Archives for posts with tag: Avenida Vasco da Gama

Continuação da reportagem já postada no ano passado – 2019 (1) de Adam M´Cay publicada no jornal “The Sun”.

«The Sun, Vol. VI, Issue 1774, 21 October 1919», p. 6.

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/10/21/noticia-de-21-de-outubro-de-1919-imperial-portugal-colony-of-macao-i/

Macau – Antigo Club Chinês, hoje uma residência particular

Parece-me tratar-se do actual jardim de Lou Lin Ioc, embora nos  meus apontamentos, a concessão do aforamento de um terreno situado no antigo  Campo de Long – Tin- Chun, fosse concedido a Lou Lin Ioc em 1924. (B.O.M. n.º 26  de 28 de Junho de 1924, p. 482.) Ver anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jardim-lou-lim-ioc/

Macau – Vista da Baía da Areia Preta

Quando a baía foi aterrada posteriormente, em 1923, os terrenos da Avenida do Hipódromo e da Areia Preta, ainda não estavam concluídas. Antes do aterro, a Estrada da Areia Preta era a marginal e a zona envolvente era chamada de Praia do Bairro da Areia Preta. (c. 1920)

Macau – Vista do porto interior

Referências anteriores ao Porto Interior em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/porto-interior/

Macau – Avenida «Vasco da Gama»

Avenida «Vasco da Gama» inaugurada em 1898 (na altura chamada «Nova Avenida de Vasco da Gama») estendia-se desde o actual Jardim de Vasco da Gama até ao Jardim da Vitória

 “No mesmo jardim, entre o monumento (da Victória) e a rua que o tornea, com o centro na continuação do eixo da Avenida, acha-se implantado um vistoso lago d granito, tendo ao centro uma peça monumental de ferro formada de diferentes bacias d´onde se desprende a agua que n´ellas é lançada por meio d´um tubo central. Quatro peixes, que ficam n´um plano inferior, lançam pela bocca outros tantos jactos de agua.  Sobre a bacia superior, 3 garças simulam gozar aquella agradável frescura rematando assim este gracioso conjucto…” («Jornal Único», de 20 de Maio de 1898)

Referências anteriores em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/avenida-vasco-da-gama/

Para os festejos que se realizaram em Macau, nos dias 17 a 20 de Maio de 1898, (1) em comemoração do 4.º centenário da descoberta do caminho marítimo para a Índia, criou-se uma sub-comissão encarregada de organizar um cortejo cívico para depor uma coroa de bronze junto ao busto de Luís de Camões, a realizar do dia 18 de Maio.

Assim, surgiu esta circular – convite que foi publicado no jornal «Echo Macaense» de 28 de Abril de 1898.

Extraído de «Echo Macaense», V-95 de 8 de Maio de 1898 in http://purl.pt/33024/3/html/index.

(1) O Programa dos festejos de gala para a celebração do IV Centenário do Descobrimento do Caminho Marítimo para a Índia foi publicado no Boletim Oficial n-º 20, desse ano. O programa formulado em 1897 foi autorizado pelo governo. Os festejos começaram a 17 de Maio sendo o ponto alto das comemorações no dia 20 de Maio que foi de completo feriado. (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 3, 1995)

Parada junto da Sé de Macau

É celebrado um Te-Deum na Sé Catedral, aberta solenemente a Avenida Vasco da Gama, lançamento da 1.ª pedra para o seu monumento no jardim do mesmo nome e publicação do jornal «Jornal Único». https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jornal-unico/

Continuação da publicação dos postais de Macau digitalizados do «Jornal Único» de 1898 (1)

NOTA:Os chichés das vistas photographicoas foram tirados pelo photographo amador Carlos Cabral. Todos os trabalhos respeitantes a este «Jornal Único» foram executados em Macau
Extractos do artigo de Augusto Cézar d´Abreu Nunes ”Avenida Vasco da Gama”, publicado no «Jornal Único».
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jornal-unico/
http://purl.pt/32511/3/html/index.html#/1

