Archives for posts with tag: Banco Nacional Ultramarino

Duas cédulas de DEZ AVOS e uma de UM AVO emitidos pelo Banco Nacional Ultramarino, (1) não datadas (2) e manualmente assinadas (3)

大西洋國海外滙理銀行 (4)

As duas cédulas de DEZ AVOS foram emitidas em 1920 (esverdeada) e a outra com a mesma tonalidade, entre 1941 – 1945 dado que a emissão de 1946 já apresentava a assinatura do Gerente do banco e do Director.

Cédula – DEZ AVOS N.º 122262 (9,8 cm x 5,5 cm) de 1920
Razoável estado de conservação
Cédula – DEZ AVOS N.º 122262 (9,8 cm x 5,5 cm) – verso
Cédula – DEZ AVOS N.º 147788 (9,8 cm x 5,5 cm) de
Razoável estado de conservação, com manchas
Cédula – DEZ AVOS N.º 147788 (9,8 cm x 5,5 cm) – verso
Cédula – UM AVO N.º 707244 (7,4 cm x 4,1 cm)
De cor castanha com assinatura do mesmo gerente (não legível) do publicado em (1), de 1942
Razoável estado de conservação.
Cédula  – UM AVO N.º 707244 (7,4 cm x 4,1 cm) – verso

(1) Denominam-se cédulas os documentos de papel emitidos em representação das moedas metálicas divisionária e de trocos. Na cunhagem destas moedas eram utilizados metais inferiores como o cobre, o níquel ou ligas destes metais tendo geralmente um valor nominal inferior ao real ou intrínseco.
Quando o custo destes metais subiu demasiadamente, como aconteceu durante e depois da I Grande Guerra Mundial (1914-1918) a fim de se evitarem as despesas da cunhagem daquelas moedas recorreu-se, em Portugal, à estampagem de cédulas às quais foi conferido curso legal.
Em 1919, a falta de moeda para trocos provocou em Macau uma situação crítica que levou o Governo do Território a introduzir pela primeira vez, no meio circundante local, este instrumento monetário – as cédulas. Foi então decidido emitir cédulas de 5, 10 e 50 Avos.
As cédulas deixaram de ser emitidas com o aparecimento em 1952 das primeiras moedas privativas de Macau e assim progressivamente foram recolhidas todas até 1953.
(Emissões de Papel-Moeda do banco Nacional Ultramarino Para Macau. Banco Nacional Ultramarino SA e Chaves Ferreira, Publicações, SA, 1997, 270 p., ISBN 972-9402-33-7)
(2) Inicialmente as emissões de cédulas não eram datadas, só a partir de 1946 passaram a apresentar data impressa.
(3) As primeiras emissões de cédulas  assinadas pelo Gerente da Filial do Banco Nacional Ultramarino em Macau, foram as de 1920 manuscrita e as seguintes com chancela, como estes exemplares.
(4) – 大西洋國海外滙理銀行 – Daxiyangguo (大西洋國- Grande Reino do Mar do Ocidente); 海外–Haiwai (ultramarino); 滙理- Huili (câmbio);   銀行- Yinghang ou mais conhecido como 大西洋銀行 – Daxiyang Yinghang ( Banco do Grande Reino do Mar do Ocidente)
Em cantonense jyutping: Daai6 sai1 joeng4 gwok3 hoi2 ngoi6 wui6 lei5 ngan2 hong4
Sobre Banco Nacional Ultramarino e um outra nota de UM AVO (N.º 360440) já publicado ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/banco-nacional-ultramarino/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/07/10/papel-moeda-macau-i/

Relógio de mesa, oferta do BNU na década de 80 (século XX) de formato cilíndrico, comprimento máximo (superior): 5,5 cm e menor (inferior): 3 cm
Mostrador na parte superior, circular de 3 cm de diâmetro, protegido por um plástico, com as letras “BNU” e  “大西洋銀行 (1)
Base inferior de forma ovalada (4 cm x 3 cm)
(1) 大西洋銀行 – Daxiyang Yinghang (Banco do Grande Reino do Mar do Ocidente)
Em cantonense jyutping: Daai6 sai1 joeng4 ngan2 hong4

