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Três grandes nomes da medicina que exerceram a sua profissão em Macau. Estes anúncios foram publicados no Anuário de Macau, 1921.

José Caetano Soares (Almendra, freguesia de Trancoso 1887- Lisboa 1963) – Estudou medicina na extinta Escola Politécnica no Porto e depois, em 1912, concluiu o curso na Escola Médico-Cirúrgica em Lisboa. Estagiou no Hospital de S. José (Lisboa) onde adquiriu a prática de cirurgião. Iniciou a sua vida de médico, ingressando no quadro de saúde de Moçambique como tenente- médico e em 1913 (Portaria de 5-4-1913) foi mandado servir no quadro de Macau até 1915 (com uma comissão de serviço em Timor). Após regresso de Timor em 1916, rescindiu o seu contrato como médico militar, sendo exonerado em 25-07-1916. Passou a exercer clínica particular e a ser o primeiro facultativo do «Partido Médico Municipal», recém-criado pelo Leal Senado (posse a 1-11-1916). Na mesma altura nomeado Director do Hospital de S. Rafael, da Santa Casa de Misericórdia. Começou também nessa ocasião a fazer clínica em Hong Kong aonde se deslocava semanalmente. Em 30-11-1918 casou-se com Maria Luísa da Silveira Lorena Santos. Os seus filhos (dois rapazes e uma menina) nasceram todos em Macau. Manteve-se em Macau até 22 de Julho de 1937 (22 anos de actividade clínica) tendo regressado a Portugal, fixando residência em Lisboa. Deixou escrito um livro notável de investigação histórica “Macau e a Assistência – Panorama médico-social”, de 544 páginas, que foi publicado em 1950, pela Agência Geral das Colónias. Pelos seus serviços no território, o Leal Senado, deu o seu nome à Rua da Cadeia, que hoje se chama «Rua Dr. Soares» (1) (2)

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José António Flipe de Morais Palha (Mormugão, Índia Portuguesa 1872 – Macau 1935). Licenciou-se em medicina pela Faculdade de Medicina de Lisboa e frequentou o Instituto de Oftalmologia dessa cidade. Serviu como graduado em guarda-marinha desde 5-08-1893 a 2-08-1894. Foi promovido a alferes a 22- 07-1898. Chegou a Macau a 3.03-1900, como facultativo de 3.ª classe do quadro de saúde de Macau e com guia da Canhoneira «Zaire». (em 1-07-1900 passaria ao serviço dos corpos da guarnição). Comissão em Timor de 30-01-1902 a 7-12-1908; 24-01-1908 -? ; 31.03-1913 a 16-03-1914 (já como capitão médico). Em 2-09-1918 promovido a major-médico e a 10-09-1920 a tenente-coronel médico. Em 1917 nomeado chefe interino dos Serviços de Saúde e depois efectivo neste cargo. Casou, em 1922, com Adélia Gonçalves Rodrigues. Deixou uma filha adoptiva. Entre outras actividades oficiais, foi professor do liceu (em 1900- de língua alemã; em 1912 a 1918, professor do 6. º grupo). Reformado em 15-05-1926. Faleceu em Macau a 2 de Novembro de 1935. (2)

NOTA: anteriores referências neste blogue em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jose-a-f-de-moraes-palha/

António do Nascimento Leitão (Aveiro 1879- 1958)

Curso de Medicina na escola Médico-Cirúrgica do Porto com 18 valores; curso de Medicina Tropical com 12 valores; curso de Medicina Sanitária com 17 valores; curso especial de Medicina Operatória na Faculdade de Medicina da Universidade de Paris e e curso de Radiologia Médica no Hospital de Saint Antoine, de Paris. Subdelegado de saúde em Lisboa. Facultativo de 3.ª classe do quadro de saúde de Macau e Timor por Decreto de 4-04-1907 (B.M.U. n.º 8). Chegou em Macau e 8 de Julho de 1907. Destacado para Timor em 1913, esteve ali algum tempo, regressando a Macau em 1917, após especializar-se em radiologia). Em Macau destacou-se como médico-cirurgião e radiologista (capitão – médico, depois promovido a major-médico e a seguir tenente-coronel médico), como médico sanitário, nomeado director do Laboratório de Radiologia em 1922, Director do Laboratório Bacteriológico do Hospital Militar (1919) e subchefe interino dos Serviços de Saúde (nomeado em 13 de Agosto de 1926). Regressou a Portugal em 1951. (2)

“Homem de cem ofícios” como lhe chamou o Padre Teixeira (“Foi um dos bons médicos que conhecemos”).

NOTA: sobre este médico recomendo leitura de António Aresta em «JTM», 4 de Agosto de 2016: https://jtm.com.mo/opiniao/antonio-nascimento-leitao/ Anteriores referências neste blogue em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-do-nascimento-leitao/

(1) Rua Dr. Soares começa na Rua dos Cules, entre a Calçada do Tronco Velho e o Beco da Cadeia, e termina na Avenida Almeida Ribeiro, ao lado do edifício dos Paços do Concelho.