Para os festejos de gala para celebração do IV Centenário do Descobrimento do Caminho Marítimo para a Índia por Vasco da Gama, (1498 -1898) que começou a 17 de Maio de 1898, em Macau, estavam programados para o dia 20 de Maio – feriado no território – o Te-Deum na Sé Catedral, a abertura solene da Avenida Vasco da Gama, (1) o lançamento da 1.ª pedra para o monumento a Vasco da Gama (2) no Jardim do mesmo nome (3)  e a publicação de um jornal ilustrado que se chamou “Jornal Único” (4).
Este jornal foi publicada sob a direcção de uma subcomissão composta pelo comendador António Joaquim Basto, conselheiro Arthur Tamagnini da Motta Barbosa, Dr. José Gomes da Silva, Dr. Horácio Poiares, Eduardo Cyrillo Lourenço. Pedro Nolasco da Silva e João Pereira Vasco.
O Presidente da comissão executiva da celebração em Macau do IV Centenário do Descobrimento do Caminho Marítimo para a Índia por Vasco da Gama, (1498 -1898), foi o Conselheiro Eduardo Augusto Rodrigues Galhardo (governador de Macau)
Sumário dos artigos publicados e seus autores:
1 – Glorificar os heroes da Pátria comemorando os seus altos, é honrar a mesma Pátria – Eduardo Augusto Rodrigues Galhard
2 – 8 de Julho de 1497 – 20 de Maio de 1498 – José, Bispo de Macau (D. José Manuel de Carvalho)
3 – A Caminho da Índia – João Pereira Vasco. Tradução para chinês por Pedro Nolasco da Silva
4 – Praia Grande – António Joaquim Basto
5 – S. Gabriel – sonetos -Camilo Pessanha (5)
6 – O Centenário em Macau – José Gomes da Silva
7 – Portugal – Macau – Wenceslau de Moraes
8 – O edifício do Leal Senado – António Joaquim Basto
9 – O assalto do Passaleão – E. A. Marques
10 – Hontem, hoje e amanhã – G. S.
11 – Na China, conto pueril – Horácio Poiares
12 – Currente calamo – Mário B. de Lima
13 – Avenida Vasco da Gama – Augusto Cezar d´Abreu
14 – A Vasco da Gama – soneto – J. L. Marques
15 – Querer é poder – Domingos M. Amaral
16 – Sé Catedral – Arthur Tamagnini Motta Barbosa
17 – Cam Pau Sai – Abeillard Gomes da Silva
18 – A gruta de Camões –G. S.
19 – A Voz da Infância – Anna Caldas
20 – Fachada do antigo convento de S. Paulo – António Joaquim Basto
21 – Pharol da Guia – Eduardo Cyrillo Lourenço
22 – O patois de Macau – Pedro Nolasco da Silva
23 – O pagode da Barra – António Joaquim Basto
24- A Porta do Cerco – Arthur Tamagnini Barbosa
25 – O Porto Interior de Macau – A. Talone da Costa e Silva

Projecto do Monumento a Vasco da Gama

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/avenida-vasco-da-gama/
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/monumento-a-vasco-da-gama/
(3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jardim-de-vasco-da-gama/
(4) O “Jornal Único” publicou-se, num único número, no dia 20 de Maio de 1898, com óptima apresentação e interessante colaboração, em comemoração do 4. º Centenário do Descobrimento do Caminho Marítimo para a Índia por vasco da Gama (GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954)
Impresso nas Tipografia « N. T. Fernandes e Filhos» e «Noronha & Ca», 1898, 65 p.
Disponível para leitura em:
http://purl.pt/32511
(5) Dois poemas inéditos de Camilo Pessanha publicadas na revista Contemporânea, 3.ª Série, n.º1, de Maio de 1926.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/01/24/poesia-dois-sonetos-ineditos-de-camillo-pessanha/

O Boletim Oficial n.º 20 de 14 de Maio de 1898, publicava o Programa dos festejos de gala para celebração do IV Centenário do Descobrimento do Caminho Marítimo para a Índia. O Programa, que foi formulado em 1897, fora autorizado pelo governo.
Os festejos iniciou a 17 de Abril, pelas 17H00 com Te-Deum solene na Sé Catedral.

Catedral de Macau Desenho de Nogueira da Silva.
Semanário Ilustrado “Archivo Pittoresco”, n.º 3, 1857.

