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A sagração episcopal de D. Arquimínio da Costa realizou-se a 25 de Março de 1976.
A nomeação do novo bispo de Macau, na pessoa do Padre Arquimínio Rodrigues da Costa (1) pelo Papa Pauli VI, veio preencher a vaga deixada pelo falecimento de D. Paulo José Tavares. A notícia do acontecimento, foi transmitida em 21 de Janeiro de 1976, pela Rádio Vaticano e foi recebida pela população católica de Macau com manifesto regozijo, dada a simpatia que o nomeado desfrutava em Macau.

O novo prelado dá entrada na Sé Catedral

A Sé Catedral vestiu as suas melhores galas pera receber o seu novo Antístite, e os Revs. Prelados que vieram presidir à cerimónia litúrgica da sagração. Dísticos em português e chinês engalanavam o frontispício do templo e saudavam o novo prelado com o dizer evangélico: «BENDITO O QUE VEM EM NOME DO SENHOR».

Arquimínio da Costa dirige, pela primeira vez, como Bispo de Diocese, a palavra aos fiéis

A assistência à cerimónia da sagração episcopal, vendo-se no primeiro plano o Governador, coronel Garcia Leandro e Sua esposa.

Nas primeiras bancadas destacava-se a presença do Governador, Coronel Garcia Leandro e esposa, Madre Maria Clemência da Costa (irmã de D. Arquimínio), os Secretários-adjuntos, o Meritíssimo Juiz da Comarca, o Cônsul-Geral da França e muitos Chefes de Serviços e suas esposas. Em lugar especial da capela-mor, via-se o Bispo Anglicano de Hong Kong, Dr. John Gilbert Baker, o Rev. Frank Lin, pastor anglicano da Igreja de S. Marcos, em Macau e esposa.

Outro aspecto da assistência, estando na primeira bancada, destacadas autoridades oficiais.

D. Arquimínio da Costa entrou na Catedral na companhia do Bispo Sagrante, D. João Baptista Wu, de Hong Kong e dos Bispos consagrantes, D Carlos Lemaire, Bispo titular de Otrus, e D. Júlio X. Labayen, Bispo da Prelatura de Infanta, Filipinas.

O Governador de Macau apresenta os seus cumprimentos de felicitações a D. Arquimínio Rodrigues da Costa

(1) D. Arquimínio Rodrigues da Costa (1924 – 2016)  高秉常, natural da Ilha do Pico (Açores), veio para Macau na companhia de Monsenhor José Machado Lourenço, com mais três companheiros, em 1938, dando ingresso no Seminário de S. José a 8 de Dezembro desse ano. Foi sempre um aluno modelar, tanto no comportamento como nos estudos, pelo que foi durante anos subprefeito da disciplina dos seminaristas (1949-1953). Terminado o Curso Teológico, foi ordenado sacerdote por D. João de Deus Ramalho, S. J., no dia 6 de Outubro de 1949, celebrando a sua missa nova três dias depois. Foi professor de várias disciplinas, entre as quais Filosofia tanto para alunos internos como externos. Ficou reitor interino do Seminário de Fevereiro a Maio de 1955, na ausência do então reitor Cónego Juvenal Alberto Garcia (gozo de licença graciosa). Em 1957 seguiu para Roma a fim de cursar Direito Canónico na Universidade Gregoriana onde se licenciou em 1959. Regressou a Macau no dia 15 de Outubro de 1960, sendo novamente nomeado prefeito da disciplina e professor do Seminário. Em 1 de Agosto de 1961, foi nomeado reitor interino e, em 30 de Novembro, reitor efectivo daquele estabelecimento. Nomeado governador do Bispado nas ausências, em Roma, de D. Paulo José Tavares, em 1963 e 1965, durante o Concílio Vaticano II. Com a transferência do curso filosófico para o Seminário do espírito Santo de Aberdeen, Hong Kong, foi nomeado professor daquele estabelecimento de ensino, a partir do ano lectivo de 1968-69, onde lecionou Filosofia e Latim e foi prefeito de estudos do Curso Filosófico.
A 14 de Junho de 1973, foi eleito pelo Cabido vigário capitular da Diocese, cargo que exerceu até ser eleito Bispo de Macau. Bispo de Macau entre 1976 e 1988. Foi o último bispo de etnia portuguesa da Diocese de Macau. Eleito Bispo emérito de Macau, em 06-10-1988, regressou à sua terra natal nos Açores.
D. Arquimínio da Costa foi o terceiro Bispo de Macau, natural da Ilha do Pico, os outros dois foram D. João Paulino de Azevedo e Castro e o Cardeal D. José da Costa Nunes. É o quinto bispo natural dos Açores, sendo os outros, o Bispo D. Manuel Bernardo de Sousa Enes, da Ilha de S. Jorge, e o falecido Bispo D. Paulo José Tavares, da Ilha de S. Miguel.
Extraído de «MBIT» N.º 1-2, 1976.