(2) Breves notas biográficas, retiradas de TEIXEIRA, Pe. Manuel – A Medicina em Macau, Volume 2(III-IV), 1998. 566 p., ISBN 972-97934-2-5.

A Escola Chinesa «KUNG KAO HOC HAU», também conhecida pelos chineses como a mansão do Choi Lok Chi, nome em chinês de Joel José Choi (Anok) (1) foi mandada construir, em 1916 por um grupo de católicos (entre eles, Joel José Choi) para servir de escola católica e o prédio situa-se na Calçada da Igreja de S. Lázaro, n.º7. (2)

FOTO DE 1927 – ESCOLA CHINESA «KUNG KAO HOC HAU»

No “Anuário de Macau de 1927” refere a «Escola Kung Kao (Cong Cao)» (3) como de ensino em língua chinesa e inglesa e nesse ano tinha um total de 400 alunos e 5 professores.
No «Anuário de 1938», a escola «Kung Kao» estava indicada na Rua Nova de S Lázaro, n.º 1 com 94 alunos e no «Anuário de 1934» – «Kong Káo» na Rua Nova de S. Lázaro, 102  alunos.

FOTO DE 1927 – ESCOLA CHINESA «KUNG KAO HOC HAU» (1.ª CLASSE)

A 22 de Julho de 1916, foi lançada a primeira pedra para a construção duma escola chamada Kung Kao (religião Católica), deveu-se à iniciativa de José Choi Anok, Chan Chee, Francisco Tse Yat, Filip Tam, Francisco Xavier dos Remédios, Paulo Hui e Padre Jacob Lau.
As obras arrastaram-se por falta d dinheiro e o edifício só foi inaugurado a 27 de Maio de 1923; a escola só começou a funcionar a 1 de Setembro desse ano com 100 alunos.
O corpo docente compunha-se de dois professores de português – Com Jacob Lau e Padre Júlio César da Rosa e dois professores de chinês – Lei Yau Sam e Liu Fai Mang. (4)
O governador Rodrigo José Rodrigues, por Portaria n.º 108, de 4-06-1923, diz que, tendo assistido à inauguração do edifício da escola Primária Luso-Chinesa Kung Kao Hok Hao, que um grupo de cidadãos, por seu único esforço, dedicação e contribuição conseguiu erigir, “louvava em primeiro lugar Joel José Choi (Anok)) e ainda todos os cidadãos portugueses e chineses que concorreram para a edificação dessa escola.
Por proposta n.º 35,de Junho de 1924, foi concedido a esta escola a partir de 1-07-1924 um subsídio anual de 1.296$00 para manter uma aula de ensino de língua portuguesa.
O Dr. Nascimento Leitão dizia em 1923:
Hong Cao: – Rua do Monte, 4 – Tem 103 alunos, 11 dos quais do sexo feminino.
As retretes consistem em 5 celhas de madeira, destapadas, sob o respectivo palanque a transbordar de fezes, retardadas. Já há meses pedi que substituíssem aquelas retretes por 5 de caixa, visto não terem água, tendo também recomendado o uso de óleo mineral pesado nos urinóis.
Visitando agora 2.ª e 3.ª vezes, verifiquei que as retretes continuam no mesmo estado. Dei o prazo de oito dias para a sua substituição”
Em 1942 fechou-se esta escola devido à crise da II guerra mundial.” (4)
(1) Joel José Choi Anok – 崔諾枝 (5) (1867- 1945) – Nanhai, província de Guangdong (agora distrito de Nanhai, cidade de Foshan). Filantropo quando se reformou dedicou-se em exclusivo a obras sociais. Foi vogal do Leal Senado, vogal do Conselho do Governo, vogal da Santa Casa da Misericórdia de Macau, presidente da Associação de Beneficência «Tong Sing Tong» (de 1939 até morrer), presidente da Associação Católica Chinesa, e antes da guerra do Pacífico, vice-presidente por mais de dez anos e presidente (por duas vezes) da Associação Comercial/ Câmara Geral de Comércio Chinesa de Macau (depois chamada Associação Comercial de Macau – alvará de 1912). Foi vice-presidente de 1927 a 1940 e presidente da Associação de Beneficência do Hospital Kiang Wu.
Foi agraciado com o grau de Cavaleiro da Ordem de Cristo e várias distinções da Cruz Vermelha Portuguesa.(6)
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/joel-jose-choi-anok/
NOTA: Joel José Choi, pai de Roque Choi (Roque Choi 崔乐其 (Cui Leqi) (7) tinha também uma casa principal na Calçada do Gaio, n.º20 que o seu filho Roque Choi herdaria após ter adquirido a quota da irmã. Esta casa manteve-se depois durante muitos anos desabitada e depois em ruínas e é nessas condições que me lembro, pois passava por esta rua frequentemente vindo e indo da minha casa, na Estrada de Cacilhas. Diziam as más-línguas que a casa estava assombrada. Esta casa e o seu terreno foi vendida em 2004 para se construir um prédio mas foi embargada, por ter a sua altura ter ultrapassado a quota de protecção da vista do farol da guia. Creio que continua a obra parada.
(2) Calçada da Igreja de S. Lázaro começa na Rua de Volong, em frente da Rua de João de Almeida e termina na Estrada do Repouso, próximo do cruzamento desta estrada com a Rua de Tomás Vieira. Tem uma escadaria de pedra junto da Rua de Sanches de Miranda.
(3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/06/04/leitura-macau-terra-da-doce-saudade-i/
(4) TEIXEIRA, Padre Manuel – A Educação em Macau, 1982
(5) Joel José Choi Anok 崔諾枝mandarim pīnyīn: cuī nuò qí; cantonense jyutping: ceoi1 nok6 kei4
(6) Referências retiradas de JORGE, Cecília; COELHO, Rogério Beltrão – Roque Choi, um Homem dois sistemas Apontamentos para uma Biografia. Livros do Oriente, 2015, 221 p.
Ver recensão deste livro por Moisés Silva Fernandes em:
Análise Social, 222, lii (1.º), 2017 ; issn online 2182-2999
http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/AS_222_rec06.pdf
Ver anterior referência neste blogue:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/joel-jose-choi-anok/
e em “UMA PASSEATA PELAS RUAS DE MACAU – TRAÇOS DE COMERCIANTES CHINESES FAMOSOS EM MACAU”
https://macaostreets.iam.gov.mo/showFile.ashx?p=macaustreets/doclib/635749087646668.pdf
(7) Roque Choi 崔乐其mandarim pīnyīn: cuī lè qí; cantonense jyutping: ceoi1 iok6 gei1

