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Extraido de «BPMT», XIII-18 de 6 de Maio de 1867, p. 100

A capela da Penha que foi construída em 1622, em resultado de um voto de marinheiros que recorreram a Virgem e foram atendidos, foi reconstruída totalmente (mais o Paço Episcopal) em 1837 (1), Sofreu nova reedificação em 1861. (2)

Vista da Igreja da Penha – George Chinnery c. 1837

(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, p. 79

(2) Contracto feito na Procuratura, em 20 de Setembro de 1859, entre o Presbítero assistente da Ermida, Padre Maximo A. dos Santos e o empreiteiro china Atac, publicado no «BGM» VIII-2 de 14 de Dezembro de 1861, p. 6

… continua ..

Partiu da Rada no dia 23 de Abril de 1862, o navio do Estado “Martinho de Mello” comandado pelo 1.º tenente Álvaro Andrea, com destino a Lisboa, com escalas por Moçâmedes, Benguela e Luanda. Além da carga (1), levava para Lisboa, 16 militares de Timor que regressavam a Portugal, 20 praças do Batalhão de Macau, incapazes para o serviço, 5 civis, sem emprego. Para Luanda, levava 1 preso sentenciado a degredo M. F. Borralho (2) e 3 soldados do Batalhão de Macau que de Luanda seguiriam para Moçambique.

Levava também o 2.º tenente da armada, José Maria da Fonseca (3) finda a sua comissão, com a família.

Extraído de «BGM», VIII-21, de 26 de Abril de 1862, p. 85

(1)

Extraído de «B.G.M.», VIII-16 de 20 de Março de 1862, p.64

(2) Está referenciado nas “Famílias Macaenses” de Jorge Forjaz na p.59, Manuel Francisco Pereira Borralho nascido em Lisboa cerca de 1820 mas com indicação que faleceu em Macau. Este é antepassado do jornalista Leonel Borralho. Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/leonel-borralho/

(3) O 2.º tenente José Maria da Fonseca foi Capitão do Porto de Macau de 1855 a 1861. Acompanhou na qualidade de secretário do governador Isidoro Guimarães na missão ao Sião em 1859.

Extraído de «BGM», VIII-21 de 26 de Abril de 1862
CONTINUA …….. Extraído de «BGM», VIII-18 de 5 de Abril,

Extraído de «BGM» VII-21 de 27 de Abril de 1861, p. 82

Em 1859/1860 uma esquadra prussiana composta pela fragatas «Arcona», e «Thetis», (1) escuna «Frauenlob» e clipper «Elbe» iniciou no Rio de Janeiro uma viagem (expedição Eulenburg) com destino ao Japão, onde chegaria no fim de verão de 1860. A esquadra era comandada pelo Capitão Henrik Ludvig Sundevall (comandante da «Acona») e a fragata «Thetis» era comandada pelo capitão (mais tarde nomeado vice-almirante) Eduard von Jachmann.(2) A esquadra com excepção do clipper «Elbe» que seguiu viagem directa para Singapura (cidade onde embarcaria o diplomata Friedrich Albrecht zu Eulenburg que seguia para China para concluir o tratado de comércio com o imperador Qing), fez escala em Cape Town (África do Sul).

Em 2 de Setembro de 1860, a esquadra foi apanhada por um tufão em Yokohama (com perdas de vidas entre a tripulação, uma mulher e 47 homens). O resto da esquadra seguiu viagem de regresso com paragem em Shanghai em 1961 e depois Macau onde estiveram três dias.

Na viagem de regresso apesar das más condições do barco devido à  sua  longa viagem à Ásia, Eduard von Jachmann conseguiu levar a fragata, depois de uma tempestade severa que se danificou muito, nas águas de América do Sul, até S. Salvador da Baía (Brasil) , onde ficou para conserto.

«SMS Thetis», inicialmente «HMS Thetis» c. 1867. https://en.wikipedia.org/wiki/HMS_Thetis_(1846)

(1) «HMS Thetis», fragata construída para a real armada Inglesa, início em 1843 (entrgue em 846) com 36 peças a bordo. Em Fevereiro de 1847 encalhou em Lisboa tendo sido enviado para Plymouth para reparação. Após 9 anos ao serviço da armada inglesa, foi vendida (trocada por 2 canhoneiras a vapor), em 1855, ao governo prussiano e integrado na armada naval germânica como navio de treino dos cadetes; em 1867 como navio escola, treino de artilharia. Em 1871, dado como incapaz para a armada. Convertido em armazém de carvão, afundou-se em 1894.

