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Anúncio comercial publicado no dia 16 de Janeiro de 1872 no Boletim de Macau e Timor, duma empresa de Arquitectos e Engenheiros Civis (Wilson & Salway) com sede em Hong Kong.

anuncio-poco-tubular-iPublicitava-se em português e inglês a utilização de um tubo para perfuração de poços para a água, decerto novidade na altura, pelo método do “Tubo de Abissínia”, patente de J. L. Norton” (1), com a vantagem de, além de poder perfurar em qualquer parte, demorar somente uma hora na perfuração, com os custos mais baixos que outros métodos até então utilizados.
(1) Os “Norton´Patent Tube Wells” (poços tubulares) também conhecidos por “Tubos de Abissínia” por terem sido utilizados pelas tropas britânicas, com êxito, na Guerra da Abissínia de 1867/1868.
Publicação da época com “imagem” duma demonstração do funcionamento, em Março de 1868, em Londres. Nesta ilustração vêem-se três tubos de diferentes dimensões a serem testados.

anuncio-poco-tubular-ii“Experiments with Norton’s patent tube-wells, used by our army in Abyssinia”
The Illustrated London News, 21 March 1868”. (2)

Para quem estiver interessado, a utilização do “Tube Well” e seu funcionamento encontram-se descritos no livro “A Handbook of Hygiene and Sanitary Science“, por  George Wilson publicado em 1883.
For a small or temporary [water] supply the American tube well (Norton’s patent) has been found to be very useful. It consists of a narrow iron tube driven into the ground in lengths, the lower part being pointed and perforated at its end, and is fitted with a single or double action pump according to the depth. The water enters the tube through the perforations, and, if the bed is sandy, has to be filtered for some time, until by gradual removal of the sand, a well is formed around the lower end, and the water is obtained without sediment. This pump is especially adapted for country districts, and it possesses the further advantage of helping to keep out surface impurities.
http://www.villagepumps.org.uk/nortontubewells.htm
(2) http://www.allposters.com/-sp/Experiments-with-Norton-s-Patent-Tube-Wells-Used-by-Our-Army-in-Abyssinia-1868-Posters_i13583352.htm

Há ainda no Jardim da Flora a cabeça dum cão, vinda também da Fonte da Inveja. Como a bica desta fonte tinha a forma dum peixe e o fecho do arco do pórtico representava a cabeça dum cão, o público chamou-lhe a Fonte do Peixe-Cão, como remoque ao presidente da Câmara desse tempo, Domingos Clemente Pacheco, apelidado Pachecão.Os chineses davam o nome de I Long Hau (1) – (Garganta de dois Dragões) à Fonte de Inveja, porque os chineses confundiram o peixe e o cão por dois dragões. Este nome,  mais tarde foi atribuído à zona da Fonte da Flora (fonte por detrás do antigo Palácio da Flora. residência de Verão dos Governadores destruída pelo rebentamento do paiol).
A Fonte da Flora é também conhecida por Tai Long Hau (2) (Boca do Grande Dragão).
Uma cabeça  romana proveniente da Fonte da Inveja que derramava água pela boca está no Jardim da Flora.
Esta formosa fonte deu o nome à Rua da Fonte da Inveja, (3) que começa na Avenida Sidónio Pais, entre a Escola infantil «D. José da Costa Nunes» e o  Quartel da Flora, e termina na encosta da Colina da Guia, junto da Fonte da Inveja. (4)