Trabalho científico do professor J. Carrington da Costa (1) publicado numa separata do Boletim da Sociedade Geológica de Portugal, que se debruça sobre os problemas geológicos das colónias de Cabo Verde, Guiné, S. Tomé, Angola, Moçambique, Índia, Timor e Macau. (2)
Acerca de Macau, nas pp. 70-71:
1) João Carrington Simões da Costa (1891 – 1982) – geólogo, professor universitário e político português. Tendo frequentado o Colégio Militar, foi mobilizado durante a I Guerra Mundial e participado na Batalha de La Lys, França, a 9 de abril de 1918 onde acabou prisioneiro pelas tropas alemãs. Em 1919, com o fim da guerra e a sua libertação, volta a Portugal, junta-se aos republicanos e como ajudante de campo do Ministro da Guerra vai combater a revolta de Paiva Couceiro, que tencionava a restauração da Monarquia. Retoma os estudos e forma-se em Ciências Histórico-Naturais pela Universidade do Porto e pela Escola Normal Superior de Lisboa. Foi naturalista do Museu Mineralógico e Geológico da Universidade do Porto entre 1928 e 1936 e em 1931 doutorou-se em Geologia na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto
Em 1936 passa a fazer parte do corpo docente da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Ascendeu a professor catedrático em 1942. Foi chefe das Missões de Estudos Geológicos à Guiné nos anos de 1946 e 1947; presidente da Sociedade Geológica de Portugal; dirigiu o Centro de Mineralogia e Geologia da Comissão de Estudos de Energia Nuclear do Instituto para a Alta Cultura; presidente da Comissão Executiva da Junta de Investigações do Ultramar, entre outros cargos oficiais.
Carrington da Costa teve papel fundamental na renovação dos estudos e da investigação em Geologia em Portugal, sendo considerado como o mais importante líder da chamada “Escola de Geologia do Porto”.
http://cvc.instituto-camoes.pt/ciencia/p58.html
https://sigarra.up.pt/up/pt/web_base.gera_pagina?p_pagina=antigos%20estudantes%20ilustres%20-%20jo%C3%A3o%20carrington%20da%20costa
(2) COSTA, J. Carrington da – Problemas Geológicos Coloniais. Separata do Boletim da Sociedade Geológica de Portugal, Vol. II, facs. 1, 1943, pp. 55-76.

26-03-1919 – Gratificação concedida aos Médicos Jaime Salgueiro (1) e António Nascimento Leitão (2), 2.º sargento  Enfermeiro Manuel António e ao servente Avan, por terem procedido à autópsia, em Cantão, da chinesa Chong San Si que se suspeitava ter sido assassinada pelo seu filho Chong Chu. (3)  