No dia seguinte (18 de Maio) distribuição de bôdo a 200 pobres, por meio de senhas, na Santa casa da Misericórdia. No dia 19 pelas 17H00, colocação da coroa no busto de Camões e no dia dia 20 – ponto alto das comemorações – feriado, inauguração solene da  Avenida Vasco da Gama e lançamento da 1.ª pedra para o seu monumento no Jardim do mesmo nome.
Além das cerimónias, foi publicado um jornal ilustrado ( «Jornal Único» que é hoje uma raridade bibliográfica), lançamentos de salvas e iluminações “do estilo”. (1)
A Comissão executiva da celebração chamava a atenção para o estado sanitário irregular da província pelo que se deveria muito escrupulosamente evitar os sérios prejuízos que nesta cidade deveria causar a vinda de forasteiros das povoações vizinhos (“cujo estado sanitário é reconhecido mau”), evitando-se aglomerações dos habitantes de Macau com estrangeiros e nacionais de outras povoações vizinhas.
(1) “20-05-1898 – Publicou-se um Jornal Único com optima apresentação e interessante colaboração, em comemoração do 4.º Centenário do descobrimento do caminho marítimo para a Índia” (GOMES. Luís G.- Efemérides da História de Macau, 1954)

Continuação da publicação dos postais constantes da Colecção intitulada “澳門老照片 / Fotografias Antigas de Macau / Old Photographs of Macao”, emitida em Setembro de 2009 pelo Instituto Cultural do Governo da R. A. E. de Macau/Museu de Macau (1)

Coreto da Avenida Vasco da Gama

Contíguo a este largo (onde está o monumento a Vasco da Gama, planeado para ser levantado em 1898, mas só inaugurado a 31 de Janeiro de 1911) e do lado da estrada da Victoria procede-se actualmente à construção d´um coreto para música, ao centro d´um pequeno jardim, sendo este jardim fechado por duas rampas circulares d´acesso da Avenida para a estrada da Victoria que devem produzir um lindo efeito.” (artigo do engenheiro Augusto César d´ Abreu Nunes (2) , em 1898, publicado no “Jornal Único”) (3)
Os actuais Jardim da Vitória e Jardim de Vasco da Gama, são o que resta da antiga Avenida Vasco da Gama, aberta em 1898, por ocasião do IV Centenário do Descobrimento do Caminho Marítimo para a Índia.
Essa avenida, que com mais propriedade, se deveria chamar alameda ou mesmo pequeno parque, tinha 500 metros de comprimento e 65 de largura. Progressivamente, a partir de 1935, foi retalhada para receber equipamentos urbanos como o campo desportivo do Tap Seac, as escolas primária oficial Pedro Nolasco da Silva e Luso-chinesa Sir Robert Ho Tung, uma piscina municipal e mais tarde, uma unidade hoteleira (Hotel Estoril)” (4)
Ao longo da Avenida corriam dois parques de árvores de S. José (Ficus chloro-carpas) que lhe davam um aspecto bucólico de frescura campestre… (… ) Do lado N. a Avenida terminava pelo Jardim da Vitória , que era de forma circular com 58 m de diâmetro, sendo torneado pela rua central da Avenida. (5)
(1) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/category/postais/
(2) A avenida Vasco da Gama foi projectada pelo engenheiro Augusto César d´Abreu Nunes.
(3) O “Jornal Único” publicou-se, num único número, no dia 20 de Maio de 1898,
com óptima apresentação e interessante colaboração, em comemoração do 4. º Centenário do Descobrimento do Caminho Marítimo para a Índia (GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954)
(4) ESTÁCIO, António J. E.; SARAIVA, António M. P. – Jardins e Parques de Macau. Instituto Português do Oriente, 1993, p. 36.
(5) TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Vol. I, 1999, pp. 228.

A fim de participarem num festival de beneficência que se realizou na Piscina Municipal visitaram Macau, no dia 19 de Junho de 1954, as dez finalistas do concurso «Miss Hong Kong 1954» O organizador do festival, Sr. Hó Yin ofereceu às visitantes um jantar à chinesa. (1)

Na foto, sentado no meio entre as seis beldades, o Sr. Hó Yin. A segunda, sentada, a contar da esquerda – Miss Virgínia June Lee, (2) foi eleita «Miss Hong Kong», nesse ano.

