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Organizado pelo Instituto para os Assuntos Municipais, está a decorrer em Macau a 20.º Festival da Flor e a 39.ª edição da Semana Verde de Macau, de 12 a 21 de Junho de 2020. (1) A flor temática deste ano é a “Nelumbo nucífera / “Gong Deng”, mais conhecida por flor-de-lótus ou lótus sagrado (2)

A propósito da Semana Verde, que habitualmente se realiza no mês de Março, (3) publico o autocolante referente à “SEMANA VERDE 88”, de 1988, editado pela Câmara Municipal das Ilhas (4)

Dimensões: 7, 5 cm x 5 cm

SEMANA VERDE 88

一九八八綠化週

CARTAZ DO INSTITUTO PARA OS ASSUNTOS MUNICIPAIS

(2) Flor símbolo/emblema da Região Administrativa Especial de Macau, figurando na sua bandeira.

Nelumbo nucífera- flor-de-lótus, lótus sagrado https://pt.wikipedia.org/wiki/Nelumbo_nucifer

(3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/03/15/noticias-de-15-a-21-de-marco-de-1982-semana-verde-de-macau/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/03/17/noticias-de-15-a-21-de-marco-de-1995-i-postal-da-semana-verde-de-macau/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/03/15/noticias-de-15-21-de-marco-de-1984-e-1985-autocolan-tes-iii-e-iv-semana-verde-de-macau/

(4) 綠化週 – mandarim pīnyīn: lǜ huà zhōu; cantonense jyutping: luk6 faa3 zau1

O último postal da colecção “Anos de Ouro” ” (10 postais, editados pela Câmara Municipal das Ilhas Provisória de Macau. (1) que tenho vindo a apresentar desde 2012.
São 10 postais de calendários publicitários antigos de Cantão, Hong Kong e Macau, possivelmente dos anos 20/30 do século XX. Os calendários publicitavam as novidades da época tais como medicamentos, leites (artificial), produtos dietéticos, suplementos ervanários, utensílios eléctricos (“ferro de engomar”), utilizando a mulher chinesa quer com vestimentas mais tradicionais quer mais modernas (vestuário ”à ocidental”, utilização do relógio do pulso)
Neste postal, pela indicação (lateral direita superior) 鷓鴣菜 (2), publicita-se um suplemento dietético de ervas medicinais, que pode ser dado às crianças.

Invólucro onde estão os postais desta colecção (16,5 cm x 12 cm)

(1) Ver anteriores postais desta colecção em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/08/12/postal-de-calendario-publicitario-i/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/03/05/postal-de-calendarios-publicitarios-ii/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/07/02/postal-de-calendarios-publicitarios-iii/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/07/09/postais-de-calendario-publicitario-iv/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/07/15/postais-de-calendario-publicitario-v/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/03/14/postais-de-calendario-publicitario-vi/
(2) 鷓鴣mandarim pīnyīn: zhè gū cài;  cantonense jyutping: ze3 gu1 coi3
Tradução literal: prato (comida) de uma espécie de pombo ou perdiz (Taiwan)

