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Esta notícia do arraial à maneira portuguesa que aconteceu a 7 de Julho de 1951 , (1) já a publiquei no ano passado (7-7-2016). Volto à mesma notícia agora extraída do Boletim Geral do Ultramar.(2)

Os Srs. Encarregado do Governo, Dr. Aires Pinto Ribeiro, o general Pinto Monteiro, o comandante militar Paulo Benard Guedes e esposa, e o comendador Kou Ho neng e esposa visitando as barracas.
A barraca chinesa

Barraca do «pão com chouriço»

(1) Notícia de 7 de Julho de 1951 – Arraial no ténis militar e naval
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/07/07/%EF%BB%BFnoticia-de-7-de-julho-de-1951-arraial-no-tenis-militar-e-naval/
(2) Notícia dos Serviços de Informação e Estatística de Macau, publicada BGU. XXVII -315/316, 1951.

Aspecto da procissão de S. João (1)
O andor de S. João entrando na Sé Catedral

Todos os anos, em cumprimento da promessa de proclamar S. João Baptista como Patrono de Macau, o dia de 24 de Junho, dia de S. João Baptista era condignamente festejado, com cerimónias religiosas. Assim foi, também no dia 23 de Junho de 1954. Pelas 18.00 horas, Iniciaram-se na Sé Catedral as festividades religiosas em honra de S. João Baptista, Padroeiro da cidade.
O Administrador Apostólico de Diocese presidiu às cerimónias que constaram de Vésperas solenes e de sermão proferido pelo Chantre Morais Sarmento, aludindo ao significado histórico e religioso da data. Foi também lembrada a vitória que os portugueses alcançaram sobre os holandeses nesse inolvidável dia 24 de Junho de 1622.
A procissão saiu cerca das 19.00 horas percorrendo o itinerário do costume. Os rapazes do Orfanato de Imaculada Conceição e do Colégio D. Bosco abriram alas à frente destacando-se os guiões e estandartes dos Padres Salesianos.
O andor do santo Padroeiro completa e artisticamente enfeitado com flores naturais, era conduzido pelos fiscais municipais, ladeado por uma deputação de bombeiros municipais, vendo-se à frente algumas crianças vestidas de anjos. Seguia após o elemento eclesiástico, onde se viam os alunos do Seminário de S. José, membro do clero secular e regular e o Cabido Diocesano. O Prelado da Diocese levava, sob o pálio, o Santo Lenho seguindo atrás as entidades oficiais. Um grande acompanhamento de fiéis fechava o cortejo sendo de notar, a par da grande multidão de civis, uma larga representação  elemento militar.  Banda dos Salesianos tocou durante o percurso.
No dia 24, às 10.30 horas foi celebrada Missa Solene na Sé Catedral com a presença da Vereação Municipal e de entidades civis e militares.
Na noite do mesmo dia, em continuação dos festejos em honra dos Santos Populares, promovidos pelo Leal Senado e patrocinados pela Esposa do Governador, D. Laurinda Marques Esparteiro, houve arraial à portuguesa no amplo terraço do mercado de S. Domingos. A festa dessa noite, como nos anteriores iniciadas pelo Santo António e as dedicadas depois a S. Pedro teve carácter beneficente, sendo as receitas inteiramente destinadas às obras de assistência.
Além da música de «pick up», o recinto foi abrilhantado por música de «jazz», pelos Grupos «Esperança» e «Negro-Rubro», música instrumental pela banda da Polícia e por fados, guitarradas e canções portuguesas em que alguns elementos dos soldados expedicionários se revelaram amadores competentes. (2)
(1) Foto de BGU XXX- 35, 1954.
2) Reportagem e fotos (infelizmente mal impressas) retirados de «MACAU B. I.» I-22, 1954.

Extraído de BGC XXVI- 310, Abril de 1951.