(1) M. B. l. I-22 ,1954.
(2) Virgínia June Lee ou Virginia Lee Wai-Chun, ficou depois classificada em terceiro lugar entre 33 candidatas, no concurso «Miss Universo 1954», realizado no dia 24 de Julho em Long Beach, Califórnia (Estados Unidos). Miriam Stevenson, dos EUA, foi a vencedora.(3)

Virginia June Lee, Martha Rocha, M Iriam Stevenson, Regina Ernst e Ragnhild Olausson http://www.fernandomachado.blog.br/novo/?p=156045

https://pt.wikipedia.org/wiki/Miss_Universo_1954

(3) Ver anterior postagem “Folheto de Cinema 22 de Julho de 1955 Eleição de “Miss” Universo para 1955» em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/07/22/noticia-de-22-de-julho-de-1955-folheto-de-cinema-teatro-capitol-xxiii/

Um anúncio do Restaurante europeu e chinês, Bar e Salão de Dança “Piscina Municipal” na imprensa local de 1952
O complexo “Piscina Municipal” “… foi construída na antiga Alameda Vasco da Gama, a qual confina pelo lado da entrada principal com a Avenida Vasco da Gama e por detrás das bancadas com a Estrada da Vitória. Um conjunto de edificações modernas são destinadas à tribuna e bancada para espectadores, vestiários, chuveiros e instalações sanitárias as quais ocupam duas frentes. Na entrada principal há dois amplos salões destinados a restaurante e bar, e do lado esquerdo da bancada a casa das máquinas e a piscina para crianças com areal anexo. No centro fica a piscina grande que tem 50 metros de comprimento por 25 de largura, com pranchas e torres para saltos.” (BARROTE, David (coordenação) – A Visita do Ministro de Ultramar a Macau em Junho de 1952. Edição da Repartição Central dos Serviços Económicos, Secção de Propaganda, 1952,328 p.) . O edifício onde estava situado o restaurante/bar e o salão de dança foi demolido para se fazer o Hotel Estoril.

Anteriores referências ao complexo “Piscina Municipal” em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/piscina-municipal/

Retirado (disponível na net) em:
The Directory & Chronicle for China, Japan, Corea, Indo-China, Straits … , 1904, p. 492

Eudore de Colomban Busto de Camões 1927José Inácio de Andrade, em “Cartas escriptas das Índia e da China“, (1), escreve:
 «Existe em Macao, no téso de uma quinta, na freguesia de Santo António, um alpendre sôbre columnas, ao qual uns chamam pagode outros gruta de Camões.
Foi erigido há séculos, em comemoração de ter composto alli a sua epopéa, os Lusíadas.. (…)
Compoe-se de três grandes penedos facetados, levantados pelas mãos da Natureza, a poucos passos do alpendre: dois a prumo, e o terceiro horizontal, servindo de tecto à lapida, onde o meu excelente amigo Manoel Pereira mandou exculpir , em bronze , os versos de Camões proprios a enriquecer aquele veneravel monumento»

Eudore de Colomban Monumento de Vasco da Gama 1927O monumento de Vasco da Gama  que se planeava levantar no centro da Avenida Vasco da Gama, em 1898, foi inaugurado a 31 de Janeiro de 1911, tendo as obras começado em 1907. O escultor foi Tomás da Costa A parte central do jardim onde está o monumento fazia parte da extinta Avenida de Vasco da Gama (abrangia as áreas ocupadas pelas antigas instalações das Escolas Primárias Oficiais Luso-Chineses «Sir Robert Ho Tung», Hotel Estoril, Escola Primária Oficial «Pedro Nolasco da Silva», e Comando da Polícia de Segurança Pública. Foi rasgada em 1898 pelo Eng. Augusto César d´Abreu Nunes para comemorar o IV Centenário da Descoberta da Índia por Vasco da Gama. Media 500 metros na sua maior extensão tendo a largura média de 65 m. (TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Volume I, 1997)
Fotos retirados de COLOMBAN, Eudore de – Resumo da História de Macau, 1927
(1) ANDRADE, José Inácio de (1780-1863) – Cartas escriptas da India e da China nos annos de 1815 a 1835. Macau, Livros do Oriente, 1998.