Fotografia da capa – Ferreira de Castro na Porta do Cerco

Livro de 1998, com o título “Macau e a China”, (1) uma edição especial bilingue (em português e em chinês) da Câmara Municipal das Ilhas (por ocasião das comemorações do Dia das Ilhas) contendo parte do relato de viagem que o escritor Ferreira da Castro (2) efectuou entre 1939 e 1944 com a sua mulher, Elena Muriel, nomeadamente a passagem por Macau e China, publicada no Capítulo “China” do seu livro de viagem “ Volta ao Mundo” (nas pp 467 – 522. (3)
Com um pequeno prefácio (p. 5) de Joaquim Ribeiro Madeira de Carvalho (então Presidente da Câmara Municipal das Ilhas) e introdução/nota bibliográfica de Ricardo António Alves intitulada «Ferreira de Castro na “Cidade de Lilipute”».
A propósito de uma foto do escritor na Gruta de Camões (p. 13), escreve Ferreira de Castro: (pp. 36-37)
“Atravessamos os bairros novos e subimos a outra colina, a de Camões. No seu glauco sopé fecha-se um vetusto cemitério protestante, com as suas marmóreas sepulturas em forma de caixas quadrilongas. Nestas velhas tumbas encontram-se alguns dos primeiros europeus que morreram no Extremo-Oriente, sobretudo alguns magnates ingleses da famigerada Companhia das Índias, senhores que foram de milhentas traficâncias e de fabulosas riquezas, agora em repouso e olvido entre as bravas ervas que crescem em derredor de seus mausoléus. Poetas, missionários, nautas britânicos e esbeltas loiras de Albion dormem também, sob o sol da Ásia, na vizinhança dos feros homens que só o oiro adoravam. Uma indiscrição, um lagarto sobre as letras já a desvanecerem-se e o silêncio que vai dum extremo a outro do cemitério, como presença inexorável.
Mais acima da necrópole, topa-se um pequeno museu e, depois, entramos nas verdes sendas da colina de Camões. É um admirável parque, cheio de amáveis recantos, de árvores seculares, de flores, de chineses que meditam sobre os bancos, de pares que buscam as sombras e de crianças que brincam nas clareiras. Situado junto ao porto interior, o outeiro oferece belas perspectivas sobre os juncos ancorados, a Ilha Verde, no flanco da península, e as distantes montanhas de Chung-Shan. A única coisa feia é , justamente, a gruta onde o épico teria escrito parte dos “Lusíadas”. Dois penedos verticais, sobre eles um penedo horizontal, eis o sítio que se julga eleito por Camões para nele trabalhar. Sugestivo seria, sem dúvida, o lugar no tempo em que o poeta desempenhou, talvez, em Macau, o burocrático ofício de “Provedor dos defuntos e ausentes”..Mas, hoje, com um pobre busto de Camões entre as rochas e várias lápides portugueses e chinas em derredor, o que houve, aqui, de rude, de beleza selvagem, transformou-se numa espécie de fruste necrópole. “

Macau – A Gruta de Camões onde o poeta teria escrito parte de «Os Lusiadas»
Legenda e foto da p. 482 do livro “A Volta ao Mundo” (3)

(1) CASTRO, Ferreira de – Macau e a China. Câmara Municipal das Ilhas. Direcção da edição: António Aresta e Celina Veiga de Oliveira, 1998,115 p. ISBN972-8279-23-X (Versão Portuguesa)

Capa + contracapa

(2) Na contra-capa do livro: “No Romance português há um antes e um depois de Ferreira de Castro (1898-1974). Este escritor autodidacta, de origens camponesas humildes, nascido no litoral centro de Portugal, emigrado aos doze anos incompletos, em plena Amazónia (1911-1914) e, depois como afixador de cartazes, marinheiro e, por fim, jornalista em Belém (1914-1919), capital do estado brasileiro do Pará, em cuja biblioteca leu avidamente Camilo Castelo Branco e Eça de Queirós, Balzac e Zola, Nietzsche e Gorki; o literato que após o regresso ao seu país continuou no jornalismo, apenas como meio de sustento que lhe possibilitasse escrever os seus primeiros livros; o jovem Ferreira de Castro, aos trinta anos, com o livro Emigrantes (1928), mudou o rumo da ficção narrativa portuguesa, passando a ser uma das figuras de proa – ou a figura de proa – entre os finais dos anos vinte e a primeira metade da década de cinquenta” (Ricardo António Alves)
(3) CASTRO, Ferreira de – A Volta ao Mundo. Emprêsa Nacional de Publicidade, 1944, 678 p.
Anteriores referências a este escritor em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/01/05/leitura-a-volta-ao-mundo-ferreira-de-castro/

Mais dois postais de calendários publicitários antigos de Cantão, Hong Kong e Macau, série “ANOS DE OURO” (10 postais), editados pela Câmara Municipal das Ilhas Provisória de Macau. (1)
Calendários possivelmente dos anos 20/30 do século XX, o primeiro apresentando uma modelo com vestuário ”à ocidental” segurando um uma carta com caracteres chineses de difícil visualização (possivelmente publicitando um artigo) e  outra,  mostrando um quotidiano familiar, com vestimentas chinesas  “à antiga” (o menino segurando uma embalagem muito provavelmente anunciando produto medicinal)
(1) Ver anteriores postais desta colecção:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/08/12/postal-de-calendario-publicitario-i/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/03/05/postal-de-calendarios-publicitarios-ii/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/07/02/postal-de-calendarios-publicitarios-iii/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/07/09/postais-de-calendario-publicitario-iv/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/07/15/postais-de-calendario-publicitario-v/

Mais dois postais de calendários publicitários antigos de Cantão, Hong Kong e Macau, série “ANOS DE OURO” (10 postais), editados pela Câmara Municipal das Ilhas Provisória de Macau. (1)
Calendários possivelmente dos anos 20/30 do século XX, estes de “modelos” com vestuários com recortes mais tradicionais.