Hospital Miitar Sam JanuárioQuando se construiu o Hospital de S. Januário a água era para lá conduzida da Fonte da Flora numa carroça puxada por um boi.
Após 25 anos de serviço contínuo, sem um dia de descanso nem sequer aos domingos, foi o boi demitido por estar velho, jarreta, trôpego e cansado. Do «Zé do Boi», que durante um quarto de século guiou esse seu amigo desde a Flora até ao Hospital de S. Januário para o abastecer de água, nem o nome se lhe conhece.
Só os amigos do «Zé do Boi» poderiam contar-nos as memórias gloriosas desta figura tão popular do nosso Macau, de há 50 anos.
Depois do boi, apareceu o caminhão do Corpo de Salvação Pública a fazer o mesmo serviço , agora mais rápido e com maior quantidade de água.
Ora em 1938 surgiu a Sociedade de Abastecimento de Águas de Macau, que tomou posse de todos os poços públicos e municipais e mandou encerrar muitos outros particulares. Foi ainda proibida a importação da água da Ilha da Lapa e da venda da mesma feita pela Companhia Loc Vó. O Corpo de Salvação Pública continuou a transportar a água da Fonte da Flora para o Hospital e era só esta que os doentes bebiam.
Os interesses feridos resultaram num casus belli: se os doentes não bebiam a água da Companhia Concessionária, era sinal que esta não prestava.
A Loc Vó agitou os cordelinhos e o pânico invadiu a população chinesa. Começou a manifestar-se uma certa reacção contra o consumo dessa água; de início, foi de carácter pacífico, notando-se apenas relutância em beber dessa água. Mas  essa reacção foi gradualmente aumentando a ponto de se chegar ao extremo de se quebrar as tampas dos poços encerrados  e de se fazer uma acintosa campanha de descrédito contra ela.
Então abalaram-se as potestades cá da terra: a Sociedade que fornecia a água, o Leal Senado que lhe concedera o exclusivo do abastecimento, o Corpo de Salvação Pública que levava o caminhão, os Serviços de Saúde e Higiene e o próprio Governo.
Ofícios, reuniões, discussões, um sarilho. Ora o boi, o doce boi, o boi mansinho, esse leão com um coração de passarinho, nunca fizera sarilho nenhum…(…)
TEIXEIRA, P. Manuel –  Toponímia de Macau, Vol I, pp..136, 246 – 247
(1) 二 龍口 – mandarim pinyin:  èr lóng kǒu; cantonense jyutping: ji6 lung4 hau2 -boca de dois dragões
(2) 大龍口 – mandarim pinyin:  dà lóng kǒu; cantonense jyutping: daai6 lung4 hau2 -boca do grande dragão.
(3) Rua da Fonte de Inveja – 二龍喉街
(4) Hoje entrada (topo norte) do túnel do Monte da Guia – 松山隧道

Na sequência da publicação da fotografia do 1.º reservatório de águas de Macau (1) encontrei outras duas fotos, também do ano de 1927, referentes a outros reservatórios que existiram em Macau.
O coronel engenheiro Adriano Augusto Trigo, em 1919, quando foi nomeado Director dos Serviços de Obras Públicas, comprometeu-se resolver o problema da falta crónica do abastecimento de água potável, aproveitando  somente os recursos hidrográficos de Macau. Traçou um plano  que abarcava duas áreas. Uma referente a águas fluviais, com os projectos (todos concluídos em 1925) de construção de um reservatório na Colina de Guia  e outro na Flora, para aproveitamento das águas da Colina da Guia (2) e implementação de sete fontenários na cidade, para a sua distribuição.  Para as águas subterrâneas recomendou pesquisas no vale de Mong Há. (3)
Em 2 de Abril de 1923, foi aberto um concurso para «Distribuição de água potável explorada na Colina da Guia » com arrematação em hasta pública nesta data. (4)
ANUÁRIO de 1927 - Reservatório da FloraMas o primeiro reservatório (1) foi logo abandonado devido ao seu pequeno tamanho e capacidade armazenamento de água  para um regular abastecimento ao público.
ANUÁRIO de 1927 - Reservatório da Colina da GuiaAssim foi logo construído um segundo reservatório na Colina da Guia mais acima, a meio da encosta onde hoje (desde 1997)  é um “anfiteatro”/campos de jogos de actividades de lazer, entre a “Estrada das 33 curvas” projectada em 1924 pelo mesmo engenheiro António Augusto Trigo, em baixo e o circuito de manutenção, em cima.

