Archives for posts with tag: Avenida da Praia (Taipa)

Outro postal da Taipa, da colecção de oito postais (seis da Ilha da Taipa e dois da Ilha de Coloane) da década de 90 (século XX), com edição da Câmara Municipal das Ilhas. Indicações em português, chinês e inglês. Fotografia de Fong Kam Kuan (1)

Solares na Avenida da Praia, Taipa
氹仔龍環葡韻  (1)
Mansions in Praia Avenue – Taipa

A Avenida da Praia é um dos pontos turísticos mais apreciados na Ilha da Taipa. Este local é muito admirado e escolhido (na década de 90 do século XX) pelos noivos para tirarem as fotografias de casamento, tendo sido eleito também para algumas cenas dos filmes “ Amor e Dedinhos do Pé” e “A Trança Feitiçeira”. (2) (3)
Encontra-se nesta avenida, realçando no ponto de vista quer paisagístico quer arquitectónico, um conjunto de cinco vivendas, de cor verde claro, tendo todas elas um estilo elegante e sóbrio, apresentando uma convergência da cultura arquitecónica da China e da Europa.
Esta avenida está ladeada por várias árvores de S. José, de tronco grosso e alto, com folhas viçosas, e pelos candeeiros de rua.
Todas as vivendas foram construídas em 1921 e serviam aos funcionários superiores das Ilhas. Actualmente são edifícios classificados de interesse arquitectónico do território e transformados em espaços museológicos – Casa Vivo Macaense, Casa Criativa, Casa de Nostalgia, Galeria de Exposições e Casa de Recepções. Excepto esta última, estão abertas ao público desde 1999.
Existia ao longo desta Avenida uma praia que frequentava nas férias da década de 50 (século XX) nos passeios anuais  organizados pela Igreja – Catequese da Sé. Após a construção do istmo Taipa-Coloane, a praia progressivamente foi assoreada, tornando-se uma zona pantanosa devido ao impedimento da corrente da água.
Aí cresceu o Mangal da Taipa com a sua vegetação e as aves que nele abrigavam.
Artigo e fotos extraídos de “Roteiro das Ilhas – Ilha da Taipa”. CMI. 1996.
(1) Anteriores publicações em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/17/postal-da-ilha-da-taipa-da-decada-de-90-seculo-xx-iii-mosteiro-de-pou-tai/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/10/postal-da-ilha-da-taipa-da-decada-de-90-seculo-xx-ii-biblioteca-do-carmo/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/08/postal-da-ilha-da-taipa-da-decada-de-90-seculo-xx-i/
Anteriores referências à Avenida da Praia em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/avenida-da-praia-taipa/
(1) 仔龍環葡韻mandarim pīnyīn: dàng zai long huàn pú yùn; cantonense jyutping: tam5 zai2 lung4 waan4 pou4 wan5.
(2) “Amor e Dedinhos de Pé” filme de 1991, realizado por Luís Filipe Rocha com argumento do próprio e Luís Azaías Almada, baseado no romance homónimo de Henrique de Senna Fernandes e rodado em Macau.
https://www.youtube.com/watch?v=2rdtNGzp_UE
(3) “A Trança Feiticeira” ( The Bewitching Braid) realizado por Yuanyuan Cai, estreado em 1996, em mandarim e português, filmado em Macau e baseado no romance de Henrique de Senna Fernandes.
https://www.youtube.com/watch?v=ouRTm3Ev1rg

“15-01-1921 – Construção de casas de habitação para funcionários públicos na Ilha da Taipa (por arrematação em Hasta Pública; B. O. n.º 2)” (1)

anuario-de-1927-casas-do-estado-ilha-da-taipaFoto do Anuário de Macau, 1927
postal-n-104-ho-kuok-man-taipa-grande-avenida-da-praiaPOSTAL (18 cm x 12,5 cm) de 1994 – As mesmas casas restauradas.