Este calendário tem uma “legenda” (embora de difícil visualização dos caracteres)  em que se publicita uma loja de artigos eléctricos.
(1) Ver anteriores postais desta colecção:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/08/12/postal-de-calendario-publicitario-i/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/03/05/postal-de-calendarios-publicitarios-ii/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/07/02/postal-de-calendarios-publicitarios-iii/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/07/09/postais-de-calendario-publicitario-iv/ 

Mais dois postais de calendários publicitários antigos de Cantão, Hong Kong e Macau, série “ANOS DE OURO” (10 postais), editados pela Câmara Municipal das Ilhas Provisória de Macau. (1)
Calendários possivelmente dos anos 30 do século XX, com publicidade a um medicamento chinês que apareceu em 1938 e que continua à venda actualmente. (2)
O medicamento 鹧鸪菜 (3) conforme o rótulo actual é indicado como “Dietary Herbal Supplement”, que pode ser dado às crianças.
(1) Ver anteriores postais desta colecção:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/08/12/postal-de-calendario-publicitario-i/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/03/05/postal-de-calendarios-publicitarios-ii/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/07/02/postal-de-calendarios-publicitarios-iii/
(2) Ver vendas on line por exemplo em:
http://www.ppshk.net/a/shops/2015/0331/261.html
https://item.jd.hk/1974688891.html
鹧 鸪 菜mandarin pīnyīn: zhè gū cài; cantonense jyutping: ze3 gu1 coi3.
鹧 鸪 zhè gū  – Perdiz (Francolinus chinensis); cài – prato, comida — comida de perdiz?

Outro postal da colecção (1) de seis da Ilha da Taipa e dois da Ilha de Coloane, da década de 90 (século XX), com edição da Câmara Municipal das Ilhas. Indicações em português, chinês e inglês. Fotografia de Fong Kam Kuan.
Este é referente também à ilha de Coloane, nomeadamente ao antigo jardim, hoje Largo Eduardo Marques, onde está um monumento, (2) com uma lápide decorado com balas de canhão e correntes de ferro, evocativo dos combates contra os piratas nos dias 12 e 13 de Julho de 1910, e atrás, erigido mais tarde, a Igreja de S. Francisco Xavier (3)

Igreja de S. Francisco Xavier e obelisco comemorativo, Coloane
路環聖方濟各教堂反紀念碑– (4)
St. Francis Xavier´s Church and a memorial obelisk – Coloane.

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/26/postal-da-ilha-da-taipa-da-decada-de-90-seculo-xx-iv-avenida-da-praia/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/17/postal-da-ilha-da-taipa-da-decada-de-90-seculo-xx-iii-mosteiro-de-pou-tai/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/10/postal-da-ilha-da-taipa-da-decada-de-90-seculo-xx-ii-biblioteca-do-carmo/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/08/postal-da-ilha-da-taipa-da-decada-de-90-seculo-xx-i/
(2) Ver anteriores referências:
nenotavaiconta.wordpress.com/tag/monumento-de-13-de-julho-coloane/

O largo Eduardo Marques em 1940.

(3) A Igreja de São Francisco Xavier (estilo barroco) foi construída e sagrada pelo então bispo de Macau D. José da Costa Nunes em 1928, para evangelizar e servir a pequena comunidade católica em Coloane.
Ela é a igreja matriz da Missão de São Francisco Xavier, que engloba toda a ilha de Coloane. A igreja foi ampliada em 1962 e depois restaurada em 2013, por parte do Instituto Cultural.
Estavam na igreja os ossos dos ”mártires do Japão e Vietnam” (5) que foram depois transferidos (alguns) para o Museu de Arte Sacra (nas Ruínas de S. Paulo), em 1996, e outros após escolha “devolvidos” ao Japão (6) e o relicário de prata que é um osso do braço de S. Francisco Xavier, que foi transferido para a Igreja de S. José.
Anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/igreja-de-s-francisco-xavier
(4) 路環聖方濟各教堂反紀念碑 mandarim pīnyīn: lù huán shèng fāng jì gè jiāo táng fǎn jì  niàn bēi; cantonense jyutping: lou6 waan4 sing3 fong1 zai2 gok3 gaau1 tong4 faan1 gei2 nim6 bei1
(5) Estavam anteriormente na Igreja de S. Paulo, depois no Seminário de S. José e em 1978 transferidas para esta Igreja.
(6) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/martires-japoneses/

https://en.wikipedia.org/wiki/Coloane#/media/File:Macau_coloane_village_1.jpg


Outro postal da Taipa, da colecção de oito postais (seis da Ilha da Taipa e dois da Ilha de Coloane) da década de 90 (século XX), com edição da Câmara Municipal das Ilhas. Indicações em português, chinês e inglês. Fotografia de Fong Kam Kuan (1)

