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Extraído de BGC XXVI-305, 1950

Realizou o «Círculo Cultural de Macau», (1) no dia 16 de Setembro de 1950, no Teatro D. Pedro V, uma conferência-recital, integrada no seu plano de conferência para a 1.ª temporada.

Um aspecto da assistência

Dado que se tratava do primeiro espectáculo apresentado pelo Círculo, Pimentel Bastos, Vice-Presidente deste organismo disse algumas palavras de introdução sobre os artistas que actuaram nessa noite referindo-se em traços rápidos às actividades culturais do Círculo e aos principais acontecimentos da sua fundação.

Hernâni Anjos lendo a sua conferência

Hernâni Anjos iniciou, seguidamente, a leitura da sua conferência, versando o tema “Afinidades Transitórias: do Simbolismo Português – Camilo Pessanha – ao Romantismo Alemão, Henrique Heine (Estudo Retrospectivo)”

Álvaro Leitão declamando poesias de Camilo Pessanha

Álvaro Leitão declamou alguns sonetos de Camilo Pessanha.

Maria Gomes interpretando “lieder” de Schumann

Fechando o programa, a cantora D. Maria Margarida Gomes interpretou alguns “lieder” de Schumann com letra de H. Heine.
Informações retiradas de «MOSAICO» VOL I- n.º 2 Outubro de 1950.
Fotos de Chun Kwong

Antes do Baptizado das praças indígenas

Realizou-se na Gruta de Nossa Senhora de Fátima do Aquartelamento de Mong-Há, no Dia de Reis, o baptizado de algumas praças indígenas de Angola e da Guiné em serviço na guarnição militar e Macau. Neste dia de 6 de Janeiro de 1951, 24 praças de Angola e 16 da Guiné tornaram-se cristãs . A cerimónia foi presidida pelo Bispo, D. João de Deus Ramalho (1) e foi coadjudado pelos Padres: Cónego Morais Sarmento, Cónego Fernando Maciel, Capitão Capelão João Abranches (Chefe dos Serviços Religiosos da Guarnição), Pe. António Gonçalves, Pe. Benjamim Videira Pires e Pe. Juvenal.

Durante a cerimónia

A vasta parada do Aquartelamento de Artilharia de Mong Há encontrava.se repleta, assistindo grande quantidade de povo, além das deputações de todas as Unidades da Guarnição.

Outro aspecto da cerimónia

Foi depois servido, no quartel da Companhia Indígena de Caçadores da Guiné, (2) um «copo de água», oferecido pelo Comandante e Oficiais desta Unidade tendo-se trocado discursos entre o Comandante da zona de Aquartelamentos Major José J. da Silva e Costa e o Bispo D. Joaõ de Deus Ramalho. (3)

O bispo D. João de Deus Ramalho, baptizando um dos praças

Este evento foi também noticiado no «Boletim Geral das Colónias» de Março de 1951 (4)
(1) O Bispo da Diocese era D. João de Deus Ramalho – 罗若 (1890-1958). bispado de 1942-1954; Bispo Emérito de Macau entre 1954 e a data da sua morte. Jesuíta, chegou a Macau em 1924, tendo sido colocado em 1926 como missionário de Shui-Hing (Zhaoqing) – 肇庆 tendo chegado a Superior e Vigário Geral da missão em 1940 Nomeado Bispo de Macau em 1942, foi importante a sua acção missionária durante a Guerra do Pacífico, acolhendo, ajudando e alojando (comprou casas para o acolhimento dos refugiados) os refugiados entre os quais se encontravam missionários que estavam nos territórios vizinhos.
Ver anteriores referências a este Bispo em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/d-joao-de-deus-ramalho/
(2) A 1.ª Companhia Indígena de Caçadores Expedicionária da Guiné desembarcou a 9 de Abril de 1949 em Macau e foi colocada na Taipa sob o comando do capitão de Infantaria Manuel Maria Pimentel de Bastos. (5) Em 7 de Abril de 1950 recolheu da Taipa e fixou-se nas Barracas metálicas de Mong Há e depois no Asilo de Mong Há até ser extinta em 28 de Junho de 1951, por embarque no N/M Rovuma (1 oficial, 2 cabos e 200 praças indígenas)
O Batalhão de Caçadores n.º 1 e n.º 2 destacado de Angola chegaram a 13 de Setembro de 1949, no navio Colonial.
As várias Companhias integrantes do Batalhão n.º 1 ficaram nas Ilhas: Coloane e Taipa (após a saída da 1. ª Companhia Indígena de Caçadores Expedicionária da Guiné). Algumas Companhias terá mudado para Macau. Foi extinta em 28 de Junho de 1951, por embarque no N/M Rovuma (5 oficiais, 6 sargentos, 9 cabos e 650 praças indígenas).
As Companhias do Batalhão n.º 2 ficaram em Macau (aquartelamentos de San Kiu, Porta do Cerco, Mong Há). Uma Companhia que estava em Mong Há mudou-se para Coloane. Foi também extinta em 28 de Junho de 1951, por embarque no N/M Rovuma ( 8 oficiais, 12 sargentos, 17 cabos e 683 praças indígenas) (CAÇÃO. Armando A. A. – Unidades Militares de Macau, 1999)
(3) Extraído texto e fotos de «Mosaico» Vol I-6, Fevereiro 1951.
(4) «BGC» XXVI-309 MAR1951 p. 167
(5) Manuel Maria Pimentel de Bastos, capitão de infantaria, poeta, enquanto expedicionário em Macau, teve uma intervenção cultural significativa no território. Foi o primeiro Vice-Presidente da Direcção para o ano de 1950 (e um dos fundadores) do “Círculo Cultural de Macau”.
Referências anteriores em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/manuel-m-pimentel-bastos/