Eduard K. E. von Jachmann

(2) Eduard Karl Emanuel von Jachmann (Danzig 1822 – Oldenburg 1887), primeiro vice-almirante nomeado na armada prussiana. Em 1840 entrou para marinha, depois de alguns anos na marinha mercante. Em 1848, foi nomeado comandante da corveta «SMS Amazone»; e entre 1859 e 1862, comandante da fragata «Thetis» (expedição Eulenburg à Ásia) e depois da fragata «Arcona». Esteve ao serviço até 1878. https://en.wikipedia.org/wiki/Eduard_von_Jachmann

Notícia, no «Boletim do Governo de Macau» de 3 de Abril de 1861, assinada por A. Marques Pereira (com crítica á obra do autor) sobre a comédia “A Probidade” (em dois actos) (1) que teve lugar no Teatro D. Pedro V, no dia 11 de Abril de 1861

…continua (Extraído de «BGM», VII – 19 de 13 de Abril de 1861, p.75)

(1) LACERDA, Augusto César de (2) – A Probidade – comédia em dois actos e um prologo marítimo. Lisboa, Typografia do Panorama, 1859, 116 p. Peça teatral representada pela primeira vez no Teatro do Ginásio Dramático na noite do 1.º de Janeiro de 1859. Disponível para leitura em: https://books.google.pt/books?id=4YgyAQAAMAAJ&printsec=frontcover&source=gbs_atb&redir_esc=y#v=onepage&q&f=false.

(2) Augusto César de Lacerda (1829-1903), actor, empresário, ensaiador e autor de múltiplas peças teatrais, abrangendo todos os géneros desde o ligeiro, à comédia, ópera e drama. Um biografia mais completa em:

http://voandonotempoblogspotcom.blogspot.com/2014/10/o-avo-cesar.html

Na sequência da publicação em 5 de Janeiro de 2018 (1) sobre a “Nova Escola Macaense”, junto hoje mais alguns dados da cronologia desta Escola, aproveitando a data de 6 de Abril de 1861, em foram aprovados os Estatutos da Nova Escola Macaense, fundada pelo então 1.º Visconde do Cercal (depois Barão do Cercal) Alexandrino António de Melo (2) (3) e cuja inauguração se realizou, em 5 de Janeiro de 1862.

CONTINUA …………….. «BGM», VII-19 de 13 de Abril de 1861, p. 73

Foi inaugurada em 5 de Janeiro de 1862 a «Nova Escola Macaense», e nesse ano veio de Portugal como professor da Escola Macaense, o Cónego Guilherme F. da Silva, (regressaria ao reino a 21 de Março de 1885, vindo a falecer em Lisboa 3 anos mais tarde) (4)

Em 1865, devido a partida para Portugal do director geral da «Nova Escola Macaense», Barão do Cercal e do seu filho (a quem competia suceder-lhe em conformidade com os Estatutos), foi eleita uma comissão directora presidida por José Bernardo Goularte. (5)

Esta escola terminou em 21 de Outubro de 1867 por falta de meios para o sustentar, sendo oferecido o seu remanescente à futura “ Associação Promotora da Instrução dos Macaenses” (P.P. n.º 14 de 31 de Março de 1862, publicada nos Boletins n.º 25 e 27 de 1863)  (6)

(1) Ver anteriores referências a esta escola em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/nova-escola-macaense/

(2) Em 15 de Fevereiro de 1861, o Barão do Cercal propôs, em circular, a criação duma escola de ensino de línguas, principalmente a portuguesa e inglesa, para o sexo masculino, intitulada «Nova Escola Macaense», por existir grande carência de meios de instrução, como então se verificava na Colónia. Em 26 de Março do mesmo ano, o Governador Isidoro Francisco Guimarães autorizou o Barão de Cercal a organizar, anualmente, uma ou mais lotarias (7) para a manutenção dum estabelecimento de instituição para o sexo masculino que este pretendia fundar. A 1 de Novembro de 1861, o Barão do Cercal publicou uma carta, com esta data, no Boletim da Província n.º 48 de 2 de Novembro de 1861, dando conta do andamento da fundação da Nova Escola Macaense por ele promovida. A 27 de Fevereiro de 1862, foi confirmada ao Barão do Cercal de uma lotaria anual, com o capital limitado a doze mil patacas; bem como um subsídio anual de 1.000$00 reis para auxiliar a fundação dum estabelecimento de instrução primária e secundária, cujo ensino deveria ser gratuito para os pobres, cessando, porém tal concessão logo que estivesse reorganizada a Instrução Pública em Macau. (GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954)

(3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/alexandrino-antonio-de-melo/

(4) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, p. 162

(5)

CONTINUA «TSYK» , 3.º Ano, n.º 4 de 26 de Outubro de 1865, pp. 15 e 16

«TSYK» , 3.º Ano, n.º 4 de 26 de Outubro de 1865, pp. 15 e 16
«TSYK» , 3.º Ano, n.º 5 de 3 de Novembro de 1865, pp. 19 e 20
«TSYK» , 3.º Ano, n.º 6  de 9 de Novembro de 1865, pp. 24

(6) “21-10-1867 – Foi encerrada a Nova Escola Macaense criada pelo Barão do Cercal, por falta de meios para o sustentar, sendo oferecido o seu remanescente ao Governo da Colónia, para criação de um liceu.” (GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954) .