(1) Jaime da Nóbrega Salgueiro, 1.º tenente-médico naval a bordo da canhoneira «Pátria» prestou vários anos de serviço no quadro do S. S. de Macau.
O Chefe dos Serviços de Saúde, João Machado de Araújo informava a 31 de Dezembro de 1915:
“Como o serviço desde Outubro esteve sempre a cargo só de 2 médicos, agora melhor ficará com os trez, capitão-médico Jaime A. P. do Amaral, os tenente-médicos, Abel T. da Costa Tavares e Manuel D. L. Machado, visto ter tido licença graciosa, o capitão-médico José A. F. de Morais Palha.
O 1.º tenente-médico Nóbrega Salgueiro, declarou que não deseja entrar nas escalas do Posto-Médico e do Hospital Civil e assim não prejudicava nenhum dos outros e entendo que ele percebe 20$ mensais de gratificação.”
O nome do tenente-médico Jaime Salgueiro consta no quadro de médicos do Hospital para o ano de 1916.
TEIXEIRA, P. Manuel – A Medicina em Macau, Vol IV, 1976. pp. 57-59.
(2) António do Nascimento Leitão, capitão-médico em 1919. Nessa data, Março de 1919, além das actividades clínicas inerentes aos médicos do Quadro Sanitário de Macau, regia  interinamente as disciplinas do 6.º grupo do Liceu (ano escolar 1918-1919 e reconduzido para o ano escolar 1919-1920). Nesse ano de 1919,  optaria pela efectivação no Quadro Sanitário de Macau  Seria nomeado em Agosto de 1919,  Director do Laboratório Bacteriológico interino. Ver ainda em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-do-nascimento-leitao/
(3) Arquivo de Macau MO/AH/AC/SA/01/07146
http://www3.icm.gov.mo/gate/gb/www.archives.gov.mo/webas/ArchiveDetail2013.aspx?id=25439

