Archives for posts with tag: Arquitectura

Macau City of Commerce ...Capa inteira

Livro (1) publicado em 1987 pela UEA (University of East Asia) Press Ltd , sendo editor, R. D. Cremer (2), imprimido em Hong Kong (em inglês).

Macau City of Commerce ...Capa

Tem um prefácio do então Reitor da Universidade da Àsia Oriental, Professor Paul T. K. Lin:
“…The course of Macau´s future cannot be charted without understanding her past. Dr. Cremer has done us a service in compiling these highly informative studies of Macau by well-know scholars embracing various aspects of the past and present  as seen from different points of view….”

Macau City of Commerce ...Contra capaForam vários os colaboradores para os diversos capítulos subordinados a 3 temas: “Origem e História” , Cultura e Língua” e ” Comércio e Constituição”

ORIGINS AND EARLY HISTORY OF MACAU B. V. PIRES
FROM PORTUGAL TO JAPAN: MACAU’S PLACE IN THE HISTORY OF WORLD   TRADE R. D. CREMER
THE CHURCH IN MACAU M. TEIXEIRA
MACAU THROUGH THE EYES OF NINETEENTH CENTURY PAINTERS C. GUILLÉ-NUÑEZ
DEVELOPMENT OF MACAU’S CITY LANDSCAPE C. DUNCAN
TRACES OF CHINESE AND PORTUGUESE ARCHITETURE C. MARREIROS
CHINESE DIALETS IN MACAU W. L. WOOM
CENTRE OF CHINESE AND PORTUGUESE CULTURES J. M .R LUME
INTERFACES OF CHINESE AND PORTUGUESE R. A. ZEPP
MACAU’S MODERN ECONOMY R. FEITOR
GAMBLING IN MACAU A. PINHO
MACAU’S ECONOMIC ROLE IN THE WEST RIVER J. T. KAMM
THE CONSTITUTION AND LEGAL SYSTEM R. AFONSO AND F. G. PEREIRA

Apresenta um mapa da Província de Zhongshan em que já nesse ano (1987), a  “Ilha da Lapa” ( 湾仔Wanzai) se encontra unida ao continente, bem como a junção da “Ilha de D. João (小横琴Xiao Hengqin) com a “Ilha da Montanha ou Tai-Vong-Cam (大橫琴Da Hengqin ).

Macau City of Commerce ...Mapa Zhongshan

A revista Macau n.º 42 de 1991, publicou o texto do capítulo 6 do livro (“Traces of Chinese and Portuguese Architecture”) do arquitecto Carlos Marreiros, uma versão reduzida e com tradução livre para português  com o título: ” Sinais de arquitectura portuguesa e chinesa” (3).

Macau City of Commerce ...Praia Grande c 1900Praia Grande c. 1900

Macau City of Commerce ...Rua da Praia Grande c 1940Rua da Praia Grande c. 1940

 Nada nas figuras (Praia Grande c. 1900; Rua de Praia Grande c. 1940), excepto alguns caracteres chineses, riquexós  e juncos, indica que as fotografias foram tiradas no Extremo Oriente. Inspiradas em contrução do século XIX, as fachadas dos edifícios são Ocidentais, procurando referenciar alguns modelos ecléticos neo-clássicos, mas tipologicamente, as suas plantas têm uma organização espacial especificamente chinesa.” (Carlos Marreiros) (3)

(1) CREMER, R. D. (editor) – MACAU City of Commerce and Culture. UEA Press Ltd., Hong Kong, 1.ª edição, 1987, 202 p. , 24 cm x 16 cm, ISBN 962-308-002-6
NOTA 1: Exemplar que ainda traz marcada o preço, 135.00 dólares de HK . Comprado no ano de 1988, em Hong Kong (salvo erro no “TIMES BOOK STORE”)
NOTA 2 : Creio que presentemente já tem 7 edições  publicadas entre 1987 e 1991
O editor publicou em 1991 (API Press Ltd. – Hong Kong) o mesmo livro (revisto e aumentado):
            “Macau: city of commerce and culture, continuity and change
(2) Rolf Dieter Cremer foi professor associado de Economia e Director do Centro de Estudos Económicos da China na Universidade de Ásia Oriental (futura Universidade de Macau)
(3) MARREIROS, Carlos – Sinais de arquitectura portuguesa e chinesa in MACAU – Gabinete de Comunicação Social, n.º 42, 1991, pp.30-35

