duas detonações e á segunda um bala explosiva de calibre 40 veio cahir n´uma caza china próximo da fortaleza da barra, tendo passado pela popa da corveta Palmella” (1)

Notícia extraída de «O Oriente», I-4 de 8 de Fevereiro de 1872
PORMENOR DO MAPA- MACAU E ILHAS PRÓXIMAS
Ta-Ssi-Yang Kuo, Vol I-II, 1889-1900
A CORVETA «DUQUE DE PALMELLA» ESCOLA DE ALUNOS MARINHEIROS EM FARO
http://alernavios.blogspot.com/2016/01/

(1) Corveta “Duque de Palmela” – corveta de madeira de 15 peças e 952,671t métricas de deslocamento, lançada à água em Lisboa em 25-01-1864, esteve ao serviço na Real Marinha de Guerra Portuguesa de 1864 a 1913. Foi em 1866 para a Estação Naval de Angola para reprimir o tráfico de escravos e em 1870 seguiu para a Estação de Macau. Em 1874 desarmou e passou em 1877 a sede da Escola de Alunos Marinheiros em Lisboa, que em 1895 foi transferida para Faro na mesma corveta. Em 1913 desarmou e foi vendida no ano seguinte.
Anteriores referências à corveta “Duque da Palmela” em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/corveta-duque-de-palmela/

Extraído de «O Oriente», I-5 de 15 de Fevereiro de 1872

Sendo os meses de Verão propícios aos tufões nesta zona do Pacífico, é natural que nos meses de Julho, Agosto e Setembro surjam sempre notícias referentes a temporais,  tufões ou ventos fortes que passaram por Macau.
Tufões q assolaram Macau - Gráfico e frequência

Gráfico da “Época e Frequência dos Tufões” (1)

Assim neste dia de 2 de Setembro de 1709:
Neste dia houve hum tao grande temporal nesta Cidade, que fes crescer as agoas fóra dos seus limites, quebrarão os mares toda a praia grande e casas della, e na praia pequena se encherão os Gudões das mesas cazas de agoa, a qual sobio a tres covados de alto dentro delles, durando esta enchente desde 6 horas da manhãa athe as nove da noite sem deminuir. No vasar chegarão as Lorchas a receberem o fatto que estava nas boticas. Em fim não há lembrança a mais remota de que houvesse nesta Cidade outra semelhante ” (2)
E no mesmo dia, mas de 1871: (1)
No dia 2 de Setembro de 1871, passou pela cidade um violento tufão afundando-se na ponta de Kaó (Taipa) a barca holandesa «Rolina Maria» e a galera russa «Vístula». A primeira perdeu sete homens da sua tripulação de 16 homens e da segunda salvou-se toda a tripulação de 22 homens . O brigue português «Conceição de Maria», pertencente a Francisco Manuel da Cunha, que saía para Yokohama, com carga de açúcar e vinho, naufragou na ponta de Kai Kiao (Ponta Cabrita), salvando-se toda a sua tripulação. A corveta «Duque de Palmela», do comando do Capitão-Tenente Gregório José Ribeiro, a galera «D. Maria Pia» e a canhoneira «Camões» sofreram grandes avarias, em consequência dos embates com o barcos chineses dos quais 150 ficaram danificados.” (3)

crveta Duque da Palmela 1864-1913A corveta DUQUE DE PALMELA  (1864 – 1913) (4)

A corveta «Duque de Palmela» (arvorava 3 mastros) que esteve algum tempo destacada em Macau,  foi construído no Arsenal de Lisboa e era uma corveta de propulsão mista (vela/vapor) da Armada Portuguesa. Serviu de 1864 a 1875, passando a  navio escola entre 1876 e 1913 em Lisboa e Faro, sendo depois desmantelado.
Características:
Deslocamento: 952 tons.
Armamento:  12 peças de 32 mm e com um rodízio (Brackeley) de 56 mm
Dimensões: 50 metros de comprimento; 9 metros de boca; 4,50 metros de calado
Propulsão: 1 máquina a vapor (acoplada a 1 veio = 7 nós ), desenvolvendo uma força de 150 hp.
Guarnição: 164 homens incluindo oficiais. (5)
(1) Referência ao mesmo tufão mas com data de 3 de Setembro de 1871: ” Formou-se no Pacífico, passou na ilha de Luzon e afectou seriamente Macau. Naufragaram na ponta de Ká-Hó a barca holandesa «Rolina Morim» e a galera russa «Vístula». Também se afundou o lugre português «Conceição Maria» A pressão desceu até 717,85 mm” (NATÁRIO, Agostinho Pereira – Tufões que Assolaram Macau, 1957) e (SIMÕES, Joaquim Baião – Macau e os Tufões, 1985).
(2) BRAGA, Jack M. – A Voz do Passado, 1987
(3) GOMES, Luís G. –  Efemérides da História de Macau, 1954.
(4) https://www.revistamilitar.pt/artigo/1065
(5) localhttp://alernavios.blogspot.pt/2016/01/duque-de-palmela.html
Referência anterior à corveta «Duque de Palmela»
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/corveta-duque-de-palmela/