(7)

Extraído do «BGM, VIII-26 de 31 de Maio de 1862 p. 106
Extraído de «BGM», IX-14 de 7 de Março de 1863, p. 54

Ver anterior referência em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/09/03/noticia-de-3-de-setembro-de-1864-concerto-no-teatro-d-pedro-v-pela-companhia-philarmoni-ca/

Outro artigo de A. Marques Pereira (1) acerca do busto de Camões encomendado pelo comendador Lourenço Marques (2) ao escultor Bordalo Pinheiro

Extraído de «BGM», VII-20 de 20 de Abril de 1861, p 78

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-feliciano-marques-pereira/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/comendador-lourenco-marques/

Extraído de «TSYK»,  III Ano, n.º 25 de 22 de Março de 1866, p. 112

A barca portuguesa «Josephita e Almira», de 1142 toneladas, saiu do porto de Macau a 24 de Janeiro de 1866 sob o comando do capitão Valério dos Remédios, com destino a Havana, com 537 passageiros chinas. O capitão face ao conflito com os seus oficias que o acusaram de falta de comando durante a revolta que foi sufocada, preferiu ficar em Batávia, tenho o navio, saído no dia 11 de Fevereiro com o mesmo destino, sob o comando de Richard Lee.

Extraído de «BGM», XII-5 de 29 de Janeiro d 1866, p. 20

O relatório do Capitão François Hendrik Willem, capitão do porto de Batávia foi enviado pelo gerente do consulado holandês N. G. Peter em Cantão – auto feito perante o capitão do porto da Batávia onde desembarcou o capitão Valério dos Remédios e seus subordinados, oficiais e marinheiros – traduzido para francês, foi publicado no Boletim do Governo XII-12 de 19 de Março de 1866.

Continuaçao no mesmo boletim…
Extraído de «Boletim do Governo de Macau», XII n.º 12 de 19 de Março de 1866, pp. 45-46

Extraído de «TSYK»- III Ano, n.º 18 de 1 de Fevereiro de 1866, p. 77

O busto (e a sua inauguração que foi anteriormente publicada neste blogue)(1), já em 1862, mereceu um “apontamento” no «Boletim do Governo de Macau» (VIII-17 de 19-03-1862, p. 66):

Retrato de Camões – Desenho de F. Gerard e L. Visconti – Gravura de F. Lignon (1817) POSTAL  (14, 5 cm x 10,3 cm) – Colecção “Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas “, 1987

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/01/28/noticia-de-28-de-janeiro-de-1866-busto-de-camoes/

28-01-1866 – “Para solenizar a colocação do busto de Camões, encomendado por Lourenço Marques, proprietário da gruta do mesmo nome, a Bordalo Pinheiro, busto este cuja chegada a Macau foi noticiada, no Boletim do Governo n.º 17 de 29 de Março de 1862, realizou-se «uma escolhida reunião de damas e cavalheiros, nacionais e estrangeiros, n´aquelle ameno e delicioso recinto». Compareceu também, S. Exa. O Governador e mais autoridades, bem como os estudantes do seminário, tocando a interessante banda marcial dos alunos, composta de mais de 20 músicos. Alguns estudantes recitaram, a propósito, várias poesias escolhidas e adequadas, em português, latim, francês e italiano. O Sr. Sá Camello, alferes do batalhão de linha recitou poesia do Sr. António Serpa Pimentel intitulada «Camões na gruta de Macau» ”(GOMES, Luís Gonzaga – Efemérides da História de Macau, 1954, pp. 26-27

1866 – O primeiro busto de Camões, na Gruta do Jardim de Manuel Pereira (1757-1826) foi substituído nesta data, por iniciativa do genro do rico negociante, Lourenço Caetano Cortela Marques, casado com Maria Ana Josefa Pereira. (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, p.177) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/01/28/noticia-de-28-de-janeiro-de-1866-busto-de-camoes/

A. Marques Pereira – Efemérides Comemorativas da História de Macau. (1)
POSTAL – RUÍNAS DA IGREJA DE S. PAULO, c. 1925

As relíquias e a imagem de S. Francisco Xavier, foram salvas deste incêndio e em 19 de Fevereiro foram depositadas na Igreja de Santo António. Foram depois transferidas para a Sé e mais tarde estiveram em poder duma senhora macaense, donde passaram para o Seminário de S. José. A Companhia de Jesus celebrou em 1994, o IV Centenário co Colégio Universitário de S. Paulo (2)

Anuário de Macau, 1922, p. 10

POSTAL – RUÍNAS DE S. PAULO/RUINS OF ST. PAUL/大三巴牌坊
M 9402 (16,3 cm x 11,3 cm). Produced by Tak Lee Trading Co

(1) «Boletim do Governo de Macau» XIII-4, 28 de Janeiro de 1867,  p.20.

(2) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, 2015, Volume II, p. 72

Anteriores referências a este incêndio e à Igreja de S. Paulo em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/igreja-da-madre-de-deus-s-paulo/