Na 5.ª Parte do Boletim Sanitário da Província de Macau, ano de 1922, mês de Janeiro, referente a “RELATÓRIOS E ESTUDOS MÉDICOS”, encontrei este relatório efectuado pelo Dr.  António do Nascimento Leitão (capitão, médico de 1.ª classe), (1) relativo às inspecções sanitárias aos estábulos, vacarias, visitas domiciliárias e via pública.
A) – ESTÁBULOS E VACARIAS
Todos estão obedecendo às instruções que lhes tem sido dadas. Apenas o estábulo da firma Yun-Hop, em Sa-Kong, tem uma parte do reboco da parede caído. Prometeu que em breve dias estaria reparado e de novo caiado a branco
B) – VISITAS DOMICILIÁRIAS
SAN-KUONG (ARMAZÉNS) – AVENIDA ALMEIDA RIBEIRO – Tem bons urinóis providos de água sob pressão. As retretes é que são do tipo insalubre (celhas de madeira no terraço do telhado). De bom grado poderão ser  substituídas pelas de autoclismo, distribuídas pelos três andares do edifício, para uso não só dos seus 50 empregados, mas também dos seus freguezes. Precisa, porém, de saber para onde tem de dirigir os respectivos tubos  de descarga, se para o colector da Avenida, se para o da rua das trazeiras, ou se para o da Travessa do Paralelo, que lhe fica ao lado.
AVENIDA ALMEIDA RIBEIRO, N.º 67 – CULAO – Muitos sujos os pavimentos do 1.º e 2.º andares. Tem muitos escarradores, mas todos por baixo das mesas. Indiquei os lugares próprios para estes, lavagens frequentes dos soalhos e escadas, e a afixação de desticos proibindo que se escarre no chão.
AVENIDA ALMEIDA RIBEIRO, N.º 64 – CASA DE PENHORES – Tem as retretes de celhas no telhado, a transportar – recomendei o tipo  das de caixa, limpas diariamente.
AVENIDA ALMEIDA RIBEIRO, N.º 74 – CAMBISTA – CASA DE PENHORES. – Casa asseada. as suas retretes e urinóis, de autoclismos, poderão servir de modêlo às outras casas da Avenida.
AVENIDA ALMEIDA RIBEIRO, N.º 76 – CULAO – No rez-do-chão, a cozinha muito negra, e a porta de grade que lhe dá acesso para a Avenida muito suja de fuligem. Nos andares superiores, os pavimentos muito sujos e as paredes muito escarradas; escarradores em abundância, aos grupos mesmo, mas todos por debaixo das mesas. No telhado, retretes (celhas) com as feses a transbordar – Recomendei as retretes de caixa, limpas diariamente; os escarradores mais espalhados e acessíveis; os soalhos lavados frequentemente; as paredes caiadas e com mais frequência a da cosinha, e sempre limpa e pintada a porta desta para a Avenida.
AVENIDA ALMEIDA RIBEIRO – Encontrei em sofrível estado de asseio os prémios números 80, 84, 86, 88, 90, 92 e 94.
C) – VIA PÚBLICA
Continuam a ser lançadas a urina e as matérias fecais para os sifões das sargetas de algumas ruas. A Travessa do Abreu, a Rua Nova (Bazarinho), a Calçada da Feitoria, para não citar outras todas as manhãs atestam o que afirmo. Está num estado imundo o pateo do n.º85 (antiga numeração) da Rua das Pontes e dejecta para a via pública um cano com despejos entúpido, que desce do 1.º andar do prédio n.º 24 da Rua da Senhora do Amparo.
Continuam as ruas a ser varridas a sêco, com os graves inconvenientes para a saúde pública.
Pelas 13 1/2 horas dos dias sêcos e ventosos começam as nuvens de poeira a ser levantadas em frente dêste Pôsto Médico, como que a demonstrarem-lhe como é inútil insistir mais sôbre êste ponto de higiene pública.
(1) Nesse ano, o Dr. António do Nascimento LeitãoHomem de cem ofícios» como lhe chamou o Padre Teixeira ), capitão médico colocado no Quadro Sanitário de Macau (desde 1920; seria nomeado major médico em Abril de 1923) era director do Laboratório de Radiologia (nomeado em Janeiro de 1922), director do Laboratório Bacteriológico (funções que desempenhava gratuitamente desde 1922 e era director desde 1912, com interrupções devidas a comissão em Timor). Como responsável do Posto Médico: dava consultas diárias, vacinações, socorros urgentes de dia e noite no Porto ou a domicílio; verificava óbitos na cidade e subúrbios, no mar, no Asilo de Santa Infância e no Hospital chinês; fazia inspecções sanitárias, serviços de estatística e administração, desinfecções e elaboração de relatórios; efectuava serviço clínico do Asilo de Sta Infância, Casa de Beneficência e cadeia civil; exercia sanidade marítima (inspecções de doentes a bordo, verificação de óbitos ocorridos em viagens, pratica as medidas a tomar  no caso de doença infeciosa, etc). Era professor da Escola de enfermagem.
António do Nascimento Leitão, nascido a 27-04-1879 (Aveiro – Portugal) tirou o curso na Escola Médico-Cirúrgica do Porto com 18 valores. Incorporado em 1899, promovido a facultativo de 3.ª classe (alferes) em 1907 ficando alferes graduado do Depósito de Praças do Ultramar nesse ano. Chega a Macau em 8 de Julho de 1907, como facultativo de 3.ª classe do Quadro de Saúde de Macau e Timor. Fez parte das operações militares do ano de 1910 contra os piratas na Ilha de Coloane (serviu de hospital de sangue a lancha-canhoneira Macau, dirigido  pelo Dr. César Augusto de Andrade, coadjuvado pelo Dr. Nascimento Leitão) Prestou serviço em Timor em 1911 e  1923.
Exerceu as funções de subdirector dos Serviços de Saúde em 1924 e 1926.Tenente coronel Médico em 1926.
Foi professor do Liceu de Macau das disciplinas doa  7.º grupo em 1908 – 1913 e das disciplinas do 6.º grupo de 1917 a 1920.
Além das suas múltiplas actividades exercia também  “Clínica médica e cirúrgica”  privada como comprova este anúncio de 1922.
ANÚNCIO de 1922 - CONSULTÓRIO DE ANTÕNIO N. LEITÃOAnúncio do consultório do  Dr. António Nascimento Leitão, em 1922, na Rua do Padre António 10 – Telefone n.º 6.
Intitulava-se “Com prática nas clínicas e laboratórios da Faculdade de Medicina de Paris (seguiu durante o 2.º semestre do ano escolar 1913-1914, um curso prático de medicina operatória sobre o tubo digestivo e seus anexos no Hospital «Saint Antoine », em Paris), médico radiologista ( seguiu assiduamente as conferências de radiologia, assistiu regularmente aos exames radiográficos e tomou parte activa nos exercícios práticos da radiografia no Hospital «Saint Antoine», assim como radioterapia), e subdelegado de saúde e guarda mor  de saúde (substituto de Lisboa em 1916 até regressar a Macau em 6 de Junho de 1917), etc.
As “especialidades” cirúrgicas e radiológicas foram “tiradas” nos quatro meses de licença que lhe foi autorizado em Janeiro de 1914 para ser gozadas em Paris e depois prolongada na situação de licença ilimitada até 31-12-1916.
O horário das consultas: da 1 (13H00) às 2 (14H00) e das 4 (16H00) às 5.30 (17H30).
O Padre Manuel Teixeira (em 1976) elogia este médico ” Foi o Dr. Leitão, neste 400 anos, o único que teve gesto tão simpático“, por ter enviado ao Governador Comandante Albano Rodrigues de Oliveira que foi seu aluno em Macau, a quantia de vinte mil patacas, para ser distribuída pela Casa de Beneficência (Asilo da Santa Infância e Asilo de S. Francisco Xavier), Hospital «Kiang Wu», Leprosaria Ká-Hó, Coloane (para beneficiação das instalações) Liceu Nacional de Macau (prémio para o melhor aluno anualmente), Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (prémio para o melhor aluno anualmente), Seminário S. José (melhor aluno anualmente), Hospital Central Conde De S. Januário (melhor aluno de enfermagem anualmente)
Anteriores referências ao Dr. António de Nascimento Leitão.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-de-nascimento-leitao/
TEIXEIRA, P. Manuel – A Medicina em Macau. Vol IV: Os Médicos em Macau no Séc.XX, 1976.