Hoje comemora-se o centésimo aniversário do nascimento do Padre Salesiano César Brianza, (1) professor de Música e de Religião e Moral no Colégio D. Bosco. (2) Formado pelo Conservatório Nacional de Lisboa, fundou em 1959 o coral dos “Pequenos Cantadores do Colégio D. Bosco” (3) dirigindo-o durante 16 anos.
Em 1962, juntamente com o Padre Áureo Castro, fundou a “Academia de Música de São Pio X”. O Padre César Brianza também foi orientador artístico da Banda da Polícia de Segurança Pública entre 1966 e 1980.
Em sua homenagem recupero um artigo (não assinado) publicado na Revista “Macau – Boletim de Informação e Turismo, (4) acerca da viagem do Coro «Os Pequenos Cantores» às Filipinas, nos últimos dias do mês de Janeiro e primeiros dias de Fevereiro   de 1976.
Nas Filipinas repetiram os mesmos êxitos. Se bem que com menos demora por estas terras intimamente ligadas à história deste nosso território, as suas qualidades artísticas e particularmente a sua preparação como conjunto coral foram motivos de estranheza admirativa da numerosa assistência que as descobriu nos concertos a que teve oportunidade de assistir. E os aplausos com que sublinhavam o seu entusiasmo e a sua admiração, traduziam o testemunho duma autêntica consagração dos nossos jovens intérpretes duma arte que vence os limites de todas as fronteiras nacionais… (…) que nos pode representar em qualquer parte do mundo…(…)

Os «Pequenos Cantores» na execução dum concerto nas Filipinas

Claro que um bom escultor consegue transformar uma pedra tosca, bruta, dura e informe numa obra prima capaz a de desafiar os séculos e os mais desencontrados gostos humanos. E o padre Brianza, maestro do conjunto, da matéria impreparada que lhe colocaram entre mãos, teve a habilidade de a converter em vozes harmoniosas que arrebatam, com todo o seu poder de emoção, uma assistência inteira… (…)
E as nossas autoridades diplomáticas que, com compreensiva modéstia, se haviam referido ao Grupo, porque não o conheciam, convenceram-se, perante o comprovado nível artístico dos concertos executados, que tínhamos em Macau um conjunto musical de elevada categoria. (…)

Os «Pequenos Cantores» confraternizam com estudantes filipinos, na sua embaixada de arte e amizade.

(1) Foto de «JTM », Uma Vida Ligada à Música, 4 de Abril de 2014
http://jtm.com.mo/local/uma-vida-ligada-a-musica/
(2) “O Padre César Brianza iniciou os seus estudos de piano em Hong Kong sob a égide do conhecido maestro Elisio Gualdi. Partiu depois para Xangai, onde recebeu lições de Kostevich, outro grande maestro, até partir para Lisboa, em 1954, onde tirou o curso de piano no Conservatório Nacional. Dois anos mais tarde partiu para Viena, para um estágio de três meses no Augarten Palaiso, o que lhe permitiu assistir frequentemente aos ensaios do aclamado grupo coral «Viena Boys Choir» “. (1)
(3) “A sua dedicação ao grupo dos Pequenos Cantores em Macau, que fundou em 1959, teve um grande impacto não só nos próprios jovens, como também no território. Conhecido pela sua dedicação, o Padre Brianza conseguiu transmitir aos jovens do Colégio Salesiano Dom Bosco uma confiança na procura de atingir a perfeição, merecendo rasgados elogios em cada actuação. Levar os Pequenos Cantores ao Japão foi um sonho tornado realidade para o padre, mas não se ficou por aqui, havendo outras digressões às Filipinas, Portugal, Singapura e Malásia.” (1)
(4) Macau B. I. T. XI-1-2,1976
Anteriores referências a este sacerdote e à deslocação dos «Pequenos Cantores» ao Japão em:
https://www.google.pt/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-#q=nenotavaiconta+C%C3%A9sar+Brianza&*

Realizou-se no dia 31 de Janeiro de 1973, a festa escolar do Festa Escolar do Colégio Dom Bosco, (1) destinada, particularmente, à distribuição de diplomas aos finalistas e de prémios aos alunos que mais se distinguiram no ano lectivo findo.