Ano III 13MAI1954 Jubileu N.S. Fátima I

Em 1954, o povo católico de Macau celebrou a habitual festa de Nossa Senhora de Fátima, comemorando nesse ano o jubileu de prata da introdução na cidade de Macau do culto a Nossa Senhora de Fátima e as celebrações do Ano Mariano (1)
Durante 9 dias que precederam o dia 13, foi grande a afluência dos fiéis à Igreja de S. Domingos.
Desde o dia 12, último dia da novena, ficou o Santíssimo exposto até ao dia seguinte às 19.00 horas estando as adorações nocturnas bem como as diurnas foram feitas por agremiações católicas.
Com o amplo templo totalmente cheio, rezaram-se missas no dia da Festa, desde as 4 horas da manhã. Às 8.30 horas foi celebrada missa de oferecimento com Comunhão e às 10.00, Missa de Pontifical.

Ano III 13MAI1954 Jubileu N.S. Fátima IIO Rev.mo Bispo D. João de Deus Ramalho celebrando o Pontifical, com a assistência de todo o clero

À tarde, depois de recitadas renovação da Consagração da Diocese de Macau ao Imaculado Coração de Maria e dada a Bênção do Santíssimo aos fiéis e aos doentes, este último assinalado com a recitação das jaculatórias proferidas do púlpito pelo Rev. Padre Benjamin Pires Videira S. J., lenta e impressionante começou a desfilar a procissão de peregrinação que tinha por término a Ermida da Penha.
À saída da Igreja, A Virgem foi saudada por um vibrante toque de clarins, e ao mesmo tempo duma das janelas do templo, foram soltas três pombas brancas.

Ano III 13MAI1954 Jubileu N.S. Fátima IIISaída da Igreja de S. Domingos

À saída da Igreja, A Virgem foi saudada por um vibrante toque de clarins, e ao mesmo tempo duma das janelas do templo, foram soltas três pombas brancas.

Ano III 13MAI1954 Jubileu N.S. Fátima IVA branca Imagem da Senhora de Fátima sai de S. Domingos
aos ombros das Congregadas de Nossa Senhora de Fátima

Ano III 13MAI1954 Jubileu N.S. Fátima VNo Largo de S. Domingos começou a organizar-se a imponente Procissão que se dirigiu à Colina da Penha

A grandiosa peregrinação uma das maiores dos últimos anos, levou cerca duas horas a percorrer o itinerário marcado.
Chegada à Ermida da Penha, a Senhora entrou na Ermida acompanhada pelos fiéis que encheram, num curto espaço de tempo a pequena mas graciosa ermida.

Ano III 13MAI1954 Jubileu N.S. Fátima VINa Ermida da Penha

Pregou em português, o Revdo Cónego Juvenal Alberto Garcia, reitor do Seminário de S. José enquanto que o Revdo Padre Roque Lui, pároco da Igreja de S. Lázaro, pregou em chinês junto da Gruta de Nossa Senhora de Lurdes.
Em seguida foi entoado o solene Te-Deum por Sua Ex.ª Revma o Sr. D. João de Deus Ramalho, que deu a bênção aios fiéis, e da balaustrada da Penha à cidade inteira tendo um turno de clarins do nosso exército assinalado este acto.

Ano III 13MAI1954 Jubileu N.S. Fátima VII

A Benção do Santíssimo

Ano III 13MAI1954 Jubileu N.S. Fátima VIIIO adeus final à Virgem
(vendo-se entre a assistência, o Governador da Província)

Informação e fotos (má qualidade devido à impressão em papel) de “Macau, Boletim Informativo”, 1954.
(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Século XX, Volume 5. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, Macau, 1998, 320 p. (ISBN 972-8091-64-8)