Reservatório da Colina da Guia 2015ASPECTO ACTUAL DO TOPO DO ANTIGO RESERVATÓRIO (ABRIL DE 2015)

Um novo reservatório surgiria após a constituição, no dia 13 de Julho de 1935, por escritura pública, da Sociedade de Abastecimento de Águas de Macau, Limitada (SAAM), uma empresa inglesa, também conhecida por “The Macao Water Supply Company, Limited.” Assinou contrato do exclusivo do abastecimento de água à cidade, com o Leal Senado, dois dias depois, por um prazo de 60 anos. De acordo com o contrato, o gerente geral da sociedade era Frederick Johnson Gellion, também gerente da “The Macao Electric Lighting Company, Limited.” (MELCO)
A sociedade com um novo plano para o abastecimento de água potável a Macau captando a água no estuário junto à Ilha Verde. decidiu construir o novo reservatório principal num terreno baldio conquistado ao mar, situado no Porto Exterior.  A construção de uma estação de tratamento na Ilha Verde, de uma estação elevatória e do referido reservatório no Porto Exterior, ficaram concluídos em 1936. (5)

O Reservatório do Porto Exterior 2015O RESERVATÓRIO DO PORTO EXTERIOR (ABRIL DE 2015)

“… Logo de começo ainda antes de elaborar o anteprojecto de Obras do Porto Exterior, foi, planeado por esta Direcção uma captação vulgar de aguas pluviais, na Colina Este da Guia, que na parte considerada podia produzir cêrca de 20.000 m3 por ano para o porto e bem assim o aproveitamento da Fonte da Solidão que tem sido praticamente desaproveitada, ficando a agua com bastante carga para ser distribuída em elevação e podendo a obra ser feita a expensas do Conselho de Administração das Obras dos Portos; mas com a resolução atraz dita, cabia esse trabalho á Direcção de Obras Publicas e esta intendeu por melhor estender ali o sistema que estava empregando na face Oeste da Guia, isto é de provocar maior infiltração por meio de canais horizontais permeáveis, e quanto ás aguas da Fonte de Solidão decidiu canalisal-as para a cidade pelo tunel que foi aberto; tendo então sido prometido que o volume de 20.000 m3 seria fornecido pelo grande manancial que fôra descoberto em camada profunda do subsólo na baixa de Monghá; mas vê-se agora que as esperanças neste manancial não eram tão bem fundadas pelo menos quanto ao processo de captação propriamente dito e o abastecimento de agua ao terreno do porto ficou assim de alguma forma prejudicado.”
LACERDA, Hugo Carvalho de – Obras dos Portos de Macau, Memórias e Principais Documentos desde 1924, 1925.

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/12/02/postal-de-1927-o-primeiro-reservatorio-de-macau-e-o-paiol-da-solidao/
(2) “03-06-1922Importante acta de uma sessão do Conselho Técnico das Obras Públicas, a 5.ª, de 11 de Maio p.p. é publicada no B.O. n.º 22 desta data. Intervêm duas figuras que deixaram obra em Macau. O director das Obras Públicas (Eng Adriano  Trigo) e o Chefe dos Serviços de Saúde, Dr. Morais Palha. Intervêm também o Director das Obras dos Portos (Eng. Hugo de Lacerda Castelo Branco), o vogal deste Conselho Técnico (Eng. Duarte Abecassis) ao serviço da Direcção das Obras dos Portos. Fala-se de sondagens geológicas, de obras na Praza Luís de Camões, da descoberta de abundantes águas no sopé da Guia, etc ” (4)
(3) A ribeira de Patane (em chinês a zona é conhecida por “Soi Hang Mei” – 水坑尾) era um braço de rio que se bifurcava e chegava perto da Aldeia de Mong Há. A água era, naturalmente salobra, mas ali ia desaguar uma verdadeira ribeira de boa água, com nascente no Monte da Guia, ribeira que, depois, ficou reduzida ao antigo charco que veio a dar a Fonte da Inveja, próximo do Jardim da Flora (AMARO, Ana Maria – Das Cabanas de Palha às Torres de Betão, 1998, p.72)
水坑尾mandarim pinyin: shuǐ kēng wěi; cantonense jyutping:  seoi2 haang1 mei5
(4) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4, 1997.
(5) CRUZ, Patrícia – A longa luta de Macau pela água potável , em:
http://www.revistamacau.com/2015/06/29/a-longa-luta-de-macau-pela-agua-potavel/