Mais três imagens de Macau, de 1921 reproduzidas no livro “Tellurologie et Climatologie Médicales de Macau” de António do Nascimento Leitão (1) (2)

MACAO Barra vue de Penha - LapaMACAO – La barre vue de Penha. (À droite l´ile de Lapa)

 “En d´autres sondages dans le fleuve, on a heurté à des lits argilo-sablonneux, de texture faible, à 7 mètres, et on a trouvé aussi un lit d´argile grise à 4 m., 2 au-dessous du zéro hydrographique, devant la pagode de Barra…(…)
C´est vrai que, au delá de Lapa, dans le fleuve et dans les rizières que l´avoisinent, à la distance de quelques kilomètres en amont de Macao, à l´endroit connu sous le nom de «aguas quentes», on remarque l´existence d´abondants jaillisements d´eaux thermales, à blanche fumée et odeur minérale très accentuée.” (1)

 MACAO Plage Areia PretaMACAO – Plage Areia Preta

 “Les terrains bas sont formés par les sédiments argilo-sablonneux du pliocène (?), par les couches diluviennes et alluviennes modernes (des graviers, du sable, des vases et de l´humus). les sondages faits dans la plus grande zone des terrains bas (Mong-Ha, Long-Tin-Chin), à une profondeur de 6 à 17 mètres, ont révélé l´existence de lits d´argile rouge, jaune et verte, avec du sable, de texture falble et de peu d´épaisseur, et elles ont révélé encore l´existence de quelques grès, peu consistants, argileux, rouges et verdâtres, avec de petits noyaux de feldspath kaolinisé.” (1)

MACAO Quartier ChinoisMACAO – Une rue du quartier chinois
(Avenida Almeida Ribeiro)

Les suaves ondulations du terrain, en pente plus ou moins douce, les courbes si gracieuses de ses plages, le vert foncé des pins de ses collines boisées, l´aspect de coquette polychromie de la ville, avec sa charmante silhouette découpée dans l´espace, – tout cela, dans un ensemble d´éclat, donne une impression profonde d´inattendu pittoresque, dans la monotonie de cette région. ” (1)
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/06/01/leitura-tellurolo-gie-et-climatolo-gie-medicales-de-macao/
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/06/28/imagens-de-1921-i/

Do livro “Tellurologie et Climatologie Médicales de Macau” do António do Nascimento Leitão (1), algumas fotografias e descrição geológica/mineral do solo da cidade de Macau

MACAO Vue partielle du Porto Interior“MACAO – Vue partielle du “Porto Interior”

“On a encore fait des sondages en d´autres points marginaux dans le fleuve (Porto Interior), sans qu´on y ait trouvé du granit ou même du terrain ferme, se qui vient confirmer le fait” (1)

MACAO Praya Grande - Colline de Guia - Rade“MACAO -Praya Grande – Colline de Guia – Rade”

Des roches simples on remarque, le quartz, affleurant par la Guia et la Penha en filons (betas) ou en cailloux, ou encore affectant des formes géométriques (quartz hyalin), dans le granit porphyroide de la Penha” (1)

MACAO Praya Grande - La Penha“MACAO – Praya Grande (aufond, flanc nord de la Penha)”

Le flanc des collines est en granit, plus ou moins caché par les terres argilo-sablonneuses. Affleurant en quelques points (Barra, Patane, Mong-Ha, Guia), il se trove en d´autres (Flora) à une profondeur de 6 m. 40, à 17 m. 70, selon les sondages faits dernièrement par la Direction des Travaux Publics. On remarque aussi du grès consistant, rose-jaunâtre (Guia et flanc oriental de Penha)” (1)
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/06/01/leitura-tellurolo-gie-et-climatolo-gie-medicales-de-macao/

Tellurologie e Climatologie CAPAPequeno opúsculo, (1) 2.ª edição, em francês, que contém o Relatório da participação médica no 4.º Congresso de Medicina Tropical do Extremo Oriente, realizado na Batávia (2), em 1921, elaborado pelo Dr. António do Nascimento Leitão (3).
Tellurologie e Climatologie 1.ª páginaEste exemplar, na segunda folha, encontra-se uma dedicatória feita pelo autor ao Senhor António d´Almeida Morais e assinado com a data de Agosto de 1921.
O autor baseando no estudo telurológico/climatológico e nosológico de Macau analisou os dados de 10 anos, os elementos climáticos/meteorológicos do território nomeadamente temperatura, pressão atmosférica, ventos, humidade e chuva. (II Capítulo).
A primeira parte do trabalho (I Capítulo) faz um resumo da Telurologia do território: situação geográfica e configuração; o solo e seu relevo, constituição geológica e mineralógica do solo; e considerações hidrológicas.
No III Capítulo, traça a situação geral dos agentes transmissores da peste.

Tellurologie e Climatologie MAPA Macau 1921Mapa de Macau de 1921 escala de 1 / 20 000
Estão assinaladas as letras: A – Praia da Areia Preta; B – Praia de Cacilhas; C – Praia da Guia; D – Praia Grande; E – Porto Interior; F – Aterros e bacia do Patane; G – Aterros em execução; I – Ilha Verde e outros 42 números correspondentes a sítios/locais/edifícios públicos/cemitérios/monumentos, etc de maior interesse.

