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Extraído de «BGPMTS», I-30 de 12 de Maio de 1855, p. 118

A «Sociedade Philarmonica Macaense» foi constituída no dia 14 de Dezembro de 1844, com a primeira reunião da mesa da Assembleia Geral no dia 22 de Dezembro na Feitoria de Francisco António Pereira Thovar, para apresentação e discussão do projecto dos Estatutos da Sociedade. https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/10/08/noticia-de-8-de-outubro-de-1851-representacao-teatral-na-sociedade-philarmonica-macaense/

Extraído do «BGPMTS» I-3 de 4 de Novembro de 1854

NOTA: O Dr. António Luíz Pereira Crespo, nascido em Marinha Grande foi nomeado cirurgião-mor de 1. ª classe da Província de Macau e Timor em 30-08-1852. Terá chegado a Macau em finais desse ano.

Extraído de «BGPMTS» VII-17 de 7-12-1852, p. 61

No Boletim Oficial de 1853, aparece este anúncio:

Extraído do «BGPMTS» VIII-25 de 28-07-1853, p. 102

Casou na Sé, a 16-01-1854, com Bárbara Joaquina da Silva. Com data de 01-08-1855, Dr. Crespo publicava o seguinte aviso no Boletim Oficial, acerca da vacinação “para prevenir o contágio das bexigas”. Este aviso foi repetido nos números seguintes bem como em anúncios de 1857.

Extraído de «BGPMTS» I- 42 de 4-08-1855, p. 168.

Dr. Crespo elaborou o Regulamento do Hospital Militar de Macau criado por portaria n.º 73, de 21-11-1855 (publicado no «Boletim do Governo da Província de Macao, Timor e Solor», Vol. II, n-º5). O Dr. Crespo regressou a Portugal em 1860, tendo sido nomeado em seu lugar o Dr. Lúcio Augusto da Silva.

Realizou-se no dia 8 de Outubro de 1851 uma representação teatral na extinta Sociedade Philarmonica Macaense, (1) um drama em 3 actos “A Pobre das Ruínas” (2) e uma  comédia em 1 acto “Fallar verdade a Mentir”, (3) organizada por um grupo de amigos, que constituíram uma comissão para que a totalidade da venda dos bilhetes deduzidas as despesas necessárias para o enrio, vestuário, música e mais arranjos do teatro, seria  em beneficio da Escola de Instrução primaria e secundaria estabelecida na casa do Leal Senado. A Comissão era composta por António Pedro Buys – Presidente; António Diniz d´Ayalla – Tesoureiro e Justinianno de Souza Alvim – Secretário.

Anúncio publicado para conhecimento do público no «B.G.P. M.T.S.», Vol 6, n.º 45 de 27 de Setembro de 1851, p. 156.

(1) A Sociedade Philarmonica Macaense foi constituída no dia 14 de Dezembro de 1844, com a primeira reunião da mesa da Assembleia Geral no dia 22 de Dezembro na Feitoria de Francisco António Pereira Thovar, para apresentação e discussão do projecto dos Estatutos da Sociedade

Extraído de «O Procurador dos Macaístas» I-42 de 19 de Dezembro de 1844

(2) “A Pobre das Ruínas” de 1846 é uma peça teatral (dramalhão histórico em 3 actos, com prologo) do dramaturgo, poeta, romancista, jornalista, deputado, ministro e diplomata, José da Silva Mendes Leal Júnior (1818 – 1886). Publicado nesse ano em livro impresso na “ Typographia Rollandiana”, 1846, 166 p.; 20 cm. https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_da_Silva_Mendes_Leal

(3) “Falar a Verdade a Mentir”, peça teatral apenas um acto (acto único composto por dezassete cenas), uma crítica social expressa de forma cómica, escrita em 1845 por João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett, (1799-1854), escritor, dramaturgo, par do reino, ministro e secretário de estado. Foi publicada em 1846. https://pt.wikipedia.org/wiki/Falar_Verdade_a_Mentir https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/joao-bsl-almeida-garrett/

Extraído de «BGPMTS», I-50 de 29 de Setembro de 1855, p.199

Extraído de «BGPMTS»,  I-49 de 22 de Setembro de 1855, p. 196

No dia 16 de Setembro de 1855, faleceu (“uma apoplexia fulminante“) o 1.º tenente da armada Pedro José da Silva Loureiro, nascido em Ponta Delgada a 29-06-1792, capitão do Porto de Macau. Foi sepultado no Cemitério de S. Miguel. Filho de José da Silva de Loureiro (1745-1820) e de Genoveva Flora Joaquina da Cunha (1753-1833) ambos nascidos e falecidos em Ponta Delgada, Pedro José da Silva Loureiro chegou pela primeira vez a Macau, como guarda marinha, acabando por fazer quase toda a sua carreira militar no Oriente. A 5-04-1824 foi promovido a 2.º tenente da Armada e a 1.º tenente a 19-10-1853, sendo reformado em capitão de fragata da Armada de Goa.