macau-b-i-t-viii-11-12-jan-fev-1973-festa-escolar-d-bosco-iO Revdo Pe. Ramiro Pereira Galhispo, director do Colégio fez um breve discurso sobre a juventude e os seus problemas nesta conjuntura do mundo actual.macau-b-i-t-viii-11-12-jan-fev-1973-festa-escolar-d-bosco-iiUm aspecto da assistência, com a presença do governador e esposa

macau-b-i-t-viii-11-12-jan-fev-1973-festa-escolar-d-bosco-iiiO programa de variedades agradou, salientando-se pela sua graciosidade e originalidade a «Dança das Vassouras» executada pelos mais miudinhos.
macau-b-i-t-viii-11-12-jan-fev-1973-festa-escolar-d-bosco-ivOs pequenos cantores do Colégio D. Bosco deliciaram a assistência com a execução dum variado e aliciante reportório de canções portuguesas e estrangeiras, salientando-se uma composição de Áureo Castro «A Menina de Olhos Verdes» sobre uma poesia lírica de Camões.
macau-b-i-t-viii-11-12-jan-fev-1973-festa-escolar-d-bosco-vAos finalistas foram impostos os distintivos do Antigo Aluno Salesiano, que os vinculam para sempre às instituições salesianas espalhadas por todo o mundo.
(1) No ano lectivo 1971/1972 funcionaram as seguintes classes:
Pré-primária com 15 alunos; Quarta classe, com 133 alunos; Curso preparatório para o ensino secundário 71 alunos; Curso Profissional (Mecânica) 44 alunos; Secção preparatória para os Institutos Industriais 9 alunos.
Fotos e reportagem (não assinada) retirada de “MACAU B.I.T., 1973”.

Mês de Agosto é mês de férias. Em Macau, nas décadas de 60 e 70 do século passado, a juventude escolar (para aqueles com alguma folga económica) e poucas opções recreativas, procurava as ilhas de Taipa e Coloane nomeadamente as suas praias, principalmente aos domingos, enchendo as lanchas das carreiras.  Na década de 50 e princípios 60 ainda se ia à praia da Taipa (1) (ficava mais perto quer na  viagem quer depois na deslocação a pé, da ponte cais à praia) mas  depois nas  décadas de 60 e 70 , somente as praias de Cheoc Van e Hac Sá (menos vezes, pois ficava muito longe da ponte cais).
Mas a maioria da juventude procurava as instituições que facultavam aos filhos dos seus associados, ou aos seus estudantes, dias de férias nas chamadas «Colónias de Férias» ou «Colónias Balneares». Gratuitamente ou por um preço, que era quase simbólico, os adolescentes e crianças passavam pelo menos uma semana, sob os cuidados de adultos.
Assim no ano de 1972 funcionaram algumas colónias  na Ilha de Coloane que uma reportagem de uma revista da época (2) retratou-as
Começamos pela Colónia de Férias do Colégio D. Bosco.
MACAU B.I.T.7-8,1972 Colégio D. Bosco I A meia encosta da colina que se ergue ao lado direito da praia de Cheok Van, construíram os Padres Salesianos do Colégio D. Bosco uma obra esplêndida: a vivenda para os seus alunos. Gozando duma situação invejável, no que se refere aos ventos e às vistas que se desfrutam do seu mirante, a «Vila D. Bosco» abre todos os anos as suas portas a muitos jovens de Macau que queiram aproveitar-se dos seus serviços para agradáveis férias.
MACAU B.I.T.7-8,1972 Colégio D. Bosco IILogo pela manhã, fomos surpreender os jovens entretidos a ler livros instrutivos  e recreativos, na ampla sala de entrada, enquanto outros se entregavam a jogos de mesa daqueles que prendem o espírito mas sem o fatigarem.
MACAU B.I.T.7-8,1972 Colégio D. Bosco IIIAlguns, encostados aos resguardos da larga varanda que quase circunda todo o edifício, conversavam, enquanto que olhavam para a beleza do panorama que se estendia diante dos seus olhos, o mar sem fim e a verdura da montanha que extasia.
MACAU B.I.T.7-8,1972 Colégio D. Bosco IVAjudando no arrumo da casa, os jovens não se desdenham de pegar na vassoura e com ela varrer o que disso necessita, na ideia de que o trabalho a ninguém avilta.
Os religiosos (salesianos) que dirigiam esta colónia de férias identificavam-se com os rapazes que lhes estavam confiados, entregando-os aos mesmos divertimentos por que expandem uma energia e exigir ocupação.
MACAU B.I.T.7-8,1972 Colégio D. Bosco VQuando nos afastámos da «Vila D. Bosco», tivemos de procurar a berma da estrada, para dar passagem a dois jovens que percorriam de bicicleta os caminhos de Coloane…” (2)
(1) A chamada praia de Nossa Senhora da Esperança, hoje transformada numa zona pantanosa (mangal), mesmo á frente das casas-Museu da Taipa.
(2) «MACAU B. I. T. , 1972»

