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Equipamento desportivo – blusão e calças – da “Associação Recreativa dos Deficientes MACAU – CHINA” do ano 2000. A “Associação Recreativa e Desportiva dos Deficientes de Macau” (ARDDM)(1) foi fundada na década de 60 (século XX) por Leonel Borralho, e ,em 2000, era presidente,  António Fernandes e vice-presidente, Jorge Leitão Pereira.

(1) A denominação «ARDDM», em 2009, foi alterada para Comité Paraolímpico de Macau-China – Associação Recreativa e Desportiva dos Deficientes de Macau – China. (CPM ARDDM). https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/associacao-recreativa-e-desportiva-dos-deficientes-de-macau-arddm/


Um pino (pin), circular de 2 cm de diâmetro, oferecido por uma associação que se formou na década de 90 (século XX), se não me falha a memória (não me lembro do nome da associação), ligada a deficientes motores.
Na altura, já existia a “Associação Recreativa e Desportiva dos Deficientes de Macau” (ARDDM)(1) fundada na década de 60 (século XX) por Leonel Borralho, (2) e actualmente presidida por António Fernandes.

Pino por trás – mecanismo de fixação

(1) Ver anteriores referências à ARDDM / CPM ARDDM:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/associacao-recreativa-e-desportiva-dos-deficientes-de-macau-arddm/
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/leonel-borralho/ 

“Macau, era, quando lá estive, entre 1949 e 1961, uma cidade cheia de encanto – pelo menos para mim que lá vivi 12 anos, numa idade em que se é excecionalmente receptivo à novidade e ao exotismo. (…)
Vivi 12 anos em Macau. Fui como médico militar, na sequência de uma conversa, na Bijou, com um meu amigo que, sabendo da necessidade que eu tinha de começar a ganhar a minha vida e cortar o cordão umbilical familiar, em falou, sem grandes pormenores, do exotismo daquelas paragens. Num dos repentes que às vezes me dão, fui aos Restauradores e ofereci-me como voluntário. (…)
Foi um desilusão geral:  (aquando da visita a Macau em 1972, integrado na romagem da saudade, organizado pela Casa de Macau de Lisboa) cheia de arranha-céus de arquitectura pelintra , com tráfico intenso, suja e desordenada – Macau pagava o preço do progresso, como me disse a presidente do leal Senado de então. Esta questão do chamado «progresso» é, nos nossos dias, um grave problema que degrada o meio ambiente e constantemente nos agride em todas as latitudes. (1)

Ao centro (de óculos) o Director dos Serviços de Saúde, Dr. Paiva Martins (3) por inerência, Director do Hospital Central Conde de S. Januário (o autor no livro regista-o erradamente como Dr. Costa Martins).
À direita em primeiro plano o Delegado da Saúde de Macau e Ilhas, médico de 1.ª classe do quadro médico comum do Ultramar, Dr. João Albino Ribeiro Cabral.
Muito possivelmente a fotografia é de 1957, ano em que o Dr. José Marcos Batalha, (à direita, em segundo plano) foi nomeado médico oftalmologista do Hospital (embora já trabalhasse desde 1949, no Hospital S. Rafael).
No fundo à direita, o então jovem enfermeiro António Fernandes (um grande abraço para este amigo e parente).
(1) MORAES, Álvaro de – Macau Memórias Década de 50. Livros do Oriente , 1994, 187 p. ISBN 972.9418-26-8, 19cm x 12,5 cm.
(2) Álvaro Ferrão Antunes de Moraes, médico cirurgião, veio para Macau, em 1949, como médico voluntário da guarnição militar de Macau. Foi nomeado em 1951 cirurgião militar. Em 1955, concorreu ao lugar cirurgião dos Serviços de Saúde de Macau. Durante os 12 anos que viveu em Macau (1949-1961), além da sua clínica privada (consultório de clínica geral na Travessa do Paralelo, n.º1 – 1.ª; n.º telefone: 3513), foi também cirurgião do Hospital de S. Rafael (1956-57) e trabalhou na clinica Anticancerosa Lara Reis, que mais tarde dirigiu. Foi também director do Serviço de Radiologia e Agentes Físicos (1956-1957).
(3) – José de Paiva Martins  – médico chefe do quadro médico comum do Ultramar e  Director dos Serviços de Saúde de  15-10-1955 até 26-06-1963 (data da portaria ministerial da sua nomeação de inspetor provincial dos Serviços de Saúde de Moçambique.

Mochila distribuída pela organização aos atletas, dirigentes e técnicos da Associação Recreativa e Desportiva dos Deficientes de Macau que participaram no encontro internacional denominado “7th FESPIC Bangkok 99” (1) (2), realizado na Tailândia, ente 10 e 16 de Janeiro de 1999.
O lema deste encontro foi “Equality in one world

Everyone has equal dignity and fundamental human rights.
Neither the disability nor difference in physics, mentallity,
and society will change the dignity of human.

Participaram 34 delegações num total de 2258 atletas em 15 modalidades desportivas.
A delegação de Macau sob a bandeira do Leal Senado, foi chefiada pelo Presidente da ARDDM António Fernandes e eu, vice-presidente como técnico da saúde.
Boa participação dos atletas macaenses conquistando 8 medalhas de ouro, 7 de prata, e 4 de bronze num total de 19 medalhas. (a 9.ª delegação mais medalhada; a primeira foi a China com 340 medalhas)
(1) JOGOS FESPIC (FESPIC GAMESThe Far East and South Pacific Games for the Disabled), foi a denominação do encontro desportivo, realizado de 4 em 4 anos, para os deficientes motores da região asiática e sul do Pacífico.
Iniciado em 1975 (na cidade de Oita, Japão) o último encontro com esta denominação foi em Dezembro de 2006 em Kuala Lumpur, Malásia. A partir de 2010 estes encontros passaram a estar em paralelo com os “Jogos Asiáticos” tendo adoptado a denominação de “Asian Para Games” (à semelhança dos Jogos Olímpicos e a seguir os “Jogos Paraolímpicos”). O 1.º com esta denominação foi em Guangzhou (Cantão), após os “16.º Jogos Asiáticos” nesta cidade. ARDDM participou em todos os encontros desde o 1.º,  em 1975.
(2) https://en.wikipedia.org/wiki/FESPIC_Games
https://en.wikipedia.org/wiki/1999_FESPIC_Games/a>
Anterior referência à Associação Recreativa e Desportiva dos Deficientes de Macau. (ARDDM) em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/associacao-recreativa-e-desportiva-dos-deficientes-de-macau-arddm/