Às 19.00 horas do dia 20 de Novembro de 1873, o 1.º Tenente da Armada, Vicente Silveira Maciel (1), comandante da escuna Príncipe Carlos, acompanhado do guarda-marinha Caminha e do Capitão de Infantaria Caetano Gomes da Silva, que jantara a bordo com os oficiais, quando seguiam numa baleeira (remadas por cinco robustos marujos) para terra, um fai-hái, (2) abalroou, premeditadamente, contra a baleeira.
Apesar das manobras do 1.º Tenente Maciel, que guinou, imediatamente para bombordo, a embarcação chinesa bordejou acto contínuo, para estibordo, continuando a dirigir-se de encontro à baleira. O fái-hái vinha com tal velocidade que não foi possível esquivar-se ao brusco choque. A baleeira apanhada de chofre, ao pé da voga, meteu, imediatamente toda a borda de bombordo debaixo da água e ficando atravessada na proa do barco chinês.
Lançaram-se, então, os marujos da baleeira bem como o guarda marinha ao mar e agarrando-se com desespero aos remos do fái-hái, que continuava a deslizar à voga arrancada com rumo para a Ilha da Lapa, conseguiram não sem grande dificuldade, saltar dentro dela.
Tendo conseguido trepar até ao fai-oi, os oficiais e dois ou três marinheiros que iam na baleeira travaram rijo combate com os chineses, caindo o Tenente Maciel no mar, onde foi salvo por um marinheiro, agarrando-se ambos a um bambu. Salvaram-se também o guarda- marinha Caminha e um marinheiro. O Capitão Silva e outros marinheiros foram considerados como desaparecidos. (3)
NOTA: No ano de 1873, governava Macau o Capitão Januário Correia de Almeida, Conde de S. Januário e a Estação Naval de Macau era comandada pelo 1.º Tenente Fernando Augusto da Costa Cabral
(1) A escuna Príncipe Carlos, comandada pelo 1.º tenente Vicente Silveira Maciel, já em Novembro de 1871, tinha dirigido uma expedição de nulo resultado, contra os piratas da Ilha da Montanha.
(2) 快 蟹 mandarim pinyin: kuài xiè; cantonense jyutping: faai3 haai5)
Fái-hái (caranguejo veloz), tipo de embarcação rasa, utilizada, principalmente, no contrabando do ópio importado pelos ingleses e que fazia a ligação da Ilha Lintin para Cantão.
(3) GOMES, Luís Gonzaga – Páginas da História de Macau. Instituto Internacional de Macau, 2010, 357 p., ISBN: 978-99937-45-38-9

ACTUALIZAÇÃO em 16 de Outubro de 2016:
O guarda marinha Caminha que com o 1.º Tenente da Armada, Vicente Silveira Maciel e o marinheiro se salvaram neste episódio, viria a ser capitão de mar-e-guerra, governador de Benguela (1883-1886) e mais tarde Vice-Almirante. Caetano Rodrigues Caminha (4) prestou serviço em Macau na escuna “Príncipe D. Carlos” que se afundou devido a um forte tufão em 1874 (5) e fez parte da tripulação da corveta “Duque de Palmela” (6)
(4) Caetano Rodrigues Caminha (1850-1930) Correspondente nacional, 1893 Capitão-de-fragata, comandante da Escola da Marinha. Sócio do Instituto de Coimbra (1852-1978)
https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/21258/3/Lista%20de%20s%C3%B3cios_2015.pdf

caetano-rodrigues-caminha-1893Capitão de fragata 1893 (7)
caetano-rodrigues-caminha-1901Capitão de mar e guerra (1901 ?) (7)
caetano-rodrigues-caminha-1911Vice-Almirante (1911) (7)
caetano-rodrigues-caminha-dr-8jan1911Diário da República n.º 8-11 de Janeiro de 1911 p. 114 (8)

(5) “Príncipe D. Carlos” (1866-1874) — Escuna de vapor construída em Inglaterra e que foi adquirida pelo governo de Macau em 1866. Armou com quatro bocas de fogo.
Em 1874, em Macau, perdeu-se por encalhe, devido a um tufão.
(6) A corveta “Duque de Palmela”, que em 1873 partiu de Hong-Kong para ir a Saigão receber o governador de Macau, Visconde de Januário, e a sua comitiva, para serem conduzidos a Banguecoque na corveta portuguesa. No trajecto, o comandante do navio ficou tão perturbado com os perigos da navegação na baía de Banguecoque que, ao passar uma zona bastante perigosa de bancos de areia, e ao ver a embarcação soçobrar, pediu para ser substituído pelo Caetano de Rodrigues Caminha e atirou-se ao mar! Este episódio é descrito por um jornal brasileiro da época, da província do Maranhão.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Caetano_Rodrigues_Caminha
(7) http://www.flickriver.com/photos/cgoulao/21904590309/
(8) file:///C:/Users/ASUS/Downloads/portaria_de_diario_da_republica_8_11_serie_i_de_quarta_feira_11_de_janeiro_de_1911.pdf

“Uma força composta de 60 praças da marinhagem da corveta Duque da Palmela, com dois guardas-marinhas, 18 soldados da polícia do porto e de loucanes (marujos chineses) da guarnição dos escalares, transportados, na lancha a vapor Sérgio, em dois escaleres da polícia do porto, levados a reboque e na lancha da corveta, desembarcaram em Uóng-K´âm (ilha da Montanha) sob o comando do 2.º tenente Vicente Silveira Maciel da lorcha Amazona, e conseguiram destruir um couto de piratas” (1)

(1) GOMES, Luís Gonzaga – Efemérides da História de Macau. Notícias de Macau, 1954, 267 p.