Realizou-se neste dia de 22 de Outubro de 1950, no Teatro D. Pedro V, um concerto de canto e piano, cuja receita se destinava a constituir fundos para a construção do Colégio D. Bosco.
Além do fim caritativo de espectáculo, atraiu o público o facto de se verem reunidos dois artistas bastante apreciados nesta cidade e em Hong Kong, a cantora Lígia Pinto Ribeiro e o Professor Harry Ore (1)
O programa compunha-se de 3 partes, sendo a primeira preenchida com canções em italiano, música de Mozart, Scarlati e Vivaldi, a segunda de “lieder” de Schubert e a terceira de canções portuguesas de Aires Ribeiro, Cláudio Carneiro, Armando José Fernandes e Artur Santos.
Cada parte era precedida de 2 solos pelo pianista, que interpretou Beethoven, Mozart (a transcrição para piano das “Variações em Ré Menor”, de Mozart constituiu uma bela peça de concerto),  dois arranjos Paganini-Schumann e Paganini-Liszt, Viana da Mota e Grainger.
Da parte de canto das peças cantadas em italiano, destacaram-se  um trecho das “Bodas de Fígaro”, entre os “lieder” de Schubert, a interpretação em “Erlkonig”e entre as canções portuguesas, as interpretações de “Canário lindo” de Cláudio Carneiro, “Senhora do Almurtão” de Artur Santos e as canções de Aires Pinto Ribeiro “Altos montes, verdes campos”, “Cantiga do amor sozinho” e “Cantiga de embalar”.
(1) Ver anteriores referências dste distinto pianista em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/harry-ore/
(2) Cláudio Carneyro foi um compositor português (1895 – 1963). Aluno de Paul Dukas, escreveu algumas das melhores obras do reportório vocal português do século XX. Foi também diretor do Conservatório de Música do Porto.
Biografia em:
http://www.mic.pt/dispatcher?where=0&what=2&show=0&pessoa_id=141&lang=PT&site=ic
(3) Armando José Fernandes 1906 — 1983) foi um compositor português, dos mais representativos da música do século XX português, no movimento modernista. Pianista e autor de música de câmara a partir de 1943 (data de uma sonata para violoncelo e piano, com dedicatória a Madalena de Sá e Costa), de um  concerto para violino e orquestra e de numerosas obras para piano. A sua obra, de carácter intimista, é pontuada esporadicamente por passagens que exigem grande virtuosismo.
Biografia em:
http://web.tecnico.ulisboa.pt/mcasquilho/acad/Portugal/AJFernandes_ClassicalComposersDatabase.pdf 
4) O compositor Artur Santos, (1914-1987)que foi também professor no Conservatório Nacional, em  Lisboa, desenvolveu várias pesquisas no âmbito da música tradicional portuguesa, tendo pautado toda a sua vida por uma absoluta discrição, que se adensou após a morte da mulher, em 1969, que era “o grande auxiliar dele” no trabalho.
Biografia em
http://www.mic.pt/dispatcher?where=0&what=2&site=ic&show=0&pessoa_id=383&lang=PT
Extraído do artigo de M. Pimentel Bastos e fotos de Chan Kuong de «MOSAICO», VOL I, n.º 3 de Novembro de 1950.