Reuniram-se em assembleia vários moradores de Macau que elegeram uma comissão, composta de João Damasceno Coelho dos Santos, coronel João Ferreira Mendes, José Bernardo Goularte, José Maria da Fonseca, Francisco Justiniano de Sousa Alvim, Pedro Marques e José Joaquim Rodrigues Ferreira, para organizar uma sociedade de subscritores para a construção de um teatro. Até então todos os espectáculos de realizavam em «vistosos teatrinhos» (1) que se armavam na encosta de Mato-Mofino, que deita  sobre a Rua da Praínha; na porção do terreno da Praia do Manduco, depois ocupada pelo jardim do Barão de S. José de Portalegre; na Assembleia Filarmónica, (2)  que existia no largo de Santo António; no edifício do Hospital da Misericórdia; na residência do Juiz de Direito Sequeira Pinto; no «retiro campestre» de Santa Sancha, etc. teatrinhos esses que eram desarmados, uma vez dissolvidos os grupos de amadores que os animavam. Pensou-se, primeiramente, em instalar o teatro no edifício do Hospital S. Rafael. Tal ideia foi logo abandonada, pedindo a comissão ao governo o terreno do campo de S. Francisco, junto da rampa que conduz à entrada do quartel, pretensão esta que foi indeferida, sendo oferecida a cerca do extinto convento de S. Domingos. A Comissão, não gostando do local, requereu e obteve a 2 de Abril, o terreno do largo de S.º Agostinho (3). Correndo imediatamente a subscrição, em Macau e Hong Kong, o edifício do Clube e do Teatro D. Pedro V ficou quase concluído em Março de 1858, devido aos esforços do Cirurgião-Mor da Província, António Luís Pereira Crespo, Pedro Marques e Francisco Justiniano de Sousa Alvim. O risco e a direcção das obras foram da autoria do macaense Pedro Germano Marques (4) (5).

Teatro D. Pedro V 1907Fachada do Teatro D. Pedro V em 1907  (Foto de Man Fook)

Ao edifício delineado por Pedro Marques foi dado o nome de Teatro D. Pedro V, soberano então reinante; mas a actual fachada foi delineada pelo Barão de Cercal em 1873  (6) e restaurada em 1918 por José Francisco da Silva.
Situado no Largo de Santo Agostinho, em Macau, é um dos primeiros teatros de estilo ocidental na China.
Os Estatutos da Sociedade do Teatro D. Pedro V, foram aprovados a 20 de Abril de 1859 pelo Governador Isidoro Francisco Guimarães (o projecto de Estatuto apresentado pelo Secretário da Comissão Directora, Francisco Justiniano de Sousa Alvim tinha já sido publicado no Boletim Oficial de 6 de Novembro de 1858 ) (7) 
Em 2005, o teatro tornou-se um dos locais do Centro Histórico de Macau a figurar na Lista do Patrimônio da Humanidade da UNESCO.

Teatro D. Pedro V 1999Teatro D. Pedro V (伯多祿五世劇院) em 1999 (8)

(1) Em 1839, foi construído o teatro luso-britânico pelo arquitecto macaense José Tomás de Aquino.
(2) A 30 de Junho de 1853, deu-se uma récita nas casas da Filarmónica, em favor dos Expostos deste cidade.
(3) “26-11-1860 – Por Portaria Régia desta  data foi confirmada a concessão feita pelo governo provincial do terreno onde se edificou o Teatro D. Pedro  V. ” (7)
(4) Nasceu em 1799, exerceu o cargo de escrivão da Câmara (não era arquitecto nem engenheiro, mas tinha engenho e arte) e faleceu viúvo, a 15 de Dezembro de 1874, com 75 anos. Está  sepultado na Igreja de S. Agostinho (7)
(5) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau. Notícias de Macau, 1954, 267 p.
(6) “17-03-1865 – Incendiou-se, pela madrugada, o Teatro D. Pedro V, mas o fogo foi rapidamente extinto, tendo apenas ardido parte duma janela. ” (5)
30-09-1873 – Reabriu, restaurado, o Teatro D. Pedro V, com Estatutos aprovados por Portaria de 10 de Fevereiro deste ano”  (7)
(7) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Século XIX, Volume 3. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, Macau, 1995, 467 p (ISBN 972-8091-10-9)
(8) http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/8d/Dom_Pedro_V_Theatre_in_Macau.jpg