Foi durante alguns anos capitão do porto de Macau sendo encarregado pelo Governador Ferreira do Amaral de construir o forte da Taipa que marcou a ocupação definitiva daquela ilha. Foi também comerciante, sendo eleito almotacé da Câmara em 1827. Casou em Macau (S. Lourenço) a 12-04-1826 com Ana Rosa Inocência do Espírito Santo Pereira de Almeida. Tiveram 16 filhos. (1) Quatro dele, Luís, Pedro, Francisco e Eduardo frequentaram o Seminário de S. José em 1840, segundo diário do Padre Leite (2)

Extraído de «BGPTMS»,  I-51 de 6 de Outubro de 1855, p. 202

 A primeira filha do casal, Genoveva Rosa Joaquina do Espírito Santo Loureiro (1827- ? )  casou na capela da Residência do Governador com Isidoro Francisco Guimarães (1808-1863), governador de Macau (1851-1863), capitão de mar-e-guerra, do Conselho de S. M. F., e visconde da Praia Grande de Macau. (3)

 (1) Informações biográficas recolhidas de FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, II Volume. ICM, 1996, pp. 411-412.

(2) SILVA, Beatriz Basto da Silva – Cronologia da História de Macau, Volume 3, 1995

(3) Anteriores referências a este governador em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/isidoro-francisco-guimaraes/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/12/10/noticia-de-10-de-dezembro-de-1862-visconde-da-praia-grande/

Um aviso ao público de 18 de Agosto de 1856, publicado no Boletim do Governo (1), anunciando a apresentação em Macau, em Setembro de 1856, da Companhia Italiana do célebre funambulo, acrobático e mímico Luis Feroni (Fumoni ?)  para a realização de uma série de variadas, e escolhidas  representações de ginástica,  na Feitoria de Paiva na Rua da Prainha n.º 17 . (2)

«BGPMTS», II-44 de 22 de Agosto de 1856, p. 176

Rua da Prainha principia na Calçada de Francisco António, (1) do lado da numeração ímpar, e no Pátio de Francisco António, (2) do lado da numeração par, e termina na Calçada da Feitoria, (3) junto da Travessa do Cais.

(1) O homem que deu o nome à Calçada e ao Pátio foi o Dr. Francisco António Seabra, natural do Brasil, o qual chegou a Macau em 1819 a bordo do navio Diana da praça do Rio de Janeiro. Possuía ali uma feitoria, na Calçada da Feitoria, (3) onde eram consertados os navios que ali entravam com fácil acesso pelo cais da Prainha. (4) Casou com Regina Seabra Joannes.

A 14 de Abril de 1830, o mandarim Tso-tang, de apelido Ien, publicou um edital, dizendo «que o carpinteiro Acão e outros ocultamente estavam concertando uma embarcação europeia do português (António) Martins, dentro da Feitoria de Francisco António, usurpando desta sorte o seu direito; e que, visto que pretendem fazer alguma obra, deverão dar parte». O Tso-tang proibiu que o carpinteiro continuasse a obra. (4)

(2) O Pátio de Francisco António (após o «Cadastro das Vias Públicas de 1874) era conhecido anteriormente por Armação de Francisco António ou Pátio do Esteio que começa na Rua do Almirante Sérgio e acaba na da Prainha (4)

(3) Calçada da Feitoria começa na Rua de S. José, junto da Rua do Barão, e termina na Travessa do cais, junto do Pátio de Chan Loc, de um lado, e junto da Rua da Prainha, do outro.

(4) TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Volume I, ICM, 1997, pp. 34 e 427/428.

Edital de 11 de Setembro de 1851, assinado pelo governador, Capitão de Mar e Guerra da Real Armada, Francisco António Gonçalves Cardoso – Regulamento sobre a prostituição dentro dos muros da cidade e as casas toleradas. (1) Este edital é constituído por 14 artigos sendo de destacar os seguintes:

Extraído de «Boletim do Governo da Província de Macao, Timor e Solor», Vol. 6, n.º 43 de 13 de Setembro de 1851, pp. 145-146

(1) Ver anterior postagem sobre este mesmo edital em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/09/11/noticia-de-11-de-setembro-de-1851-prostitui-cao-em-macau/

Extraído de «BGPMTS», I- 44 de 18 de Agosto de 1855.
Extraídos de «B. G. P. M. T. S.», VI- 34, 1851, p. 112

Duas pequenas notícias surgidas no jornal «O Independente» (1) sobre prisioneiros, um  estava na prisão do Monte e outro, na cadeia pública.

Extraído de «O Independente», I- 38, 21 de Maio de 1869, p. 330

Nesse ano, já estava em vigor o «Regulamento da Cadêa de Macao» (Portaria n.º 58 de 11 de Novembro de 1851), que foi complementada em 4 de Abril de 1859 (Portaria Provincial n.º 29). Neste mesmo ano, foi publicado um novo «Regulamento da Cadeia Pública de Macau» em 11 de Junho de 1859 (B.G.n.º 33).

Extraído de « BGPMTS», VI-52 de 15 de Novembro de 1851

Recorda-se que a cadeia em 1754 estava no terreiro de St.º Agostinho, que pertencia aos jesuítas, junto ao Convento de Sto Agostinho. Em 1776 passou para uma casa do Estado, junto ao Senado. Esta rua ainda hoje se chama do Tronco Velho; a nova cadeia deu o nome `Rua da Cadeia”, que em 1937 recebeu o nome de Rua Dr. Soares.

As condições da cadeia no Tronco Velho não eram boas apesar de durante anos ter sido feitas melhorias e alargamento do espaço, como o próprio Boletim Oficial («BGMT», XIV-18 de 2 de Maio de 1868) noticia em 1868:

Só com a construção da nova cadeia iniciada em 1884, em 5 de Setembro de 1909, os presos passaram para a cadeia na Colina de S- Miguel e em 1990 para as novas instalações, em Coloane.