Na noite de 11 de Outubro de 1950, no Teatro D. Pedro V, incluído no Ciclo de Concertos da cantora macaense Maria Margarida Gomes, (1) o Círculo Cultural de Macau (C. C. M.) organizou o segundo recital, (2) este dedicado a Schubert. (3) Colaborou neste concerto a pianista Maria Amália de Carvalho e Rego (4) que, pela primeira vez tomou parte de um programa do Círculo Cultural de Macau.
O programa foi dividido em 4 grupos de 3 “lieder”, sendo estes escolhidos com a intenção de mostrar a evolução sentimental do Autor, desde a época das ingénuas composições de sabor lírico até ao tempo das obras dramáticas, revelando as suas desilusões e o seu sentido da proximidade do fim.
No intervalo de cada um dos grupos de “lieder”, Luís Gonzaga Gomes, chefe da secção musical do C. C. M. proferiu alguns comentários técnicos e biográficos sobre Schubert e a sua obra, que revelaram profundos conhecimentos de musicista e uma facilidade de expressão digna de relevo.” (5)
Este acontecimento cultural foi também noticiado no «Boletim Geral das Colónias» (6) acompanhado com duas fotos.
(1) Maria Margarida de Alacqoque Gomes, irmã de Luis Gonzaga Gomes, estudou canto e piano no «Trinity College» de Londres e é autora do livro «A Cozinha Macaense» (7)
(2) O primeiro recital foi realizado no dia 16 de Setembro de 1950 aquando da primeira apresentação pública do Circulo Cultural de Macau (após a tomada de posse no dia 1 de Setembro dos Corpos Gerentes dos fundadores do Círculo Cultural). Nesta apresentação também realizada no Teatro D. Pedro V, constava de uma conferência de Hernâni Anjos sob o tema: “Afinidades Transitórias: do simbolismo português – Camilo Pessanha – ao Romantismo alemão – Henrique Heine (estudo retrospectivo” e de um recital dedicado a “Schumann” cantada por Maria Gomes.
(3) Franz Schubert por Wilhelm August Rieder,
Óleo pintura, após aguarela em 1875.
Franz Peter Schuber (1797-1828) , compositor austríaco do fim da era clássica, escreveu cerca de seiscentas canções (o “lied” alemão) bem como óperas, sinfonias, e sonatas.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Franz_Schubert
(4)Maria Amália de Carvalho e Rego, “pianista sobejamente conhecida e apreciada pelo público de Macau e Hong Kong, onde tem actuado várias vezes, sempre com geral agrado “ (segundo a mesma revista) (5), é filha de Francisco Ernesto Palmeira de Carvalho e Rego, já citado em anteriores postagens (8)
(5) Extraído de «Mosaico», I-3, 1950.
(6) Extraído de «BGC» XXVI–306, 1950.
(7) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/maria-margarida-gomes/
(8) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/francisco-de-carvalho-e-rego/

“A Senhora D. Mercedes da Fonseca Jorge apresentou as suas alunas da Escola de Bailado ao público de Macau, no dia 6 de Fevereiro de 1951, na primeira exibição desse ano.

mosaico-i-6-fev1951-escola-de-bailado-iA aluna Luísa Maria Barros Lopes em “Canção Indiana”

O Teatro D. Pedro V registou uma enchente, tendo sido bastante apreciados os vários números de bailado clássico e A aluna Maria de Fátima Soveral em “ A Morte do Cisne”de conjunto em que se exibiram os 23 alunos da “Mercedes Dancing Scholl”.

mosaico-i-6-fev1951-escola-de-bailado-iiA aluna Maria de Fátima Soveral em “ A Morte do Cisne”

Os alunos a alunas, de todas as idades, desde os 3 anos até aos 18 anos, mostravam uma decidida vontade de acertar e notava-se em todos os pormenores que haviam sabido receber os valiosos ensinamentos da Professora.

mosaico-i-6-fev1951-escola-de-bailado-iiiAs alunas Maria de Fátima Soveral e Maria Manuela Paletti em “Dama Azul”

Mercedes Jorge que é sócia efectiva do Círculo Cultural de Macau (1), tem dedicado grande parte da sua actividade às lições de Dança, conseguindo ter um nome já firmado em Macau onde, por várias vezes, tem apresentado as meninas da melhor sociedade em interessantes exibições deste género.

mosaico-i-6-fev1951-escola-de-bailado-ivA aluna Bárbara Springweiler em “Dança Russa”

O espectáculo foi realizado sob os auspícios do CCM que organizou um programa onde se liam algumas poesias inspiradas nos bailados que foram apresentados nessa tarde.” (1)

mosaico-i-6-fev1951-escola-de-bailado-vUm grupo na “dança Holandesa”
mosaico-i-6-fev1951-escola-de-bailado-viUm grupo de alunos dançando o “Minuete”

Reportagem e fotos retiradas do «MOSAICO», 1951.

MOSAICO I-6 FEV 1951 SALVE MACAU (II) - Ao José CatelaIn memoriam de José Neves Catela

Subi um dia à Guia, alta colina
Que deu à China o seu farol primeiro:
E abarquei dum olhar o corpo inteiro
Desta Macau formosa e peregrina.