(1) Fotografia de Ho Kuok Man da Colecção “Mercearia Tin Fu – Rua dos Mercadores, 54 Macau. Telefone 322930”, com o n.º 104 e intitulada “Taipa Garden Avenida da Praia
postal-n-104-ho-kuok-man-taipa-grande-avenida-da-praia-verso(2) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4, 1997.

Mais duas fotografias de Cheong Chi  Seng, da série “Janelas”, editadas em Postais, pela Câmara Municipal das Ilhas, na década de 90 (século XX) (1), com as seguintes legendas:

POSTAIS DE CHEONG CHI SENG Avenida da Praia Taipa“Janela característica duma casa da Avenida da Praia, Taipa
POSTAIS DE CHEONG CHI SENG Igreja de N.S.Carmo Taipa“Janela da Igreja da Na. Sra. do Carmo, Taipa”

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/04/27/postais-fotografias-de-cheong-chi-seng-i/

HANGAR Porto Exterior (1940)O hangar do Centro de Aviação Naval em construção no Porto Exterior. (1940)
Vê-se à esquerda, a casa do Alferes Luís na Estrada de Cacilhas. Ao fundo e no alto, o Farol da Guia.

O Centro de Aviação Naval (ou Marítima) de Macau (1) foi extinta a 11 de Abril de 1933. Foi depois reactivada em 1937 (2) ou 1938 (3) (4) como Centro de Aviação Naval da Colónia de Macau. Desta vez, com aviões OSPREY, dois embarcados nos navios «Afonso de Albuquerque» e «Bartolomeu Dias», a que se juntaram mais tarde quatro aviões também OSPREY, comprados ao governo inglês.
Em 1942, em plena II Guerra Mundial, o Centro de Aviação Naval, foi definitivamente extinta. O hangar inaugurado em 1940, foi bombardeado  por cinco  bombardeiros americanos pertencentes à esquadrilha sino-americana a 16 de Janeiro (duas vezes), a 25 de Fevereiro e a 11 de Junho de 1945. Depois da Guerra, foi reconstruído mas serviu mais para depósitos de materiais e residência para família de militares.

Inauguração Hangar Porto Exterior 1940Inauguração do interior do Hangar do Centro da Aviação Naval de Macau (1940)

Efectivos da Aviação Naval 1940/1941 (5)
1.º Comandante – Capitão-tenente aviador, António Gomes Namorado.
2.º Comandante – 1.º tenente aviador, José de Freitas Ribeiro
1.º tenente aviador – Pedro Correia de Barros
2.º tenente aviador – Rodrigo Henriques Silveirinha
1.º sargento mecânico aviação – Joaquim Macedo Girão
2.º sargentos artífice de aviação – Rafael Afonso de Sousa e João dos Santos Loureiro

Inauguração Hangar Porto Exterior II 1940Inauguração do Hangar do Centro da Aviação Naval de Macau (1940)

(1) Em 1927, havia apenas três centros de Aviação Naval dependentes da Marinha de Guerra: Lisboa, Aveiro e Macau. Em 1928 o Governo aprovou a transferência, para a Marinha privativa da colónia de Macau, do material pessoal e equipamento do anterior centro de Aviação Naval.

HANGAR DA AVIAÇÃO TAIPANa primeira praia, a leste da Taipa Grande, onde é hoje a Avenida da Praia, esteve até 1940, estabelecida a base da aviação naval da Colónia.

O primeiro tenente, José Cabral ex-combatente da I Grande Guerra, foi apresentado voluntariamente em Macau para dirigir o Centro de Aviação Naval.
Esteve três anos no território e escreveu no relatório o que fora a sua actividade na Colónia: quase 500 voos, num total  de 218 horas e 15 minutos. Os aviões , só podiam ser usados em certas condições, com a maré cheia ou quando a água tivesse pelo menos sete pés de profundidade; o pessoal europeu da Aviação Naval não ultrapassava a meia dúzia  com ele e com o sargento, ajudante de carpinteiro, Joaquim Carpeta; havia ainda seis  loucanes e um guarda africano, um cavalo e algumas cabras que querendo em liberdade, insistiam em destruir as árvores e plantas do jardim da Taipa, perante o desespero e indignação da Comissão Municipal das Ilhas e a bonomia do comandante da Aviação Naval que não via como pôr termo a tal abuso ( SÁ, Luís Andrade de – Aviação em Macau, um Século de Aventuras, 1990)