As conclusões do trabalho científico apresentado foram:
Do estudo telurógico/climatológico e nosológico de Macau conclui-se que:

  • Durante todo o ano, o clima de Macau é salubre e refractário a certas doenças.
  • Durante a época outonal/inverno (Outubro a Março), Macau estará incluído na classificação da “Estação Climática do Mar da China”, pois que nessa época, seu clima temperado tem as características do clima mediterrâneo.”

NOTA: Telurologia é uma disciplina científica através da qual podemos identificar como é a expressão energética do nosso planeta em cada instante e como nos afecta na nossa vida quotidiana.
(1) LEITÃO, António do Nascimento – Tellurologie et Climatologie Médicales de Macao (Macao Station Climtique). Macao, Imprimerie de l´Orphelinat Salésien, 1821, 73 p. +  4 mapas + 7 fotografias; 25 cm x 16 cm.
(2) Jacarta (Indonésia). Até 1949 era Batavia, nome dado pelos holandeses quando foi fundada em 1619.
(3) António do Nascimento Leitão, médico-cirurgião, radiologista (capitão – médico; promovido a major-médico e depois a tenente-coronel médico) chegou a Macau a 1907 (destacado para Timor em 1913, esteve ali algum tempo, regressando a Macau em 1917, após especializar-se em radiologia, em França) como Médico Sanitário, nomeado director do Laboratório de Radiologia em 1922 e director do Laboratório Bacteriológico do Hospital Militar em 1919. Foi Subchefe interino dos Serviços de Saúde (nomeado em 13 de Agosto de 1926).
Era membro correspondente da Sociedade de Geografia de Lisboa, Membro titular da Sociedade de Radiologia Médica de França e Oficial da Ordem Militar de Avis, etc. “Homem de cem ofícios” como lhe chamou o Padre Teixeira (“Foi um dos bons médicos que conhecemos”). Faleceu em Macau no dia 15 de Maio de 1954.
TEIXEIRA, P. Manuel – A Medicina em Macau, Vol. IV, 1976.

As festas da República foram ali assinaladas por uma revista militar que se realisou no Campo de Long Ting Ching.

Festas da República 1913 I“O governador da província, sr Sanches de Miranda, passando em revista os marinheiros da Patria

Eram mais de seiscentos homens, entre os quaes iam os marinheiros da Patria, a infantaria, artilharia e polícia, além dos mouros e chinas que constituem as forças indígenas. O governador da província, sr. Sanches de Miranda, (1) assistiu ao desfile das unidades que pela sua correcção causaram entusiasmo na numerosa assistência que ladeava o campo e as ruas do percurso.

Festas da República 1913 II“Os marinheiros em marcha”

À noite houve iluminações e um grande jantar oficial no palácio do governo, solenisando-se d´este modo,o aniversário do novo regime.” (2)

Festas da República 1913 III “A Pátria e o vapor de Hong Kong a Macau fundeados na bahia da Praia Grande”

 NOTA: A destituição da monarquia constitucional e a implantação da República Portuguesa foi a 5 de Outubro de 1910. A proclamação da República em Macau foi feita a 11 de Outubro de 1910 , pelas 12 horas, no Leal Senado.

“…cerimónia da proclamação da República , indo S. Exa. o Governador da província, à varanda dos Paços do Concelho, onde proclamou a Republica, à qual deu vivas, que foram correspondidos enthusiasticamente pelo povo e funcionários presentes a esse acto, hasteando-se n´essa ocasião a nova bandeira nacional, encarnada e verde, com tralha encarnada …” (3)

O auto da proclamação da República, elaborado pelo escrivão do Leal Senado, Patrício José da Luz foi assinado por 44 individualidades. Os mais conhecidos, Eduardo Augusto Marques (governador de 22-IX-1909 a 29-XI-1910, João Marques Vidal (governador interino de 30-XI-1910 a 17-XII-1910),  Álvaro Cardoso de Mello Machado ( governador interino de 17-XII-1910 a 14-VII-1912, Luiz Gonzaga Nolasco da Silva, Constâncio José da Silva. Manuel da Silva Mendes, Camilo d´Almeida Pessanha, António Nascimento Leitão, Pedro Nolasco da Silva Jr.