Mas no silêncio em que a alma se ilumina
E o cérebro divaga, rotineiro,
Considerei que em espaço tão maneiro
Palpita uma metrópol´pequenina.

Macau é, sim, um mundo em miniatura
Frágil caleidoscópio pueril
Pletórico de imagens multicores…

…Mas nunca nele vi qualquer figura,
Qualquer combinação menos subtil
Dos múltiplos cambiantes dessa cores …

Hernâni Anjos

NOTA: Os sonetos de Hernãni Anjos  foram publicados no n.º 6 da Revista «Mosaico», publicada em Fevereiro de 1951. (1)   José Neves Catela (autor da foto acima – o farol e a colina da Guia vista da Estrada de S. Francisco) faleceu no dia 1 de Fevereiro e por isso, o Director da Revista, Dr. António Nolasco da Silva, dedicou este número à memória do colaborador da revista.
“O dia 1 do corrente mês ficou tristemente assinalado na história ainda tão curta do Círculo Cultural de Macau e do seu órgão de expansão, o “MOSAICO”. Foi com efeito, na manhã desse dia, que o nosso prezado consócio, José Neves Catela, se despediu de todos nós, deixando-nos mergulhados na dolorosa saudade da sua simpática e atraente personalidade.
José Catela que, aos 49 anos de idade, tinha o dinamismo, a vivacidade e o espírito de iniciativa dum rapaz de vinte anos, foi um dos mais incansáveis propagandistas do círculo Cultural e desta Revista, em cujas páginas , sobretudo naqueles em que têm publicitado alguns dos mais  curiosos aspectos fotográficos de Macau, ficou imortalizada a sua veia artística que à Fotografia dedicou uma grande parte de tão curta vida.
Além de colaborador do MOSAICO, José Catela dispendeu também a sua preciosa actividade como Administrador da nossa Revista. No Círculo Cultural dirigiu, com superior critério e brilhante entusiasmo, a Secção Fotográfica, e na Direcção daquele organismo exerceu, proficientemente, as funções de Tesoureiro-Geral …”
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/01/31/poesia-salve-macau-seis-sonetos-de-hernani-anjos-i/
Informações anteriores de José Neves Catela em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jose-neves-catela/

MOSAICO I-6 FEV 1951 SALVE MACAU (I)Intitulado “Salvè, Macau !”, seis sonetos de Hernâni Anjos publicados na revista «Mosaico», n.º 6, de 1951. (1). Cada soneto é dedicado a uma ou duas personalidades do seu tempo, alguns deles companheiros do Círculo Cultural de Macau.
Um dos sonetos  é dedicado ao Dr. Pedro José Lobo, então Presidente da Direcção do Círculo Cultural de Macau (2)

MOSAICO I-6 FEV 1951 SALVE MACAU (I) AO Pedro J. LoboAo Dr. Pedro J. Lobo

Gota de água do mar da nossa crença,
Que Deus cristalizou ao Sul da China,
Tu és, Macau,  o tema que domina
Hoje a atenção do português que pensa.
 
Guarda-avançada dessa frente imensa
Onde o homem que é livre se confina,
Eu te bendigo a ti que nem na ruína
Dum mundo ateu te rendes à descrença!
 
Ou tu não foras o padrão mais belo
E o mais remoto, neste Extremo-Oriente,
Da Fé que os teus maiores cá deixaram!
 
A mesma Fé que foi o santo selo
Que há séculos selou, eternamente,
O abraço de dois mundos que se acharam!
Hernâni Anjos

Hernâni Noel Tamm Pereira da Silva Anjos – tenente de Infantaria Em 1950 Comandante (interino) da Companhia Indígena de Caçadores e Defensor Oficioso do Tribunal Militar Territorial.
” Expedicionário em Macau em 1947, tornou-se popular sobretudo pelas gazetilhas de sabor local que passou a publicar no “Clarim” .Manejava o verso com bastante facilidade e em muitas ocasiões atingiu genuína virtude.” (3)
Hernâni Anjos, foi um dos sócios fundadores do “Círculo Cultural de Macau” e pertencia à Direcção dos “Corpos Gerentes para o ano de 1950” (posse em Setembro de 1950) como secretário-geral.
(1) MOSAICO, órgão do Círculo Cultural de Macau, Vol. I, n.º 6, Fevereiro de 1951.
MOSAICO I-6 FEV 1951 CAPAAnteriores referências a esta revista:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/mosaico-circulo-cultural-de-macau/
(2) Anteriores referências ao Dr. Pedro José Lobo em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/pedro-jose-lobo/
(3) REIS, João C. – Trovas Macaenses. Mar/Oceano, Macau, 1992, 485 p. + 9 p. Índice