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Realizou-se entre 5 e 7 de Janeiro de 1998, no auditório do Centro Hospitalar Conde S. Januário, em Macau, o “II Congresso de Medicina Geral e Familiar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa” organizado pela Associação “Saúde em Português” (Coimbra) com a colaboração de uma comissão organizadora de médicos locais.
Retiro do PROGRAMA:

NOTA: A conferência final “A PAZ” foi dada pelo Dr. José Ramos Horta, Nobel da Paz em 1996, no exílio durante a ocupação indonésia entre 1975 e 1999. Foi depois presidente de Timor entre 2007 e 2012,

Capa 31 cm x 22 cm x 0,5 cm) dos Serviços de Saúde de Macau emitido no ano da comemoração dos 120 anos do Hospital S. Januário; nesse ano de 1994, já denominado Centro Hospitalar Conde de S. Januário.
O primitivo Hospital Militar Sam Januário foi inaugurado em 6 de Janeiro de 1874 e foi demolido em Novembro de 1952, para em três fases ser substituído por outro – Hospital Conde de S. Januário e depois Hospital Central Conde de S. Januário.
Ver anteriores referências do Hospital S. Januário em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/centro-hospitalar-conde-s-januario/

Cartão de Boas Festas dos Serviços de Saúde de 2000 (aberto: 32 cm x 23 cm) com desenhos efectuados pelas crianças no concurso anual que então era organizado pelo Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar Conde de S. Januário.

Desenho da Capa – 1.º Classificado: Pun Veng Si, de 9 anos.
Desenho do 2.º classificado: Nai Sut I, 8 anos de idade

Uma lembrança do 130.º Aniversário do Centro Hospitalar Conde de São Januário (1874-2004)
Um “pisa-papeis” em forma de cubo (4,8 cm x 4,8 cm x4,8 cm) de vidro.
Do Boletim Oficial de 10 de Janeiro de 1874:
«Teve logar no dia 6 do corrente, como estava anunciado, a inauguração solemne do hospital militar de S. Januário segundo o programma que foi publicado n´esta folha. Sua Ex.ª o Governador da província de Macau e Timor, Visconde de S. Januário às 2 horas precisas deu entrada no edifício do hospital, dirigindo-se à sala destinada à inauguração.
A sala achava-se decorada com trophéos artisticamente dispostos, no centro do trophéo principal achava-se o retrato de S. Ex.ª. Na balaustrada que circunda o perímetro onde se acha edificado o hospital e no mesmo edifício tremulavam nas suas hastes, numerosas bandeiras, distinguindo-se nos dois torreos extremos as que são privativas dos hospitaes… (…).
O primitivo Hospital Militar inaugurado a 6-01-1874 começou a ser demolido em Novembro de 1952, para em três fases ser substituído por outro – Hospital Conde de S. Januário.
O primeiro centenário do Hospital de S. Januário foi comemorado no dia 6 de Janeiro de 1974, com uma exposição no salão nobre do Leal Senado intitulada «O Hospital e a Saúde Pública» seguida de uma sessão solene presidida pelo Nobre de Carvalho.
Ver anteriores referências do Centro Hospitalar:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/centro-hospitalar-conde-s-januario/

Não podia deixar passar também uma notícia deste dia, 1 de Setembro de 1887, relacionada a um edifício histórico -VILA BRANCA – que não sei se vai fazer parte do plano de destruição para futura construção de um novo edifício que irá servir de Bloco Hospitalar destinado às doenças infecto-contagiosas do Centro Hospitalar Conde de S. Januário. De certeza serão demolidos (ou já estarão ?) os edifícios que foram o  Pavilhão de Isolamento e a Farmácia do Hospital de S. Januário – e assim se vão perdendo os lugares de outrora com passado histórico.
01-09-1887 – Pedido feito pelo Chefe de Saúde desta Colónia, Dr. José Gomes da Silva, de aforamento de um terreno junto ao planalto do Hospital de S. Januário para construção duma casa de habitação (1)

ÁLBUM 2005 - Antiga farmácia do Hospital S. JanuárioFoto de 2005 – edifício da antiga farmácia do Hospital S. Januário (traseiras)

VILA BRANCA situa-se na  vertente Sul da Colina de S. Januário onde estão (ou estavam) edificados os pavilhões de isolamento e a farmácia do Hospital de S. Januário, entre o hospital e a Estrada Nova.
A  Vila Branca era a residência do Dr. José Gomes da Silva, que deu à sua casa o nome de sua esposa.
Gomes da Silva nasceu no Porto  em  1853  sendo filho de Joaquim Gomes da Silva e de Ana Rosa Gomes da Silva. Casou com Branca Chaves nascida em Bordeaux, França, em 1851, sendo filha de João José Lopes e de Casimira Esperança Douguel Branca. Formou-se na Escola Médica do Porto.
O Dr Gomes da Silva faleceu na Vila Branca, no posto de coronel-médico, a 1 de Novembro de 1905, (2) com 52 anos de idade, 22 dos quais passados  em Macau, sendo chefe do Serviço de Saúde desde 1884; foi ele também o 1.º reitor do Liceu de Macau, inaugurado no extinto convento de S. Agostinho a 28 de Setembro de 1894. Sua esposa, Branca Chaves Gomes da Silva, faleceu na Vila Branca a 9 de Dezembro de 1895, com 44 anos de idade, deixando 11 filhos.
O Dr. Gomes da Silva foi também, botânico, músico, jornalista e professor além do liceu, no Seminário
A  vila Branca foi comprada pelo Governo em 1917, por ocasião da epidemia da varíola para isolamento dos variolosos; em 1919, foi lá instalado o serviço de parturientes e puérperas.” (3)
NOTA: Foi dada o nome de «Rua de Gomes da Silva», à rua que começa na Rua da Erva, entre os prédios n.º 29 e 31, e termina na Rua de João de Araújo, entre os prédios n.ºs 22 e 24.