Numa postagem anterior “ANÚNCIO -SOCIEDADE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUAS DE MACAU LIMITADA (S.A.A.M.)”, (1)  referi que o primeiro reservatório público de Macau foi construído em 1924 no vale da Colina da Guia, (2) mas que devido ao seu tamanho, poucas centenas de metros quadrados de área, muito limitado para o abastecimento de água público, foi abandonado  o seu uso (e também porque a Sociedade foi à falência).
Encontrei esta fotografia de 1927 em que se vê esse reservatório : “Reservatório de água do lado Sul da Colina da Guia”
ANUÁRIO de 1927 - Reservatório de CacilhasNesse mesmo lugar, em 1949, iniciou-se  as obras para a adaptação do reservatório em paiol (Paiol da Solidão) (3)  (estava no “vale”  por cima da Fonte da Solidão, hoje “escondida” porque está parcialmente enterrada com o alargamento da Estrada de Cacilhas e atrás das barreiras de protecção do Grande Prémio) (4)
O reservatório era fechado (na foto vê-se o terraço) e com as obras de adaptação foi cimentada constituindo o terraço do paiol, cuja entrada dava directamente para uma pequena rampa na direcção da Estrada de Cacilhas.
À esquerda da foto, a entrada  para um espaço escavada na colina onde escorria água que depois era canalizada para o reservatório. Este espaço foi readaptado para servir de armazém do paiol. Nesta foto, esta entrada não tinha ligação directa para o terraço (a passagem era feita apenas por uma tábua, do muro para a entrada). Na transformação em paiol foi necessária a destruição de parte desse muro do reservatório para dar  uma ligação mais larga, cimentada e directa à entrada. O transporte do material era difícil para este espaço pois não havia nenhuma passagem do andar superior para o inferior, apenas uma escada de madeira vertical ligava o terraço e a guarita (à direita na foto – futuro local de trabalho do paioleiro) (5) pelo que se construiu uma passagem em terra, da porta da guarita (visível, à direita na foto) para umas escadas de pedra que ainda hoje é possível observar no local (muitos degraus já desfeitos) Pela dificuldade de transporte, armazenava-se aí nesse espaço interior, o material menos usado ou que aguardava  abatimento.

MEU ÁLBUM Paiol de Solidão IAspecto actual do Paiol de Solidão. (FOTO Abril 2015)

Na foto acima, a rampa que dá acesso ao paiol com o muro do antigo reservatório recuperado. A rampa (como ela está, mais larga e alcatroada) foi feita já na década de 60 (século XX) para melhor acesso dos transportes da carga e descarga de armas, munições e explosivos (por força de lei, as empresas que lidavam com  explosivos empregues em trabalhos particulares eram obrigadas a terem esse material depositados no Paiol). À direita, à beira da estrada,  por detrás das barreiras, a Fonte da Solidão.
MEU ÁLBUM Paiol de Solidão II ABRIL 2015À direita a escada de acesso, de pedra (infelizmente mal conservada, semi-desfeita) para o “andar” superior. O portão e a  pequena guarita no topo das escadas foram colocadas depois do 25 de Abril de 1974.
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/08/07/anuncio-sociedade-de-abasteci-mento-de-aguas-de-macau-limitada-s-a-a-m/
(2) Já em 1919, o coronel (engenheiro) Adriano Augusto Trigo  quando assumiu a Direcção dos Serviços de Obras Públicas de Macau, traçou um plano que incluía o aproveitamento das águas fluviais e águas subterrâneas. O projecto para captação de águas fluviais, entre outros, previa a construção na Colina da Guia de um reservatório.
(3) Recordar que o anterior paiol estava na Flora junto ao Palacete da Flora – hoje Jardim da Flora,  desde 1924 até ao episódio do seu rebentamento pelas 5 horas da manha do dia 11 de Agosto de 1931, atribuída ao excesso de calor. Provocou 24 mortos e 50 feridos e destruiu completamente o Palacete da Flora.
Há indícios dum anterior paiol em Mong-Há com a data de 1887 e outro mais antigo (primitivo’?) numa informação datada de  30-03-1639: “Tendo sido reconhecida a necessidade de se construir um Paiol de pólvora e proposto para este fim o sítio de Nossa Senhora da Penha de França ou no baluarte de Sao Pedro, o Senado preferiu, porém construí-lo no monte de S. Paulo” (MOSAICO, 1951)
(4) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/decada-de-50/
(5) O primeiro paioleiro deste paiol, foi colocado em 1 de Janeiro de 1951.  O primeiro (e único) paioleiro do Paiol da Solidão foi o  Cabo Pereira, já que posteriormente se construiu outro paiol, (em meados da década de 50 do século XX) ligeiramente mais a oeste, ao nível da  Estrada de Cacilhas que tem no seu interior uma ligação interna – túnel que “perfura” a Colina da Guia – com saída no Jardim da Flora. Os dois paióis sob a designação de Paiós de Cacilhas mantiveram-se em funcionamento simultâneamente e sempre com mesmo paioleiro até à sua reforma e mesmo depois de reformado até 1973.
Paioleiro – guarda de Paiol, ou seja, é o guarda do local onde ficam armazenadas as munições e os explosivos dos militares. Em Macau também se armazenavam (por lei) os materiais das empresas civis que utilizavam explosivos para as obras.