Outro Aspecto da InauguraçãoOutro aspecto da inauguração do interior do Hangar

(2) “1937 – É Criado o Centro de Aviação Naval da Colónia de Macau pelo artigo 144.º do Decreto n.º 28 263, de 8 de Dezembro de 1937, publicado no Suplemento ao B. O. N,º 4 de 26-I-1938. Fica fazendo parte da marinha privativa, nos termos do decreto n.º 28 641 de 9 de Maio de 1938, publicado no B.O. n.º 26, de 25 de Junho de 1938. Logo no início de 1938 é nomeado o capitão-tenente piloto aviador José Cabral para ira Inglaterra receber e verificar o material de aviação destinado a Macau” (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4.)
(3) 1938 – Reactivado o Centro de Aviação Naval desta vez com aviões OSPREY, primeiro os n.ºs 71 e 72, aviões que tinham embarcado nos navios «Afonso de Albuquerque» e «Bartolomeu Dias», a que se juntam mais tarde quatro aviões também OSPREY. Em 1942, em plena II Guerra Mundial, o Centro de Aviação Naval, é definitivamente extinta. (VILARINHO, Manuel – entrevista à Revista «MACAU», n.º18, 1989, p.50)
(4) “Só em 1938, quando o conflito sino-nipónico, assinalava o agravamento da situação no continente chinês, o Governo da República decidiu enviar para a colónia de Macau o aviso Afonso de Albuquerque com dois aparelhos Osprey e elementos da aeronáutica. O navio chegou a Macau no dia 22 de Outubro de 1937 e na colónia encontrou um hangar desactivado,  com dois aviões de tela apodrecida, guardado por uma companhia indígena, cujas portas, baixas, eram demasiadas pequenas para que um dos Osprey pudesse ficar abrigado do mau tempo. Em Dezembro desse ano comprou-se ao Governo inglês mais quatro aviões Osprey, além de peças e motores sobresselentes. (, Luís Andrade de – Aviação em Macau, um Século de Aventuras, 1990).
(5) Anuário de Macau 1940/1941

“A pequenina mas pitoresca e aprazível Vila da Taipa registou este ano a maior enchente de excursionistas de que há memória nos anais da sua vida, ao receber no dia 22 de Julho de 1956, (1) milhares de pessoas que ali se deslocaram para assistir à festividade de Nossa Senhora do Carmo e atraídas por um cartaz recreativo-desportivo realmente prometedor” (2)
O Festival foi organizado pela Junta Local das Ilhas (Presidente: Administrador Alberto Maria da Conceição), com o contributo dos Serviços Militares, dos Serviços de Marinha, do Clube Náutico de Macau e da Mocidade Portuguesa e reverteu o lucro aos pobres do Concelho das Ilhas.
O programa das festas estava dividida em três partes: religiosa, desportiva e recreativa.
Parte religiosa:
Presidiu a todas as cerimónias litúrgicas o Bispo da Diocese, D. Policarpo da Costa Vaz que celebrou a missa e administrou o Sacramento da Confirmação, tendo assistido a Encarregado do Governo, Brigadeiro João Carlos Guedes Quinhones de Portugal e Silveira, acompanhado de todas as altas individualidades civis e militares. A parte musical esteve a cargo da capela de Santa Cecília do Seminário de S. José.