A criação de um banco com personalidade jurídica própria e com sede em Macau, a partir de 1 de Julho de 1978, é a decisão fundamental do acordo assinado entre o Governo de Macau e o Banco Nacional Ultramarino. O referido Banco que integrará o departamento do B. N. U. de Macau, terá um capital a definir  quando da elaboração dos seus Estatutos, que orçará entre 25 e 50 milhões de patacas. O valor mínimo de 25 milhões de patacas será subscrito, no momento da assinatura da escritura da constituição do novo Banco, pelo B. N. U. com 49% e pelo Governo de Macau com 51% que fica deste modo a deter a maioria do capital social do novo estabelecimento bancário.
O novo banco que surgirá no território, quando cessar em 30-06-1978 a actividade do departamento de B.N.U. de Macau, terá as funções de Banco Emissor, Caixa Central de Reserva de Divisas, Banqueiro do Governo e Banco Comercial.
No referente ao pessoal daquele estabelecimento bancário, o acordo agora assinado prevê que os funcionários do departamento do B. N. U. de Macau possam optar pela continuação no B. N. U. em Lisboa, ou pela sua integração no futuro Banco em Macau. A opção dos referidos funcionários deverá ser feita até três meses antes da criação do Banco local, em Julho do próximo ano (1978), não perdendo os direitos já adquiridos.
Para finalizarem as negociações (cerca de nove meses) para a assinatura do novo acordo encontram-se em Macau, o presidente do Conselho de Gestão do Banco Nacional Ultramarino, dr. Oliveira Pinto, o director Abílio Dengucho do mesmo estabelecimento bancário e o dr. Pires Lourenço, representante do Ministro das Finanças Português, que acompanhou a delegação do B.N.U. para tomar parte nos trabalhos.
Participaram ainda nas reuniões para além do Governo Garcia Leandro, os drs. Iglésias Tomás, Carlos Vargas e Oliveira Carvalho, da Inspecção do Comércio bancário, e o gerente da filial do B. N. U., em Macau, Amílcar Peres.” (1)
(1) Notícia publicada em Abril de 1977 no «Macau B. I. T.»

Um anúncio do Banco Nacional Ultramarino (BNU), de 1922 publicado num jornal em Portugal.
banco-nacional-ultramarino-em-1922-imprensa-portuguesaO Banco Nacional Ultramarino (BNU) foi criado em Lisboa por Carta de Lei de 16 de Maio de 1864, sendo seu fundador Francisco de Oliveira Chamiço. Instalou a sua primeira Sede no Largo das Duas Igrejas, hoje Largo do Chiado, a segunda na Rua Augusta e a terceira, a partir de 1989, na Avenida de 5 de Outubro. Criado como Banco Emissor para as ex-colónias portuguesas exerceu também funções de Banco de Fomento e Comercial no país e no estrangeiro.
O BNU instalou sucessivamente sucursais e agências – Angola e Cabo Verde (1865), S. Tomé (1868), Moçambique (1877), Guiné (1903), Macau (1902), Índia (1868) e Timor (1912). Depois da abertura das Agências nas ex-colónias de África e do Oriente, o BNU deu inicio, a partir de 1917, à segunda fase da sua expansão, com a implementação de uma rede de Agências no Continente, Madeira e Açores, tendo constituído uma das maiores redes bancárias portuguesas.
No século XX, o BNU foi um dos primeiros bancos portugueses presentes nas principais praças financeiras mundiais através de Filiais, Agências, escritórios de representação e correspondentes. Neste anúncio de 1922, estão mencionados sete agências no estrangeiro:
PARIS – abertura de uma Agência em 1919 (convertida posteriormente, em 1929, no «Banque Franco Portugais e d’Outre-Mer».
LONDON –– abertura de uma Agência em Londres em 1919 (posteriormente em 1929.  transformou-se no «Anglo Portuguese Colonial & Overseas Bank».
NEW YORK –   abertura de uma agência em Nova Iorque, em 1920 – a qual deu lugar em 1924 ao «Trust Company of North America».
RIO DE JANEIRO – abertura da uma filial no Rio de Janeiro, em 1913.
BOMBAY  (Índia) – abertura de uma dependência em Bombaím (antiga Índia Inglesa), em 1921, encerrada em 1952. Em 1998, inaugurou um escritório de representação em Mumbai (Bombaím), com extensão em Pangim.
KINSHASA (Congo Belga) – abertura de uma dependência em Kinshasa, em 1919, o qual passou para o Banco de Angola em 1926.
HONG-KONG – nomeação do primeiro correspondente em Hong-Kong em 1904 e em 1984, abertura de um escritório de representação. (1) (2)
(1) https://www.cgd.pt/Institucional/Patrimonio-Historico-CGD/Historia/Pages/Historia-BNU.aspx
O escritório de representação em Hong Kong actualmente está em:
8/F, World Wide House, 19 Des Voeux Road Central
德輔道中19號環球大廈8/F
Hong Kong Island, Central

Nos enleios subtis de fantasia,
Florido é o jardim da vida bela!
Quantos há que, sonhando, vivem nela
De doces ilusões em prenhe orgia!
 