Solares na Avenida da Praia, Taipa
氹仔龍環葡韻  (1)
Mansions in Praia Avenue – Taipa

A Avenida da Praia é um dos pontos turísticos mais apreciados na Ilha da Taipa. Este local é muito admirado e escolhido (na década de 90 do século XX) pelos noivos para tirarem as fotografias de casamento, tendo sido eleito também para algumas cenas dos filmes “ Amor e Dedinhos do Pé” e “A Trança Feitiçeira”. (2) (3)
Encontra-se nesta avenida, realçando no ponto de vista quer paisagístico quer arquitectónico, um conjunto de cinco vivendas, de cor verde claro, tendo todas elas um estilo elegante e sóbrio, apresentando uma convergência da cultura arquitecónica da China e da Europa.
Esta avenida está ladeada por várias árvores de S. José, de tronco grosso e alto, com folhas viçosas, e pelos candeeiros de rua.
Todas as vivendas foram construídas em 1921 e serviam aos funcionários superiores das Ilhas. Actualmente são edifícios classificados de interesse arquitectónico do território e transformados em espaços museológicos – Casa Vivo Macaense, Casa Criativa, Casa de Nostalgia, Galeria de Exposições e Casa de Recepções. Excepto esta última, estão abertas ao público desde 1999.
Existia ao longo desta Avenida uma praia que frequentava nas férias da década de 50 (século XX) nos passeios anuais  organizados pela Igreja – Catequese da Sé. Após a construção do istmo Taipa-Coloane, a praia progressivamente foi assoreada, tornando-se uma zona pantanosa devido ao impedimento da corrente da água.
Aí cresceu o Mangal da Taipa com a sua vegetação e as aves que nele abrigavam.
Artigo e fotos extraídos de “Roteiro das Ilhas – Ilha da Taipa”. CMI. 1996.
(1) Anteriores publicações em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/17/postal-da-ilha-da-taipa-da-decada-de-90-seculo-xx-iii-mosteiro-de-pou-tai/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/10/postal-da-ilha-da-taipa-da-decada-de-90-seculo-xx-ii-biblioteca-do-carmo/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/08/postal-da-ilha-da-taipa-da-decada-de-90-seculo-xx-i/
Anteriores referências à Avenida da Praia em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/avenida-da-praia-taipa/
(1) 仔龍環葡韻mandarim pīnyīn: dàng zai long huàn pú yùn; cantonense jyutping: tam5 zai2 lung4 waan4 pou4 wan5.
(2) “Amor e Dedinhos de Pé” filme de 1991, realizado por Luís Filipe Rocha com argumento do próprio e Luís Azaías Almada, baseado no romance homónimo de Henrique de Senna Fernandes e rodado em Macau.
https://www.youtube.com/watch?v=2rdtNGzp_UE
(3) “A Trança Feiticeira” ( The Bewitching Braid) realizado por Yuanyuan Cai, estreado em 1996, em mandarim e português, filmado em Macau e baseado no romance de Henrique de Senna Fernandes.
https://www.youtube.com/watch?v=ouRTm3Ev1rg

Outro postal da colecção de oito postais (seis da Ilha da Taipa e dois da Ilha de Coloane), da década de 90 (século XX), com edição da Câmara Municipal das Ilhas. Indicações em português, chinês e inglês. Fotografia de Fong Kam Kuan (1)

“Altar e estátua de Buda no Templo de Pou Tai Un, Taipa
氹仔菩提園大佛像 (2)
Altar and statue of Buda in Pou Tai Un – Taipa