MBI III-72 22JUL1956 Procissão N. S. Carmo ISaiu a procissão que percorreu o itinerário do costume com alunos e professores de Colégios Católicos e um grupo de Catequistas à frente.
MBI III-72 22JUL1956 Procissão N. S. Carmo IINa Igreja de Nossa do Carmo, em lugar de honra, o Encarregado do Governo, Brigadeiro João Carlos G. Q. de Portugal da Silveira.
MBI III-72 22JUL1956 Procissão N. S. Carmo IIIOs professores dos Colégios Católicos que concluíram o curso de catequistas (3) com os seus diplomas. A direita da foto, o pároco da Taipa, o cónego António André Ngan

Parte desportiva:
O Festival desportivo efectuou-se na Praia da Aviação e na Avenida da Praia, que estava engalanada e iluminada, à guisa de arraial.
O programa consistia em:
prova de regatas disputadas entre os velejadores do Clube Náutico de Macau e os da Mocidade Portuguesa nas classes «Redwing» e «Moths». Venceu na classe «Redwings» o Clube Náutico e na de «Moths», a Mocidade Portuguesa.
natação
corrida de barcos-dragão que foi disputada por duas equipas de 24 homens do mar representando uma os marítimos da Ilha da Taipa e a  outra os da Ilha de Coloane. Esta prova desenrolou-se ao largo da baía que se estendia  em frente ao antigo Hangar dos Aviões. Venceu a equipa representativa da Taipa.
prova de ciclismo dividida em duas categorias: bicicletas de passeio e bicicletas de corrida. As provas puderam ser seguidas pela multidão, nas várias etapas, pelos relatos dum «Posto de Rádio» cedido pelos Serviços Militares e montado e dirigido por praças da Companhia de Engenharia estacionadas na Ilha.
corrida da «maratona» com um elevado número de concorrentes que percorreram as ruelas e carreiros da Vila da Taipa.
Após a maratona foram distribuídos os prémios (taças e medalhas) aos vencedores pelo Presidente do Concelho dos Desportos, Major Barata da Cruz e D. Celestina da Conceição (esposa do Administrador das Ilhas).
Organizou e dirigiu o certame de natação, as provas de ciclismo e a corrida da «maratona» , o conhecido desportista e jornalista Leonel dos Passos Borralho.(4)
Parte recreativa:
Principiou com uma secção de ginástica com arma, na praia da aviação executada por um «pelotão eléctrico» da 2.ª Companhia do B. C. 1 orientado pelo capitão Abel de Almeida, coadjugado pelo furriel Rodrigues.
Orfeão Indígena: constituído por praças da B. A. A. L. 8,8, dirigido pelo alferes Morgadinho. Presenteou os ouvintes com alguns cantos em português e landim.
Grupo musical «Negro-Rubro» este agrupamento musical actuou durante meia hora números do seu vasto reportório.
Batuque (19h30) : Oa praças do B. C. 1 levaram a efeito na Avenida da Praia curiosas exibições desta singular dança africana.
Dança do leão e ginástica chinesa (22h00) no adro da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, os grupos do «Leão Acordado, Cheng Nin», de Macau e «Chin I Sé»  da Ilha da Taipa travaram entre si uma interessante luta simbólica que só terminou quando ambos caíram exaustos, frente a frente, fitando-se de juba erguida à espera cada qual que o seu inimigo fosse o primeiro a propor as tréguas.
Fogo de artifício  chinês (22h30) – na praia da Aviação sessão de fogo de artifício chinês gratuitamente fornecido e queimado pelas conhecidas fábricas de panchões «Kuong Heng Tai» e Kuong Un», estabelecidas na Ilha da Taipa.
(1) De acordo com o calendário litúrgico, a festa de Nossa Senhora do Carmo ocorre no dia 16 de Julho, no entanto, a sua realização tem lugar no domingo mais próximo dessa data.
(2) Informações e fotos de MACAU Bol Inf, 1956.
(3) Curso de catequista patrocinado pelo Dr. Pedro José Lobo que ofereceu à escola paroquial «D. João Paulino», um gravador eléctrico «Brunding».
(4) Sobre Leonel Borralho ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/02/27/noticia-de-27-de-fevereiro-de-1954-a-proposito-da-liberdade-de-imprensa/

Continuação da publicação da colecção de postais de Macau com as pinturas de Che Ho, da série “POST CARD C” (1)
Hoje o sexto com a numeração C008

POSTAIS DE CHE HO Casa Museu TaipaC008: 龍環葡韻 / Casa Museu / House Museum (2)