Realizou-se, no dia 7 de Julho de 1951, um animado arraial, promovido por uma comissão da presidência da senhora D. Lígia Pinto Ribeiro, esposa do Encarregado do Governo, no Ténis Militar e Naval, (1) em benefício do Colégio D. Bosco de Artes e Ofícios.
Esta festa popular esteve muito animada e foi muito concorrida (2)

MOSAICO II-12 AGO1951 - Arraial no Ténis Militar IO Encarregado do Governo, Dr. Aires Pinto Ribeiro, (3) o General Pinto Monteiro, (4)  o Brigadeiro Benard Guedes (5) e esposa, o Capitão Álvaro Salgado (6) junto a uma mesa interessantemente ornamentada
MOSAICO II-12 AGO1951 - Arraial no Ténis Militar IIA barraca do “pão com chouriço”
MOSAICO II-12 AGO1951 - Arraial no Ténis Militar IIIDanças regionais
MOSAICO II-12 AGO1951 - Arraial no Ténis Militar IVO Grupo Musical Esperança que animou a festa
MOSAICO II-12 AGO1951 - Arraial no Ténis Militar VA barraca da comida chinesa
MOSAICO II-12 AGO1951 - Arraial no Ténis Militar VIA barraca da comida indiana

(1) O Ténis Militar e Naval de Macau foi constituído em 1932 (estatutos aprovados a 13 de Abril de 1932)  pela fusão dos antigos “Ténis Militar” e “Ténis Naval”, que foram extintos a partir dessa data (CAÇÃO, Armando A. A. – Unidades Militares de Macau, 1999).
(2) Informações e fotos de «MOSAICO», 1951.
(3) O governador Comandante Albano Rodrigues de Oliveira (governo entre 1947-1951) regressou a Lisboa no dia 18 de Abril de 1951, ficando encarregado do Governo o Dr. Aires Pinto Ribeiro, até 23 de Novembro de 1951, data da tomada de posse de Joaquim Marques Esparteiro.  Ver em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/aires-pinto-ribeiro/
(4) O General Joaquim Pinto Monteiro, Inspector Militar às forças portuguesas do Extremo-Oriente, esteve em  Macau de 2 de Julho a 4 de Agosto de 1951, tendo partido neste dia para Timor.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/07/02/noticia-de-2-de-julho-de-1951-inspeccao-as-tropas-portugue-sas-em-macau/
(5) O Brigadeiro Paulo Bénard Guedes (1892 – 1960) foi Comandante Militar de Macau de 15 de Novembro de 1950 a Junho de 1952. Foi depois  promovido a General e governador-geral da Índia entre 1952 e 1958.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/07/02/noticia-de-2-de-julho-de-1951-inspeccao-as-tropas-portugue-sas-em-macau/
(6) O Capitão de Infantaria  Álvaro Marques de Andrade Salgado era o comandante da Companhia de engenhos expedicionária que desembarcou em 9 de Abril de 1949  e extinta em 1 de Agosto de 1951 (ver NOTA POSTERIOR do post de 22-04-2013) (7). Foi preso pelas autoridades chinesas (segundo estas,  encontrava-se em água territoriais chinesas) em 1952 quando velejava em Coloane e levado para Cantão. onde esteve cativeiro durante 31 meses. Somente foi libertado em 19 de Dezembro de 1954.
O Relatório sobre a sua situação do Comando Militar de Macau, tratava-o como desertor.
Anteriormente já tinha estado em Macau como tenente durante a guerra do Pacífico e  depois como capitão, Comandante do Corpo de Polícia de Segurança de Macau de 27 de Junho de 1946 a 1 de Janeiro de 1948.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/08/19/noticia-de-19-de-agosto-de-1943-episodio-relatado-por-um-militar-no-quartel-da-guia-aquando-do-assalto-ao-vapor-sai-on-ii/
(7)https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/04/22/noticia-da-chegada-das-tropas-expedicionarias-em-1949/
NOTA: sobre o Colégio D. Bosco ver em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/colegio-d-bosco/

A Comissão Administrativa da Associação de Futebol de Macau promoveu no dia 28 de Maio de 1956, (1) no Campo Desportivo «28 de Maio», um festival desportivo para a entrega de prémios aos vencedores das provas oficiais disputadas na época de 1955-56, o qual decorreu perante grande público.