Por longes terras, leda correria,
Libando em cada flor, em cada estrela,
Não temem o perigo de perdê-la.
Que ditoso sonhar, doce magia!
Mas não é de sensatos tal viver,
Pois a vida não é flor, é amargura
E a ilusão do  prazer mui pouco dura.
 
Na vida é mor fortuna mais sofrer;
Ter espinhos, martírios suportar.
Que prazeres e gozo é vão sonhar!

Rolando das Chagas Alves (1)
O Clarim“, 1950

(1) Poema de Rolando das Chagas Alves incluído nas duas antologias : “Trovas Macaenses” (1992), p. 163 e “Antologia de Poetas de Macau” (1999), p. 93.
Rolando das Chagas Alves, nasceu em Macau em 1923. Foi funcionário dos Serviços de Saúde e do Banco Nacional Ultramarino em Macau. Um dos fundadores do jornal «O Clarim» (2) e colaborador em vários jornais de Macau, nomeadamente «O Clarim», «Notícias de Macau» e «Gazeta Macaense»
É seguramente, um dos melhores poetas da sua geração e de até ao tempo actual, nada justificando o semi-anonimato em que permanece a sua poética, de tão impressiva como genuína qualidade.
Poeta de grande sensibilidade e de observação impressionista, tem-se por grande pesar não haver ainda publicado em forma de livro, o melhor da sua poesia“(REIS, João C. – Trovas Macaenses, 1992.)
(2) O jornal “O Clarim” que iniciou como semanário, a sua publicação em 2 de Maio de 1948 , só apareceu quando um grupo de jovens católicos (composto por José Patrício Guterres, Herculano Estorninho, José Silveira Machado, Abílio Rosa, Gastão de Barros, José de Carvalho e Rego, Rui da Graça Andrade e Rolando das Chagas Alves) apresentou aos padres Fernando Leal Maciel e Júlio Augusto Massa a ideia de publicarem um jornal.
https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Clarim_(Macau)
Anterior referência em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/rolando-das-chagas-alves/

Comemorando a passagem do 103.º aniversário do feito que imortalizou o bravo Coronel Vicente Nicolau Mesquita, efectuou-se, no dia 25 de Agosto de 1922, uma romagem à campa do herói, no cemitério de S. Miguel. Após um minuto de silêncio, assinalado por um toque de clarim, o sr. Rolando das Chagas Alves (1) pronunciou um discurso.
À cerimónia assistiram diversas autoridades locais.(2)

MOSAICO V-25-26 SET-OUT 1952 Romagem à campa IO sr. Rolando das Chagas Alves proferindo o seu discurso
MOSAICO V-25-26 SET-OUT 1952 Romagem à campa IIUm aspecto da assistência junto da campa do herói

(1) Rolando das Chagas Alves, nasceu em Macau em 1923. Foi funcionário dos Serviços de Saúde e do Banco Nacional Ultramarino em Macau. Um dos fundadores do jornal «O Clarim» e colaborador em vários jornais de Macau. Poeta encontrando-se representado em várias antologias, nomeadamente “Trovas Macaenses” (1992) e “Antologia de Poetas de Macau” (1999).
É seguramente, um dos melhores poetas da sua geração e de até ao tempo actual, nada justificando o semi-anonimato em que permanece a sua poética, te tão impressiva como genuína qualidade.” (REIS, João C. – Trovas Macaenses, 1992.)
Anterior referência em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/rolando-das-chagas-alves/
(2) «MOSAICO, 1952»

ANÚNCIO de 1922 - HOTEL NEW MACAO

Anúncio (em português e inglês) do Hotel «New Macao”, em 1922, após “recente renovado e modernizado, com quartos duplos amplos e confortáveis; cozinha excelente e habilmente dirigida; mesas separadas; banhos quentes, frios e de chuva; luz eléctrica profusa; botequins público e privado; e casa de bilhar” e “acomodações de primeira classe para famílais e turistas”
Preços módicos – entre 5 e 8 mexicanas (1)  por dia

1909 Hotel New MacaoFoto de c. 1909, os edifícios dos Correios de Macau (à esquerda) e  do »New Macao Hotel» (à direita), cujas fachadas davam para a Avenida da Praia Grande, em frente ao mar.

