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Este livro “Voyage pittoresque autour du monde: résumé général des voyages de découvertes” é um resumo dos relatos da expedição do francês, Jules-Sébastien-César Dumont d’Urville (1) pelo Pacífico, publicado em 1843, um ano depois da sua morte.(2) (3)

Voyage Pittoresque Autour du Monde 1842 CAPAO Capítulo XXXIII é dedicado a “CHINE –MACAO”.
Voyage Pittoresque Autour du Monde 1842 IDa sua estadia em Macau, descreve-a nas páginas 277 a 286.

Voyage Pittoresque Autour du Monde 1842 IIPágina 277

Tem interessantes desenhos de Macau.

Voyage Pittoresque Autour du Monde 1842 IIIXXXV – 1. Macau
Voyage Pittoresque Autour du Monde 1842 IVVoyage Pittoresque Autour du Monde 1842 VXXXV – 2 . Gruta de Camões
Voyage Pittoresque Autour du Monde 1842 VIVoyage Pittoresque Autour du Monde 1842 VII

XXXIV – 3 . Entrada de Macau

Voyage Pittoresque Autour du Monde 1842 VIIIVoyage Pittoresque Autour du Monde 1842 IXVoyage Pittoresque Autour du Monde 1842 XXXXIV – 4. Parte de Macau
Voyage Pittoresque Autour du Monde 1842 XIVoyage Pittoresque Autour du Monde 1842 XIIXXXV – 3. Rio de Macau

Voyage Pittoresque Autour du Monde 1842 XIIIVoyage Pittoresque Autour du Monde 1842 FOTO(1) Jules Sébastien César Dumont d’Urville (“Condé-sur-Noireaux”) (1790-1842), oficial naval, explorador francês, botânico e cartógrafo. De Agosto de 1822 a Março de 1825, o tenente Dumont e o comandante do navio “La coquille”, tenente Louis Isidore Duperrey, fizeram uma expedição pelo Pacífico (Ilhas Malvinas, costas do Chile e Peru, ilhas do Pacífico, Nova Zelândia, Nova Guiné, Austrália e Antártida). Em Abril de 1826 como o mesmo barco, rebaptizado de “Astrolabe” e como comandante, partiu de novo de Toulon (França) para uma nova expedição pelo Pacífico, fazendo uma circum-navegação com chegada a Marselha em 1829. Fez uma terceira expedição, com o mesmo barco “Astrolabe”, em 1837 à Antártida e Pacífico. Em 25 de Fevereiro do mesmo ano descobriu o Pólo Sul Magnético. Voltou a França em 1840.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jules_Dumont_d%27Urville
(2) “Voyage pittoresque autour du monde: résumé général des voyages de découvertes de Jules-Sébastien-César Dumont d’Urville“. Publié sous la Direction de M. Dumont d´Urville, capitaine de vaisseau. Tome Premier. Paris, 1843”  (584 p.).A introdução do livro foi feita por M. Dumont d´Urville. (https://books.google.pt/books?id=CT5DAQAAMAAJ&pgPA198&lpg=PA198&dq=D%C3%A9barcad%C3%A9re+de+Macao&source=)da postage

(3) NOTA – actualização da postagem em 16-01-2016.
A edição deste livro que retirei da net, não é a primeira edição. A primeira é do ano 1834. A página de rosto é a mesma mas a da primeira edição tem o desenho de um junco diferente , com a legenda”Jonque de mandarin chinois“. A editora também não é a mesma.
Chamo a atenção para a leitura deste mesmo relato de viagem bem como para a excelência das ilustrações do livro “Viagem por Macau”  de Cecília Jorge e Rogério Beltrão Coelho, editado em 1999 (Vol. II nas pp. 142-159) e reeditado em 2014 (VolII – Século XIX – I Parte nas pp. 217-246).

“Os primeiros objectos que sucessivamente se offerecem à curiosidade do navegante, quando demanda o porto de Macáu, são uma bateria portuguesa(que, sobranceia aos rochedos e ao mar, domina toda a cidade) e o convento da Guia, notavel por suas altas muralhas, e copadas arvores, as unicas destes sítios. Por cima da Guia, no cume da rocha, se eleva outro mosteiro; e pela encosta da collina vem descendo as casas de Macau, à maneira de degraus, até o mar, que lambe os alicerces das derradeiras. Occupa a nossa colonia um retalho de solo ingrato, e tão limitado, que no espaço de duas horas pôde ser visto, situado na ponta oriental da ilha de Negao-Men, a qual tem dez leguas de comprimento, e é a maior do archipelago, em cujo golfo desagua o Tigre, rio da Cantão…(…)

Bateria e Quartel S. Francisco 1910Quartel e Bateria de S. Francisco na década de 10 (século XX)

Quatro fortalezas defendem Macáu, n´uma dellas, que tem uma cisterna, quatro fontes d´agoa nativa, e casamatas, e quarteis para 1.000 homens, existiam ainda em 1829, epocha a que se refere esta descripção, quarenta peças d´artilheria. A outra mais pequena, e provida de trinta peças, tem também uma fonte inexhaurivel, porém não pôde accomodar senão 300 soldados. Estas duas fortificações; colocadas nas maiores alturas da ilha, dominam todo o territorio, e apesar disso não podem resistir á má vontade, e á astucia dos mandarins; porque se hoje trovejasse a artilheria, começariam ámanhã a sentir os Macaistas os rigores da fome.

Com ser tão acanhado o territorio da colonia, não deixa de conter, além da cathedral e do acastellado convento da Guia, residencia do bispo, e dos doze cónegos seus vigarios, umas dez igrejas ou conventos de religiosos d´ambos os sexos, assim como tres hospitaes civis ou militares.
Ao descer da cidade alta para as praias avistam-se de tempos a tempos, nos sítios mais ermos, as latadas de flores, e os alvejantes tumulos dos cemiterios chins.” (1)

                             continua …

(1)   Artigo não assinado em “O Panorama”, 1837