MBI III-68 31MAI56 ENCERRAMENTO DA ÉPOCA DE FUTEBOL (I)Os grupos das seis escolas que disputaram o 1.º Campeonato Escolar de Macau

O festival integrado no programa das comemorações do 30.º Aniversário da Revolução Nacional (2) teve a colaboração do Comissariado Provincial da Mocidade Portuguesa que fez desfilar os grupos concorrentes ao 1.º Campeonato Escolar de Futebol de Macau tendo nele tomado parte os desportistas estudantes do Colégio «It Va» (3), Seminário de S. José, Escola Comercial «Pedro Nolasco», Colégio D. Bosco, Liceu Nacional Infante D. Henrique e Escola «Chi Iau».(4)
Terminado o desfile, as equipas da Escola Comercial «Pedro Nolasco» e do Colégio «It Va”, finalistas do Torneio Relâmpago  Inter-escolar (na véspera, dia 27, realizaram-se as eliminatórias) entraram em campo para a disputa da  Taça «28 de Maio».  A equipa da Escola Comercial saiu vitoriosa.

MBI III-68 31MAI56 ENCERRAMENTO DA ÉPOCA DE FUTEBOL (II)O governador Marques Esparteiro entregando aos vencedores os vários troféus ganhos durante a época.

Receberam  prémios de vencedores das provas oficiais, entregues pelo  governador Almirante Marques Esparteiro, os seguintes agrupamentos:
Grupo Desportivo da Polícia, campeão de Macau da 1.ª Divisão
Grupo Desportivo «Negro-Rubro», vencedor dos Torneios da Taça «Sarmento Rodrigues e da «Taça de Macau» .
Colégio D. Bosco, campeão escolar de Macau.
Escola Comercial «Pedro Nolasco», vencedor do Torneio Relâmpago
Grupo Desportivo «Lusitano»,  “Prémio de bom comportamento”
Escola «Chi Iau» , “Prémio de bom comportamento”.
De cada escola concorrente ao Campeonato Escolar  foi escolhido para receber o prémio de desportista exemplar, cabendo assim as seis medalhas a:
Felisberto de Carvalho, do Colégio D. Bosco,
Vong Chi King, do Colégio «It Va»,(2)
Chin Chun, da Escola « Chi Iau»,
Rui Aires da Silva, da Escola Comercial,
José Miranda Vieira, do Liceu e
José Ribeiro do Seminário S. José.
Houve ainda uma medalha de honra destinada a premiar o desportista exemplar da 1.ª divisão, a qual foi ganha por Luís Anísio da Cunha, capitão do Grupo Desportivo da Polícia.
Foram ainda entregues pelo governador os prémios do concurso promovido pelo diário «Notícias de Macau», para a eleição do «Melhor Futebolista do Ano».
(1) Na época 1955/56 a Associação de Futebol de Macau era dirigida por uma Comissão Administrativa, nomeada por Portaria n.º 5:740, de 5 de Novembro de 1955 (Boletim Oficial n. 45 do mesmo ano):
Presidente – Mário Vieira da Costa
Vogal-secretário – José dos Santos Ferreira
Vogal-tesoureiro – Joaquim Morais Alves
(2) Ver: “Comemorações do «28 de Maio»” em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/05/28/noticia-de-28-de-maio-de-1956-comemora-coes-do-28-de-maio/
(3) Trata-se do Colégio «Yuet Wah», com referências anteriores em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/colegio-yuet-wah/
(4) Consultando o “Anuário de Macau de 1956-57″, não encontrei listado a Escola”Chi Iau”; com nome parecido estão duas escolas: Escola «Chi Hang» e Escola «Chi Iông».
Fotos e reportagem retirados de «MACAU B. I., 1956».

…..continuação de (1)
Diário 17-04-1974
Cidade de Nagasaki. Outro centro urbano querido ao coração dos portugueses. Marca o lugar do primeiro contacto com o povo japonês , na aurora das relações internacionais com o Oriente. Aqui realizaram-se três concertos, um dos quais executado junto do monumento consagrado aos mártires católicos  desta cidades, interpretando trechos de música religiosa.