Anteriores referências a este Hotel “New Macao Hotel» (inaugurado em 1903) que foi anteriormente “Hotel Hing Kee” (inaugurado em 1880) e depois seria o “Hotel Riviera” em 1928:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-new-macao/
(1) Em 1854, foi determinado que a pataca mexicana passasse a ter curso legal em Macau sendo recebida a par do peso duro ou pataca espanhol, mas em 1929 (Decreto-Lei 17 154) determinou-se  que era ilegal a circulação de qualquer moeda estrangeira  (o Banco Nacional Ultramarino foi inaugurado em Macau em 1902). Sabemos no entanto, que, embora ilegal, continuava a circular outras moedas.
Em 1938 circulava a pataca portuguesa, a nota inglesa de Hong Kong, as notas e a prata chinesa (mais valiosa e melhor aceite)
SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol. 4, 1997

No Boletim Oficial n.º 14 de 05 de Abril de 1975: é autorizada a emissão de 1 milhão de moedas de prata comemorativas da inauguração da Ponte Macau-Taipa, com o nome de Ponte Governador Nobre de Carvalho «Nobre de Carvalho» destinadas a Macau, com o valor facial de 20 patacas (1)
MOEDA 20 pts Ponte Macau-Taipa IA promulgação da emissão foi publicada no Decreto n.º 138/75 de 18 de Março:
Considerando que a inauguração da ponte Macau-Taipa deve ficar assinalada com a emissão de uma moeda comemorativa;
Atendendo ao interesse nesse sentido expresso pelo Governo de Macau;
Ouvido o Banco Nacional Ultramarino;
Usando da faculdade conferida pelo § 1.º do artigo 136.º da Constituição e de acordo com o § 2.º do mesmo artigo, o Governo decreta e eu promulgo, para valer como lei nos territórios ultramarinos, o seguinte:
Artigo 1.º É autorizada a emissão de 1 milhão de moedas de prata comemorativas da inauguração da ponte Macau-Taipa, destinadas a Macau, com o valor facial de 20 patacas.
Art. 2.º – 1. As moedas serão serrilhadas, terão o toque de 650 milésimos, o diâmetro
de 35 mm e o peso de 18 g, com a tolerância de 5 milésimos, para mais ou para
menos, no toque e no peso.
MOEDA 20 pts Ponte Macau-Taipa II2. O anverso terá na orla, em cima, a legenda «República Portuguesa», em baixo, a legenda «Ponte Macau-Taipa», e, no centro, além da legenda em chinês «Ponte Macau-Taipa», figurará a representação de um troço da ponte sob a qual se encontra um junco.
MOEDA 20 pts Ponte Macau-Taipa III3. O reverso terá na orla, em cima, a legenda «Macau», em baixo, o valor «20 patacas», nos intervalos as mesmas legendas em caracteres chineses, e, no centro, a esfera armilar com os sete castelos e as cinco quinas.
Art. 3.º Na Repartição Provincial dos Serviços de Finanças de Macau será aberta uma conta de operações de tesouraria sob a epígrafe «Cunhagem de moeda divisionária», pela qual serão satisfeitos todos os encargos resultantes do custo, frete, despacho, seguro e despesas de amoedação.
Visto e aprovado em Conselho de Ministros. – Vasco dos Santos Gonçalves – António de Almeida Santos.
Promulgado em 11 de Março de 1975.
Publique-se.
O Presidente da República, FRANCISCO DA COSTA GOMES.
Para ser publicado no Boletim Oficial de Macau. – A. Almeida Santos.”

MOEDA 20 pts Ponte Macau-Taipa IVOutras especificações desta moeda:
Data de emissão: 1975
Distribuição: Circulação padrão
Fabricantes: Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Portugal
Composição: Prata
Bordo: Serrilhado/Grão
Formato: Circular
Orla: em relevo. sem decoração. os dois lados
Peso: 18 gramas
Diâmetro: 35 mm
Valor facial: 20  patacas
Cunhagem conhecida: 1.010.000
Detalhes da composição: prata  650/1000
(1)  A inauguração oficial da Ponte Macau-Taipa, com o nome de Ponte Governador Nobre de Carvalho foi a 5 de Outubro de 1974.  A cerimónia estava incluída na celebração do 64.º aniversário da implantação da República Portuguesa (Cfr. B. O. n.º 39-S, de 4 de Outubro). A ponte é obra do Eng. Edgar Cardoso, tem 3,78 Km de comprimento e levou cerca de 5 anos a ser construída. Entre 1974 e 1981, cobrava-se pela circulação de veículos, uma portagem inicial de cinco patacas na entrada da ponte do lado da Ilha da Taipa. Posteriormente abolida e hoje, desde 2007, somente é circulada por veículos de transportes públicos (Táxis e “Buses”)
SILVA, Beatriz Bastos da – Cronologia da História de Macau, Volume 5.
Referências anteriores em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/06/28/leitura-a-ponte-macau-taipa-iii-e-mapa-de-macau-1965-1966/

