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João Pires Cutileiro, escultor (também ceramista) mais conhecido pelas suas esculturas em mármore, nascido em Lisboa em 1937, faleceu nessa mesma cidade no dia 5 de Janeiro deste ano.

Viveu e trabalhou em Évora desde 1985, tendo duas das suas obras expostas ao público em Macau: uma no jardim do Centro Cultural de Macau, inaugurado a 19 de Março de 1999, de um grupo escultórico esculpido em mármore cinzento de Estremoz com um barco de pedra e cavaleiros preparados para a guerra, inspirados nos guerreiros de terracota de Xian e a outra, mais escondida do público, “corpo feminino-mulher deitada” de 28 de Novembro de 1989, colocada no átrio principal de entrada aquando da inauguração do 1-ª edifício do conjunto dos três edifícios que constituía o Centro Hospitalar Conde de S. Januário.

Átrio principal da entrada do Centro Hospitalar Conde de S. Januário (C.H.C.S.J.) edifício do Bloco Clínica Obstétrica e Pediatra (para a esquerda da foto) e da Clínica Médico – Cirúrgica (para a direita da foto). Ao fundo, no centro, a escultura de João Cuteleiro.

Apresento três postais de uma colecção de seis (15 cm x 10 cm) que os Serviços de Saúde de Macau editou a propósito dos 120 anos da inauguração do «Hospital Militar de Sam Januário”, inaugurado a 6 de Janeiro de 1874.

Perspectiva do átrio principal do C.H.C.S.J.
Escultura de João Cutileiro – 1989; Átrio principal do C.H.C.S.J
Escultura de João Cutileiro (pormenor) – 1989; Átrio principal do C.H.C.S.J.

Recorda-se que a escultura não foi bem vista pela comunidade chinesa, apesar da ideia da mulher nua ter sido baseada na tradição dos tempos dos imperadores em que as mulheres dos mandarins não podiam ser observadas pelos curandeiros/médicos. Assim quando estavam doentes, as aias ou criadas levavam uma boneca /pequena escultura e apresentavam-na aos médicos, apontando o local da dor/maleita. Se precisassem ser observadas o médico somente podiam palpar o pulso para fazer o diagnóstico.

A escultura controversa foi, por isso, posteriormente transferida para o átrio do terceiro edifício deste Centro Hospitalar – a entrada para a Escola Técnica dos Serviços de Saúde e do seu anfiteatro (junto à placa da inauguração dessa Escola no dia 3 de Dezembro de 1992), onde suponho que lá esteja ainda hoje.

Continuação da divulgação dos bilhetes postais emitidos pelos Correios de Macau, em 1999, aquando da comemoração do estabelecimento da Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China (1) (2)
BPL 005 – FORUM DE MACAU com selo de 3.50 patacas e carimbo comemorativo
Festejar: dragões coloridos dançam alegremente em frente do Fórum.
BPL 006 – CENTRO CULTURAL DE MACAU com selo de 2.50 patacas e carimbo comemorativo.
Festival de Música: ouve-se música em crescendo no Centro Cultural de Macau.
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/01/02/bilhetes-postais-comemorativos-de-1999-i/
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/01/05/bilhetes-postais-comemorativos-de-1999-ii/

Anúncio Sequeira e CostaA propósito do recente recital de piano dado por Sequeira Costa no dia 15 de Junho de 2013, no Centro Cultural de Macau (concerto inserido nas comemorações do 10 de Junho e dos 500 anos do encontro luso-chinês), e do artigo da jornalista Fátima Almeida “O regresso do mestre a uma antiga casa musical” no Jornal Tribuna de Macau do dia 14 de Junho (1):
José Sequeira Costa regressa a Macau para dar um concerto, amanhã, no Centro Cultural, 60 anos depois de ter por cá recebido aplausos e conquistado os serões dos apaixonados por música. Tinha apenas 22 anos quando pisou os palcos do território, acabando por experienciar a sua atmosfera musical durante três meses.”
Recordo que este conceituado pianista esteve também em Macau, no ano de 1990 tendo dado um excelente recital no dia 30 de Setembro. Interpretou temas de Beethoven, Liszt, Vianna da Mota e Alberniz.  Dias antes, Sequeira e Costa tinha já deslumbrado Hong Kong com a sua mestria, no concerto realizado no Centro Cultural da vizinha colónia britânica. (2) .

Seuqiera e Costa 1990Foto do recital de Sequeira e Costa em Macau – 30 de Setembro de 1990 (2)

 (1) Na 1.ª página do jornal anunciava:
Sequeira Costa preparou concerto de vários estilos
A única vez que esteve em Macau tinha 22 anos e ficou três meses. Ao fim de 60 anos, diz que preparou um concerto de diferentes estilos. ”
http://jtm.com.mo/record/2013/06Jun/14-06-2013.pdf
(2) “MACAU”  n.º 28, OUT 1990.