MACAU B. I. T. X, 1-2 MARABR 1974 Pequenos Cantores XIIIJunto do monumento aos mártires de Nagasaky

Apresentaram-se, também, no Liceu, colaborando na audição o coro deste estabelecimento de ensino, onde decorreu um diálogo aberto entre os presentes. assistiu o nosso embaixador tendo os jovens cantores sido distinguidos com a oferta da miniatura da estátua da Paz, que se ergue na cidade, flagelada pela explosão da bomba atómica lançada pelos americanos na última conflagração mundial.
Na «NBD»de Nagasaky realizaram o último concerto do programa, promovido pela Sociedade de Amizade Luso-Japonesa, coincidindo com a entrega de condecorações a várias entidades japonesas, distinguidas pelo Governo português.

Diário 18-04-1974
Regresso  a Fukuoka e daqui para Tóquio

MACAU B. I. T. X, 1-2 MARABR 1974 Pequenos Cantores XIVOutro aspecto de um dos passeios

Diário 19-04-1974
Visita à fábrica de cortiça, onde deram um pequeno concerto para os operários. Partida de Hong Kong

Diário 20-04-1974
Regresso a Macau, onde foram recebidos entusiasticamente pelos seus familiares e por outras pessoas que os quiseram saudar pelo êxito da sua digressão entre o povo japonês, ao qual ficaram profundamente agradecidos , pela recepção que sempre e em toda a parte lhes tributou.

MACAU B. I. T. X, 1-2 MARABR 1974 Pequenos Cantores XVOs «Pequenos Cantores» na execução do concerto no «Fumon Hall», em Tóquio

NOTA FINAL: Os rapazes do «Pequenos Cantores» foram recebidos nos vários sítios com “ramos de flores frescas, cravos vermelhos“, talvez prenúncio ao que haveria de acontecer dias depois à chegada a Macau, no dia 25 de Abril, a Revolução dos Cravos.

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/pequenos-cantores-do-c-d-b/
(2) Reportagem não assinada em «MACAU B. I. T.1974.»

……continuação de (1)

Diário 13-04-1974
Partida para Kobe. Uma viagem de barco, em que seguia um grupo de cerca 300mperegrinos para os quais os «Pequenos Cantores»n executaram algumas cações.
Em Kobe, realizaram um concerto na Fonte Luminosa, que cria um espectáculo surpreendente cuja intensidade da luz e volume de água coincidem com a intensidade da voz. Fica na encosta duma montanha, constituindo uma maravilha de arte, de sedução, de beleza fascinante, construída pelo homem para o homem.
Ali se erguia a bandeira portuguesa, num gesto de presença e de lembrança, como em todas as manifestações olarizadas em volta dos «Pequenos Cantores».
Uma numerosa assistência honrou  a audição, o que prova o sucesso alcançado pelo nossos rapazes.

MACAU B. I. T. X, 1-2 MARABR 1974 Pequenos Cantores VIIIOutro aspecto da amizade que predominou entre os jovens visitantes e a
juventude japonesa, em Kobe

Diário 14-04-1974 – Dia de Páscoa
O coro macaense fez-se ouvir, em música sacra, na igreja «Jamate», de Kobe. O nosso embaixador encontrava-se presente, juntamente com outros estrangeiros. A impressão que deixou foi das melhores, na afirmação do diplomata português.
Diário 15-04-1974
Partida para Osaka. Hospedaram-se no Hotel Plaza, onde eram um concerto por ocasião da entrega do diploma de cônsul efectivo ao cônsul honorário de Portugal nesta cidade. Entre a assistência contava-se o embaixador da Espanha. Quando ouviu a execução de «Valencia» não pode conter o entusiasmo que o dominava e rebentou num forte e emocionado «mui bien» na sua vigorosa língua nativa, ao mesmo tempo que elogiava uma iniciativa deste género que merecia a pena apoiar.
Dedicaram ao mesmo diplomata espanhol a canção «Vaya com Dios», que lhe arrancou sentidas lágrimas, não fosse ele um latino de alma e coração.

MACAU B. I. T. X, 1-2 MARABR 1974 Pequenos Cantores XUm aspecto de um dos passeios que os rapazes gozaram no Japão

Diário 16-04-1974
Em Fukuoka, cantaram no Hotel, onde foram obsequiados com um almoço.
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/pequenos-cantores-do-c-d-b/
(2) Reportagem não assinada em «MACAU B. I. T. ,1974»