Roteiro do Ultramar Estátua Ferreira do AmaralMonumento a Ferreira do Amaral

 No aterro da Praia Grande, frente ao mar, ergue-se a brônzea estátua equestre de Ferreira de Amaral, da autoria do escultor Maximiliano Alves. Na base quadrangular, em faces opostas, há dois baixos-relevos das armas reais e duas lápides que dizem:

HOMENAGEM DA COLÓNIA
AO GOVERNADOR
JOÃO MARIA FERREIRA DO AMARAL
22 DE AGOSTO DE 1849

Na face oposta:

ESTE MONUMENTO
ERIGIDO POR SUBSCRIÇÃO PÚBLICA
E AUXÍLIO DO GOVERNO DA COLÓNIA
FOI INAUGURADO
EM 24 DE JUNHO DE 1949
POR OCASIÃO DAS FESTAS COMEMORATIVAS
DO DUPLO CENTENÁRIO
OFERTA DO LEAL SENADO (1)

Anteriores referências a esta Estátua e ao Governador Ferreira do Amaral, em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/joao-m-ferreira-do-amaral/

 
Roteiro do Ultramar Estação Bombagem águasCentral de bombagem de água

A Central de bombagem de água ficava na Ilha Verde e era da Sociedade de Abastecimento de Águas em Macau (SAAM – 澳門自來水), sociedade formada em 1932.
 
19-07-1936 – Iniciou-se o abastecimento de águas à cidade de Macau, com a inauguração da estação fluvial, no norte da Ilha Verde, e o reservatório, no Porto Exterior, sendo Presidente do Leal Senado, o Comandante Albano de Oliveira, que foi incansável, na solução do problema de abastecimento de água, vindo mais tarde a ser Governador da Província” (2)
 

Roteiro do Ultramar Piscina MunicipalA piscina municipal, em Macau

“Foi durante o mandato do Comandante Albano Rodrigues de Oliveira que o Governo de Macau corroborou a feliz iniciativa da Comissão Administrativa do Leal Senado da presidência de Jorge Grave Leite, tornando-se assim possível satisfazer essa velha aspiração dos macaenses… (…)…O conjunto das piscinas é harmonioso constituindo com a ampla esplanada que as domina, um local predilecto para a mocidade de Macau e um centro magnífico para a natação tendo um fontenário que anima o ambiente, e também, profusa iluminação eléctrica de luz fosforescente, que lhe dá surpreende aspecto nas festas nocturnas (3)

Referência à inauguração desta piscina, ver em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/piscina-municipal/
 
Fotogravuras do livro de
GONÇALVES, Manuel Henriques – Roteiro do Ultramar. Lisboa, 1958, 131 p.
(1) TEIXEIRA, P. Manuel – A Voz das Pernas de Macau. Macau, 1980, 324 p.
(2) GOMES, Luís Gonzaga – Efemérides da História de Macau.
(3) BARROTE, David (coordenação) – A Visita do Ministro de Ultramar a Macau em Junho de 1952. Edição da Repartição Central dos Serviços Económicos, Secção de Propaganda, 1952, 328 p.