UN de Macau no ano XIV da Revolução -1940 Pavilhão do IsolamentoFoto de 1940 – edifício do Pavilhão de Isolamento (frente e parede lateral direita) do Hospital S. Januário

O edifício do antigo pavilhão de isolamento e o edifício da  farmácia do Hospital de S. Januário, entre o hospital e a Estrada Nova foram restaurados para servir de residência de médicos. Posteriormente à frente do antigo Pavilhão de Isolamento construíram o chamado “Edifício Residencial dos Médicos” dentro do projecto do então novo Centro Hospitalar da década de 80 (século XX).  Na data desta fotografia (1998) estava a residir no primeiro andar, o médico pediatra Dr. Jorge Humberto e família; no rés-do-chão (trás) o médico dermatologista e Director dos Serviços de Saúde, Dr. Larguito Claro e família e no rés-do-chão esquerdo (à direita na foto) estava a sede da Associação dos Médicos de Clínica Geral de Macau (A. M. C. G.M.)

Vila Branca - 1998Foto de  1998 – edifício do antigo pavilhão de isolamento (frente e parede lateral esquerda) do Hospital S. Januário

(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 3, 1995.
(2) Na sessão de 11 de Novembro de 1905 do Conselho Escolar do Liceu, o reitor Dr. Manuel da Silva Mendes «pediu que se exarasse na acta um voto de sentimento pelo fallecimento do sr. dr. José Gomes da Silva, que foi reitor e professor deste lyceu durante o estabelecimento delle nesta colónia, pedindo mais que se desse conhecimento do sentir de todo o conselho à família do finado»
(3) TEIXEIRA, Pe. Manuel – Toponímia de Macau, Volume II, 1997 .

CALENDÁRIO 2006 O Sistema de Saúde em MacauCalendário de bolso dos Serviços de Saúde do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, de 2006, com a reprodução do frontispício  da revista editada pelos  Serviços de Saúde, e publicada em Outubro de 2005, n.º 4 do volume 6, “O Sistema de Saúde e a Saúde em Macau”. 
CALENDÁRIO 2006 O Sistema de Saúde em Macau versoEste calendário com as dimensões: 11 cm x 8,5 cm (dobrável), foi emitido a propósito dos 20 anos dos Cuidados de Saúde Primários pelo Gabinete de Coordenação Técnica dos Cuidados de Saúde Primários (endereço: Estrada de Vitória, n.º 34, RAEM).
No verso, os três logótipos : Serviços de Saúde, Cuidados de Saúde Primários e  Centro Hospitalar Conde S. Januário.
CALENDÁRIO 2006 Logótipo SSMServiços de Saúde do Governo da Região Administrativa Especial de Macau
CALENDÁRIO 2006 Logótipo CSPCuidados de Saúde Primários
CALENDÁRIO 2006 Logótipo CHCSJCentro Hospitalar Conde S. Januário

Ainda a propósito da notícia de inauguração do Hospital Militar Sam Januário, do mesmo impresso “120 anos de História” (1), retiro o seguinte:

Prospecto 120 anos - CAPA“Um dos documentos mais antigos sobre a história da assistência médica em Macau remonta a 1575. É uma carta da autoria de D. Melchior Carneiro, jesuíta e primeiro Bispo de Macau, dirigida ao Padre Geral da Companhia de Jesus que refere:
Mal cheguei, abri um hospital, onde se admitem tantos cristãos como pagãos…
É esta obra religiosa que se ficam a dever os primeiros passos no campo assistencial e a D. Melchior Carneiro, em especial, a instituição do sistema da Misericórdia semelhante ao modelo instituído pela Rainha D. Leonor; o Hospital dos Pobres, como era conhecido o Hospital da Misericórdia baptizado anos mais tarde com o nome de S. Rafael (patrono dos doentes), e o primeiro serviço de apoio aos leprosos, criado aquando da sua fundação, são marcos importantes do esforço empreendido.
Já no Século XVII chegam-nos as primeiras notícias de uma enfermaria no Colégio de S. Paulo. Com capacidade para albergar 60 doentes a assistência era prestada pelos boticários Jesuítas daquele Colégio que ao mesmo davam também apoio ao Hospital da Misericórdia.
A Botica do Colégio S. Paulo ficou famosa pelas suas mezinhas e pelo contributo que prestou à introdução da Medicina Ocidental em Macau.
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/01/06/noticia-de-6-de-janeiro-de-1874-hospital-militar-de-s-januario/