(1)   Aníbal Augusto Sanches de Miranda, oficial da armada: governador de 14 de Julho de 1912 a 16 de Abril de 19 de Abril de 1914.
(2)   Artigo não assinado na revista “Illustração Portugueza”, de 24 de Novembro de 1913.
(3)   2.º Suplemento ao Boletim Oficial, n.º 41 (1910)

Frequentei somente durante um ano o Colégio de Santa Rosa de Lima (secção infantil), no ano de 1957, tinha 6 anos. No ano seguinte ingressei na 1.ª classe da Escola Primária Oficial “Pedro Nolasco da Silva (Central). (1)
A recordação que tenho do Colégio, é esta foto da festa anual, realizada sempre na quadra natalícia. Constava sempre de pequenas peças, distribuição de prendas e prémios para os melhores alunos.
Esta foto demonstra como a “educação” era bem incutida nos alunos desde a infantil.
Foto retirada do livro “Macau pequena monografia” (2). Embora o livro tivesse sido publicado em 1965, Padre Teixeira afirma que “o velho Mosteiro centenário foi demolido em 1964” (3)
A legenda da foto: “O Colégio de Santa Rosa de Lima, um dos melhores da cidade”
Recorda-se muito sumariamente, seguindo indicações de Padre Teixeira (3):
O primitivo Mosteiro de S. Clara e a capela dedicada a N. Senhora da Conceição foram construídos sob a direcção de frei António da ressurreição, ficando completo em Abril de 1634. As Clarissas, que haviam chegado de Manila a 4 de Novembro de 1633, passaram a ocupar o novo Mosteiro a 30 de Abril de 1634.
A 31 de Dezembro de 1824, a capela e o mosteiro foram devorados por um incêndio; sendo reconstruídos, ficaram prontos em Setembro de 1827, reentrando-se ali as Clarissas a 10 de Novembro seguinte.
As Franciscanas Missionárias de Maria chegaram a Macau a 17 de Novembro de 1903, tomando a direcção do Colégio de S. Rosa de Lima que estava ao cuidado das Canossianas desde 1889. Expulsas em 1910, as Franciscanas regressaram a S. Clara em 1932.(4)
A 25 de Outubro de 1936, foi inaugurada a nova igreja S. Clara sendo o projecto, de estilo gótico-romano, da autoria da então superiora Me. Marie Amable de la Passion, ficando a igreja a formar um só corpo com o Colégio…(…)
A primeira pedra do novo convento foi benzida a 25 de Agosto de 1962 por D. Paulo Tavares, mas o velho Mosteiro centenário só foi demolido em 1964 e o novo terminado em 1965, sendo o projecto da autoria do Eng. Humberto Rodrigues.”
Álvaro de Melo Machado (governador de Macau, 1910-1913) (5) referia quanto às escolas em Macau “o collegio de meninas, anteriormente dirigido por senhoras religiosas, tinha uma frequência regular; mas, depois da sahida da colonia d´esses elementos, e ainda não montado convenientemente pelo governo, apenas ministra instrucção a um pequeno de raparigas externas, que alli aprendem instrucção primaria, portuguez, inglez, musica e lavores.”
Ainda do Pe. Teixeira mas do livro (6):
“No seu Relatório de 1923 dizia o Dr. Nascimento Leitão:
                    Colégio de Sta. Roda de Lima – 125 alunos, dos quais 11 do sexo masculino.
                    A situação do edifício é boa. Tem 7 salas de aula, mas uma delas não tem luz suficiente. Na disposição das carteiras nem sempre se atende à conveniência dos alunos receberem a luz pelo lado esquerdo. Como o Colégio possue poço, poder-se-ia talvez adaptar as retretes de autoclismo, em substituição das de caixa, ali em uso”
Em 1938, sob a direcção da Madre Marie Amable de la Passion, tinha professoras de “Economia Doméstica”, “Matemática e Francês”, ”Música e Costura”, “Inglês , Dactilografia e de Sports”, “Inglês, pintura e diversas artes”, “Inglês, música, canto e estenografia”, (7)
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/e-p-o/
(2) SILVA, José de Azevedo e – Macau pequena monografia. Agência-Geral do Ultramar, Lisboa, 1965, 71 p., 22 cm x 16,5 cm.
Sobre este livro, ver post anterior
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2011/12/30/livro-macau-pequena-monografia/
(3) TEIXEIRA, P. Manuel – A Voz das Pedras de Macau. Imprensa Nacional, Macau, 1980, 324 p.
(4) D José da Costa Nunes restaurou o Colégio em 1932 e entregou a direcção deste estabelecimento às Franciscanas Missionárias de Maria.
(5) Na extensa lista dos governadores de Macau, Álvaro Cardoso de Melo Machado foi o mais jovem a ocupar o cargo, com apenas 27 anos. Autor de um relatório sobre a sua administração, como governador de Macau, que serviu de base à sua obra “Coisas de Macau”, (1913), um autêntico libelo contra a forma como Portugal administrava este território. O Escotismo chegou a Macau em 1911, pela mão de Álvaro Cardoso de Melo Machado, à data Governador interino daquele território .Pode pois, afirmar-se que o Escotismo Português iniciou-se em Macau (8)
(6) TEIXEIRA, Padre Manuel – A Educação em Macau. Direcção dos Serviços de Educação e Cultura. 1982, 422 p.
(7) Anuário de Macau, 7.ºAno de publicação 1938, 480 p + anexos (Comerciantes, Industrias e Profissionais).
(8) http://pt.wikipedia.org/wiki/Associa%C3%A7%C3%A3o_dos_Escoteiros_de_Portugal