Esta estátua dedicada ao Buda Saquiamuni é de bronze com a altura de 5,4 metros e um peso de 6.5 toneladas. Fica no último andar do edifício principal do Mosteiro/Templo Pou Tai Un(3) chamado de Palácio Budista (Tai Hong Pou Tin)
1)  https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/08/postal-da-ilha-da-taipa-da-decada-de-90-seculo-xx-i/
(2) 氹仔菩提園大佛像  – mandarim pīnyīn: dàng zǎi pú dī yuán dà fó xiàng; cantonense jyutping: tam5 zai2 pou4 tai4 jyun4 daai6 fat6 zoeng6.
(3) O Mosteiro Pou Tai situa-se entre a antiga Estrada Lou Lim Ieok (hoje, Avenida Lou Lim Ieoc 5 – 5B) e a Rua do Minho. Fica junto ao antigo sopé oriental do morro da Taipa Pequena, e tinha uma vista panorâmica sobre a zona central da vila. Era o maior e mais rico de todos os templos das Ilhas e um dos principais santuários budistas de Macau.
Nele encontra-se vários santuários dedicados às divindades budistas e da religião popular chinesa, aposentos dos bonzos, pavilhões onde se colocam as cinzas dos defuntos, salas para tabuletas dos espíritos, um jardim e um restaurante (não sei se ainda se mantém em funcionamento).

Foto de “Roteiro das Ilhas – Ilha da Taipa”, 1996 (3)

O templo chamava-se originalmente mansão (ou jardim) Pou Tai e foi construído pela família Lo em 1927.Um dos seus membros chamava-se Lo Pou San, e era então um dos pintores mais famosos da província de Guangdong, da Escola de Pintura de Lignan, morando na mansão com a sua mãe. O espaço total da mansão foi registado oficialmente em 1933 com uma área tão espaçosa que incluía ainda uma parte da terra onde ficava a Fábrica de Panchões “Him Son” e a terra onde ficava o edifício contíguo da “Wa Seng”. Depois da morte de Lo Pou San, seu filho Lo Vai Chong mudou de residência para Hong Kong e vendeu os terrenos da mansão Pou Tai, que foram comprados por cinco entidades. No dia 16 de Julho de 1964, uma destas entidades, Mestre-Monge Sik Chi Un, comprou a parte principal da mansão, que incluía um pequeno templo que se chamava Palácio Lok Chou, e a maior parte do jardim com a área de 3330 m₂.

Foto de “Roteiro das Ilhas – Ilhada Taipa”, 1996 (3)

O mestre Sik Chi Un introduziu o ramo do budismo Cheng Tou (Terra Limpa/Pura) em Macau. Nasceu na província de Zhejiang na China. Tornou-se monge no templo Chiu Heng na cidade de Hangzhou em 1928, e começou a difundir a doutrina budista, pregando no distrito de Zhongshan na província de Guangdong durante alguns anos. No período da guerra entre o Japão e a China, mudou-se para Macau e estabeleceu o ramo Budista Chi Sam. No mosteiro Pou Tai encontram-se actualmente deuses do Budismo e do taoísmo.
Extraído de: Roteiro das Ilhas – Ilha da Taipa. Câmara Municipal das Ilhas, 1996

Outro postal da Ilha da Taipa da colecção de oito postais (seis da Ilha da Taipa e dois da Ilha de Coloane), da década de 90 (século XX), com edição da Câmara Municipal das Ilhas. Indicações em português, chinês e inglês. Fotografia de Fong Kam Kuan. (1)

Biblioteca do Carmo, Taipa
氹仔嘉模圖書館 (2)
Carmo´s Library – Taipa

A biblioteca está localizada no Largo do Carmo em frente da Igreja de Nossa Senhora do Carmo. É um belo edifício, com uma colunata de estilo clássico na frontaria. Foi Escola Municipal no início do século XX. Em 1992 este edifício foi reconstruído e em 10 de Dezembro do mesmo ano foi assinado um protocolo entre a Câmara Municipal das Ilhas e o Instituto Cultural de Macau, no sentido de aí instalar uma biblioteca. É a primeira Biblioteca Pública da Taipa desde Janeiro de 1993.

Foto do “Roteiro das Ilhas – Ilha da Taipa”, 1996

Do lado esquerdo da Biblioteca, encontra-se um edifício de arquitectura europeia, que foi também Escola Municipal no início do século XX. Em 1956 foi transformada em maternidade, designado-se “Maternidade da Junta Local” destinada a auxiliar as mulheres pobres da ilha da Taipa que ali eram internadas e socorridas gratuitamente. Na década de 70 (século XX) este edifício transformou-se num Centro de Idosos gerido pelas Caritas de Macau.

Foto do “Roteiro das Ilhas – Ilha da Taipa”, 1996

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/08/postal-da-ilha-da-taipa-da-decada-de-90-seculo-xx-i/
(2) 氹仔嘉模圖書館mandarim pīnyīn: dàng zǎi jiā mú tú tú guǎn; cantonense jyutping: tam5 zai2 gaa1 mou4 tou4 syu1 gun