AUTOCOLANTE - Raid Aétreo Janeiro de 1987Autocolante com as dimensões:  11, 8 cm x 7, 3 cm,  editado pelo Banco Nacional Ultramarino. em Janeiro de 1987, promovendo o Raid Aéreo  Lisboa-Macau -Lisboa.
O monomotor  “Sagres” partiu de Lisboa a 11 de Janeiro de 1987 e chegou a Macau em 6 de Fevereiro, , no Aterro da Concórdia em Seac Pai Van (Coloane).
O avião com Jorge Cruz Galego, Arnaldo Alves Leal e Álvaro M. Prata Mendes, percorreu cerca de 15.000 Km em 27 dias ( tempo total de vôo: 65H30) , com 23 aterragens. (1)
Leal Senado - Placa Comemorativa Raid Aéreo (I)Foi descerrada à entrada do edifício do Leal Senado, uma lápide evocativa deste feito, junto a uma outra já existente e que evoca a epopeia vivida em 1924 por Sarmento Beires, Brito Pais e Manuel Gouveia.
Leal Senado - Placa Comemorativa Raid Aéreo (II)Esta placa foi enviada de Lisboa pelo Aero Club de Portugal com o objectivo de homenagear precisamente aqueles pioneiros da aviação portuguesa. A placa descerrada havia sido entregue ao Governador de Macau pela tripulação do “Sagres” aquando da sua chegada ao Território.

Leal Senado - Placa Comemorativa Raid Aéreo (III) O Governador Joaquim Pinto Machado entendeu que “ o lugar apropriado “ para a sua colocação era o Leal Senado.
(1) Ver anterior referência a este acontecimento em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/02/15/noticia-de-15-de-fevereiro-de-1987-partida-do-monomotor-sagres/

No ano de 1902, foi celebrado um contrato entre o Governo Português e o Banco Nacional Ultramarino (BNU) autorizando a emissão de notas no Ultramar; a 19-06-1902, são publicados no B.O. n.º 24-S, os Estatutos da BNU e a 20-09-1902, a  data da inauguração da filial do Banco Nacional Ultramarino, em Macau ( neste território, o BNU passou a ser Caixa do Estado em 1906) e durante 71 anos, foi o único banco europeu no Território.
As primeiras notas de 1 e 5 patacas (por uma questão programática, de melhor aceitação, seguindo de perto os modelos das notas  de 1 e 5 dólares de Hong Kong), entraram em circulação em Macau, a 19 de Janeiro de 1906 e as notas de 10, 25 e 100 patacas, em 1907 (1)
ANUÁRIO de 1927 - BNU em construçãoOcupava instalações provisórias (uma delas, no antigo Palácio das Repartições) (2)  e com a conclusão das obras de construção  da sua própria sede, no ano de 1925, a filial do  Banco Nacional Ultramarino em Macau fica sediado no topo Sul da Avenida Almeida Ribeiro, no local onde antes (até 1918) ficava uma velha e rica mansão, já muito deteriorada que pertencera ao chinês Lian. O edifício da sede bancária deve-se ao industrial de construções, de Hong Kong, He Guang.(1)
O edifício foi inaugurado a 1 de Março de 1926.

ANUÁRIO de 1927 - BNU em 1927Banco Nacional Ultramarino em 1927

Nesse ano de 1927, o Gerente da Filial do Banco Nacional Ultramarino de Macau era João F. Lopes do Rosário, nomeado em 31 de Abril de 1927. (1).

CALENDÁRIO 1989 - BNUBanco Nacional Ultramarino na década de 80 (século XX)
Calendário do ano 1989 (3)

(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4, 1997.
(2) “11-12-1925 – Instalação definitiva da Repartição do Expediente Sínico na Palácio das Repartições, no compartimento onde se acha instalado o Banco Nacional Ultramarino“.(1)
(3) Calendário semelhante ao apresentado em 14/04/2014 – tamanho: 19 cm x 12 cm.
CALENDÁRIO 1989 - BNU versohttps://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/04/14/calendario-banco-nacional-ultramari-no-1985/
Referências anteriores do Banco Nacional Ultramarino ver em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/banco-nacional-ultramarino/