 Solares da Avenida da Praia (Taipa)Retirado do Mapa Turístico da Taipa

“As Casas-Museu da Taipa constitui em uma vila típica característica da arquitectura macaense de matriz portuguesa, de tom esverdeado, e são consideradas uma das relíquias patrimoniais e culturais das Ilhas. As Casas-Museu da Taipa foram construídas em 1921 e serviam de residência aos funcionários superiores das ilhas, nomeadamente famílias macaenses. Na década de 80 do séc. XX, os Serviços de Turismo de Macau recuperou-as, e em finais dos anos 90, foram alvo de profundas obras de restauro devido ao seu valor arquitectónico, transformando-as em espaços museológicos, pela seguinte ordem: Casa Macaense, Casa das Ilhas, Casa das Regiões de Portugal, Casa de Exposições e Casa de Recepções. As Casas-Museu da Taipa foram inauguradas ao público em 5 de Dezembro de 1999, e são actualmente administradas pelo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais.” (http://housesmuseum.iacm.gov.mo/portmain.html)
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/che-ho%E8%AC%9D-%E8%88%B8/
(2) 龍環葡韻– mandarim pinyin: lóng huàn bèi yùn; cantonense jyutping: lung4 waan4 pou4 wan5.

TAIPA Mapa Turístico 1991 CAPATAIPA 氹仔, MAPA TURÍSTICO 旅遊地圖, (1)

 A frente do folheto de 19 cm por 11 cm, editado pela Câmara Municipal das Ilhas, sem indicação da data (provavelmente 1991).

TAIPA Mapa Turístico 1991 VERSOO verso do folheto, com um mapa “miniatura” da ilha.

No interior, desdobrável, um mapa da Ilha da Taipa (45 cm x 35,5 cm).

TAIPA Mapa Turístico 1991 Planta da Ilha

Estão sinalizados (em português e chinês) além dos Templos e Mosteiros, do Largo do Carmo com a Igreja de Nossa Sr.ª do Carmo, do Jardim do Cais na Fortaleza da Taipa, do Jardim do Monumento, da sede da Câmara Municipal das Ilhas e da Biblioteca, as construções mais modernas como os solares da Avenida da Praia (vivendas construídas em 1921), o istmo Taipa-Coloane (construído em 1968), a ponte Governador Nobre de Carvalho (construção de 1970 a 74), o conjunto escultórico e miradouro da Montanha da Taipa Pequena (concluído em 1985). a Universidade de Macau (com esta denominação, em 1991, substituindo a Universidade da Àsia Oriental) e o hipódromo (reorganizado pela S.T.D.M em 1991),

Não sinalizados, mas já aparecem no mapa, os aterros de Pac On, à frente do cemitério chinês da Taipa, com a indicação do lugar da futura Central de Incineração dos Resíduos Sólidos de Macau (inaugurado em 1992) e os aterros para a construção do Aeroporto Internacional de Macau (inaugurado em 1995), junto à ponta Cabrita.

TAIPA Mapa Turístico 1991 Resenha históricaPor detrás do mapa, uma pequena resenha histórica da ilha de que retiro:
Oficialmente estabelecidos na península de Macau desde 1557, os portugueses a pedido das populações locais, no sentido de as protegerem de ataques de malfeitores que constantemente ameaçavam as suas embarcações, vidas e negócios, ocuparam em 1847, no tempo do Governador Ferreira do Amaral, a Taipa Pequena construindo-se nesse mesmo ano, uma fortaleza na parte ocidental da ilha.
Em 1851, o Governador António Gonçalves Cardoso mandou, pelas mesmas razões ocupar a outra parte da ilha, a Taipa Grande, que se encontrava então separada daquela. Recorde-se que até aos primeiros anos deste século a Taipa era formada por duas ilhas, a Taipa Grande e a Taipa Pequena

(1) 旅遊地圖 – mandarim pinyin: lu yóu di  tú ; cantonense jyutping: leoi5 jau4 dei6 tou4.